Notas iniciais
Desculpa a demora!!!! Vou tentar me justificar, sabe quando você sabe o que escrever, mas não sabe bem como fazer isso? Então, passei dias na frente da tela do computador escrevendo e reescrevendo (isso pq eu já tinha feito metade do capítulo junto com o anterior kkkkkk). Bem, esse é o último, não ia ser, mas quando eu escrevi a frase final eu percebi que não tinha muito mais o que escrever sendo que vocês já sabem o que acontece e eu não estou interessada em alterar o final, mas isso não significa que não possa rolar um capítulo bônus (estou refletindo em como fazer um realmente bom kkkk)! Por fim, queria dedicar o capítulo a Alice Whitlock Filha de Hades que me fez terminar isso daqui, obrigada!

Edmundo acordou com sentindo toalha fria e úmida sendo colocada em sua testa. Ele abriu os olhos lentamente, estava se sentindo bem melhor, na verdade estava se sentido fantástico, tinha certeza que derrotaria Pedro na espada na metade do tempo com essa disposição toda que sentia. Pedro! Edmundo ficou estupefato, ele se lembrara! Na realidade ele se lembrava de tudo agora, do metrô, da praia, de Cair Paravel em ruinas, Cáspian, a invasão do castelo e do grito do fauno. Ele olhou para a pessoa que colocava a toalha em sua testa e sorriu. Susana!

Ele levantou-se de supetão a assustando.

–Edmundo, quer me matar do coração? – disse tentando soar repreensiva, mas falhando miseravelmente.

–Susana – o garoto murmurou quase não conseguindo se conter de felicidade. Ela o abraçou firmemente e beijou-lhe os cabelos ensebados pela aventura sem ao menos se importar de tão contente que se encontrava.

–Cadê os outros? – perguntou Edmundo olhando ao redor – Como vocês me curaram? Como estão aqui? Pedro e Cáspian já conseguiram se entender? E Lúcia? – ele olhou ao redor um pouco desolado – Onde está Lúcia?

–Calma, Edmundo, teremos tempo para todas as perguntas depois, agora você deve se recuperar. Você não faz noção do estado em que se encontrava quando Cáspian o trouxe para dentro no cavalo.

–Mas eu me sinto ótimo, Susana, é como se eu fosse um homem novo, até minhas memórias voltaram! – ele se sentia tão contente que quase saiu cantando por aí.

–Eu sei que o contraste com sua situação anterior deve ser bem grande – riu Susana – Mas não acho que você esteja completamente curado, nem mesmo com a ajuda da poção de Lúcia!

–Lúcia! Onde ela está Susana? Onde está Pedro? Cadê todos? – Edmundo não podia evitar se sentir um pouco triste, finalmente havia voltado, recuperado a memória e parecia que ninguém estava interessado em vê-lo!

–Acalme-se, Ed! – Susana disse por fim – Eles virão vê-lo, nós nos revezamos para cuidar de você, não queríamos muita gente em volta te sufocando, eles devem estar com os outro no átrio.

–O átrio da caverna? – perguntou divertido Edmundo sem deixar de sentir-se aliviado por não ter sido abandonado – Já começaram a dar nomes arquitetônicos para esse lugar? Você sabe que isso não é exatamente uma construção, não sabe? – completou brincando.

–Você não tem jeito, Ed – ela disse sorrindo – Mas estou contente em ouvir suas brincadeiras de novo, desde que chegamos aqui você ficou tão quieto, e então você sumiu, senti saudades!

–Eu também Susana, agora me leve aos outros por favor, tenho certeza que eles se desesperaram na minha ausência! – E soltou uma risada que logo foi acompanhada pela irmã.

–Venha, Ed, é por aqui.

Eles seguiram até o “átrio” da caverna onde todos estavam reunidos numa discussão acalorada sobre o que faria a seguir, discussão essa que findou com a chegada de Edmundo. Todos o observaram entrando ali como se fosse uma aparição, até que ele sentiu um pequeno vulto voando em sua direção.

–Edmundo! – a garotinha se pendurava nele tão alegre que ele não pode evitar sorrir.

Ele a apertou contra o corpo delicadamente como se ela fosse escapar a qualquer minuto. Edmundo olhou ao redor e percebeu que havia interrompido uma discussão tensa.

–Desculpem-me, por favor. – disse com uma ligeira reverencia e começou a se retirar.

–Edmundo! – disse Pedro um pouco embaraçado – Estou contente... todos estamos contentes por você estar bem!

–Obrigado – o garoto respondeu com um pequeno sorriso e saiu do “átrio”.

Lúcia o seguiu e quando viram estavam na entrada da caverna vendo a luz da manhã que invadia o ambiente.

–Não o culpe por um cumprimento tão pouco efusivo, ele ainda está com vergonha do que aconteceu no castelo.

–Eu não estou triste com ele – Edmundo fez um carinho na cabeça de Lúcia e se sentou – E só que... eles ainda estão num impasse? Divididos dessa forma seremos facilmente esmagados pelas tropas de Miraz.

Lucia sentou-se ao seu lado e encostou-se nele.

–Na verdade eles estão se entendendo agora e já executaram boa parte do plano reserva, caso eu não encontre Aslam a tempo.

Edmundo a puxou para perto de si num abraço forte.

–Aslam? Você vai sozinha?

–Susana vai me acompanhar, mas algo me diz que não conseguirei encontra-lo até estar sozinha.

–Entendo... Bem, boa sorte, pequena! É bom que eles estejam se entendendo, isso facilitará as coisas. Ah! Queria poder te acompanhar, mas acho que não daria certo.

Lúcia sorriu para ele e foi como se tudo até ali tivesse valido a pena, todo o sofrimento, toda a dor, toda a confusão. Sim, a isso valia tudo aquilo e mais, a paz no rosto de sua irmãzinha era encantadora, tornava tudo de ruim em algo bom e puro. Então seu rosto se transformou em algo doloroso.

–Até porque – ela disse acariciando o rosto de Edmundo – Você não conseguiria montar comigo, não do jeito que se encontra agora... Você chegou muito machucado aqui, Ed, não quero nem pensar no que fizeram contigo para que chegasse naquele estado – lágrimas transbordavam seus olhos doces.

–Lúcia, para que isso tudo? Eu só estava tentando ser destemido, como você¹. E ser destemido as vezes cobra seu preço, mas sempre vale a pena! É sua vez agora, vá procurar Aslam! Você pode se machucar e, Grande Leão, eu espero que não, mas você deve fazer sua parte para trazer a paz, assim como eu fiz a minha.

Edmundo sabia que aquelas palavras não sairiam dele naturalmente, Ele o estava ajudando e, quando Lúcia o abraçou e o deixou, ele sentiu uma paz. Finalmente, tudo acabaria bem!

Notas finais
¹ Lúcia em seu reinado ( na Era de Ouro de Nárnia) era conhecida como Rainha Lúcia, a destemida. Obrigada por ler!! E, leitores fantasmas, saibam que eu aprendi a ver estatística no Nyah! e mesmo que eu tenha ficado tristinha pela falta de reviews eu fiquei lisonjeada pelo número interessante de pessoas que pelo menos chegaram ao capítulo anterior, portanto, eu perdoo a omissão de vocês! Mas seria interessante vocês deixarem a opinião de vocês, eu realmente preciso delas, pq eu quero escrever realmente bem algum dia e minha autocrítica não dá conta disso, entenderam? Enfim, beijos a todos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.