Uma História JakeNess - Como Acho Que Deveria Ser
58 Capítulo 59 - Conversa inapropriada
Notas iniciais
rumo aos #600 comentarios!!!!
boa leitura!
Pov. Seth
Eu, Embry e Sheldon, fomos comprar um presente de natal para minha irmãzinha. Estou me referindo a Nessie. Pra mim ela é como se fosse uma irmã. Adoro seu jeito divertido. Me faz rir. Embry e eu adoramos ir a casa dela para jogar videogame, e sem falar que ela dá ótimos conselhos quando precisamos. Parece mais madura que a gente.
Em fim, eu e Embry levamos Sheldon para comprar um presente pra ela, afinal Jake teve que resolver umas coisas na oficina, e pediu pra Embry ir no lugar dele. Ele só aceitou porque Jake é nosso camarada, se não, eu é que não ia querer passar uma tarde toda, sozinho com o cientista maluco. Mas como eu também precisava comprar uns presentinhos pra Leah e Dona Sue, resolvi ir junto.
Eu já tinha decidido o que comprar, e Embry já estava cansado de ir a um monte de lojas para mulheres. As pessoas do shopping fiavam nos olhando estranho, afinal somos dois caras gigantes com traços indígenas, e um magricelo branquelo. A única coisa que era legal é que um monte de meninas ficava nos dando sorrisinhos. Hehe...
Nós estávamos numa loja de produtos de beleza, junto com Sheldon, pra ele escolher o que ia dar a Nessie. Eu e Embry sabíamos que ela não liga muito pra essas coisas, mas não queríamos perder muito tempo ao lado de Sheldon.
– Eu não vejo nada aqui que uma mulher iria querer. – Sheldon falou olhando as estantes.
– Você tá brincando? – Embry perguntou incrédulo. – Têm loções, sabonetes, cestas com produtos de beleza... Estamos perdidos no mundo das mulheres. – Ele falou divertido. Concordei. Sheldon nos olhou debochado.
– Não, estamos perdidos numa loja minúscula com um odor irritante de Baunilha. Que ainda por cima, está me dando náuseas. – Ele falou olhando desgostoso ao redor. Embry revirou os olhos.
– Sheldon, se não gosta dessas coisas, vamos aquela loja, e comprar um ursinho de pelúcia. – Falei sem paciência. Ele gosta de complicar tudo...
– Eu lhe disse antes: Ursos são aterrorizantes. – Sheldon falou desconcertado.
– Fala serio! Olha essa cesta com coisa pra banho. – Embry falou pegando uma cesta pequena. – É perfeita! Tem velas aromatizadas, sais de banho, e sabonete liquido com cheiro relaxante. – Ele falou olhando a etiqueta.
– Mas esse tipo de sabonete presumi que a Renesmee é tensa. – Sheldon falou cruzando os braços.
– Ela mora com você. Ela é tensa. Nós já sabemos disso. – Falei sem paciência. – Compra logo essa cesta. – Ele me olhou indignado.
– Licença, a gente já escolheu. – Embry falou chamando a atendente.
– Não, não escolhemos. – Sheldon falou impedindo a moça. Virou-se pra gente. – Por um momento, vamos presumir que eu aceite dar essa cesta a Nessie. Agora eu anuncio outro problema: De qual tamanho? – Ele perguntou olhando uma mesa com cesta de todos os tamanhos. Ele achava que a Ness podia tirar um monte de conclusões dependendo do presente que ganhasse.
– Essa aqui, vamos logo! – Embry falou mostrando a cesta que a gente já tinha pegado.
– Você nem pensou direito na possibilidade. – Sheldon falou superior.
– Atá, desculpa. – Embry falou, e fez umas caretas de quem está pensando. – Essa aqui, vamos logo!
– Tenho poucas informações para prosseguir. – Sheldon falou balançando a cabeça em negativa. – Licença senhorita. – Ele chamou a atendente.
– Sim? – Uma senhora de uns 40 anos veio até nós.
– Eu vou te dar essa cesta de produtos para banho. – Ele disse pegando-a do Embry. – Baseado nisso, você irá me explicar e descrever a relação hipotética que há entre nós.
– O que? – A atendente ficou confusa. Ele deu pra ela a cesta.
– Agora somos amigos, colegas, amantes? – Ele perguntou. – Você é minha avó?
