Notas iniciais
oi amores! consegui postar! o/
vejo que muitas ficaram tristes com a briga de ontem :(
prometo resolver isso logo ok?

Bjão!!

Pov. Nessie

Sentei na escadinha da porta, que tinha no quintal de minha casa, e fiquei olhando pra floresta. A ultima vez que senti o cheiro de meu pai, foi nessa floresta. Eu sei, porque logo depois de ter dado aquele olhar frio pra mim, o único som que se ouviu foi o balançar das folhas. E seu cheiro está impregnado nelas.

Fiquei olhando, vendo se talvez ele voltasse hoje. Talvez tivesse refletido. Talvez nem tivesse pensado, só ficou vagando com raiva por aí. Talvez esteja com remorso das coisas que disse pra minha mãe, que no momento, procura se distrair com mais algumas fofocas de minha tia. Minhas tias estão tentando distraí-la, pois sabem que meus pais nunca se separaram por uma briga. Alias, nunca brigaram. A única separação foi por puro amor.

Não sei se meu pai volta hoje. Ontem que ocorreu a briga. Talvez ele ainda esteja seguindo seu caminho em alguma direção. Talvez demore pra voltar. Talvez nunca me perdoe. Senti lagrimas querendo vindo a tona. Por mais que eu soubesse que ele tinha exagerado, nunca consegui ficar realmente brava com meu pai. Ele sempre me entendeu. Lia minha mente, e tentava me consolar do jeito que dava. Mas no momento, sua saída é o que causa a tristeza.

Senti passos pesados atrás de mim. Olhei e vi meu tio Emmet. Ele olhou pra mim, e olhou a floresta. Suspirou e sentou ao meu lado.

– Como você tá? – Ele perguntou passando um de seus braços gigante ao redor de meus ombros.

– Não sei. – Falei dando de ombros. – Estou triste pelas coisas que ele falou pra gente, mas ao mesmo tempo, não consigo ficar brava com meu próprio pai.

– Ele estava errado.

– Talvez. Não sei quem tem razão. – Falei suspirando.

– Você, sua mãe... Menos ele. – Meu tio disse serio. – Sabe, as pessoas me subestimam. Sempre acham que sou um bobão. E sou mesmo. – Ele disse dando de ombros. — Não ligo muito pras coisas... Mas sei que a coisa mais importante é a família. E seu pai não podia ter te tratado daquele jeito.

– Ele tem direito de me tratar assim. Ele é meu pai.

– Não. Você não é criança. E mesmo que fosse, não se educa uma criança, xingando ela. – Ele disse com obviedade.

– Isso não justifica nada.

– Sim, justifica. Você é adulta. Toma suas próprias decisões. Uma coisa é ter ciúme paterno, outra coisa é xingar a própria filha.

– Talvez eu seja aquilo mesmo. – Falei segurando as lagrimas, e olhando pro horizonte de arvores a minha frente.

– Não é não. Posso ser malicioso às vezes... – Meu tio disse. Olhei incrédula pra ele. – Tá, todas as horas. – Ele disse dando uma risadinha. Dei um meio sorriso. – Mas sei que o amor que você e Jacob sentem um pelo outro é ENORME. Tá estampado na cara. E quem ama, beija ué.

– Mas...

– Sem mais nem menos. Não sou seu pai, mas te digo: Se você quiser beijar seu namorado, beija! – Ele disse com ênfase. Dei risada. – Viu? De risada, e pare de melancolia. Sue pai é um idiota, e ponto final.

– Tio!

– O que? Estou sendo realista. Ele não pode falar mal de você, por beijar o namorado. Essa é a coisa mais ridícula que já ouvi. Se eu fosse seu pai, deixaria até outras coisas.

– Tio, não exagera. Você não sabe o que é ciúme paterno.

– Mesmo assim. Não poder beijar a pessoa que você ama, é tortura. – Meu tio disse fazendo careta. – Quando sua tia briga comigo, eu subo pelas paredes. – Dei risada com a careta que ele fez.

– Mas a questão não é essa. Me arrependi de ter falado o que falei. E sem falar que todo esse rolo, resultou na primeira briga dos meus pais. – Falei triste.

