Notas iniciais
Oi gente! Aqui é mais uma vez a Sally-Yagami com mais um capítulo de Uma Jornada ao Resgate para vocês. Neste capítulo, eu contei com a brilhante ajuda da Tita! Esperamos que gostem e boa leitura!

As duas quimeras terrestres rugem satisfeitas por terem encontrado suas vítimas, enquanto a quimera alada os cerca pelo céu. Samira as encara e por um momento, o desespero a domina, enquanto Valery permanece ao lado de Tavius, que continua delirando devido à febre alta.

– O que vamos fazer? – Samira pergunta. – Você precisa curar o Tavius depressa.

– Não tem jeito, Samira. – responde Valery – Vou precisar de muita concentração. Temos que fugir daqui.

– Vou tentar distrair esses bichos, enquanto isso, tenta tirar o Tavius daqui. Agora que sua mão direita está curada deve ser mais fácil.

– Mas e você?

– Eu me viro. Não vou perder! E o importante agora é ajudar o Tavius!

Dizendo isto, Samira tira uma flecha de sua aljava e mira em uma das quimeras, atirando em seguida. A fecha não surte muito efeito no animal, que, enfurecido, tenta atacar a arqueira, que em um rápido movimento, dá uma cambalhota e se esquiva, atraindo a atenção das três quimeras para si.

A arqueira não se deixa abater e tira mais duas fechas de sua aljava, colocando-as ao mesmo tempo em seu arco e preparando-se para mirar em uma das quimeras terrestres. Sem pensar duas vezes, a arqueira atira as duas flechas ao mesmo tempo na quimera, provocando a ira da mesma e dando tempo para Valery fugir dali com Tavius.



***



Em seu cativeiro, Tabita sente uma forte pontada em seu coração e involuntariamente lágrimas mais uma vez começam a banhar seu rosto. Queria desesperadamente sair daquele lugar para ver seu irmão... Sentia que Tavius estava em perigo... E temia pelo pior...

Fecha os olhos e a primeira imagem que vem a sua mente é a da projeção mostrada pelas bruxas, de Tavius sendo ferido por aquela quimera alada... Servia havia dito que ele morreria em breve, mas, não queria acreditar nisso.

Do lado de fora de seu cativeiro, ela começa a escutar uma conversa de suas sequestradoras.

– Está sendo divertido. – diz Mabel – Aquelas duas idiotas não vão conseguir salvar o mongo do Tavius da morte.

– Logo, logo um de seus bichinhos irá devorá-lo, Mabel. – diz Servia, em meio a uma macabra risada.

– Tavius está com as horas de vida contadas. – completa Soraya – Daqui a algumas horas irá fazer companhia à Lorde Harrison no inferno.

Ao ouvir isso, Tabita entra em desespero. Tavius, morrer? Não pode! Seu irmão não pode morrer. O desespero começa a domina-la mais uma vez e tudo o que quer é ver seu irmão, estar ao lado dele. Sem se importar com mais nada, começa a gritar enquanto mais lágrimas desesperadas banham sua face:

– POR FAVOR...! ME TIREM DAQUI...! EU QUERO FICAR COM O TAVIUS...! EU QUERO FICAR COM O MEU IRMÃO...! TAVIUS...! ME TIREM DAQUI...! ME TIREM DAQUI...! EU IMPLORO...! TAVIUS...! TAVIUS...!



***



Samira começa a correr em disparada, e, as três quimeras começam a persegui-la. Sempre fora muito ágil, então correr não era problema, precisava a todo custo tirar a atenção daquelas quimeras de Valery, até que ela conseguisse ficar em segurança junto a Tavius.

Enquanto é perseguida pelas quimeras, Samira sente o chão tremer a cada passo dos bichos e seu medo aumenta. Um descuido e estaria totalmente perdida.

A quimera alada começa a voar em sua direção para um ataque certeiro e, para se livrar do ataque, a arqueira dá uma cambalhota para o lado, mas, sua fuga não é rápida o suficiente e a arqueira sente as patas do animal “rasgarem” seu ombro, que começa a sangrar devido à violência do golpe que recebera.

Imediatamente, ela pega uma flecha de sua aljava e tenta mirar no animal, porém não tem sucesso, pois, apesar de grande, a quimera é muito ágil.

– Droga! – diz a arqueira ao errar mais uma flecha.

As três quimeras rugem ao mesmo tempo, gritos assustadores que fazem Samira sentir sua espinha gelar. Se não tomasse cuidado, teria o mesmo destino de Tavius, ou talvez virasse o jantar das quimeras antes disso acontecer.

Samira tira de sua aljava mais três flechas, e sem mirar direito, as atira nos animais, e enquanto eles se enfurecem com o ataque, ela foge mais uma vez.



