Uma História JakeNess - Como Acho Que Deveria Ser

43 Capítulo 44 - Discussão com papai e convidados


Notas iniciais
oi amores...acho q nesse cap, vamos ter a ultima implicacao do edward...kkk

em fim...comentem e recomendem

obs: eu tentei fazer de tudo pra o texto ficar bem formatado, mas o nyah nao deixou, entao espero q contiuem gostando da minha historia...
boa leitura

Pov Nessie

Eu estava sentada na poltrona da biblioteca, terminando de ler “O Iluminado”. Estava numa parte muito assustadora. Eu lia e a cada parágrafo ficava tenso... E por mais que isso seja estranho, eu estava adorando. Gosto de ler livros, porque me fazem viajar para outro mundo. Mesmo que seja de terror. E olha que nem sou tão fã assim...

Eu estava muito distraída, quando ouvi um barulho atrás de mim. Por impulso, gritei e peguei o abajur que estava do meu lado.

Olhei pra trás, pronta para tacar o abajur na cabeça de quem quer que fosse, e vi Jacob dando risada.

- Calma Nessie. – Ele disse vindo até mim e me dando um beijo na testa.

- Desculpe, estou numa parte meio assustadora. – Falei meio tremula. Eu tinha levado um susto do caramba. Ele deu risada.

- E ia me atacar com o abajur? – Ele perguntou segurando o riso. Tirou o abajur de minha mão e colocou no devido lugar.

- Ué? Quando estou com medo, uso qualquer coisa pra me defender. – Falei levantando as mãos pro alto. Jake sorriu.

- Seu pai está querendo conversar com a gente. – Ele disse fazendo careta. Eu até sabia do que ia ser a conversa. Ontem, no nosso aniversario de namoro, minha mãe falou que papai só não subiu no quarto, porque ela o estava segurando.

- Aff... Tá, vamos. – Falei mal humorada. Eu sabia o que me aguardava.

Hoje de manha, logo que eu e Jake descemos todos estavam nos olhando maliciosos. Eu revirei os olhos. Sorte que li a carta que Jake escreveu em silencio, se não, eu ouviria um monte de piadas hoje. E elas não seriam só, do meu tio urso.

Fomos até o escritório onde meu pai nos aguardava. Ele parecia estar com um misto de expressões. Estava desconfortável, sério e bravo... Um monte de coisas. E eu estava nem aí. Já sabia pra onde essa conversa iria levar.

- Sentem- se. – Ele disse nos olhando. Jake me olhou fazendo uma careta engraçada. Dei uma risadinha. Mas logo meu pai pigarreou e nos olhou serio. Resolvemos sentar antes que ele tivesse um ataque. – Bom...

- Se for falar do tal do ciclo da vida, nem vem. – Falei fazendo careta. Ouvi umas risadas na sala. Papai só balançou a cabeça negativamente dando um meio sorriso.

- Não é exatamente disso que vou falar. – Ele sentou na poltrona e ficou nos olhando. – Eu não estou gostando dos seus beijos. – Ele falou juntando o cenho fazendo biquinho. Revirei os olhos. Jake bufou.

- Ah pai... Fala serio. – Falei me levantando e cruzando os braços.

- Eu estou falando MUITO sério. – Papai disse enfático. – Não completaram nem um mês de namoro, e já ficam se agarrando.

- Ah Edward... E daí? – Jake perguntou na maior cara de pau. Eu rachei o bico. Papai me olhou serio, e eu parei na hora.

- E daí que estamos falando da minha filha. – Ele disse fuzilando Jacob com os olhos.

- Não fizemos nada demais. Já falei que eu a respeito. – Jake falou serio. – Alias, ela é MINHA na-mo-ra-da. Se eu quiser beijar, eu beijo.

- Concordo. – Falei baixinho. Jake sorriu. Papai me fuzilou. – Que foi? – Me fingi de inocente.

