Uma Luz no Fim do Túnel
4 Capítulo 4 - Threatened
Notas iniciais
Capítulo 4 – Threatened (Ameaçada)
"O Homem pode adquirir conhecimento ou se tornar um animal, como ele quiser. Deus faz os animais, o homem faz a si próprio." (Georg Lichetnbery)
- Qual é a próxima aula, Edward? – perguntei enquanto juntava minhas coisas.
- Espanhol. Já terminou de juntar suas coisas? Quer que eu te ajude?
- Não precisa, Edward, já terminei. Obrigada pela preocupação. – disse suavemente.
Como ontem, fomos para a aula de braços dados, conversando sobre coisas um do outro que ainda não sabíamos.
- Quando vai ser sua consulta com meu pai? – perguntou ele enquanto sentávamos.
- Terça-feira da semana que vem, às cinco da tarde. Vou direto daqui da escola para o consultório. Por quê?
- Se eu tiver sendo intrometido me avise, mas é que eu queria ir com você.
- Eu vou adorar! Quem vai me levar vai ser minha mãe mesmo, então não vai ter problema, meu pai trabalha até as oito da noite.
- Que bom! – disse ele contente.
- ¡Buenos días clase! – disse a professora.
- ¡Buenos días profesora!
- Veo que tenemos una nueva alumna. ¿Cómo se llama?
- Me llamo Isabella Swan.
- Bienvenida a la escuela. Me llamo profesora Daisy Cole.
Espanhol era uma das minhas aulas favoritas e Edward percebeu.
- Gosta de Espanhol?
- Gosto de idiomas em geral. Tenho um monte de fascículos com cd de internet que ensinam outros idiomas. É claro que eles não ensinam fluentemente, mas me deram uma boa base, o suficiente para me comunicar de forma que as outras pessoas entendam.
- Eu também gosto muito de idiomas.
E começamos a falar dos idiomas que sabíamos falar. Ele falava, além do Inglês, Espanhol, Francês e Português. Já eu falava Espanhol, Francês, Português e Italiano. Um a mais que ele, porém ele era fluente em todos os idiomas que falava. Ele prometeu me ajudar a ficar fluente nos idiomas que ele sabia, mas em troca eu teria que ensiná-lo o que eu sabia de Italiano. Pra mim era maravilhoso, assim eu passaria mais tempo com ele.
Após a aula fomos para o refeitório e encontramos todos conversando animados, ou quase todos.
- Onde está a Rose? — perguntei
- Ainda está na aula. A aula dela de agora é Inglês, o professor sempre prende um pouco depois que bate o sinal. – disse Emmett – Como você sabe que ela não está aqui?
- Não é óbvio, Emmett? Bella não ouviu a voz da Rose. – ralhou Edward.
- Liga não, Bella, às vezes sou meio lerdo.
- Não tem problema Emm.
- Bella, vou comprar seu almoço. – falou Jasper.
- Tudo bem Jazz. Vou ao banheiro e já volto, ok?
- Quer que eu vá com você Bellinha? – perguntou Alice.
- Não precisa, Allie, eu sei o caminho, mas mesmo assim obrigada.
- Não é nada, Bellinha!
Montei minha bengala e fui até o banheiro, sentia-me estranhamente suada, apesar de, na época, estar inverno. Encontrei o banheiro fui a pia lavar meu rosto. Quando eu estava fechando a torneira ouço alguém entrando.
- Quem você pensa que é para chegar aqui na escola e roubar o que é meu? – disse uma voz fina e irritante. Eu sabia que ela estava falando comigo pois éramos as únicas no banheiro.
- Você não pode estar falando comigo. Eu nem sei quem você é!
- Ah, sabe sim. O meu Edward já falou de mim pra você.
- Lauren Mallory. – disse baixinho.
- Exatamente. Sou o seu pior pesadelo. Vou destruir sua vida se não se afastar do que é meu.
- Se está falando do Edward ele não é seu.
- Então ele é de quem? Seu, por acaso?
- Aposto que ele prefere isso a ser seu. – eu sabia que estava me metendo em encrenca. Quem iria sofrer com isso era eu que não podia me defender. E não demorou muito ela correu em minha direção e me empurrou em direção a parede, com a mão em minha garganta, me sufocando.