– Eu não entendo sobre o que você está falando, e está me deixando um pouco desconfortável. – A moça falou devolvendo a cesta pra ele.
– Viu? Igual você e a Nessie. – Embry falou pegando a cesta dele. Concordei. – Nós vamos levar essa aqui. – Sheldon nos olhou indignado. Dei de ombros. Ele gosta de complicar as coisas.
Pov. Jake
Passei pelo Cheesecake Factory pra esperar minha pequena terminar o turno. Ela disse pra eu ir pra casa e depois ir busca-la, afinal faltavam 2 horas pra ela terminar tudo. Dei de ombros. Aliás, eu fiquei até que feliz de poder ir pra casa, só pra eu poder pensar no caminho o que dar pra ela de natal.
Eu meio que proibi a Nessie de me dar algo no natal, porque não gosto quando ela gasta dinheiro comigo. Eu amo os presentes que ela me dá, mas não acho certo, afinal eu é que devia agradecer só por ela existir. No nosso aniversario de namoro, eu só não disse pra Ness não me dar nada, porque como era uma data comemorando nossa relação, ela ia insistir em me dar algo até o fim.
Nessie deu de ombros sobre os presentes de natal, mas também falou que não quer nada. Disse que se eu não quero, ela também não quer. Fiquei nervoso. Eu tinha que dar algo pra ela. Nem que fosse só uma lembrancinha. Mas toda vez que eu resolvo comprar ou fazer algo, Nessie me olha desconfiada como se soubesse o que eu estou pensando. É incrível o jeito que ela sabe tudo sobre mim...
Cheguei em casa, e praticamente me joguei no sofá cansado de tanto pensar.
– Aconteceu alguma coisa Jake? – Bella perguntou.
– Tenho que dar algo de Natal pra Nessie. – Falei e todos deram risada. – O problema é que ela não quer nada.
– Puxou a Bella. – Alice falou sorrindo sapeca. Concordei. Bella era outra que não gostava de presentes.
– Eu sei uma coisa muito boa pra você dar pra monstrinha de natal. – Emmet falou com um sorriso malicioso.
– Cala a boca Emmet. – Edward falou entre dentes. Revirei os olhos.
– Então, não de nada. – Carlisle falou dando de ombros.
– Mas é minha obrigação. – Falei alarmado.
– Jacob, se você der algo a Renesmee, ela pode ficar triste por não ter preparado nada pra você. – Edward falou com seu tom de sabedoria. O pior é que ele estava certo. – Foi o senhor mesmo que disse não queria nada. Ela respeitou isso.
– O Edward tem razão. – A loira falou olhando superior pra mim. Bufei. Eles estavam certos. Mas eu tinha que fazer algo. E acho que já sei o que.
– Essa é uma boa ideia, Jacob. – Edward falou com um meio sorriso. E essa é uma das raras vezes que Edward Cullen concorda comigo. Dei risada com esse pensamento.
Ouvimos o barulho da porta se abrindo. Entraram Embry e Seth com verias cestas de produto de beleza, de vários tamanhos, nas mãos. Não dava nem pra ver as caras deles, com aquelas coisas na frente. E logo atrás, Sheldon com uma cestinha minúscula numa mão, e não outra uma casquinha de sorvete. Todos deram risadinhas.
– Ah, boas noticias, Jacob. – Sheldon falou vindo até mim. – Eu resolvi o meu dilema sobre o presente da Nessie.
– Bom pra você. – Falei dando de ombros.
– O problema é que eu estava pensando somente no presente, e esqueci-me da situação em geral. Mas agora eu planejei um plano para conseguir dar o presente feminino perfeito. – Ele disse curvando os lábios, tentando formar um sorriso. — Eu abrirei o presente que ela der para mim primeiro, e depois me retirarei com a desculpa de que estou com um problema gástrico. – Fiz careta quando ele disse isso. Todos deram risada. – Aí, eu olho o preço do presente que ela me deu, na internet, escolho a cesta com o valor próximo. Dou a ela. Depois, eu devolvo as outras cestas para loja, com todo reembolso.
– Bem pensado, Sheldon. – Esme disse dando um risinho.
– É não é? – Ele perguntou com orgulho. – Jacob, você poderia me ajudar a escolher um lugar pra esconder as cestas? O cheiro me dá náuseas. – Ele disse com nojo.
– Tá, Sheldon. Depois. – Falei revirando os olhos.
