Uma História JakeNess - Como Acho Que Deveria Ser
69 Capítulo 70 - Quebra
Notas iniciais
Pov. Jake
Fazia algumas horas que eu estava na ronda. E já tava me entediando. Eu queria ir pra casa, ficar com minha pequena, e dizer que está tudo bem. Mas ao mesmo tempo, eu tinha que ficar na ronda. Protegendo a todos.
Não demoraria pra tê-la em meus braços, mas saber que Ness estava em casa, se roendo de angustia, não me parecia uma boa. Eu só queria abraça-la. Dizer que eu sempre estarei ao seu lado. Mas pareceu que iria demorar. A ronda demora um século pra acabar! Droga!
– Para de ser meloso, Jacob. – Ouvi Embry pensar.
- Vai cuidar da sua vida. – Falei mal humorado.
– É pra já, chefinho. – Ele disse brincando. Bufei. Eu não gostava deles me chamando de chefinho, sei lá... Parece tão... Superior. Sei lá, só sei que de vez em quando, é bom poder falar assim, pra eles pararem de fuxicar com a minha vida. Afs... Principalmente o Embry e o Seth. Adoram perguntar sobre minha vida sexual com a Nessie. Irrita! Quil dá risada. E eu digo que um dia vai ser com ele. Dei risada com esse pensamento. Ele morre de medo de pensar no futuro. Fica pensando se a Claire vai escolher ele.
- Nossa Embry. Desliga o canal pornô. – Seth falou em pensamento. Concordei. Embry tava pensando numa menina com quem ele tinha dormido. Um dia ele engravida uma dessas meninas, e eu não quero nem ver.
- Fica quieto que você também gosta, né Seth? – Embry perguntou dando risada.
– Nunca cheguei a ir pra cama com uma guria que conheci numa noite só. Isso é meio... Sei lá. – Seth disse meio envergonhado. Eu sabia que ele nunca tinha feito sexo. E eu respeitava isso. Eu também nunca fiz. E por mais que Seth beije um monte de guria, ele nunca foi pra cama com uma. Seth disse que quer que seja com a garota que ele goste mesmo. E não com qualquer uma.
– Aham sei... Espera um pouco. Em cinco minutos eu arranjo uma mina pra você. – Embry disse dando de ombros. Os dois começaram a discutir. Bufei.
– Dá pra calarem a boca? – Perguntei nervoso. Os dois assentiram meio contrariados. Agradeci e continuei meu caminho.
Continuei andando durante mais uma hora, e parecia que não acabava nunca.
Senti um cheiro. O cheiro que sempre rondava nosso território. Vinha do centro da floresta. Senti uma raiva me consumir e corri. Corri até lá, ignorando qualquer comentário dos meus amigos lobos. Eu só queria matar aquele ser. Porque se ele pensa que vai encostar num fio de cabelo da minha pequena, está muito enganado.
Corri, e parei abruptamente, quando cheguei ao local. Olhei em volta, e não tinha nada. Absolutamente nada. Mas o cheiro predominava a área. Ouvi risadas dos altos das arvores. Rosnei.
Olhei pra cima, e não tinha nada. Só algumas folhas secas caindo. Me abaixei em posição de ataque. Pronto pra qualquer movimento. Ouvi um barulho a minha direita, e me virei bruscamente. E de novo nada.
Fiquei lá parado, olhando ao redor. Procurando algum sinal de vida, que não fosse a risada sinistra. Eu sabia que era o ser que estava rindo, mas eu não conseguia identificar de onde! Não tinha nada! Nenhum rastro!
Quando resolvi voltar, senti algo pulando em minhas costas.
Pov. Nessie
Desci as escadas, e fui em direção à cozinha. Jake ainda não tinha voltado. Não me preocupei, afinal fazia só 4 horas que ele tinha ido. Essas rondas demoram. Mas aquele pressentimento não ia embora. Eu não conseguia dormir. Revirava-me na cama. Cheguei até ir à sala, assistir um filme com meus pais pra ver se o sono vinha. Assisti a três filmes românticos, chorei pra caramba, e não funcionou. Meu pai e meu tio Jazz dizem pra eu me acalmar, mas eu simplesmente não consigo. Um sentimento ruim se apoderou por completo de mim, desde que vi Jake saindo por aquelas arvores.
- Não dormiu ainda, filha? – Minha mãe perguntou sentada ao lado de meu pai no grande sofá. Eu não tinha dormido nem por um segundo.
- Nadinha. – Falei preocupada. Ela me olhou compreensiva. Meu pai suspirou. – Tem certeza que comprimidos pra sono não funcionam em hibridas? – Perguntei esperançosa. Papai deu risada.
- Não filha. – Ele disse suspirando. Assenti e fui pra cozinha.
Peguei um copo no armário, e apertei o botão do filtro, esperando o copo se encher por completo. Eu jamais iria conseguir relaxar, enquanto Jacob não entrasse por aquela porta, dando aquele sorriso maravilhoso. Suspirei.
Comecei a lembrar dos nossos momentos juntos. O dia em que ele me chamou pra sair, a emoção que fiquei. O nosso primeiro encontro. Primeiro beijo. Todos os momentos felizes... E a cada dia aconteciam mais e mais... Mas por alguma razão, sentia que eles iriam acabar. Um calafrio percorreu meu corpo.
Ouvi um barulho, e vi o copo transbordando de água. Desliguei o filtro tremendo. Minha mão estava tremula. Senti minha boca seca.
Quando fui colocar o copo na boca, senti uma dor enorme no peito. Por impulso, apertei o copo em minha mão, o quebrando. Senti cheiro de sangue. Olhei assustada, e larguei tudo no chão, quebrando mais e mais. Foi a mesma sensação. Como se meu coração estivesse quebrando.
Comecei a ficar tonta, e caí de joelhos, em cima de todos os cacos de vidro. O barulho dos cacos. Tec... Tec... Tec... O mesmo barulho que meu mundo fazia. Desmoronando. Quebrando em pedaços. Jake era meu mundo. E por alguma conexão, senti que nada ia voltar a ser o que era.
Ouvi meu pai me chamando. Olhei tonta ao redor, e vi todos os meus familiares me encarando assustados.
– Filha! – Meu pai me pegou antes que eu caísse por completo no chão. Meu coração doía de uma forma! E por pura ironia, senti que seria meu fim. Sangue escorria de minhas mãos e joelhos.
– Meu Deus! – Minha tia Rose gritou.
O mundo girava ao meu redor, e tudo o que eu ouvia era o nome de Jake em minha cabeça. Senti-o caindo no chão. Senti o que ele estava sentindo. E eu a cada vez ficava com mais falta de ar. E meu coração parecia se quebrar, despedaçar, a cada momento em que a imagem de Jacob caído vinha a minha mente.
– Respira Renesmee! – Meu pai gritava desesperado. Eu o olhava, tentando achar ar. Não conseguia. Sentia-me no corpo de Jake. Não sei explicar. Era uma dor intensa. Como se o mundo fosse acabar ao meu redor! Eu não conseguia achar ar. Desesperadamente.
– Carlisle! – Ouvi minha mãe gritar. Senti mais uma pontada forte no peito, e uma escuridão me tomou.
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