Uma Nascida Trouxa Na Sonserina
1 Capítulo 1
Notas iniciais
aviso:
* as bruxarias começam capitulo que vem.
xoxo
tchau
Olá, meu nome é Fuxia. Fuxia Lily Malory Bittencourt. Tenho dez anos, moro no Rio de Janeiro, mais especificadamente em Copacabana, e não, não gosto de funk. E acho uma injustiça quando falam que todo brasileiro gosta dessa porcaria, mais de todo caso nem sou 100% brasileira, sou 50% londrina e 25%francesa. Então alem de saber falar português ainda tenho que falar Frances e inglês, além de meu fluente Russo (acho linda essa língua), a qual eu aprendi quando passei dois meses na Rússia com meu pai numa viajem de férias.
Sou filha de Viktor Bittencourt e Lily Malory Bittencourt.
Viktor, meu pai, é um cineasta, que digamos, não fez muito sucesso no Brasil. Hoje tem 45 anos de idade. Cabelos pretos como o breu, iguais a seus olhos pretos (os quais eu herdei). Alto e muito bonito.
E também sou filha de Lily Malory Bittencourt, uma linda mulher, meu exemplo de vida, olhos azuis, pele alva, cabelos ruivos (como os meus), boca carnuda, e ótima escritora, bom, foi isso que meu pai falou, pois, é. Não a conheci. Pois ela morreu me dando a luz.
Morreu no auge de sua carreira como escritora, desde seu 14 anos escrevendo livros. E hoje é considerada uma das melhores escritoras já existentes. Ao todo ela escreveu livros infanto-juvenis, 2 livros infantis, 3 Bestselles, 6 livros didáticos que hoje são usados em faculdades e sua alto-biografia. De tudo que ela sofreu até o dia que encontrou meu pai numa convenção de autores, escritores e cineastas que um amigo de minha mãe promoveu. Eles se conheceram lá e meu pai se ofereceu pra por em filme um livro dela.
Desde a morte de minha mãe e meu nascimento meu pai passou por uma leve depressão e por nós dois saiu dela e se ergueu.
Continuou seu trabalho, algumas vezes fez contratos enormes, o que resultou a compra de nossa casa em Copacabana, uma em Londres, e sua ultima aquisição na Rússia. Mais não foram casas enormes, mas sim casas meio modernas e com um toque clássico.
Para meu pai foi difícil me criar. Vocês veem a situação: um homem com 35 anos, recém-viúvo, uma carreira meio bamba, e uma filha recém-nascida no colo. Claro que deu confusão. Meu pai sendo filho único de pais falecidos (assim como minha mãe.) me criou só, e em casos especiais contratava babás.
Mais tenho o prazer de dizer: ele foi excelente em minha criação. Em momento algum me negou algo, sempre com amor, carinho e bons conselhos pra mim. E não importa a razão, esta sempre me apoiando.
E é por isso que eu o amo muito, e também amaria minha mãe, se ele estivesse entre nós hoje em dia.
Hoje, 06/08/2010, completo 10 anos. E meu pai, como sempre, tira umas férias comigo. Passamos o dia todo sem falar nem de trabalho, nem de escola, apenas de diversão.
Coloquei um short preto, uma blusa cinza de caveira, uma sapatilha verde e uma tiara igualmente verde (minhas duas cores preferida.).
Desci as escadas correndo e me joguei nos braços de meu pai, que me esperava em pé no ultimo degrau da escada.
- PAIIII. – grite quando ele me agarrou e me virou deitada em seu colo(ficou como se fosse um bebe, entenderam?) – Te amo – falei beijando sua bochecha.
- oi Branquela. Também te amo. – falou retribuindo o beijo e me apertando mais no seu braço.
- aonde vamos hoje pai? – perguntei docemente.
- surpresa. – falou misterioso e comigo ainda em seus braços, me levou para o carro.
Entramos e depois de uma hora paramos em frente a um parque de diversões.
Olhei deliciada pra montanha russa.
Adrenalina subindo em minha cabeça só de ouvir o grito das pessoas nela.
Tirei meu cinto de segurança e desci do carro. Tropeçando e quase caindo, mais me segurei na porta e evitei um acidente.
Logo meu pai estava do meu lado.
- esse parque esta na cidade apenas esse mês. E hoje é o ultimo dia. Pensei que iria gostar.
Dei um pulo enorme o abracei pela cintura.
- obrigado pai. Eu estava com muita vontade de vir aqui. – falei pulando alegre.
- então... Vamos entrar? – perguntou alegre.
Puxei a mão dele pra fila que estava enorme, mais ele me puxou pra outra fila, menor. Que apenas fazia um carimbo na mão.
- já comprei os bilhetes antes – explicou quando o olhei com um olhar interrogativo que lhe lancei. Ele pegou dois bilhetes dourados e entrou na fila, que apenas tinha cinco na frente da gente.
Assim que carimbamos nossas mãos entramos.
Logos nós estávamos passeando por ali. E no final do dia olhamos diretamente pra montanha-russa.
Sentamos-nos e nos divertimos bastante.
E quando o parque já fechava estávamos ofegantes.
Meu pai me colocou no colo e me levou para o carro.