– Obrigado. Você é generoso. – Ele disse serio. Balancei a cabeça em negativa, dando risada. Ele se levantou e foi até os meninos. – Senhores. – Ele disse cordial. Os dois pegaram as cestas que tinham apoiado no chão, e se dirigiram a escada.
– Aff Sheldon. Por que não faz que nem o Brad e dá um ursinho com uma câmera pra ela? – Embry falou debochado.
– O que?!- Edward e eu perguntamos incrédulos. Emmet caiu na risada.
– Brincadeirinha. – Embry falou com um sorriso amarelo. O olhei mortalmente. Ele deu de ombros, e subiu com os outros para o quarto de Sheldon. Fiz nota mental de checar o presente que Brad dará para Nessie. Esse menino está muito intrometido pro meu gosto.
– Para o meu também, Jacob. – Edward falou nervoso. Fiz careta. É a segunda vez que Ed concorda comigo hoje. Tem algo de errado. Ele deu risada com esse meu pensamento.
Pov. Nessie
Eu estava no balcão do Cheesecake Factory quando vejo Leah e Rachel adentrando a lanchonete. Sorri pra elas. As duas vieram até mim, e sentaram nos banquinhos que ficavam em frente ao balcão.
– Oi Ness. – As duas falaram sorrindo.
– Oi. – Falei simpática. – Por que tanta animação Rachel?
– Ta chegando o natal, ué. – Ela disse dando de ombros.
– Também to achando estranho Ness. – Leah falou cerrando os olhos em direção a Rachel.
– Ai ta bom, eu falo. – Rachel disse animada. – Eu acho que o Paul vai me pedir em casamento.
– O que?! – Eu e Leah falamos alarmadas. Quase derrubei o prato no chão.
– Isso mesmo! Esses dias ele anda meio estranho, e fica dando indiretas. – Ela disse.
– Que tipo de indireta? – Leah perguntou arqueando uma sobrancelha. Aquele papo estava estranho.
– Ele disse que me ama, e que vai ficar sempre ao meu lado. – Ela disse com um sorriso apaixonado.
– Isso é indireta? – Leah perguntou fazendo careta. – Fred sempre me diz isso, e até hoje eu nunca conheci minha sogra.
– Serio? – Perguntei incrédula. Eles namoram a uns 5, 6 anos. Estranho...
– É, pois é. Mas sabe que eu nem ligo? – Ela disse dando de ombros. Dei risada, mas continuei achando estranho.
– Ai gente, o assunto sou eu ou a sogra da Leah? – Rachel perguntou brava.
– Ata, desculpe. – Eu e Leah falamos ao mesmo tempo nos virando pra ela.
– Em fim, ele fica dizendo essas coisas, e está todo estranho. Fica falando que precisa sair pra comprar umas coisas.
– E daí? – Leah perguntou dando de ombros. Rachel a olhou, incrédula.
– Olha Rachel, sei que você está animada, mas acho que ele não vai te pedir em casamento. – Falei sincera. Ela me olhou confusa. – O Jake também diz que me ama, mas não quer dizer que vai me pedir em casamento.
– Você não sabe. – Ela disse superior.
– Sei sim. Se isso fosse verdade, meu pai já tava pirando mais ainda. E minha mãe ia olhar pra mim com aquela cara de nostalgia. – Falei com obviedade. Ela teve concordar.
– E sem falar que toda vez que mencionam casamento, o Paul faz careta e deixa bem claro que não gosta muito, não. – Leah disse fazendo careta.
– Ah, mais a gente ta junto há tanto tempo... – Rachel falou triste.
– Não fique assim. Talvez nós estejamos erradas. – Eu falei dando um meio sorriso. Ela sorriu, e vi seus olhos criarem esperança. Fiquei meio triste, porque acho que ele não vai pedi-la em casamento. Pelo menos, não agora...
– Aí Ness, eu quero uma bebida. – Leah disse.
– Mas são 4 da tarde. – Falei fazendo careta.
– E daí? Prometo não ficar bêbada. –Ela disse dando de ombros. Revirei os olhos. Leah sempre gosta de beber um pouquinho. Ela não chega a ficar bêbada e tals, mas sempre gosta de tomar pelo menos duas taças de vinho todo dia. Eu não bebo porque não sinto necessidade. Rachel a acompanha sempre bebendo um pouquinho.