- Mas também é MINHA fi-lha. E eu não admito isso. – Papai disse se levantando também.

Eles começaram a discutir. Não pareciam que iam se atacar fisicamente, mas verbalmente... Deus que me ajude! Jake falou que não fizemos nada demais, e que de vez em quando, acontece de nos beijarmos mais... Intensamente. Falou que me respeita, e que não vai ultrapassar os limites impostos pelo meu pai. Disse que nós somos namorados, e que como tais, sempre vamos nos beijar. Independente se papai quiser ou não.

Papai falava que eu sou filha dele. Só tenho seis anos, e que não quer que eu seja corrompida. E que eu sou inocente demais pra saber o que acontece... E blá, blá, blá. E também falou novamente de minha virgindade e da tal mão boba.

Realmente. Eu sou inocente, mas não nesse sentido. Sou inocente porque não gosto de baixarias, mulheres que se comportam como completas vadias, e não gosto de tocar muito nesses assuntos, a não ser que eu esteja muito curiosa, ou que seja necessário falar sobre tal coisa.

Mas também não sou burra. Sei o que a palavra SEXO significa. Sei o que acontece entre um homem e uma mulher quando os dois dão o próximo passo na relação. Sei o que acontece no chalé de meus pais. Sei que um dia, isso também vai acontecer entre mim e Jake. Mas parece que meu pai não se toca disso. E fala serio! Estamos no século XXI.

Não estou dizendo que vou transar com Jacob agora. Afinal, por enquanto, não estou pronta e prefiro ficar só nos amassos. Mas quero que papai perceba que não sou mais criança. Sei do que esses assuntos se tratam. E mesmo que eu transe com Jacob antes de nos casarmos, não vai ser só sexo e pronto. Vai ser amor. Não vou fazer sexo com Jacob. Vou fazer amor. Porque, que eu saiba, é isso que os casais fazem quando realmente se amam. É o ato de unir duas almas em uma só. É sentir os toques da pessoa, e se sentir no céu. É demonstrar o quanto você a ama. Pelo menos é isso que eu acho.

Em meio aos meus devaneios, percebi que os dois ainda gritavam um com o outro, e eu só lá no meio. Ninguém da família veio interferir, o que eu achei estranho. Acho que foi papai que pediu. Eu alternava meu olhar entre Jacob e meu pai. Dava pra ver as veias saltando na testa. A cena estava sinistra.

Subi em cima do sofá, e gritei com todas as minhas forças.

– PAREM! – Os dois olharam pra mim assustados. Sorri e desci do sofá. Fui até o meio dos dois, e os olhei. – Depois sou eu que tenho seis anos. – Falei e balancei a cabeça negativamente. Ouvi risadas da sala.

– Ness... – Jacob ia falar algo, mas eu não deixei.

– Depois eu falo com você. O assunto agora é pai neurótico. – Falei e me virei pro meu pai. Ele estava com um biquinho lindo. Dei uma risadinha. Esse meu pai á tão engraçado... – Pai, se você quer saber, não sou tão inocente quanto pensa. – Senti um silencio se predominar na casa inteira. – Não pense que eu não sei do que se trata sexo. – Fui direto ao ponto. Papai arregalou os olhos. – Não sou inocente nesse sentido. Sei do que se trata, e não consigo visualizar o problema que o senhor vê nessas coisas todas. – Falei com obviedade.

– O que? – Foi a única coisa que ele pronunciou.

– Ah pai. Você sabe ler mentes. Você sabe que eu sei. Eu sou considerada inocente demais, porque não gosto de falar sobre essas coisas. Mas não quer dizer que eu não saiba do que se trata. E já falei que não vou transar com Jacob. – Disse com obviedade. Jake engoliu seco. Ouvi risadinhas na sala.

– Mas vocês estavam se beijando... – Ele disse fazendo cara de nojo.