- nada de dormir, a programação pra hoje ainda não acabou mocinha. – falou.
- não? – falei já me animando.
- não. – falou sorrindo e colocando o sinto de segurança em mim.
Depois de uns 10 minutos, paramos em frente a um restaurante.
- vamos jantar? Já estou com fome. – falou meu pai com doçura.
Entramos e logo depois jantamos um belo prato de espaguete ao molho do chefe. E eu me deliciei com a comida, porque vamos dizer né? Meu pai não cozinha muito bem não. A melhor coisa que ele faz é uma torta de limão com laranja. A melhor que eu já vi.
Assim que terminamos de comer um saboroso sorvete de chocolate, como sobremesa, pedimos a conta e saímos.
Logo depois meu pai dirigiu em silencio, e o carro preenchido por Don’t Cry, do Guns N’ Roses.
Assim que papai parou na frente de um lugar, que parecia uma cúpula de vidro.
- onde estamos pai? – perguntei.
- desça do carro – falou carinhosamente.
Desci do carro trazendo comigo a jaqueta de couro que eu guardava no carro.
Caminhei lentamente e parei em frente ao carro, mas um tempo depois papai já estava do meu lado.
- vamos? Siga-me okkei? – falou e seguiu em frente
Ele entrou na cúpula, que eu descobri ser uma estufa.
Papai seguiu em frente e se sentou num banco de pedra ornamentado logo em frente. Sentei-me ao seu lado e logo papai colocou no espaço entre mim e o banco uma caixa.
Ele tirou algo de la, puxou meu pulso e colocou envolta dele.
- tenha o maior cuidado com ele, por favor. Pertenceu a sua mãe. Ela adorava essa joia. Foi passada de geração em geração, até chegar a você. – falou com uma lagrima escorrendo no canto de seus olhos.
Olhei pra pequena pulseira em meu pulso. Era simples e tinha um M, que acredito eu seria de Malory. Simples, mais perfeita.
- é tão linda. – falei.
- Pode ter certeza. – falou papai. E enfiou a mão por dentro da jaqueta. De onde tirou um envelope. – bom Fuxia. Eu e sua mãe, antes de você nascer nos planejávamos a sua vida. E numa das discutições decidimos emancipar você, a partir dos onze anos. E meus advogados concordaram com tudo e a partir dos seus onze anos terá liberdade pra comprar coisas com seu dinheiro e tudo mais. Isso é como um teste de confiança. Se você será responsável a manusear sua futura fortuna.
Falou olhando pra mim, apesar de entender pouco sobre isso, entendi que era um voto de confiança em mim. E eu o recebi de bom grado.
O abracei com força.
- que lugar é esse papai? – perguntei, enquanto andávamos em silencio, entre as flores.
- é uma estufa, uma estufa de um cara ai. Aluguei especialmente pra essa noite. – falou dando de ombros.
Assenti e fiquei em silencio enquanto andávamos.
Quando já passava da meia noite voltávamos pra casa.
Estacionamos na garagem, silenciosamente.
Papai andou comigo pelo jardim, a caminho da porta da frente.
Foi quando ele me parou abruptamente.
- filha eu não tinha trancado a porta? – perguntou bem baixinho.
- sim – respondi em mesmo tom e olhei pra porta, a qual estava escancarada.
Senti minha espinha esfriar.
- fique aqui. E se você escutar mais um barulho pegue seu celular e ligue pra policia. Okkei? – perguntou olhando pra porta.
- tudo bem. Toma cuidado pai. – falei.
Ele beijou o alto de minha cabeça e caminhou silenciosamente pra porta.
Assim que ele entrou, eu, medrosa, liguei pra policia.
Quando terminei de dar o endereço escuto um barulho.
- clama, podem levar tudo. Mais por favor não me façam mau. Levem meu dinheiro.
- idiota. Eu quero te matar. Eu posso pegar quanto dinheiro da casa eu puder mesmo. — PAAA
Grito, no telefone, com a mulher que me atendeu e mandei vir logo.
Mais depois duas sombras passaram por mim. Eu gritei superalto. E gritei ainda mais alto quando vi que um apontava a arma pra mim.
E do nada as duas sombras, provavelmente masculina, caíram no chão, aos meus pés, pareciam desacordados. Nem liguei pra eles, apenas entrei correndo em casa na ânsia de ver meu pai, e vi meu pai deitado no chão, no meio da sala, com a cabeça virada pra escada. Eu me joguei por cima dele e vi seu pulso. Estava fraco. Desesperei-me. Saquei meu celular e liguei pra ambulância.
- p-p-pai. Não feche os olhos. Fique comigo. Não me deixe. P-p-por favor. Fica...
- Fuxia. Filha. Eu sei que não irei resistir. Só saiba que eu te amo. Você é a melhor filha que um homem poderia querer. Só te peço uma coisa filha. Apenas uma coisa.
- o que?
- nunca se esqueça de que eu e sua mãe lhe amamos. E que não importa mais nada, a não ser o amor. Amamos-te. Estarei olhando por ti. Estarei sempre em seu coraçã...o
E seus olhos perderam o brilho, mais antes disso, seus olhos deixaram cair uma única e solitária lagrima.
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