As servi, e enquanto elas tomavam, eu limpava uns copos, e conversava com elas. Emily conversou com a gente um pouco, mas logo foi levar Zuri no parquinho.
– Como estão as coisas entre você e o Jake? – Rachel perguntou dando um olhar malicioso.
– Estão bem. – Falei dando de ombros.
– Você não se tocou né, Ness? – Leah perguntou revirando os olhos. – A gente ta perguntando se vocês já transaram?
– Isso é coisa pra se falar no meio de uma lanchonete? – Perguntei incrédula.
– O povo não vai escutar. Responde! – Leah falou animada.
– Ai credo, Leah. Sua pervertida. – Rachel falou se fingindo de inocente.
– Cala a boca, Rachel. Você e o Paul parecem gatos no cio. – Leah retrucou.
– Como se você e o Fred fossem diferentes. – Rachel falou debochada. Leah concordou com um sorriso malicioso no rosto.
– Ai gente! Parem com isso. – Falei fazendo careta.
– Pelo jeito não, né Ness? – Leah perguntou suspirando.
– Não. – Respondi com obviedade.
– Aff Ness, eu e o Paul transamos já no nosso terceiro mês de namoro. – Rachel falou sorrindo.
– Comigo e com Fred não foi diferente. – Leah falou pensativa. – Mas em fim, você nunca sentiu vontade?
– Leah! – Exclamei. Que descarada. Olha a pergunta que ela me faz.
– Responde logo! – Ela falou sem paciência.
– Ah... Sei lá. – Falei sem jeito. As duas se olharam sorrindo maliciosas. – A gente já deu uns beijos mais ousados mais nunca fizemos nada tão... Sério.
– Como assim ousados? – Rachel perguntou arqueando uma sobrancelha.
– Ousados... Ousados. Não tem como explicar. – Falei tentando mudar de assunto. Ela fez cara de confusa.
– Se é lerda, né Ray? – Leah falou debochada. – Ousados tipo ele passar a mão na coxa dela, e ela agarrar ele...
– Atá, claro! – Rachel falou se tocando. – Mas só isso?
– Só, ué. Vocês querem que eu faça o que? – Perguntei dando de ombros.
– Ele já passou a mão no seu seio? – Leah perguntou como se fosse a coisa mais normal do mundo. Fiquei um pimentão.
– Não! Claro que não! – Falei nervosa com o assunto. – O Jake me respeita ok?
– E daí? O Fred me respeita também, mas não quer dizer que ele deixou de ser homem. – Ela falou com obviedade. – Homens têm desejos, sabia?
– Sei disso, mas não quer dizer nada. – Falei desconcertada.
– Você e o Jake já conversaram sobre isso? – Rachel perguntou.
– Já, quer dizer, não... Sei lá. – Falei nervosa. Elas me olharam confusas. – Eu já perguntei se ele já tinha estado com outra mulher, tipo... Na cama, e ele disse que não. Só isso.
– Meu irmão é virgem?! – Rachel perguntou incrédula. Todos da lanchonete a olharam. – Tão olhando o que? – Ela falou brava. Todos voltaram a conversar.
– Sim, é. Mas não é pra ficar comentando. – Falei com obviedade. –Aliás, eu não devia conversar sobre isso com vocês.
– Aff Ness, a gente te conhece desde que você nasceu. – Leah falou. Rachel concordou. – Voltando ao assunto, você não sente nada durante esses beijos “ousados”? – Ela perguntou fazendo aspas com a mão.
– Sim. Mais vontade de beijar oras. – Falei com obviedade. Ela me olhou desconfiada. – Tá. Confesso que nossos desejos estão... Aumentando. Mas não chega a tanto... Ainda.
– Ainda! Falou bem. – Ela disse sorrindo. – Sei que você é virgem e tals, mas nunca pensou em dar mais um passo?
– Ainda não. – Falei suspirando. – E sem falar que meu pai quase surtou outro dia por eu e Jake termos dados uns amassos no carro. Imagina se eu perder a virgindade...
– Você não contou essa historia pra gente. – Rachel falou.
– Depois da festa de Halloween, eu e Jake dirigimos até a praia, e ficamos lá. – Falei dando de ombros. – E claro que rolou uns beijos e tals... Só que a gente acabou caindo no sono, e acordamos lá pelas 10 da manha. Papai pensou que a gente tinha transado.
– Mas vocês não fizeram isso. – Leah falou com obviedade.