- Ou você se afasta dele ou eu acabo com a sua vida. Ouviu? Eu sei que você é cega, mas surda eu sei que não.
- LARGA ELA SUA COVARDE! – ouvi um grito. Era uma voz conhecida: Rosalie.
- Quem é você para me dizer o que eu tenho ou não tenho que fazer?
- Se você não sabe meu nome é Rosalie Lílian Hale, filha de William Hale, dono da empresa em que seu pai advoga. Bater em quem não pode se defender é covarde e sujo. Ou você larga a Bella ou VOCÊ se arrepende de ter nascido. Eu faço isso com apenas um toque na discagem rápida. Ligo para meu pai e o seu pai não consegue emprego em nenhum lugar do Reino Unido, ou melhor, da Europa. Bella não vai se afastar do Edward por um capricho seu.
- Isso não vai ficar assim, Hale, não vai mesmo! – disse ela soltando minha garganta e saindo do banheiro. Apoiei-me na parede e fui escorregando até o chão tentando respirar normalmente.
- Bella! Você está bem? Não se preocupe, essa cobra não vai fazer nada contra você, o que eu falei eu posso fazer mesmo, ela não vai se meter com a gente de novo.
- Obrigada Rosalie. Não sei o que teria acontecido se você não chegasse.
- Tudo bem, só não se afaste do Edward. Eu o conheço desde criança, ele sempre sentiu falta de uma companhia como a sua e toda vez que aparecia uma a Lauren destruía a vida dela, mas a sua eu não vou deixar!
- Obrigada Rose.
- Vem, vamos para o refeitório, eu te ajudo.
Saí do banheiro amparada por Rose, que me ajudou a chegar até a nossa mesa no refeitório.
- Bella! O que aconteceu com você? – gritaram Jasper e Edward juntos. Nem dei por mim e os dois estavam me amparando e me sentando em uma cadeira.
- Está tudo bem, graças a Deus e a Rose. – respirei fundo e comecei a contar para todos. – Quando eu estava no banheiro a Lauren entrou e me ameaçou, dizendo que se eu não me afastasse do Edward ela iria destruir minha vida. Eu, levianamente, enfrentei-a, que tentou me sufocar, mas a Rose chegou e ameaçou o emprego do pai dela e ela saiu.
- Eu vou matar aquela desgraçada! – rosnou Edward. – E quer saber? Vai ser agora!
- Não Edward! – chamei – Ela não merece que você suje suas mãos com ela!
Ouvi ele respirar fundo e se acalmar. – Tudo bem, Bella, eu não vou até ela, mas é por sua causa. Se ela encostar o dedo em você de novo eu juro que ela não vai sobreviver para contar história! – disse ele me abraçando.
- E eu ajudo! – disse Jasper.
- E eu também! – disse Emmett.
- Nem preciso dizer que eu também ajudo a dar uns belos tapas naquela cara de foca da Lauren. – disse Alice, nos fazendo rir.
- Pessoal! Ninguém vai fazer nada com a cobra. Não vamos sujar nossas mãos com ela. É só eu ligar para o meu pai que o pai dela é demitido da empresa e não consegue mais emprego em nenhum lugar da Europa. É um castigo bem pior, ela iria ter que ficar sem aquelas roupinhas cor-de-rosa e patéticas. – disse Rose, finalmente alguém com algum senso.
- Tudo bem, pessoal, vamos mudar de assunto. Não é muito agradável falar de animais peçonhentos. – disse Alice. – Bella, você quer me ver hoje?
- Se você deixar... – disse eu, tentando esconder minha vontade.
- É claro que eu deixo. – disse ela, se sentando ao meu lado. Virei minhas mãos em sua direção e comecei a tocar seus cabelos, que eram curtos e repicados.
- Alice, quais são as cores dos seus cabelos e de seus olhos?
- Meus cabelos são pretos e meus olhos são verdes iguais aos do Edward.
Passei para o seu rosto, que era pequeno e fino, porém de feições graciosas.
- Alice, você parece uma fada! – disse eu, rindo.
- Eu sempre disse isso pra ela. – falou Edward rindo.
- Isso é bom, fadas podem ser pequenas, mas são bonitas e poderosas. Eu gosto.
- Eu não duvido que você não seja poderosa, sempre consegue o que quer com essa carinha.
