Uma História de Amor
2 1º Capítulo
Notas iniciais
Rachel’s POV
— Rachel! Rachel acorde!
— Mãe, eu quero dormir!
-Então acho que vou ter que ir pra NY sozinha...
— Acordei!
Levantei que nem um Raí. Não é sempre que se sai de Ohio direto para Nova York.
— Já tem muito tempo que você ta preparando essa surpresa? – perguntei no taxi pro aeroporto
— Sim, Você vai adorar a sua tia Leyla!
— Você fala tanto sobre ela...
— Sinto muito a falta dela. Não há vejo dês de que ela comprou um colégio lá em Nova York. Você vai adorar a sua prima Quinn. Ela é três anos mais velha que você.
Nós fomos conversando o resto da viagem. E depois da viagem. Resumindo, fomos conversando até a casa da tia Leyla.
“Ding dong” Minha mãe tocou a campainha.
— Shelby! Achei que só vinha daqui a algumas semanas! Me da um abraço irmazõna querida! — falou enquanto agarrava (no bom sentido) a minha mãe – E você deve ser a Rachel! – disse apertando minha bochecha – A Quinn só volta daqui a dois meses. Tenho certeza que vão se dar bem!
— Dois meses? Eu vou morar aqui?
— Mas é claro! Eu vou fazer de tudo pra preencher o espaço... Bem você sabe...
— Não, eu não sei!
— Depois agente fala nisso! – Disse minha mãe
— Não! Eu quero falar agora!
— É que... Sua mãe vai... Viajar!
— Isso! Vou pra Itália a trabalho!
— Você se aposentou mãe!
— Mas você se aposentou mãe!
— Sim, e voltei a trabalhar na Itália!
— E vai me deixar aqui?
— Só por um tempo até eu me habituar!
— Ta, entendi. Mas custava me avisar?
— Pensei que ia reagir mal. E não estava errada!
— Desculpa mamãe! Eu te amo! – a beijei
— Bem, vamos comer! – disse minha tia quebrando o ar tenso – Quem quer lagosta? – nos conduziu até a sala de jantar
De repente um homem musculoso desceu.
— Esse é Noah, o namorado de Quinn. Ele que nos acolheu quando a escola faliu.
— Podem me chamar de Puck!
(N/A: Puck tem cabelo e não é bad boy)
— Oi! – falamos eu e minha mãe ao mesmo tempo
Semanas depois
Leyla’s POV
Estava indo para o quarto de Shelby com o café da manhã na bandeja. Afinal ela merece toda a atenção.
— Shelby, Shelby acorda. Shelby! – fui perto da cama acordá-la – Shelby. – cutuquei a testa dela
— Leyla? – voz de cansada – Eu não to me sentindo bem... – pegou a minha mão para eu puxá-la – Obrigada! – se levantou da cama — Leyla, eu... – desmaiou
— Ai meu deus! Puck! Puck!
Ele chegou correndo.
— O que houve? Ai meu deus!
— Fala baixo! A Rachel não sabe!
— Não sabe o que?
— Ela sofre de um câncer. Leva ela pro hospital o mais depressa possível!
Rachel’s POV
Acordei, olhei pela janela do meu quarto e vi Puck saindo.
— Vendo a paisagem? – disse minha tia por trás
— Ai que susto. Onde ele foi?
— Levar sua mãe no aeroporto!
— Mas ela não se despediu!
— Eu sei meu amor. É que ela não queria te ver triste.
— Ah, e eu não to triste agora? – disse chorando – Quer saber, eu vou atrás deles.
— Não! – minha tia me barrou
— Mas...
— Você vai ficar aqui!
— Não vou!
— Ou você fica aqui na casa, ou você fica exatamente aqui no quarto! Até amanhã!
Me joguei na cama e comecei a chorar.
Leyla’s POV
Me senti culpada pela Rachel. Ta certo que Shelby mimava um pouco ela, mas, coitada, era a mãe dela! Depois de vinte minutos Puck chegou.
— Como ela esta?
— Esta em um coma muito profundo. Ela pode ficar inconsciente por anos. E a garota?
— Tenho que falar com ela.
Fui até o quarto onde Rachel estava chorando.
— Rachel, eu sinto muito.
— Eu só queria me despedir!
— Ela não morreu só esta... – ia falar, mas desisti – Viajando!
— Só por isso eu não posso me despedir?
— Eu sei e sinto muito! – beijei a cabeça dela – Teve uma música que sua mãe cantou pra mim quando nossa mãe morreu que é assim:
I pray you'll be our eyes,
and watch us where we go
And help us to be wise,
in times when we don't know
Let this be our prayer,
when we lose our way
Lead us to a place,
guide us with your grace
To a place where we'll be safe
-Ta agora você já ta exagerando. Ela só viajou.
