Notas iniciais
Desculpem os erros de ortografia, to morta de sono... Bjs

Pov. Nessie

Nahuel. Soube desde o começo que era ele. Tudo aquilo. Desde o coma do meu Jacob. É só ligar os fatos. Nahuel nos viu juntos em minha festa de aniversário, tenta me agarrar, e segundo meu pai, quando ele mandou Nahuel ir embora, o mesmo deixou bem claro que não ia ficar só por aquilo. Meses depois, uma hibrida quase mata Jake, o deixando em coma por quase um ano. E até agora, que eu conheça, as únicas hibridas são irmãs de Nahuel. Ele podia muito bem ter se aliado a uma que tivesse aqueles malditos dons. E logo depois, ele deve ter sabido que Jake não morreu, e resolveu apelar para o segundo plano. Que seria ir até os Volturi, e nos denunciar. Afinal, aqueles três irmãos jamais iriam deixar uma meia vampira ficar com a raça inimiga. O que me deixa cada vez mais preocupada.

A única questão é porque Nahuel deixou de atacar por tanto tempo. Ou melhor, porque fez esses intervalos de meses entre os ataques. Primeiro o ataque ao Jake, e agora, meses depois, esse negócio com os Volturi. Mas de qualquer jeito, não importa. O que mais me vem na mente agora é o medo, a preocupação, a aflição.

Novamente, devido a algo relacionado a mim, familiares e amigos irão se colocar em perigo. Sempre soube que o meu relacionamento com Jake iria trazer problemas relacionados a Volterra, mas depois de meses, com todo aquele clima feliz, eu pensei que nada iria acontecer. Estava enganada.

Mas se bem que, depois de ficar horas agarrada ao meu amor, tentando superar o choque, decidi que não importa o que acontecesse, eu iria dar o melhor de mim, e proteger Jacob. Vou ficar ao seu lado, o protegendo na batalha que provavelmente irá acontecer. E acredite se quiser, eu estou om uma raiva tão grande do Nahuel e dos Volturi, que serei capaz de matar cada um deles com minhas próprias mãos. Me sinto forte o suficiente para derrota-los. Esse pensamento é errado, eu sei. Mas nem ligo.

Irei focalizar esse medo e essa raiva na luta, protegendo a todos que eu amo. Jake já contou aos lobos, e todos estão de acordo em lutar, mesmo sem Jake precisar insistir. Eu queria que fosse diferente, afinal todos eles tem família, e alguns tem até imprinting. E tenho medo do que posso acontecer caso algum deles morra. Afastei esse pensamento.

Minha família já contatou os Denali, e também já contatou os outros clãs que nos ajudaram no passado. Fiquei até surpresa, mas todos concordaram em lutar, embora Amun tenha aceitado meio contrariado. Principalmente Vladimir e Stefan que insistem em querer matar os Volturi, e pegar o trono. Eu não ligo muito pra quem vai ficar no trono, quando acabarmos com aquela corja negra de sanguessugas como diz o Jake. Só quero que seja alguém que saiba governar como se deve, e não seja um psicopata. Aliás, eu sei que vamos tirar os Volturi do treino. Temos que conseguir.

Segundo a visão de minha tia Alice, visão que eu não quis detalhes só pra não ficar mais assustada, os Volturi chegaram em quatro semanas. Ou seja, um mês. E a cada segundo que se passa, o frio na barriga começa a aumentar. E a tristeza também, por saber que talvez eu morra sem me tornar esposa de Jake. O que me machuca muito, pois tudo estava indo tão bem... Pena que as vezes a vida nos faz enxergar a dura realidade.

Eu e minha família arranjamos um jeito de mandar Charlie e Sue para um local ensolarado na semana da batalha. E eu fiquei com um medo imenso por Sheldon. E por isso, com a ajuda de meu amado, arranjamos um jeito de mentir pra ele dizendo que sua mãe queria que ele fosse a visita-la. Sheldon aceitou na hora, e já foi. Afinal, já estava na época de ele tirar férias do trabalho, e além disso, ele iria estranhar quando visse um bando de vampiros de todo o mundo chegando em nossa casa.

– O que foi, Ness? Tá pensativa. – Jake disse sentando ao meu lado no banquinho em frente a nossa casa.

