Notas iniciais
Tita mais uma vez postando para vocês. Boa leitura!

Através das projeções criadas por magia, Mabel sorri triunfante ao ver o imbecil do Tavius e, consequentemente, sua prisioneira serem atingidos pelo poder de seu demônio mais poderoso, aquele que criou exclusivamente para dar um fim a vida de Tavius, embora ela mesma queira dar o golpe final, mostrando o momento de seu triunfo para a mimadinha, para que ela possa ver em primeira mão a morte do irmão, e com a morte dele também chegará ao fim a toda esperança dela de ser resgatada.

Também conseguiu notar que a maguinha de araque está tentando encontrar alguma brecha em sua poderosa magia. Como é tola, a criatura que se diz uma maga é tão patética e está em um nível tão inferior em magia que nem ao menos sabe o que significa o termo magia de sangue.

– Grande tola. – comenta a líder do quarteto maligno.

– Todos eles são, Mabel. – concorda Fabian.

– Mas não dá para negar que está sendo divertido demais ver os quatro patetas se esquivando o tempo todo, sem terem coragem de atacar os nossos demônios. – Servia gargalha de prazer.

– E eles não vão atacar. – ironiza Soraya – Pois, eles sabem perfeitamente bem o que o que acontecerá se causarem um único arranhão, por menor que seja, a qualquer um daqueles demônios.

– Vamos continuar assistindo a luta. – continua Mabel – Quero ver a derrota daqueles quatro e, principalmente, a reação da mimadinha ao ver os cadáveres das amigas e dos irmãos.

***

Tabita ofega de dor ante a mais um golpe recebido por Tavius. Não consegue mais segurar as lágrimas que caem incessantemente por seu rosto tão castigado por tanto sofrimento. E, se antes queria que Tavius chegasse até ela e a salvasse de qualquer maneira, agora ela já não pensa mais assim.

Mais uma vez, seus quatro captores conseguiram extinguir de vez qualquer esperança que tinha de ser resgatada pois, para seus irmãos e suas amigas, matar os demônios que eles tem como adversários significa matar a ela própria.

E, por conta disto, desta terrível magia que liga sua vida a vida destas malditas criaturas, tudo o que quer é que suas amigas, Thales e Tavius fujam dali o mais rápido possível, para que possam salvar suas vidas. Pois desta vez, infelizmente, eles terão de desistir de resgatá-la, pois não há como passar pelas criaturas evocadas por Mabel sem acabar com sua própria vida...

Infelizmente, para ela não há mais esperança... Tavius, Thales e suas amigas chegaram quase lá... Chegaram perto demais... Porém jamais serão capazes de tirá-la das garras de Mabel...Jamais serão capazes de livrá-la de seu sofrimento...

– Tavius... Por favor... Vai embora... Salva a sua vida... Eu não quero que você morra... Salve-se Tavius... Me deixe aqui... Não morra...!

***

“- Tavius... Por favor... Vai embora... Salva a sua vida... Eu não quero que você morra... Salve-se Tavius... Me deixe aqui... Não morra...!”

Ainda caído no chão devido ao último golpe recebido, Tavius escuta claramente o grito desesperado de sua irmã, enquanto olha pela projeção criada por suas inimigas as imagens do seu anjinho, que tem sofrido tanto.

Reúne todas as suas forças para conseguir e manter de pé e, pegando a sua espada, novamente olha para a projeção e, por um momento, tem certeza de que seus olhos se encontram com os olhos de Tabita, pois os dois ficam ali, sem nem ao menos piscar.

Ver a irmã sofrendo tanto faz com que uma dor tremenda tome seu coração. Principalmente porque essas malditas bruxas teceram uma armadilha que parece impossível de se sair. Não pode encostar em seus inimigos, ou então quem sofrerá com isso será Tabita, sua doce irmãzinha.

– Não posso deixar que ela continue a sofrer...! – murmura Tavius enquanto lágrimas involuntárias de frustração invadem seus olhos.

O espadachim não tem tempo para mais nada, pois o demônio evocado por Mabel voa com tudo em sua direção e, em um gesto de puro reflexo, Tavius joga a espada contra o demônio, somente para evitar que receba o golpe. Mas, infelizmente, o golpe sai mais forte do que Tavius pretendia e ele acaba acertando o braço do demônio, causando ali um corte que começa a sangrar imediatamente.

– Essa não...! – exclama o espadachim ao mesmo tempo que sente a dor de seu próprio golpe.

O grito de Tabita ecoa forte e desesperador, ao mesmo tempo que o demônio volta a atacar Tavius com todas as suas forças. Sem poder fazer nada por conta do medo de ferir a irmã, Tavius começa a se defender dos golpes dados pelo demônio o melhor que pode.

O ódio explode em Samira, enquanto desvia com todas as suas forças das garras do demônio que tem como adversário. Tem seu arco em mãos e as flechas em sua aljava, mas está impossibilitada de atacar, isso se não quiser que sua amiga sofra os danos!

– Droga!!! – exclama a arqueira – Isso não é justo!!!

Como vencer assim? Como salvar Tabita se matar estes malditos demônios pode vir a significar a morte dela? Como?

Olha para Valery que, também “luta” se é que pode se chamar isso de luta, na defensiva, a fim de não ser atingida e querendo, a todo custo, não atingir o demônio, pois isto também significa atingir a Tabita e agora também a Tavius.

A arqueira percebe que Valery não está apenas se esquivando mas, que ela também está observando. Sorri. Aquelas bruxas não perdem por esperar.

– Samira! – exclama a maga

– Já saquei! – responde a arqueira.

Samira tira quatro flechas quaisquer de sua aljava, a as atira em sequência, contra árvores que estão na frente dos demônios, impossibilitando-os de atacar ao quarteto.

– Muito bem pessoal, precisamos dar o fora! – o grito de Valery se faz ouvir – Não vamos conseguir vencer desse jeito, precisamos de uma retirada estratégica!

– Mas e a Tabita? – exclama Tavius, desesperado pela situação da irmã.

– Vamos resgatá-la! – fala Thales, concordando com a ideia da saída estratégica – Agora Samira e Valery estão certas, temos que dar um jeito de sair daqui!

Sem tempo a perder, Thales transmuta o chão em uma poderosa parede de pedras, para que os demônios não vejam o local para onde estão fugindo.

***

Mabel, Soraya, Servia e Fabian riem de forma triunfante vendo seus inimigos fugindo como os covardes que são. E, aos mesmo tempo, quatro risadas malignas ecoam de forma sinistra na casa.

– E no final eles fugiram com o rabo entre as pernas. – comenta Fabian.

– O que esperavam daqueles quatro covardes? – questiona Servia.

– Vamos ver a mimadinha. – ordena Mabel – Quero olhar nos olhos imundos dela e mostrar que o amor que o boboca do Tavius tem por ela é tanto que preferiu fugir a enfrentar os meus bebês criados a partir de magia de sangue.

Notas finais
CONTINUA...