– Aff pai. Era nosso aniversario de namoro. Você queria que a gente fizesse o que? – Perguntei confusa. – E mesmo que não fosse nosso aniversario, eu tenho direito de beija-lo, tanto quanto ele tem de me beijar.

– Mas eu sou seu pai, mocinha. Sei muito bem o que aconteceria se estivessem sozinhos em casa. – Ele disse com aquele tom de pai ciumento e bravo.

– Não ia acontecer nada. E mesmo que acontecesse, e daí? – Perguntei cruzando os braços. Jake não sabia se escondia- se, ou dava risada. – Qual o problema? Tudo bem que é cedo, mas e se a gente já tivesse namorando a tempo. O que o senhor ia fazer?

– Ia impedir do mesmo jeito. Isso não é coisa que se faça. Jacob nunca mais pisaria nessa casa. – Papai retrucou.

– Que seja. Não vou discutir a minha virgindade com o senhor. – Falei bufando. – A questão é que você falou que ia se controlar. E já falei que não íamos fazer nada. Por que não acredita? –Perguntei brava.

– Não acredito porque... Os pensamentos dos dois são muito intensos.

– Sinal que a gente gosta um do outro. – Falei com obviedade.

– Não me responda Renesmee. Não gostei dos beijos e pronto. – Ele disse mandão.

– Ah quer saber? Eu te amo, mas gostando ou não, eu vou beijar meu namorado. – Falei dando de ombros.

– Mas... – Ele ia retrucar, mas desistiu. Respirou fundo e nos olhou. – Tudo bem. Mas tentem se... Controlar. Falei que eu ia ser menos ciumento, se vocês forem mais comportados.

– Tá. – Eu e Jake respondemos.

– E vocês sabem que hoje, alguns convidados já vão chegar. Tentem não se agarrar na frente deles. – Ele falou serio. Ouvi altas risadas na sala.

– Tá. – Eu e Jake respondemos novamente.

– E só depois de casar. – Ele se referiu a aquilo. Jake revirou os olhos.

– Ah pai. Não somos tarados. Que saco! – Falei saindo da sala.

– Filha, volte aqui. – Papai pediu. Voltei e o encarei irritada. – Estou falando serio. – Respirei fundo e o olhei docemente.

– Pai. Eu prometo que não vou transar com Jacob. – Falei meiga. Jake engoliu seco novamente.

– Não use esse vocabulário, mocinha. – Papai me repreendeu.

– Relações sexuais, transar... Dá na mesma. – Falei jogando as mãos pro alto e saindo do escritório.

Fui até a sala, e todos me encaram divertidos. Sorri e fingi que nenhuma conversa estranha tinha acontecido.

– Você é uma figura, Renesmee. – Falou mamãe docemente.

– Eu sei. – Falei sorrindo. – E mãe?

– O que?

– Proíba o papai de tocar nesse assunto de novo. Enche o saco. – Falei fazendo careta. Todos deram risada.

– Vou fazer o possível. – Ela disse sorrindo, e saiu da sala em direção ao escritório. Dava pra ouvir meu pai reclamando de algo. Dei uma risadinha.

– Que horas o povo vai chegar? –Perguntei pra tia Alice.

– “Povo”? – Ela perguntou fazendo careta. Tia Aly sempre falou que meu vocabulário pra algumas coisas é meio... Desleixado.

– Sim, tia. Quando digo povo, me refiro aos convidados que chegarão hoje. – Falei como se estivesse explicando para uma criança de cinco anos.

– Ah sim. Segundo minhas visões embasadas, daqui a alguns minutos. – Ela disse sorridente. As visões dela ainda estavam meio ruins, devido a minha presença e a de Jake.

– Valeu. – Falei e ela bufou. – Que foi?

– Se usar esse vocabulário de moleque para recebê – lós, eu vou fazer você usar salto pelo resto da semana. – Ela disse brava.

– Tá. – Dei de ombros. Eu não ia usar salto nem morta. Aquele treco machuca o pé pra caramba.

