Notas iniciais
Me desculpem pelo o atraso (de meses)! Eu acabei me esquecendo de postar a fic aqui, e já estou com ela praticamente pronta! Então, vou tentar postar o outro capitulo ainda essa semana. Espero que gostem! Boa Leitura!

Meu pai entrou tão depressa no meu quarto, que eu dei um pulo assustada.

– Pai!! — Disse quase gritando — Merlin! Bata na porta, por favor!

– Desculpa filha, a porta estava aberta... Está estudando no feriado? — Disse ele olhando para o livro, que eu logo escondi, colocando o travesseiro em cima.

– Ah, não é nada demais... Pai, sem querer ser rude, mas o que você faz aqui!?

– É que chegou envelope na caixa de correio para você... — Disse ele me entregando — Vou lá para o meu quarto, se precisar de alguma coisa... — Ele veio até mim e me deu um beijo na testa — Te amo filha.

– Tá pai, eu também... — Ele saiu, e voltei para olhar Camille — Você tem que me prometer que não vai contar para ninguém, Nem o Hugo, ou principalmente o Bruno! Entendeu!?

– Sim sim... Relaxa Nic... Agora abra esse envelope, por que estou muita curiosa! Você acha que é de WL?

Soube que você chegou na sua casa. Já viu o presentinho que sua mãe deixou? Aposto que sim! Então vou direto ao ponto. Você vai me dar esse livro, quando eu mandar. Nem venha com essa que perdeu, ou não achou. Esse livro é meu! Espero que seja sensata, não quero (Aliás quero SIM!) matar alguém, como o seu Pai, seu amiguinho gay, ou até mesmo, quem sabe, seu namoradinho...
É melhor fazer o que eu digo.
Beijinhos,
–WL

Eu e Camille, gritamos um palavrão juntas.

– Nic! Tenho uma ideia. O Chalé do Hugo é bem longe e afastado, talvez WL, não te ache lá...

–É, Boa ideia, espero que sim...

[3 DIAS DEPOIS]

– Se comporte filha... — Disse meu pai — Vou sentir saudades... Tá? Te amo...

Eu o abracei, e desci do carro com a mochila nas costas. Camille desceu logo em seguida.

– NICOLE! SAPA! — Gritou Hugo — QUE SAUDADES! Vocês Demoram.. Amy e o Bruno já chegaram!

– Nic! — disse Bruno sorrindo de lado, saindo correndo chalé.

Ele veio em minha direção e me abraçou. Amy saiu de lá correndo, e também Camille.

Uma outra garota, foi em direção a Amy. Ela era bem alta, ruiva, com os olhos claros.

– Meninas, essa é minha irmã... Wendy — disse Amy.

– Prazer Meninas... — Disse Wendy

– Vamos lá! Vou levar vocês para o seu quarto. — Disse Hugo

Ele nos guiou até um quarto no final do corredor. Não era tão grande, nem tão pequeno, tinha um bom espaço, e uma cama para mim, e outra para Cam.

Depois de deixarmos nossas coisas lá, Hugo nos levou para os fundos do chalé, onde tinha uma fogueira com bancos suficientes para todos nós.

Todos foram se sentamos, e Hugo decidiu, que iríamos fazer um Verdade ou Desafio.
Ele pegou uma garrafa, a girou no chão. Caiu para o Hugo perguntar a Amy.

– Verdade ou desafio? — Perguntou ele.

– Verdade. — Respondeu Amy com um sorriso.

– Você e a Mille já... Sabe... Já botaram a aranha para brigar, colaram velcro?

– Hugo! — Gritou Camille, que já estava toda vermelha. — Você não tem nada a ver com isso.

Amy parecia estar em choque. Mas depois soltou algo que parecia como uma risada nervosa. Ou não?

– Primeiramente, eu não perguntei para você. Segundo, isso é um jogo, onde me permite perguntar o que eu quiser, para quem a garrafa cair. Amy, Não entendeu o que eu disse?

– NÃO! — Gritou Camille — Não fizemos. Como se isso fosse da sua conta.

– Ih! Fala direito comigo por que eu não sou as tuas negas. E segundo, você está tão estressada querida, precisa de alguma coisa!? — Disse Hugo, com ironia na voz.

