Uma História de Amor e Desejo - Fairy Tales
1 Capítulo 1 - Continuação
Notas iniciais
Uma História de Amor e Desejo – Fairy Tales
The Flash / Arrow
Barry Allen x Oliver Queen
Capítulo um — Continuação.
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Não é fácil ter inimigos, e a prova disso era Flash e Arqueiro Verde estarem correndo pela rua principal que daria para uma estrada, sendo perseguidos por uma criatura mágica vestindo páginas com pequena escrituras de livros.
Flash segurou o arqueiro pela mão e puxou-o, correndo na velocidade da luz.
O ser mágico arrancou uma dessas folhas e escreveu rapidamente alguma coisa, jogando a folha contra os dois que somente eram um raio amarelo e verde.
Um portal azul abriu, explodindo em brilhos e puxando os heróis para ele.
(...)
Barry P.O.V
—Levanta, filho. — Falou minha mãe, tentando me acordar. Abri os olhos, coçando-os, focalizando a mesma, que vestia seu vestido gasto e já velho. — Preciso que leve o feno para os animais e depois pegue o leite da vaca.
—Já estou indo mãe. — Eu disse, vendo ela sair do quarto pequeno somente com as cores da madeira e um pequeno baú que estavam minhas roupas e uns três livros antigos meus para estudos.
Levantei e me dirigi para a pequena bacia, onde eu me banharia e logo me secaria. Após o ter feito, eu sai do quarto e fui para o cercado do lado de trás da minha pequena casa.
Depois de colher o leite e levar o feno para os animais, corri para dentro de casa, entregando o leite para minha mãe, que o colocou para esquentar enquanto eu pegava os dois pães que haviam restado, depois de dias tendo que tomar cuidado para não acabar, por não termos mais dinheiro. O leite não demorou para esquentar, e assim, eu e ela sentamos à mesa, comendo.
Meu avô era moleiro, sendo assim, a filha dele herdou o trabalho – no caso, minha mãe. Já eu, que tive que começar a trabalhar desde muito novo, procurei outros modos, e achei um que eu fosse muito bom e me interessava, o plantio de batata e romã. Naquele instante, logo após comer, eu iria colher o que plantara e ir para a cidade, onde eu venderia, mas, diferente de outros dias, minha mãe me acompanharia.
Fui para o campo ao lado da casa e colhi, lavando-as, enquanto minha mãe ia até o moinho e junto comigo, vender.
Ao coletarmos tudo, colocamos nas grandes sacas e pegamos um cavalo que pertenceu ao meu pai, prendendo-o à carroça, subindo em cima dela e dando início à viagem de uma hora que teríamos.
...
Ao chegarmos na cidade, eu logo peguei as sacas para minha mãe, enquanto puxava o cavalo para um canto qualquer que não estivesse cheio pelos vendedores. O castelo do rei ficava logo ali, atrás de nós. Toda a rua era composta de paralelepípedos de cor cinza e muito sujo, com poucas folhagens.
Enquanto organizávamos o tubérculo, a farinha e a fruta na carruagem, minha mãe gritando os preços, os sons de cavalos reais foram ouvidos, fazendo todos pararem, para ver o rei e os dois filhos passarem na carruagem prata com entornos pretos reluzentes.
O rei avaliava cada coisa que era vendido no mercado ao lado de seu castelo, e eu só engolia em seco, pensando em quão honrável era ter o rei olhando todas nossas coisas. O rei era muito conhecido pela sua fidelidade para com o povo e somente pedia em troca isso de seus súditos.
O rei bateu na parede para que seu cocheiro, que imediatamente parou. Ele abriu a porta e desceu, revelando sua capa azul muito bem bordada e a roupa verde muito brilhosa e linda. Ele se dirigia à nossa carruagem, os olhos focados em nossas romãs e farinha.
—Essa é a mercadoria de vocês? — Ele perguntou, ao parar em nossa frente, com as mãos paradas em frente ao corpo.
—Sim, senhor. — Minha mãe, respondeu por nós.
—Qual o preço? — Insistiu.
—Grátis para o senhor. — Respondemos eu e mamãe, instintivamente.
—Que isso? Tem que ter um preço, não é por ser rei que deixo de comprar. — Rei Robert disse e minha mãe tornou a responder.
—O preço que quiser. — Respondeu Nora.
—Então... 100 moedas de ouro. — Sr. Robert se pronunciou.
—Como? — Eu e minha mãe o encaramos, com nossas bocas indo para o chão.
—100 moedas de ouro, 100 por saca, por romã e por batata. — Ele respondeu e os olhos de mamãe encheram-se de água. — Por falar nisso, tem um total de quantas romãs e batatas? Pois de sacas de farinha eu já vejo que são 10.
—São 25 romãs e 32 batatas. — Respondi.
—Então, quero todas. Sendo assim, são 6700 moedas de ouro. — Rei Robert disse, jogando três sacos de pano dourado, enquanto mandava serviçais pegarem nossas sacas, tubérculo e fruta, apertando a mão da minha mãe e sorrindo gentil. — Espero ver vocês na festa de celebração ao meu filho, Oliver, hoje.
—Oh, desculpe senhor, mas somos simples serviçais, recusamos gentilmente. — Nora disse, e o rei a encarou confuso.