Vi Jake saindo do escritório meio tenso. Ele não precisava falar pra eu entender o que estava acontecendo. Aposto que ele ficou desconfortável com a conversa que tivemos agora a pouco. Logo que ele sentou no sofá, segurei sua mão e passei uma mensagem através do pensamento.

“”Está tudo bem, amor. Não fique assim.”

Ele assentiu sorrindo, e relaxou um pouco. O povo nos olhou malicioso, mas não disse nada. Soltei a mão dele, com medo de passar algum pensamento. Ultimamente, tenho um pouco de medo de isso acontecer.

Achei engraçado o comportamento do Jake. Não sei por que ele ficou tão nervoso. É mais velho que eu. Já deve ter falado e feito essas coisas. Aliás, fiz nota mental de perguntar se ele já tinha feito. Não sei onde vou arranjar coragem pra perguntar, mas vou mesmo assim. Quero saber. Não vou ficar brava se ele disser que sim, afinal o que importa, é que ele está comigo agora.

Ouvimos um barulho, e Embry entrou chorando na sala com o livro “Adoráveis Mulheres” na mão.

– O que aconteceu? – Perguntei me levantando e me aproximando dele.

– Beth está muito, muito doente. – Ele respondeu segurando o choro. Uma hora ele chegaria à fase final do nosso livro da aposta, e realmente, a Beth morre.

– Ohnn. – Exclamei e o fiz sentar na poltrona. Parecia uma criança de cinco anos. Todos estavam nos olhando confusos. Só Jake segurava o riso.

– A Jo está lá, mas acho que não tem nada que ela possa fazer. – Ele disse triste. O abracei.

– Embry? – O chamei. Sabe aquela voz que a gente faz quando fala com bichinhos de estimação? Pois é. Eu estava usando essa voz. A cena estava ridícula.

– Hum?

– Você quer colocar o livro no freezer? – Perguntei. Lembrei-me da tática dele pra colocar livros assustadores na geladeira.

– Okay. – Ele respondeu manhoso.

– Okay. – O imitei com a mesma voz. Peguei o livro de sua mão, e me levantei, calmamente. Todos ficaram me olhando e eu só fiz um sinal pra eles ficarem quietos.

Fui até a cozinha, e coloquei o livro no freezer. Depois eu o tiraria de lá, mas para acalmar o Embry, tive que realmente fazer isso. Voltei à sala, e ele já estava sendo amparado pela minha vó. Sorri. Ela nem sabia do que se tratava, mas mesmo assim o amparou. Que fofa.

– Está melhor agora? – Ela perguntou.

– Estou, valeu. – Ele disse limpando as pequenas lágrimas com um lencinho. Meu tio e Jake estavam dando risadinhas. Olhei feio pra eles. – Depois eu te dou o dinheiro da aposta, Ness. – Embry falou se levantando.

– Não precisa, Embry. – Falei carinhosa. Ele sorriu tristemente. Despediu-se e foi embora. Todos ficaram com uma cara de tipo “O que acabou de acontecer aqui?”. – Não perguntem. – Disse e sentei ao lado do Jake. – Não ria, Jake. – Falei e lhe dei um tapa na perna. Ele me olhou e parou, mas continuou segurando o riso. Realmente, a cena foi meio ridícula, mas foi a primeira vez que vi Embry Call chorar. E não é legal zoar uma pessoa quando ela está triste.

– Cada vez mais, entra mais cachorro nessa casa. – Reclamou tia Rose. Revirei os olhos. O único que ela gosta é o Seth. Mas é bem pouquinho. E embora as duas tenham diferenças, ela simpatia um pouco com Leah, afinal as duas são meio mal humoradas.

Depois de alguns minutos, ouvimos um barulho. E sentimos cheiros conhecidos. Exceto por um, quero dizer, já tinha sentido antes, mas acho que eu devia ser bem pequena. Pois é, os convidados chegaram.

Notas finais
comentem e recomendem