– Ah quer saber Hugo... Vai se ferrar!

Camille se levantou, e voltou correndo para dentro do chalé.

– Hugo. Você tinha que provocá-la! — Disse Amy Que se levantou e começou a ir atrás dela.

– Oras, eu não fiz nada — disse ele — Vou tentar resolver isso.

Hugo se levantou e foi embora. Ficou apenas, eu, Bruno e Wendy, sentados, olhando um para a cara do outro.

– Éh.. Eu vou buscar algumas cervejas amanteigadas, para quando isso tudo for resolvido. — Disse Wendy.

Quando ela saiu, Bruno veio se sentando mais próximo a mim, e segurou a minha mão.

– Sabia que você fica linda a noite. — Disse ele com um sorriso de lado.

– Ah fico!? Então eu sou horrorosa de Dia então.

Nós começamos a rir juntos. Ele acabou com a pequena distância entre nós, e colocou sua mão em minha bochecha. Ele se inclinou para baixo, deixando os seus lábios encontrarem os meus, mantendo-os lá. Então seus lábios se dividiram, fecharam-se, e se abriram de novo. Eu respirei entre os beijos, tendo a sensação que ele voltaria. E ele voltou.

Ele dava leves mordidas em meus lábios, eu sentia que meus ossos pareciam ter sido transformado-os em caos.

Envolvi meus dedos em seu cabelo, querendo ficar naquela posição a noite toda.

– Cuidado para não sujarem o meu quintal! — Gritou Hugo do outro lado.
Bruno começou a rir, e voltou para o seu banco, o que me deixou um triste.
Todos voltaram numa maior paz, o que Amy e Hugo fizeram, deve ter resolvido.

[...]

– Você já chegou a pensar o que sente pelo Bruno? — Perguntou Camille

Essa pergunta me pegou de surpresa. Nunca havia chegado a pensar nisso direito.

– Bruno é gato, beija bem, e tem aquele sorriso que me acaba. Só que estou percebendo agora, que não o conheço direito. Não sei praticamente nada sobre ele. Foi tudo tão...

– Rápido!? — Respondeu Camille.

– Sim... Muito rápido...

– Mas o que você vai fazer?

– Vou achar uma forma de ajeitar isso. Mas por enquanto tenho que conversar com ele sobre nós dois.

Interrompemos nossa conversa quando começamos a arrumar a cama para dormir. Só que Amy entrou no quarto.

– Ah Nic! Amy vai dormir aqui comigo. Tudo bem? — Disse Cam

– Claro! — Disse rindo.

As duas colocaram a camisola e deitaram na cama abraçadas. Deitei em minha cama e peguei o livro. Fiquei observando cada detalhe. E a forma que estava escrito "Ele Vive" no Post-It. Será que essa era letra da minha mãe?

– Esse é o livro de Merlin!? — Disse Amy, o que me fez dar um pulo na cama.

– O quê!?

– Ah Nic, eu tive que contar para Amy, desculpa!

– Mas... — Revirei os olhos — Tudo bem... Sim Amy, esse é o livro de Merlin. Mas por favor, não conte a ninguém!

– Claro! Seu segredo está guardado comigo.

– Pelo menos até eu sumir com o livro. — Disse

– NÃO! — Gritou Amy — Quer dizer... Mas a ameaça de WL?

– Você também contou para ela? — Gritei com Raiva.

– Deve ter escapado Nic! Mas Amy é confiável. — Disse Camille Desesperada.

– Não é isso! É que você me prometeu que iria guardar esse segredo com você.

Sai do quarto correndo. Estava com vontade de socar a cara da Camille. Como ela podia me trair assim, mesmo sendo alguém que conhecemos. Aquele segredo era só nosso.

Tive que parar de correr, quando esbarrei com Wendy no corredor.

– Wendy... Desculpa. — Disse.

– Ille vivit — Disse ela olhando fixamente para mim.

Virei para trás, e Amy Estava lá também parada.

– Ele vive... — Disse ela.

Senti algo forte bater em minha cabeça. Meus olhos iam se fechando enquanto meu corpo caia ao chão.