– Isso foi uma consequência das atitudes de seu pai. – Meu tio disse compreensivo. – Se ele não tivesse falado o que falou, sua mãe não precisaria gritar com ele.

– Mas ele só falou aquilo por minha causa.

– O Ed extrapolou isso sim. – Ele disse com obviedade. – Ele não podia ter te xingado. E sua mãe estava certa de se intrometer. Não se pode falar daquele jeito com a própria filha. Que não estava fazendo nada de errado, aliás.

–Mas tio...

– A culpa não é sua! Você só falou o que deveria ter falado.

– Mas...

– O seu único problema é achar que sempre está errada. Você estava certa de dar um basta no seu pai. Ele foi um idiota. Até sua mãe falou isso.

– Ah sei lá. – Falei nervosa. – Só quero que ele volte pra casa.

– O Ed vai voltar. – Meu tio disse dando de ombros. – Ele se arrependeu no momento que saiu por aquela porta. Só está com vergonha de admitir. Como sempre.

– Você é 10, tio. – Falei lhe abraçando. Por mais que eu ainda estivesse triste, meu tio me deu uma animada. Como sempre. Mas claro que eu ainda estava preocupada com meu pai.

– Eu sei. – Ele disse convencido. – Agora, deixa eu ir lá. To vendo alguém querendo falar com você. – Ele disse olhando pra frente. Não entendi.

Logo, ouvi passos pesados, e um aroma maravilhoso invadiu minhas narinas. Era meu príncipe. Meu amor. Meu lobo. Meu Jake.

Ele parou abruptamente, e foi atrás de uma arvore. 30 segundos depois, voltou sem camisa, me deixando encantada com sua visão.

– Oi. – Jake disse sentando do meu lado.

– Oi. – Respondi me apoiando em seu ombro.

– Você está bem? – Ele perguntou me abraçando.

– Um pouco. – Respondi sem vontade. – Só queria... Sei lá.

– Calma pequena. – Jake disse dando um beijo em minhas testa. – Está tudo bem.

– Só vai estar bem quando meu pai voltar a minha mãe. – Falei suspirando. – Não precisa nem mais me olhar na cara se quiser, mas precisa voltar pra minha mãe.

– Não fala besteira, Nessie.

– Não Jake. Sei que ele está bravo comigo por lhe dizer aquelas coisas, mas ele não pode deixar minha mãe novamente. Não pode ir embora. Eles não podem brigar.

– Ness, sua mãe só brigou com ele, porque ele mereceu. – Jake disse virando meu rosto para olha-lo.

– Meu tio conversou comigo sobre isso. Me animou um pouco, mas ainda me sinto triste.

– Não quero ver você triste. – Jake disse me dando um selinho. – Por favor? – Ele pediu com seus olhos doces. Dei um meio sorriso, e lhe beijei.

Pov. Edward

Eu corria. Coria de raiva de mim mesmo. Eu sou um monstro!

Como eu pude dizer aquelas coisas pra minha filha?! Minha esposa?! As pessoas mais importantes de minha existência?!

Fui um estúpido. Quando ouvi os dois se beijando, e ainda por cima seus pensamentos, eu perdi o controle. Mas dessa vez foi pior. Não sei o que deu em mim. A raiva subiu a minha cabeça, e de repente eu estava gritando com minha própria filha.

E por mais que meu lado racional dissesse pra eu parar e perceber que cada palavra poderia magoar minha filha, eu continuei. Eu disse que me importava com ela, mas acho que Renesmee sempre soube o que me atormentava. E com palavras duras e frias, disse tudo o que eu, orgulhoso, não queria ouvir. E o pior é que ela estava certa. Talvez eu não quisesse admitir, porque o Grande e Orgulhoso Edward Cullen nunca quer admitir que está errado. Mas minha própria filha me fez enxergar isso.

Pura raiva, e até um pouco de inveja, contidas. Isso era o que sentia em relação a Jacob. Verdade o que Renesmee disse. Talvez eu estivesse com raiva pelo homem que já beijou minha mulher a força, conseguir conquistar minha filha. O bem mais precioso que tenho.

