Uma Malfoy diferente. Dramione, tudo é possível.
16 Capítulo 16 - Ai Meu Deus
Notas iniciais
P.o.V Adria
No começo da tarde...
Estava com V ao meu lado, ela parecia super relaxada. Bem, pelo menos era o quê parecia dizer por fora, não sei por dentro. Bom, pelo menos eu sei, como estou por dentro. Tínhamos combinado no Três Vassouras, nos encontraríamos lá, para conversar, tomar algo, e sei lá mais o quê.
Decidi seguir o conselho do Harry. Não levaria como um encontro. Apenas amigos, conversando. Bem, seria fácil não é mesmo? Claro que seria. E como eu posso tentar explicar esse maldito frio na barriga? Isso por quê você está escondendo essa coisa importante do Draco. Ah, claro, é isso. Não tinha outra explicação se não essa.
Quando enfim pararam em frente à porta do 3V, quase não entrava. Foi preciso muito esforço da V, para tentar me empurrar. Quando entramos os dois já estavam sentados. O que nos notou primeiro foi o Leo, que bateu no ombro de Anthony, que logo sorriu quando nos viu.
Quando ele te viu, ser.
Shito. (shiu, cala a boca e etc.)
Nos sentamos nas duas cadeiras na frente deles. Ótimo, não preciso sentar do lado dele.
– Hey Adria. – Falou Anthony com aquele sorriso de canto.
Droga. Eu já sabia que o meu sorriso era completamente bobo. Então, eu mordi o lábio. Ele falava e eu seguia o rumo da conversa como Harry disse: Apenas uma conversa de amigos, sem pressão. Quando eu não sabia o quê falar ria. E meu Deus como eu ri. Quando V me chamou eu sorri para ela. Na verdade não escutei direito o quê ela disse, estava bem preocupada com o olhar de um sonserino sobre mim.
– Então, você gosta de Quadribol? – Ele perguntou dessa vez. Graças a Deus algo que eu entendo.
– Eu amo Quadribol. Tipo, eu amo desde o quê? Desde os meus 2 anos? – Eu ri, lembrando de quando fui ao primeiro de jogo de quadribol.
Ele sorriu.
– Que bom. Agora você pode parar de rir, quando eu digo algo que você não entende. E vamos falar do quê nós dois entendemos.
Eu arregalei os olhos. Como ele podia me conhecer assim? Eu sorri.
– Qual seu time favorito? – Perguntei.
– Chudley Cannons. – Ele sorriu. Eu ri. Ele me olhou confuso. – O quê?
– Sério? Chudley Cannons? Eu prefiro Puddlemere United!
– Qual é, você torce mesmo pra eles? – ele mandou um olhar como quem diz: “você tá mentindo”.
– Sério! – eu ri. – Você joga, ou só torce?
– Jogo. Estou no time de quadribol da sonserina. – ele falou.
– Draco joga como apanhador. – Eu disse, e ele assentiu. – Ele me ensinou uma coisinhas. E digamos que eu tenho vocação a apanhadora.
– Eu sou artilheiro. – Ele sorriu discretamente. – Que tal depois, treinarmos juntos?
– Perfeito! Aposto que sou uma artilheira melhor que você. – Desafiei. Ele riu.
– Vamos ver.
Então ele pegou minha mão. Fazendo círculos com o polegar sobre a pele.
AI MEU DEUS
AI MEU MERLIN
PELAS PRISILHAS VELHAS DE MORGANA
SOCORRO!
Então eu sorri, e fitei os olhos dele. E ele fitava os meus de volta.
Pode derreter agora? Não? Tá, eu posso ficar mais um pouco aqui.
P.o.V Viria
Encontro duplo. Mas que ótimo, não? Onde a Ad estava com a cabeça quando pensou em me trazer para o encontro dela? E ainda por cima, mandou o Antena trazer o idiota do Bass. Argh!
Olhei para Ad. Ela estava nervosa e sorria feito idiota para o Antena. Nossa, chega a me dar nauzeas. Ela ria de tudo que ele dizia, e eu já não fazia ideia em relação ao assunto que eles debatiam com tanta emoção. Bass brincava com um galão, fazendo-o dançar entre seus dedos enquanto me olhava de soslaio. Era estranho, mas por mais que eu tentasse, era um tanto impossível ignorá-lo.
Ei, sua idiota! Deixa de ser irritante. Sua amiga estava nervosa. O que custa ajudar uma amiga?
O que custa? Eu estou tendo que ver o Antena flertar com ela enquanto o Bass fica falando essas piadas sem graça, além de ficar me olhando.
Você gosta dele. Que previsível, Levesque.
Não gosto não. Ah, que se dane! Não vou perder meu tempo discutindo com você.
– Ahm... — Pigarreei, na tentativa de que Ad me olhasse. Ela virou a cabeça, olhou para o Bass e me lançou um sorriso. — E-Eu vou dar uma volta. Volto antes de termos voltar para o castelo.
– Eu vou com você! — Disse Bass, já de pé e contornando a mesa, pondo-se ao meu lado.
– Que seja... — Bufei e revirei os olhos, seguindo em direção a porta.
Quando estava prestes a sair, olhei para a mesa onde os dois já haviam voltado a conversar. Até que formariam um bom casal. Olhei para o Bass, que me esperava do lado de fora com uma cara de interrogação, então resolvi assumir o fardo e sair logo dali com aquele idiota, antes que eu me arrependesse.
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