HOPE ON

Abro os olhos assustada com alguém me chacoalhando frenéticamente. E suspiro ao ver minha tia Rebekah me olhando sorrindo.

—- Acorde dorminhoca! Chegamos...- ela diz e abre a porta saindo do carro, eu também saio e só ai percebo que já está de noite. Olho em volta e paro meus olhos na casa enorme em minha frente.

—- Vamos ficar aqui? — pergunto babando na mansão e encaro minha tia esperando sua resposta. Ela sorri e levanta as mãos me mostrando as chaves da casa. — Essa mansão toda só pra nós duas?

—- Claro que sim. Somos Mikaelsons, sempre temos que ter do bom e do melhor. — diz com seu jeito convencida de ser, eu apenas rio balançando a cabeça em negativa.

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Depois de conhecer toda a mansão, guardar minhas coisas e tomar um banho relaxante, desço pra cozinha encontrando minha tia pronta pra se alimentar do sangue de uma mulher.

—- Que coisa feia tia. Mal chegou e já está fazendo vítimas! — digo procurando algo na geladeira pra comer, encontro um sanduíche com uma cara deliciosa e me sento na cadeira começando a saborea- lo.

—- Eu sinto fome Hope. Um dia você vai passar por isso também. — diz mordendo o pulso da mulher e deixando o sangue cair na sua taça, o bebendo logo em seguida.

—- Espero que não seja tão cedo. Não quero me transformar ainda... gosto de ser só bruxa no momento.

—- Tudo bem né. — ela diz se levantando, vai até a mulher e dá seu sangue pra mesma se curar, logo em seguida a hipnotiza pra esquecer o que aconteceu e a manda ir embora.

—- Tia... Eu posso dar uma volta por aí, pra conhecer a cidade? — pergunto na expectativa de poder sair um pouco, e pegar um ar, mas ela nega com a cabeça me deixando frustrada.

—- Nem pensar. Você está sobre minha proteção, não posso deixa-la sair!

—- Eu sei me cuidar sozinha, e além disso, o que de mal me aconteceria nessa cidade?

—- Chegamos hoje e eu não sei se é perigoso aqui. Tenho que checar primeiro.

—- Por favor tia Bekah! — me aproximo dela implorando, e ela suspira.

—- Você vai poder sair e conhecer a cidade Hope. Mas não hoje, quem sabe amanhã? Sobe e vai descansar que amanhã vai ser um longo dia. — eu assinto derrotada e subo pro meu quarto. Vou até a janela e fico admirando a lua e ouvindo os sons da natureza vindo da floresta.

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Chegamos na entrada da escola chamada Beacon Hills High School e todos os olhares se viram pra nós. Deveria saber que a ferrari da minha tia chamaria muito atenção.

—- Droga! Tá todo mundo olhando pra gente. — digo saindo do carro totalmente envergonhada.

—- Temos que mostrar que temos estilo... — ela diz botando seus óculos e desfilando, á sigo sem pestanejar. Os garotos olham praticamente babando pra ela, e eu é claro envergonhada. — Fique aqui! Vou te matricular. — ela entra na sala da diretora e eu fico com cara de tacho encarando a porta.

Me viro e me deparo com adolescentes cochichando e me encarando. Pronto! Se eu já estava envergonhada, imagine agora. O sinal toca me fazendo suspirar aliviada, por todos irem pra suas salas. Me sento na cadeira ao lado da porta e aguardo minha tia sair.

Um garoto de lindos olhos azuis se aproxima de mim, e eu me sinto nervosa pela sua aproximação.

—- Oi. Nova estudante? — me pergunta sorrindo. Dou um sorriso tímido pra ele e assinto.

—- É... sim! Começo amanhã. — respondo envergonhada.

—- Que bom! Sou Isaac, prazer em conhece-la... — ele se apresenta, estendendo sua mão pra mim ainda sorrindo.

—- Sou Hope. Prazer! — estendo minha mão e aperto a sua. Ele fica parado alguns segundos em silêncio me encarando, e eu fico mais envergonhada e nervosa.

—- Bom... estou atrasado pra aula. Espero te ver amanhã. — ele pisca seus lindos olhos pra mim, e eu dou uma leve risada pro mesmo. Fico o olhando enquanto ele sai em direção a sua sala, e quando não o enxergo mais, suspiro de alívio.

Eu não sei porque fico tão nervosa quando um garoto se aproxima de mim; deve ser porque nunca me relacionei com nenhum antes, pois meu pai é extremamente ciumento em relação a mim. E por falar nele, já estou com saudades. Quando chegar em casa ligo pra ele...

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Dígito os números de meu pai no celular e espero o mesmo atender. Chama uma, duas, três, quatro, cinco vezes e nada, cai na caixa postal. Tento novamente e denovo cai na caixa postal. Começo a ficar preocupada, porque ele sempre me atendia rapidamente. Ligo novamente e dessa vez ele atende na quarta chamada; suspiro de alívio.

—- Hope aconteceu algo meu amor? — ouço sua voz e de imediato sinto a sua falta.

—- Não pai! Só estou com saudades... como vocês estão? — mordo meus lábios e ouço atentamente a sua voz.

—- Está tudo bem por aqui. Fique despreocupada. A sua tia está cuidando bem de você?

—- Pai, eu não sou mais uma bebezinha, seu me cuidar muito bem sozinha. — digo tentando parecer brava.

—- Eu sei meu amor. Sei que sabe se proteger sozinha. Mas você não pode tirar a sua pulseira pra usar seus poderes pra se defender; eles podem te sentir e te encontrarem. Por isso sua tia Rebekah está com você, pra proteger você! — ele diz e eu suspiro.

—- Eu sei pai! Diga pra todos que eu já estou com saudades; principalmente de você e da mamãe...- digo com os olhos cheios de lágrimas, já com muitas saudades. Eu sempre fui muito apegada aos dois.

—- Digo sim. Também estamos com saudades. Eu te Amo Hope! — ele diz e eu deixo um sorriso escapar.

—- Eu também te amo muito pai...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.