***



Após olhar Samira atrair a atenção das quimeras para si, Valery se aproxima de Tavius e tenta segura-lo. Apesar do amigo ter um porte muito maior que o dela, tenta sustentar o peso dela em seu ombro. Graças a Samira, que atraiu a atenção das quimeras, tinha o caminho livre para poder encontrar um lugar seguro para Tavius, que parece pior a cada minuto.

– Tabita... Tabita... Eu vou te salvar... – Tavius volta a delirar.

– Calma, Tavius. Nós vamos salvar a sua irmã! Eu tenho certeza disso!

E após dizer essas palavras, a maga sai carregando o amigo. Cada passo é carregado de pressa, de preocupação. Ela olha para todos os lados, a fim de ver algum sinal de alguma quimera, e, para sua sorte, nenhum sinal delas. Olha para o céu e também não vê sinal da quimera alada, tinha tudo a seu favor.

Carregando Tavius através da floresta, a maga vai olhando para todos os lado, a fim de achar um novo esconderijo. Não demora muito para achar uma caverna, parecia o lugar perfeito para se esconder.

Apressando seus passos, consegue chegar à caverna e deposita Tavius no chão. O amigo continua molhado de suar e com febre muito alta, estava parecendo que o veneno se espalhava mais e mais a cada minuto. E, ainda precisa sinalizar para Samira onde estão, para que ela possa localizá-los quando conseguir despistar as quimeras.

Indo para a entrada da caverna libera sua mão direita, precisa mostrar a Samira onde estão, para que a arqueira consiga localizá-los.

– Supernaturaj fortoj, kiuj estas sur la bona flanko. fariflagonkiuindikas mia loko!*

Ao fazer sua invocação, um raio azul sai da mão de Valery e sobre aos céus, formando um sinalizador que mostra claramente a localização da caverna.

– Samira, venha depressa e esteja bem... Por favor...



***



Após algumas feridas feitas por garras de quimeras, Samira finalmente consegue despista-las. Ofegante, a arqueira senta-se embaixo de uma árvore para tomar um pouco de ar. Torce para que Valery tenha conseguido levar Tavius para um lugar seguro.

Agora, tem que procurar por eles. Mas, infelizmente, não tem nenhuma ideia de por onde procurar. Estava sendo caçada pelas quimeras e, na pressa em salvar a própria pele, perdera-se totalmente e não tem noção de onde está, muito menos do lugar onde possam estar Valery e Tavius.

Olhando para o céu, a arqueira vê algo que chama sua atenção, uma intensa luz azul que, parece lhe mostrar um caminho. Sorri. Valery estava lhe indicando o local para onde havia levado Tavius.



***



Tabita não aguenta mais esta angústia, estas pontadas em seu oração que lhe dizem que Tavius está piorando... Não aguenta mais pedir em vão por socorro... Não aguenta mais ser torturada...

Se Tavius morrer, jamais será capaz de se perdoar... Ela, Valery e Samira estavam se arriscando por sua causa... E, por mais que suas sequestradoras digam que os três não se importam com ela, seu coração lhe diz que é mentira... Seu coração lhe diz que eles ainda aparecerão para livrá-la deste tormento...

Outra pontada em seu coração e agora ela sabe que Tavius realmente está em perigo e saber disso só faz com que mais lágrimas desesperadas venham a seu rosto.

– Tavius...! Por favor...! Não morra...! Tavius...! Não morra...!



***



Valery está na entrada da caverna, preocupada com a demora de Samira e também preocupada com Tavius. Queria saber se a amiga havia conseguido fugir das quimeras e visto seu sinal.

Ela olha para o horizonte e vê sua amiga se aproximando cambaleante e sorri aliviada. Mesmo um trapo, a amiga estava bem.

Samira chega à caverna e sorri aliviada para Valery, finalmente a tinha encontrado e não havia sinal de nenhuma quimera por perto.

– E o Tavius? – ela pergunta.

– Na mesma, o veneno está se espalhando cada vez mais.

– Você vai mesmo usar a magia de cura nele?

– Sim, não temos escolha. Não podemos deixa-lo morrer.

– Vamos! A propósito, não sei como agradecer sua magia de localização. Se não fosse por ela, ainda estaria perdida por aí procurando por vocês.

– Não foi nada!

Valery desfaz sua magia de localização e as duas amigas vão para os fundos da caverna, onde Tavius continua deitado e delirando devido à febre.

– Tabita...

Valery olha para Samira com ar decidido.

– Lá vou eu!

Em seguida, a maga se concentra e diz sua invocação:

– Supernaturajfortoj, kiuj estas surlabonaflanko, donual mi lapovonde sanigiajnandamagon! Donual mi lapovo deresanigo!**

Notas finais
CONTINUA... * “Forças sobrenaturais que estão do lado do bem. faça um sinalizador que indique minha localização!” ** “Forças sobrenaturais que estão do lado do bem, deem-me poder para curar qualquer dano! Deem-me o poder da cura!”