Uma Mancha De Sangue
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Edmundo respirou aliviado, conseguira escapar, o hipogrifo sobrevoava todo o massacre e Edmundo arriscou olhar para baixo e viu os portões de Nárnia se fechando e vários narnianos presos, tentando escapar, todos fadados a morrer. Lá em baixo um fauno gritou em agonia e seu grito chegou aos ouvidos de Edmundo que ficou estático, mandou o hipogrifo planar mais baixo, queria ver quem era o infeliz. O fauno que agonizava no chão elevou o olhar e viu Edmundo, ele sorriu, o justo sentiu uma dor no peito e se lembro do grito de Mr. Tumnus quando foi congelado, a culpa perdurou por anos por não ter feito nada naquele momento, ele não queria aquilo de novo.
No meio daquela multidão desesperada um hipogrifo desceu.
-Os que não foram atingidos peguem todos os escuros que acharem e façam uma barreira com eles aqui! — gritou Edmundo
Vendo um deu seus lideres ali no meio deles correndo o mesmo risco que eles e tentando ajudar a todos o desespero deu lugar a esperança e fizeram o mandado, com cuidado e desviando das flechas os que ainda não tinham sido atingidos pegaram todos os escudos a vista e fizeram uma grande barreira que ajudou muito a proteger os narnianos das flechas.
-Os mais fortes tragam os feridos aqui, e o resto de junte a mim para bolarmos um plano para sairmos aqui — bradou o rei.
Os feridos foram organizados atrás da barreira e cantados, haviam 32 feridos, o justo mandou contar os mortos, os na barreira e o resto, que são em número 30, 25 e 10 respectivamente. Às pressas Edmundo organizou uma reunião com os dez onde bolaram uma estratégia para sair de lá.
-Os feridos são prioridades, vou colocar os com ferimentos mais graves em Shelo, o hipogrifo, e mandá-los à Lúcia.
-E o resto senhor? — perguntou o Texugo triste.
-Se cada um exercer sua função todos serão salvos, agora vamos. Os cinco que erguerão a ponte levadiça vêm comigo, o resto fica encarregado de selecionar os mais feridos e prende-los à Shelo, andem!
Os cinco e o rei correram até a porta, um caiu no caminho abalando o grupo, mas eles não desistiram. A porta estava trancada, mas Edmundo pegou um machado do chão e quebrou as dobradiças e a porta pode ser forçada e aberta. Com o mesmo machado, o rei nocauteou o guarda que ali estava e rumou até o local onde abririam a ponte e acharam os anões que estavam fazendo isso antes de serem mortos.
O rei teve que ter sangue frio na hora e empurrou os anões até o canto da sala e mandou os narnianos que estavam com ele esperarem 5 minutos para começar a içar a ponte, esse seria o tempo que ele levaria para reconstituir a corda e reergue o portão de saída para que a evacuação se tornasse possível.
No campo de batalha um centauro amarrava narnianos extremamente feridos no hipogrifo que alçou voo, uma lágrima escorreu do seu rosto quando um amigo seu que estava na barreira caiu, nessa hora ele teve que ignorar a emoção e dar vazão a razão para salvar todos.
-O rei Edmundo está vindo, todos que estão na barreira peguem um ferido sem desfazer a barreira e todos que estão fazendo nada façam o mesmo, andem!
A ordem foi executada, Edmundo chegou e o fauno lhe entregou uma corda, Edmundo viu o morto com o escudo no chão.
-Tenham fé, vamos sair daqui.
Pegou o escuro do morto e correu até o portão. A corda estava arrebentada pelas flechas, foi por isso que o portão fechou, ele escalou o portão e chegou até a ponta de cima da corda, colocou o escudo no braço e amarrou a primeira ponta da corda na corda arrebentada com força.
O rei se sentiu repentinamente tonto, olhou para baixo e viu sua perna ensanguentada, tinha sido atingido. Desceu o vagarosamente ignorando a dor na perna, ao chegar no solo amarrou a corda na ponta de baixo arrebentada e se apoio na perna boa para girar a alavanca e a porta subir, era só esperar um pouco e...
A ponte levadiça começou a descer, essa era a hora. Ele começou a girar a alavanca e com força, ela era muito dura e a porta começou a subir, porém num ritmo muito devagar. Edmundo se lembrou do grito do fauno, do Mr. Tumnus e começou a usar todo seu potencial e quando viu o portão estava lá em cima, ele travou a alavanca e a ponte levadiça desceu toda.
Edmundo desembainhou a espada e a ergueu, todos os narnianos que estavam ali começaram a correr em direção à saída. Porém Edmundo não se moveu, ele esperou por todos, ele se lembrou da promessa de ser o último a evacuar numa guerra e ele a cumpriria. Dos narnianos que foram abrir a ponte levadiça apenas três se salvaram. Edmundo sentiu a visão embaçar, passou a mão na barriga, sentiu uma flecha nela e assim que todos os narnianos saíram fechou a travado portão para dificultar uma futura perseguição, ele tentou correr até o portão antes dele fechar, mas o cansaço e dor vieram com tudo assim que ele deu o primeiro passo e Edmundo caiu.
Há alguns quilômetro dali, um hipogrifo desce perto de uma caverna, onde na frente um rei e um príncipe brigavam e uma rainha curava uma anão. Todos olharam para o hipogrifo esperando ver um de seus reis, mas o que encontraram não foi isso. A garotinha se levantou e ajudou a desamarrar os feridos junto com sua irmã que chorava também. Eles deitaram os feridos no chão e lhe deram o elixir. A garota olhou para o irmão que já havia parado de brigar e perguntou inocente.
-Onde está Ed?
Susana chorou mais alto e começou a soluçar, Pedro abraçou a irmã.
-Eu não sei, mas acho que ficou no castelo de Miraz.
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