– Eu sei. Ele viu nas nossas mentes. – Falei sussurrando. – Mas ficou mais bravo ainda porque eu e Jake demos uns amassos no carro.
– Ah, vocês são namorados. Devem fazer isso. – Rachel falou jogando a mão pro alto. – Alias, ainda acho que é pouco.
– Para com isso! – Falei envergonhada.
– Af Ness! Quando você começar a sentir tesão, vem falar com a gente. – Ela disse normalmente. Deu vontade de abrir um buraco no chão, e me enterrar até o século 22. Não consegui nem responder.
– É, meninas. Parece que a gente secou a garrafa. – Leah falou olhando a garrafa de vinho.
– Eu tomei só uma taça. – Ray falou.
– E eu nem bebi. – Falei com obviedade. Ela nos olhou desconcertada.
– Não me julguem tá legal? – Leah falou jogando as mãos pro alto. Demos risada.
– Oi gente. – Jake falou vindo até nós. Gelei. Ele combinou de vir me buscar, mas será que ele tinha ouvido nossa conversa?
– Oi... – Falei meio desconcertada. Ele me olhou preocupado.
– Você ta bem, Ness? – Ele perguntou.
– Tá sim. – Leah falou. – Ela só ta com vergonha porque estamos falando sobre sexo.
– O que? – Jake perguntou confuso e meio sem jeito.
– É verdade. – Ray falou. – Alias, quando vocês vão transar?
– Ahh... Er... – Jake ficou um pimentão que nem eu.
– Casal de santos. – Leah falou revirando os olhos. – Bom, já tá na nossa hora, né Rachel?
– É, tchau maninho, tchau cunhada. – Ela falou, e as duas saíram deixando um dinheiro pra pagar o vinho em cima do balcão. Jake ficou meio estático no lugar absorvendo as informações. Resolvi deixa-lo recuperar a noção, afinal, eu também estava um pimentão.
– Então... – Jake falou sentando no banquinho em frente a mim. – Oi? – Ele perguntou meio sem jeito.
– Oi. – Falei dando um meio sorriso, só que sem olha-lo no rosto. Gente, que vergonha!
– Err... Tudo bem? – Ele perguntou gaguejando. Jake estava envergonhado que nem sei lá o que. E eu também não estava diferente. Nós não tínhamos completado nem um ano de namoro, e as meninas já vem falando tudo na maior cara de pau.
– Tudo. – Falei pegando as taças das meninas de cima do balcão.
– Elas que estavam bebendo?
– Pra variar. – Falei fazendo careta, e acidentalmente o olhando no rosto. Eu devia estar um tomate de tanta vergonha ao olha-lo pela primeira vez.
– Vai demorar pra acabar? – Ele perguntou também meio sem jeito por ter me olhado.
– Não. Só vou... Ah, já volto. – Falei saindo do balcão e indo ao banheiro dos funcionários. Lavei o rosto, numa tentativa inútil de tirar o rubor irritante. Droga de lado humano!
Peguei minhas coisas no meu armariozinho, e respirei fundo. Saí do banheiro com um meio sorriso. Jake sorriu lindamente. Sorri mais ainda. Talvez depois de uns 5 minutos tentando perder a vermelhidão no meu rosto, as coisas voltaram ao normal.
– Vamos? – Jake perguntou passando seu braço pela minha cintura.
– Vamos. – Falei e lhe dei um selinho.
Fomos para casa em meio a caricias e beijos. Fiquei encostada em seu ombros durante todo o caminho, absorvendo aquele calor reconfortante. Mas o único problema, é que eu queria saber o que se passava na cabecinha de Jake. O que será que ele achou das palavras das meninas?
– Achei que elas são loucas, e um pouco intrometidas. – Jake falou sorrindo pra mim. O olhei confusa, mas percebi que eu estava com minha mão sobre seu peito. Ô desgraça!
– Dá pra você pelo menos fingir que não estamos numa situação constrangedora? – Perguntei emburrada e lhe dando um tapa no peito, que ele nem sentiu. Jake deu risada.
– Tá, mas foi você que queria saber o que eu estava pensando. – Ele disse dando de ombros.
– Eu sei. Obrigada por responder. – Falei sincera. – Só estou de saco cheio das meninas ficarem me perguntando coisas impróprias.
– O que elas perguntam? – Jake perguntou segurando o riso.