– Pensando em tudo... Nossa situação. – Expliquei calma, porém por dentro, eu estava com um turbilhão de pensamentos e sensações. Jake me abraçou.

– Tudo vai ficar bem. – Ele disse me dando um beijo no topo da cabeça.

– Eu espero. – Duvidei com minha voz. Jake suspirou, e assentiu como se dissesse que também pensa o mesmo que eu.

– Eu amo você. – Ele declarou enquanto brincava com minha mão que continha o anel de noivado, e logo entrelaçou nossos dedos. – E não fique assim. A gente vai sair dessa, e poder finalmente casar.

– Sinceramente Jake, não ligo mais pra festa ou vestido. Se trouxer um padre aqui, caso aqui e agora. – Afirmei suspirando. – Eu sei que a gente vai ganhar essa, mas... Se não ganhar, quero pelo menos já ser sua mulher quando...

– Para. – Jake pediu engolindo seco. – Para de fazer esses planos como se estivéssemos com uma sentença de morte marcada. Renesmee, eu já disse que nada vai acontecer, ok? Esqueça isso. Vamos sair dessa, e vamos ser felizes... Para de falar desse jeito porque já está me doendo ver você assim, e ainda por cima vem falar que vai morrer? – Ele indagou retoricamente irritado, porém calmo. – Por favor, não repita mais isso. – Jake pediu olhando no fundo dos meus olhos. Assenti o abraçando fortemente.

– Eu prometo Jake. Desculpa.

– Não precisa se desculpar, pequena... Mas vamos esquecer tudo isso por um instante. – Ele disse retribuindo o abraço na mesma intensidade. – Eu te amo e não vou deixar nada lhe acontecer.

– Eu também te amo. – Falei absorvendo o máximo de calor do meu amado.

***

– Pai, qual a razão de eles virem? – Perguntei enquanto fazíamos uma caçada de pai e filha.

– Você sabe a razão filha. – Ele respondeu se sentando num tronco de arvore caído.

– Sim, mas... Aro sempre faz as coisas seguindo as leis do nosso mundo. Afinal, nunca quis ser contrariado pelo “povo”. Mas eu penso que talvez não exista nenhuma regra para vampiros e lobos não poderem ficar juntos. – Raciocinei mesmo sabendo que aquela esperança ia pro ralo assim que meu pai abrisse a boca para responder.

– Filha, tecnicamente, nós somos inimigos mortais dos transformos... Nossa família não é porque você nos uniu... Mas eu vou ser sincero, os Volturi nunca aceitarão alguém que fique com a raça inimiga. – Papai disse sério. Assenti.

– É, eu já sabia. – Confirmei triste. – Só queria achar uma brecha, sabe? Um jeito de todos ficarmos bem.

– A única brecha que encontro seria se alguns membros de nossa família fossem para Itália. – Ele respondeu se referindo a minha tia Alice, minha mãe, e se depender, até a ele mesmo.

– Pois é.... Mas não quero que nenhum de vocês vá... Não quero guerra, pai. – Declarei olhando o horizonte cheio de arvores altas e verde escuras.

– Ninguém quer, Renesmee. – Papai afirmou. – Vou ser completamente honesto com você, Renesmee. Sei que não gosta que escondam nada de sua pessoa. – Assenti meio receosa com as previsões de meu pai. – Infelizmente eles virão. E sei que dessa vez, eles vem para lutar. Porém, sei que podemos vence-los. Sinto isso.

– Também sinto pai. – Confirmei dando um meio sorriso com uma previsão boa no final das contas. Olhei para o lado, e observei meu velho jovem pai com sua aparência de 17 anos, mesmo tendo mais de 100 de experiência. Mesmo com nossas discussões, e briguinhas idiotas, eu o amo. Ele me ensinou a maioria das coisas da minha vida. E não quero perder essa sensação. Em um segundo, me vi abraçando meu pai com todas as forças que juntei.

– Nossa. – Papai exclamou surpreso com minha força, mas logo retribuiu o abraço.

– Eu te amo, papai. – Declarei da mesma forma que eu declarava quando era bem pequenininha.

– Eu também te amo, princesa. – Papai disse me retribuindo um abraço gelado. Porém, através daquelas roupas de gente séria, deu pra sentir seu coração que interiormente é quente.