Mas percebi que sentir raiva por algo do passado, que segundo os próprios fatos não passou de uma confusão, é ridículo... Inadequado. A verdade é que Jacob sempre amou Renesmee. E não posso mudar isso.

Claro que sempre tive ciúme de minha princesa, mas misturado com os sentimentos de raiva do passado, acabei magoando as pessoas mais importantes pra mim. Por mais que eu não tenha estado lá, após ter dado um olhar frio a Renesmee, o que foi horrível de minha parte, eu sei que ela deve estar se sentindo culpada. Minha filha, por mais que esteja certa em falar coisas que eu deveria ouvir, sei que ela está se sentindo um monstro agora. Do mesmo jeito que eu estou.

Se eu pudesse voltar no tempo, mudaria tudo o que ocorreu noite passada. Ciúme paterno? Sempre vou ter. Mas sei que não devo mais impedir minha filha. Essa a verdade. Bella me jogou na cara o que eu não queria enxergar. E eu acabei brigando com ela, pela primeira vez, mesmo sabendo que ela estava certa.

Renesmee cresceu. Talvez eu soubesse disso, mas por pura birra, não admiti. Lembrei-me da conversa de pai e filha. Pra ela esclareceu algumas coisas, mas pra mim... Continuei um idiota. A certo ponto de xinga-la e ainda brigar com minha Bella.

Mas minha filha já toma as próprias decisões, já trabalha, já faz tudo sozinha. E eu ainda insisto que ela é uma criança? Sou ridículo. Tudo bem que eu não queria que Jacob e ela fizessem amor antes de casar, afinal tenho outra mentalidade da população de hoje em dia. Mas sei que de qualquer jeito, não ia adiantar. Eles se amam, e percebo que se não fossem as interrupções que eu faço, eles já teriam se entregado ao desejo, muito antes...

Como sou idiota! Se tivesse raciocinado, se tivesse pensado antes de falar, se não tivesse olhado pra minha filha daquele jeito, se não tivesse gritado com Bella... Se eu não tivesse tantos “Se” em minha mente, eu poderia estar com minha amada família agora. Poderia estar ouvindo a risada engraçada de minha filha, ou as piadas do meu irmão que mal tratei ontem à noite. Mesmo ele me avisando para parar de gritar. Eu poderia estar com Bella agora. Minha Bella. O amor de minha existência. Com o qual tive a primeira briga. Devido a um motivo ridículo.

Eu preciso voltar. Encaixar as coisas. Deixar o orgulho de lado. Voltar pra minha família. Pedir perdão. Simplesmente pedir perdão pelo monstro que eu fui. E acho que mesmo assim, ainda sentirei tamanho remorso. Coisa que estou sentindo, desde que botei os pés pra fora daquela casa.

***


Parei abruptamente quando senti um cheiro desconhecido. Não era um cheiro de vampiro. Mas me fez lembrar o cheiro de Renesmee. Mesmo que o cheiro de minha princesinha seja único, a raça dela tem um cheiro especifico. Soube no mesmo momento que se tratava de um hibrido.


Ouvi passos ao meu redor, e me virei em posição de ataque. Não tinha nada. Mas dava pra ouvir os passos. E por mais que eu tentasse, parecia que tinha uma barreira me impedindo de ler qualquer pensamento. Parecia o mesmo escudo de minha Bella. E mesmo sem ler a mente, eu já sabia que esse ser não era amigável.

– Quem está aí? – Rosnei. Meu instinto de proteção começou a aflorar. Nunca nenhum vampiro desconhecido ousou pisar em nossas terras, desde o incidente com os Volturi. Eu tinha o pressentimento de que se esse vampiro estava aqui, não era boa coisa.

Ouvi uma risada atrás de mim. Virei-me rapidamente.

– Apareça. – Falei rosnando. Vi um vulto na minha esquerda, corri atrás. Eu não podia o deixar sair de repente.

Corri o mais rápido possível.

Notas finais
# Tenso.... comentem e recomendem kkk bjs