Uma Historia De Amor

2 Superações parte 2


Superações

Desliguei, acenei pro primeiro taxi que passava e entrei, quando eu vejo era o mesmo motorista da primeira vez.

- Você não. – Disse ele rindo, quando olhou pra me de novo viu que eu estava chorando e sem mais comentários resolveu partir.

- Pra onde iremos?

- Para o hospital em que sai hoje mais cedo. – Sem mais delongas ele segui o caminho mas rápido, chegando lá paguei dez reais ao taxista e entrei dentro do hospital. Engoli o meu choro, os meus olhos que já estavam inchados de tanto chorar então enxuguei as lagrimas e fui na recepção.

- Aonde esta o senhor Gabriel? Ainda esta aqui?

- Sim, ele esta lhe esperando na sala dele. É a segunda à esquerda. – Fui aonde ela tinha me dito, bati na porta.

- Pode entrar. – Quando entrei ele não estava mais de bata. – Vamos?

- Sim. – Eu estava tão triste que nem me lembrei de perguntar aonde nos iriamos. Lhe segui, entrei no seu carro e ele segui estrada sem perguntar e nem fala nada. – Aonde estamos indo?

- Indo pro meu apartamento, lá é o único canto em que eu posso falar com alguém sossegado.

- Tudo bem. – Queria quebrar o silencio, mas foi somente isso que falamos no caminho. Chegamos no seu apartamento e entramos.

- Pode se sentir a vontade, sentisse aqui. – Era lindo o apartamento dele, assim como o dono.

- Eu não deveria esta aqui, eu só queria conversar com alguém diferente, alguém que eu não conhece-se.

- Pode falar tudo que esta sentindo. – Falou ele olhando nos meus olhos.

- Raiva, ódio, eu estou furiosa. Não quero que minha família descubra que eu vou morre e a única pessoa que eu quis que soubesse me deixou, ele disse que estava apaixonado por outra, que agente tinha que terminar... – Comecei a chorar, então ele me abraçou e eu senti que nele eu podia confiar e nos seus braços sempre chorar, me arrepiei.

- Vai ficar tudo bem. – Disse ele me consolando e eu o abracei mais ainda, de repente me dei conta do que eu estava fazendo.

- Me desculpa agente nem se conhece, eu... eu sou tão... Idiota. – Disse me afastando dele.

- Não, não... Esse tipo de comportamento seu é bom eu saber, aliais eu sou seu medico. As suas emoções podem acabar fazendo você piorar, seu estado não é nada bom.

- Então eu não posso ter esse tipo de emoção? – Ele estava certo, se eu ia morre por que ficar chorando por um cara que não me quer mais.

- Não, só se você quiser morrer logo. – Abaixei a minha cabeça e comecei a pensar em tudo, no meu novo eu, que eu estava desposta a mudar, talvez eu deva começar dai.

- Tudo bem... Obrigado. – Eu tinha que fazer algo, pedir desculpas para alguém que eu machuquei, não podia ser egoísta estando nesse estado. – Tenho que resolver um problema.

- Sim, eu tenho que ir trabalhar.

- Você... – Não lembrava do nome dele.

- Gabriel. – Rimos, o seu sorriso era diferente de todas as pessoas que já vi, era com um tom de mistério junto com uma beleza rara.

- Tudo bem, Gabriel. – Tinha algo que me dizia que íamos ser bons amigos. Me despedi meio sem graça, dando um tchau e um sorriso meio de lado e sai. Fui andando e uma vontade de fumar me consumia, mas a vontade de viver era maior. Chegando perto da casa do Jeff batia uma vontade de desistir, mas eu tinha que ser forte. Bati na porta e me deparo com uma mulher abrindo a porta, pera aí, essa mulher era a Erika.

- Nick? – Falou ela espantada.

- O Jeff esta ai? – Eu não acredito que ele teve coragem de ficar com a Erika, eu a considerava como amiga, que cobra.

- Está... Nick eu queria falar com você, eu preciso me explicar.

- Sabe, eu achava que você era a minha amiga, pensava que sempre ia poder contar contigo pra qualquer coisa, eu sempre te ajudei, eu sempre te apoiava. Você não mudou nada, pensei que você tivesse diferente, como eu pude pensar isso se você ficou com o namorado da sua irmã. – Ela ficou só escutando de cabeça baixa. – Eu não vou te matar, nem te bater, porque passou na minha cabeça o que eu poderia fazer com você, pegar as minhas unhas cravar no seu pescoço e ficar rindo do seu sangue escorrendo. – Disse rindo.

- O que esta acontecendo aqui? – O Jeff chegou com medo de eu fazer alguma coisa com ela.

- Só estamos conversando. – Sorri. – Se você puder nos deixar a sois um minuto.

- Já venho, te dou 5 minutos. – Ele entrou preocupado, ela olhou pra me com medo.

- Nick eu sei que você não esta errada ao meu respeito, o meu passado me condena, mas com ele é diferente... Eu o amo.

- Eu também o amava, ate você roubar ele de me.

- Me desculpa. – Dei um tapa na cara dela, só pra me acalmar.

- Pronto esta perdoada, sai daqui porque eu vou conversar com Jeff. – A mãozada que dei na cara dela foi tão forte que a minha mão ardeu e o seu rosto ficou vermelho. Ela saiu e eu entrei, ele estava sentado na cama com as mãos na cabeça, ele estava preocupado com a vaca. Eu tinha que lembrar o motivo que estava ali, não para brigar e sim pedir desculpa.

- Cadê Erika? O que você fez com ela?

- Olha eu não estou aqui para brigar, apesar de eu ter sido rejeitada e ser traída.

- E veio aqui para que? ... Cadê a Erika? – A sua preocupação com ela me deixava com ciúmes, foi uma coisa que ele nunca teve comigo.

- Uma pergunta de cada vez. Vamos logo o que esta te interessando, a Erika foi pra casa eu queria conversar com você a sois.

- Pronto estamos a sois, você não fez nada com ela ou fez?

- Foi menos o que ela merecia, mas fique tranquilo o que eu vim falar não foi da sua traição eu vim te pedir perdão por tudo que eu te fiz, por todos os momentos que eu te magoei, mas eu quero que saiba que em todos os momentos eu te amei. – Falava olhando pra baixo. – E como ainda gosto de você, eu quero te ver feliz.

- O que aconteceu com você? O que te fez pensar assim? O que você quer? Ou você acha que eu acredito em tudo que você disse. – Não aguentei e comecei a chorar.

- Eu vou morrer.

- Não precisa se matar por minha causa, vai se esquecer de me num estante.

- Não, não, você não entendeu. – Eu tinha que falar toda a verdade, não aguentava mais segurar. – Eu estou com câncer e só tenho um ano de vida... No máximo.

- Mas... – Ele não consegui falar mais nada, só me abraçou e eu chorei em seus braços, não foi como antes, só senti amizade por ele. – Me desculpe por ter sido grosso com você, por ter terminado.

- Não, agente não deva certo mesmo. – Menti muito mal.

- Não precisa mentir pra me, se você quiser eu termino com a Erika e fico com você, te ajudo em que você precisar

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.