- Agora é a minha vez da Bella me ver. – disse Emmett e veio sentar onde Alice tinha sentado. Eu estava com Emmett de um lado e Edward do outro. Emmett tinha cabelos curtos e meio encaracolados, além de ser enorme.
- Emmett, você é muito grande! – exclamei.
- Eu sei, é de família, meu pai é ainda maior.
- Caramba! Então, quais são as cores dos seus cabelos e de seus olhos?
- Meus cabelos são castanho escuros e meus olhos também.
As feições de Emmett eram fortes, marcantes, mas sem deixar a beleza de lado, em perfeita harmonia, era uma beleza diferente da de Edward. Edward tinha sua própria beleza, única.
- Você e Rose fazem um casal perfeito. Você também é muito bonito, Emmett.
- Eu sei que sou bonito. – disse ele se levantando e indo para ao lado de Rose.
- Modéstia passou longe, não é, Emmett? – disse Edward.
- Não posso ser modesto em uma coisa que eu sei que sou.
Todos riram do comentário de Emmett. Depois a conversa fluiu normalmente, como se nada tivesse acontecido, todos haviam esquecido aquele episódio com a Lauren, inclusive eu. O sinal tocou e Edward e eu fomos para a próxima aula, Inglês.
- Bella, eu tenho que pegar um livro no meu armário, vem comigo?
- Eu vou beber água e te espero no bebedouro.
- Tudo bem, volto num minuto.
Fui andando calmamente até o bebedouro, era apenas alguns passos quando eu de repente caio. Tinha certeza que alguém havia colocado o pé para eu cair.
- Olha por onde anda, sua cegueta. – disse uma voz desconhecida.
- Sua idiota, eu vi o que você fez! – exclamou Edward chegando perto de mim e me ajudando a levantar. – Está tudo bem Bella?
- Acho que sim, só minha perna que está doendo um pouco.
- Você devia andar com gente do seu nível, Edward, e não pessoas como essa ceguinha e aquela metida da Hale.
- Se as pessoas do meu nível forem vocês eu prefiro descer de nível a ficar com pessoas que agem de forma tão covarde e preconceituosa, mas no seu caso eu subiria, pois você já está em um tão baixo que está abaixo da lama.
De repente Edward me pegou no colo e me levou até um banco de madeira próximo. Surpreendi-me com sua força e agilidade.
- Onde dói, Bella?
- Nessa perna aqui. – apontei para a perna esquerda. Ele levantou minha calça e examinou, passando o dedo de leve.
- Você está com um hematoma aqui. Está doendo muito? Quer que eu te leve para a enfermaria?
- Não precisa, Edward, isso não é nada, já estou até acostumada de tanto que eu levo tombos por aí.
- Não precisa mesmo?
- Não precisa. Vamos para a aula que já devemos estar atrasados.
- Consegue andar ou quer que eu te carregue?
- Eu acho que consigo. – tentei me levantar com a ajuda de Edward. Consegui ficar em pé e fomos para aula de Inglês, claro que com ele me amparando.
- Você conhece quem colocou o pé na minha frente para eu cair?
- Infelizmente sim, é a Samantha Johnson, que é do grupinho da Lauren, como uma de suas súditas. Infelizmente não foi a Lauren, se fosse eu teria a desculpa perfeita para acabar com aquela chiuaua cor-de-rosa.
- Gostei do apelido, acho que pega.
- Vamos espalhar, eu vou adorar ver a cara dela quando alguém a chamar de chiuaua cor-de-rosa.
- Por mim tudo bem, mas como eu queria enxergar para ver.
- Então vamos esperar você voltar a enxergar para poder espalhar, assim não perde a graça até você poder ver.
Naquele momento chegamos a sala de Inglês.
- Desculpe senhor Dale, é que a Bella caiu e machucou a perna e eu estava ajudando-a.
- Tudo bem, senhor Cullen. Sentem-se e seja bem vinda, senhorita Swan, sou o professor Clark Dale. Qualquer coisa é só falar, ok?
- Ok. Obrigada senhor Dale.
- Vamos continuar onde paramos.
A aula transcorreu normalmente. Depois fomos para a aula de história com o a professora Phoebe Keller. Eu achava que Londres seria diferente, e de certa forma foi com os amigos verdadeiros que eu fiz, mas tem coisas que nunca mudam.
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