Uma Lily fora do normal
2 Uma Lily fora do normal
Notas iniciais
Lily P.O.V.
Era Natal, era o último ano e ele não sabia. Deitei de bruços escondendo a cabeça debaixo do travesseiro, eu estava sozinha Marlene tinha acabado de sair e Dorcas nem mesmo estava n quarto quando levantei.
– Ele acha que eu o odeio — grunhi e aparentemente nesse momento Dorcas voltou.
– Calma Lily, você pode falar para ele ainda hoje... Na festa... E não adianta falar que não vai é o nosso último ano... — eu desliguei enquanto ela listava as razões que me obrigavam a ir à festa.
Minha mente estava recriminando os escuros cabelos do capitão do time de quadribol da casa que aparentemente estavam sempre bagunçados. Suspirei de leve.
– Você não ouviu nada não é ruiva?
– Eu não tenho roupa. — encarei o rosto dela que estava com a sobrancelha erguida.
– Não estava me ouvindo mesmo eu disse que tenho um presente sob medida. — ela sorriu triunfante.
– Tudo bem eu vou.
– Não adianta você dizer que não vai, nem que eu tenha que te arrastar pelos cabelos você vai.
– Dorcas, eu disse que vou.
– Eu já disse que vai... — aparentemente quem não estava ouvindo era ela.
– Dorcas eu vou!– Gritei para que ela me escutasse.
– Boa garota. — Ela bagunçou meus cabelos enquanto eu revirava os olhos. — Agora, vamos te arrumar.
– Só levanto às cinco horas — disse me escondendo debaixo das cobertas.
– Querida você ficou a manhã toda e a tarde praticamente toda dormindo ou gemendo de raiva porque não falou para um certo artilheiro que os sentimentos são recíprocos... — Bufei para ela enquanto ela continuava. — Você vai é lavar essa juba porque comigo 4 horas é pouco, tenho que dar conta de nós duas.
– Aquele filho de uma mãe! — Marlene entrou bufando. — Boa tarde Lilys.
– Mar, o que foi? O Sirius te jogou gosma por tabela de novo? — Dorcas perguntou.
– Hein? — Não entendi.
– Vai tomar banho! – Marlene e Dorcas disseram em uníssono porém para pessoas diferentes em sentido diferentes.
– Está bem eu vou. — E enquanto caminhava ouvi que aparentemente ele estava se agarrando com uma garota da lufa-lufa.
– Lavei o cabelo. — Disse para Dorcas que aparentemente estava preparada para guerra tinha um monte de apetrechos de beleza sobre as camas e ela segurava um vestido muito bonito preto e muito curto também.
– Belo vestido Dorcas, mas acho que está faltando um pouco de tecido aí para ficar melhor em você — disse irônica.
– Esse não é o meu, é o seu — ela sorriu enquanto piscava.
– Muito curto! — Disse assustada.
– Quero meus dez galeões Dorcas — Marlene gritou do banheiro.
– Pede para o Sirius! — ela gritou de volta. — Mas como eu ia falando o vestido é seu.
– E como eu ia falando está muito curto.
– Assim que é bom não é Mar? — Ela gritou.
– É — ela respondeu de má vontade.
– Agora me deixe fazer o milagre. — Dorcas sorriu malignamente.
– Obrigada minha autoestima está lá em cima agora.
– Senta logo ruiva — eu obedeci.
Dorcas travou uma guerra com um lírio que ela insistiu que deveria ficar na minha cabeça e isso nos atrasou, mas no fim eu estava pronta e as outras duas também. Eu com meu mini vestido preto, Dorcas com seu vestido azul e Marlene com um vestido ousado, muito ousado vermelho.
– Chupa essa eu consegui! — Dorcas gritou triunfante.
– Então vamos né. — Marlene disse sorrindo.
– Não está muito curto? — perguntei uma última vez.
– Não! – As duas responderam em uníssono enquanto me forçavam a descer as escadas.
Enquanto descíamos as escadas Mar me confrontou.
– Lily o que você vai falar para o James?
– Não tenho nada pra falar para o Potter — tentei parecer indiferente.
– Larga de ser boba — ela continuou enquanto Dorcas balançava a cabeça. — Hoje você tem que falar.
Então chegamos à festa e a primeira imagem foi ele se agarrando com a Isabele da Corvinal.
– Or nah! — Dorcas disse enquanto saía.
– Eu acho que não, vou estar sentada ali — apontei para o bar o único lugar que tinha cadeiras.
– Tudo bem, foi mal... — Ela fez uma careta e foi dançar.
Fiquei sentada, sabia que deveria estar super carrancuda, mas não me importava, eu via ele encostado na parede do lado oposto de onde eu estava e sabia que os seus olhos castanhos estavam sobre mim, mas decidi olhar para Dorcas que estava caminhando na minha direção, toda feliz e saltitante.
– Amorzinho toma isso — ela me entregou o copo que estava em sua mão. — Tudo vai melhorar.
Tomei em uma só golada e ela trouxe mais, mais, mais e mais. Eu sabia que era álcool, mas estava me deixando melhor. Um grupo de festeiros se juntaram ao meu redor e começaram a gritar:
– Vira! Vira! Vira! — E bem, eu virei todos vibraram e brindaram — À Lily legal!
– Vem dançar. — Dorcas e Marlene me puxaram e eu fui sem objeções, mas não antes de localizar o James.
Quando o achei aproveitei a presença da Mar e dancei como ela, só que eu dançava para o James e ninguém mais.
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