—Além de que, nós não temos roupas para bailes. — Eu disse, fazendo minha mãe me cutucar, fazendo o rei perceber e rir da minha astúcia.
—Isso não será problema, senhor...? — Ele perguntou.
—Allen. — Respondi.
—Senhor Allen.
—Como assim?
—Eu estarei providenciando tudo para vocês. — O rei chamou um dos servos, pedindo para ele que chamassem um cocheiro para nos acompanhar até o seu castelo.
—Senhor, não temos onde deixar o cavalo de meu pai. — Eu disse, e ele disse que não havia problema, alguém o levaria para nós.
—Muito obrigado, senhor. — Minha mãe e eu pronunciamos e ele assentiu, sorrindo.
...
Assim que chegamos no castelo, fomos atendidos de modo excepcional, cheio de mordomia, eu e minha mãe não parávamos de agradecer o rei e os servos. As costureiras estavam preparando o vestido rosa claríssimo para minha mãe, e os alfaiates preparavam meu terno azul escuro.
Infelizmente não chegamos a ver os príncipes, mas os conheceríamos ao anoitecer. Um quarto nos fora oferecido para passarmos a noite. E depois de minutos relutantes de Nora Allen, finalmente aceitamos. Nosso cavalo fora muito bem guardado, enquanto era tratado como um da realeza.
A hora do baile se aproximava e as roupas estavam quase prontas, então eu decidi passear pelo castelo – coisa que sempre sonhara. Os campos que já estavam iluminados por conta da luz do dia estar indo embora, com uma luz rosa alaranjada.
Um homem estava parado olhando todas as flores amarelas, rosas e laranjas, discutindo – ou parecia discutir – com outro homem.
—Irmão, eu já falei, como vou julgar alguém que mal conheço? — Disse o loiro.
—Ah, vai cagar, Oliver. — Disse o moreno, indo embora.
Depois de um tempo me aproximei, tentando puxar assunto, e conseguindo.
—Como vocês são irmão gêmeos, se são nada parecidos? — Perguntei, brincando e o vendo revirar os olhos, sorrindo.
—Gêmeos não idênticos, amém. — O loiro disse.
—Barry, prazer. — Eu disse, fazendo-o se apresentar também. — Eu sei seu nome.
A conversa prosseguiu e em um instante, o clima ao nosso redor mudou, seguido de uma flecha que voava rapidamente em direção para Oliver.
Entrei na frente, e levantei a mão, assim eu poderia retardar, com a flecha entrando na minha palma. No entanto, não fora o que aconteceu, da palma de minhas mãos, raios voaram e explodiram a flecha, e ao eu olhar para cima, pude ver um vulto correr.
—Porra, o que foi isso? Eu sou um bruxo?
—Filho, corra. — Minha mãe disse, de algum lugar e eu somente obedeci, tendo Oliver gritando para eu esperar, mas eu não podia, se eu fosse descoberto, eles iriam me matar. Todos do feudal odiavam bruxos e os achavam demoníacos, se eu ficasse, seria sentenciado à morte.
Depois de uma longa corrida, que sem querer, ou não, eu acabara perseguindo o vulto. Vez ou outra eu tentava retardá-lo, ou acertá-lo com a nova e estranha habilidade que eu tinha. Em um dos ataques, eu acabara acertando uma árvore que caiu em cima dele, mas surpreendentemente, eu descobrira que ele também tinha magia nas veias, pois conseguiu jogar a árvore para o outro lado da floresta.
Ele tenta me acertar com flechas negras, embebidas em veneno, mas alguém de capuz verde pula em minha frente, bloqueando-as e jogando algumas verdes contra o ser em vulto, o acertando nas costas e vendo-o cair no chão. Porém, como tudo que é bom dura pouco, ele logo se levantou, tirando o capuz, e revelando ser o irmão de Oliver.
—Triton? — O ser em capuz verde, o tirou, revelando ser ele.
—Oliver? — Eu e o irmão do mesmo.
—Triton, como pôde? — Oliver perguntou, vendo o outro sorrir com os olhos em chama e a pele se tornando folhas de papel.
—Olá, otários. Eu sou Liber e agora, eu finalmente vou destruir vocês. — O ser monstruoso de olhos violetas veio em nossa direção, mas Oliver preparou o arco, mandando flechas atrás de flechas, e eu mandei raios, Liber avançou mais, após atingirmos seu rosto e fazê-lo ficar com as bochechas rasgadas.
Liber empurrou Oliver, fazendo-o cair no chão e me pegou pelos braços, cometendo o erro de não pegar minhas mãos, deixando-me formar raios e acertar seu torso, vendo-o voar para o outro lado da floresta, derrubando algumas árvores.
Liber levantou, e voou, vindo em minha direção, Oliver continuava desmaiado, e quando Liber me segurou e levou para os altos, em um instante, Liber caia, me levando. Depois, já no chão, um pouco tonto pela batida forte, eu percebi que ele tinha morrido e seu sangue escorria por mim.
Um portal azul brilhante surgiu sob nós três, nos sugando.
(...)
Barry e Oliver caíram no chão de onde haviam partido, e se olharam, respirando fundo, tentando achar o ar.
—Nunca me abandone. Nunca se esqueça de mim. — Barry disse e Oliver se aproximou do mesmo, colando suas testas.
—Nunca irei, meu amor. — Oliver pronunciou colando seus lábios
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