- Ah é. Eu sei. – disse enquanto uma lágrima caia do meu rosto
Um mês depois:
Shelby’s POV:
“Onde eu estou?”
— Alô? Puck? Cadê a Rachel?
Rachel’s POV
-Atenção passageiros, o avião para São Francisco acaba de pousar.
-Nunca me imaginei visitando São Francisco! Ah! – eufórica
-Agradeça ao Puck. Ele que tá pagando tudo. Vamos para o hotel?
-Tive uma idéia melhor!
Pegamos um taxi.
- Moço, para aqui!
- Aqui Rachel?
- Vem tia! – puxei ela
- As malas.
Puxei ela até a água.
- Essa água ta ótima.
- Só você pra ter essa idéia! Tinha que ser filha da Shelby!
- Como se você não gostasse de praia.
- Vou pegar as malas.
- Já peguei!
- Mãe?! – saí correndo para abraçá-la
- Mas como? – perguntou minha tia
- O jato de Puck – respondeu
- Quero voltar pra casa agora!
- Mas Rachel já ta tudo pago!
- Relaxa tia! Ei vocês!
- Agente? – perguntaram umas francesas
- Não minha avó!
- Uma vérlinha!
- Vocês querem ficar em um hotel com tudo pago
- Agente não pagar? Agente aceitamos!
- Feito!
Após eu e minha mãe convencermos minha tia nós voltamos no jato.
Uma semana depois:
Leyla’s POV
Estava pegando as correspondência quando vi.
Leyla: Ai meu deus! A Quinn volta hoje! Hoje!
Puck: O que?
Quinn: Valeu por lembrarem!
Leyla: Filha! – a abracei
Quinn: Oi mãe!
Puck: Gata! – beijou ela
Rachel: O que houve?
Leyla: Essa é sua prima Quinn!
Rachel: Você? – a abracei
Quinn: Te conheço?
Leyla: Essa é sua prima, Rachel!
Quinn: Ah!
Shelby: Oi, sou sua tia Shelby! Lembra de mim?
Quinn: Ah, não! – riu – Mas voltei bem no dia em mãe! Amanhã é o dia das mães! – me beijou
Rachel: É verdade! – beijou Shelby – Onde você estava?
Quinn: Ninguém te contou? No Japão intercambiando. Terminei minha faculdade.
Leyla: Parabéns!
Quinn: Enfim, vou pro meu quarto!
Leyla: Ah, a Rachel ta no seu quarto por uns tempos. Fica no meu até arranjarmos um jeito.
— É, eu não quero ocupar seu quarto por um ano!
— Um ano?
— Vem que eu te explico tudo! – puxei ela
Ao chegarmos no meu quarto ela começou a me encher de perguntas.
— Calma! Acontece que sua tia Shelby sofre de um...Um câncer – minha voz ficou de choro
— Sério? Espera aí!
— Filha, vem cá!
Quinn’s POV
Coitada da Rachel. Eu tinha que falar com ela. Fui até o meu quarto e ela estava lá.
— Rachel! Acabei de descobrir! Olha eu sinto muito. Pensei em falar com a sua mãe primeiro, mas ela ta conversando com o Puck e acima de tudo, as primas tem que se manter unidas!
— Que?
— Sem querer ser intrometida mas, onde você vai depois de um ano?
— Pra Itália!
— Com quem?
— Minha mãe dah! Ah e que história é essa que você falou antes?
— Pera aí? Você não sabe?
— Sabe o que? – falou em um tom preocupada.
Shelby’s POV
— Sério Puck?
— Sim!
— Mãe! – berrou Rachel
— Rachel? Que foi minha filha?
— Sonsa! Mentirosa! Idiota!
— Rachel, não fala assim com a sua mãe!
— Não se mete Puck!
— O que ta havendo? – perguntou Leyla
— Você me enganou! Mentiu! Como você esperava como eu descobrisse? Depois que você morresse?
— Como você descobriu?
— Tia me desculpe! – Quinn chegou correndo
— Desculpa nada! Você foi à única que foi sincera comigo! Eu to cansada de gente mentirosa!
Rachel’s POV
Saí correndo, tranquei a porta do quarto e comecei a chorar. Dormi e acordei de madrugada. Não conseguia parar de pensar na minha mãe, então resolvi falar com ela.
— Mãe, mãe... Posso falar com você? – cutuquei a testa dela – Mãe! – botei meu ouvido no coração dela – Ai meu deus, Tia!
— Rachel, o que houve? Ai não! Não me diga que... – comecei a chorar – Vem cá! – me abraçou
— Que horas são?
— Meia noite e meia.
— Ela morreu, no dia das mães!
Notas finais
Os dias chuvosos estão em minha memória
O brilho do fogo
Que nos manterá quente
Nunca irá se apagar
Tchau pode parecer pra sempre
A despedida pode parecer o fim
Mas no meu coração a memória
Vai estar sempre com você
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