– Você sabe. – Falei desconcertada.
– Não sei não. – Ele se fingiu de inocente. – E foi você mesmo que disse que uma relação se baseia na confiança e tals... Ou seja, tem que me contar tudo.
– Isso é chantagem. – Falei emburrada. Ele deu de ombros. – Tá! Eu falo. – Ele me olhou sorrindo. – Elas perguntaram se...
– Se...
– Se a gente sente... Coisas. – Falei escolhendo as palavras. Ele deu risada.
– E sentimos? – Ele perguntou dando um sorriso malicioso.
– Você está muito assanhado hoje, Black! – Falei saindo de seu peito e o olhando desconfiada.
– Não to não. – Ele se fingiu de inocente. –Fala logo. Sentimos?
– Eu respondi por mim, e não por nós. Não sei sobre você. – Falei olhando pra frente.
– Então, você sente? – Ele perguntou olhando pra mim.
– Presta atenção na estrada, Jacob. – Falei nervosa. Ele olhou pra frente, mas continuou sorrindo descaradamente.
– Se você responder, eu digo exatamente o que sinto. – Ele disse serio.
– Você está diferente hoje, Jake. – Falei.
– Não estou. Mas falando serio, se você quiser saber, eu digo numa boa. – Ele disse dando de ombros. – Já falei. Você é minha namorada e pode perguntar o que quiser. Não precisa ter vergonha, Nessie.
– Não tenho vergonha. – Falei desconcertada. O Jake me conhece tão bem...
– Tem sim. – Ele disse dando risada.
– Ok... O que você sente Jacob? – Perguntei suspirando. Ele acelerou o carro, e dirigiu até o acostamento. Freou com tudo, e tirou o cinto. Num segundo, sua língua já me invadia de forma agressiva, porem suave.
Sua mão apertava minha coxa de uma forma que me deixou louca. Agarrei seus cabelos, o prendendo a mim, enquanto sua mão entrou um pouco embaixo de minha saia. Arfei com seus toques. Jake sorriu em meus lábios, e subiu sua outra mão para as minhas costas, lentamente. Parecia que ele queria me torturar fazendo aquilo.
Ele subia e descia sua mão nas minhas costas, enquanto a gente se colava ao corpo um do outro cada vez mais. Jake lambeu meu lábio superior e voltou a me beijar calorosamente. Seus lábios me consumiam de uma forma que... Sei lá! Eu queria somente ficar com ele, e dane-se o mundo!
Jake desceu sua mão que estava em minhas costas, me fazendo um leve carinho, e subiu de novo, por baixo de minha blusa. O contato de sua pele quente contra a minha, me fez sentir umas coisas bem diferentes. Gente do céu! Juro que pensei que eu ia desmaiar a qualquer momento.
Ele apertava minha coxa de forma gostosa por debaixo de minha saia. Com certeza irei ficar com uma marca roxa, mas nem liguei. Desci beijos pelo contorno de seu rosto, e dei uma mordidinha em seu pescoço. Jake arfou, e buscou desesperadamente por meus lábios. Voltando a me beijar agressivamente.
Sua mão chegou até o fecho de meu sutiã, fazendo meu coração quase saltar pela boca. Fez um carinho, e logo desceu com a mão de novo, causando-me arrepios por todo o corpo. Finquei minhas unhas em suas costas querendo mais de seus toques. Será que quando as meninas falaram de sensações, era isso? O pior de tudo é que eu to gostando. Deus! Jake deu uma risadinha em meus lábios, e desceu sua boca até meu pescoço, me dando um chupão. Outra marca que ele iria deixar. Sorri.
Fomos parando o beijo aos poucos, com vários selinhos.
– Eu... Sinto... Isso. – Jake disse com a testa colada na minha. – E muito... Mais.
– Eu te amo, meu amor. – Falei lhe dando um selinho demorado.
– Eu também te amo, minha linda. – Ele disse sorrindo. Corei.
– Jake?
– Hum?
– Eu também sinto. – Falei apoiando minha cabeça em seu ombro. Senti ele sorrir. Beijou o topo de minhas cabeça e disse:
– Eu já sabia. – Sorri quando ele terminou de falar.
Ficamos um tempo assim, e logo voltamos pra casa, em meio a caricias e principalmente, beijos. Eu amo esse homem!
Notas finais
comentem e recomendem
é serio, comentem... kkk
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