Uma História JakeNess - Como Acho Que Deveria Ser
67 Capítulo 68 - Problemas à vista
Notas iniciais
em fim, espero q gostem...
Pov. Nessie
Fazia três dias que meu pai não voltava pra casa, desde nossa briga. Minha mãe já não está mais tão confiante de onde ele está, ou se irá voltar. E eu passo metade do dia em frente de casa, vendo se ele irá aparecer. Emily disse pra eu dar um tempo no trabalho, enquanto meu pai não voltasse. Minha família tenta me animar sempre que pode, e minhas amigas estão vindo aqui todo os dias, me fazendo esquecer um pouco dos problemas.
Nesses três dias, eu tenho me afastado um pouco de Jacob. Não que eu tenha me esquecido dele, mas toda vez que estamos nos beijando e começa a ficar mais quente, eu paro. Todas às vezes eu me lembro de meu pai gritando comigo, e acabo terminando o beijo. Jake me entendeu, mas disse que não é pra eu acreditar nas idiotices de meu pai, pois ele estava errado. Eu só sorri. Ter um namorado, que alem de tudo é meu amigo, facilita muito as coisas. E embora nesse meio tempo a gente não tenha tido mais momentos quentes, Jake sempre está do meu lado me fazendo rir. Mas me sinto mal, porque se meu pai nunca aprovar o meu namoro, nunca vou conseguir dar o próximo passo na minha relação com meu amor. Jake afirmou que está tudo bem, e que me entende. Mas consigo ver o esforço que ele faz para se “desanimar”. Chega até ser engraçado. Ele fica todo envergonhado e fala que vai tomar um banho gelado. Tadinho.
Ouvi umas risadas altas na sala, e fui ver o que estava acontecendo. Quando cheguei, vi Rachel e Leah... Bêbadas.
– Meninas? – Perguntei estranhando elas estarem aqui. Já era meia noite. Eu só tinha descido pra tomar um copo da água. Minha família as olhou e deu risada. Até minha mãe. Que estava sem dar risada desde a saída do meu pai.
– Fala Nessie. –Leah disse com uma garrafa de vodka na mão. –A gente veio perguntar se você não quer sair com a gente? – Ela disse vindo até mim cambaleando. Apoiou-se no meu ombro.
– Eu quero é que você escove seu dente. – Falei fazendo careta. – Que bafo! –Minha família gargalhou. Abanei o ar, espantando o cheiro de bebida forte que saía de sua boca.
– Menina, eu peguei um garçom lá na boate! – Rachel disse toda boba. Meu tio Emmet se matava de dar risada. – Que pegada!
– O que? – Perguntei confusa. As palavras estavam meio emboladas.
– Rachel? – Ouvi Jake perguntar. Ele tava limpando os olhos, ainda meio dormindo. – O que vocês estão fazendo aqui há essa hora? – Ele perguntou descendo as escadas.
– Convidando sua namorada pra sair. – Rachel disse dando risada. Jake fez careta por ver a irmã bêbada.
– Como vocês vieram? – Ele perguntou.
– Dirigindo. – Leah disse bebendo mais um gole de sua vodka. Não sei como Fred a deixa sair nessas boates.
– Pera aí! Vocês vieram dirigindo nesse estado? – Perguntei preocupada.
– Sim! Uhuhuhu! – Rachel disse gritando.
– Meninas, vocês não podem dirigir bêbadas. Isso é perigoso. – Falei preocupada. Jake segurou Rachel que quase caiu de cara no chão.
– Ok, mãe. –Leah disse debochada. Minha família dava risada. – Não se preocupe, isso não vai mais acontecer. – Ela disse se abaixando. Acho que ela pensou que tinha uma cadeira atrás, pois caiu de bunda no chão. – Nossa! Você tá bem? – Ela perguntou pra mim. Minha família rachou o bico.
– Er... To né. – Falei fazendo careta por sua atitude. – Preciso começar a escolher minhas amizades. – Pensei alto.
– Hum... – Ela disse, e do nada, caiu no sono. Dormiu no meio do tapete! Vish!
– Mas aí amiga, eu peguei um garçom! – Rachel gritou. Jake balançou a cabeça em negativa, e veio ao meu lado.
– Ah...
– Nossa! – Ela gritou depois de beber um gole da vodka. – Esse negócio desce queimando!
– Mas que barulheira é essa? – Sheldon disse descendo as escadas de pijama e roupão por cima.
– Elas estão bêbedas. – Jake disse dando um chute de leve na perna de Leah pra ver se ela acordava. Sheldon veio até nós, e olhou Leah fazendo careta.
– Falando em coisas quentes... – Rachel disse olhando pro Sheldon. – Vem cá. – Ela disse, e tascou um beijão no Sheldon! Tapei minha boca com a mão, chocada. Jake arregalou os olhos. Minha família abriu a boca em um O.
Sheldon ficou parado, de olhos abertos, sem entender nada. Enquanto Rachel lhe dava um selinho demorado, agarrando seu colarinho. Sheldon estava com uma cara de nojo. Ela parou o beijo, e olhou o Sheldon dos pés a cabeça.
– Não. Prefiro o garçom. – Ela disse debochada, e caiu no sofá dormindo. Eu e Jake nos olhamos assustados. Olhamos o Sheldon e ele estava com uma cara estranha.
– Meu bom lorde! – Ele disse alarmado. – Vou morrer hoje! Têm vermes em minha boca! – Ele gritou e saiu correndo em direção ao banheiro. – Não! – Ele gritou.
Meu tio Em dava risada, aliás, todos davam risadas. Eu fiquei chocada. O que foi aquilo?
– Leah! – Ouvimos águem gritar. – Eu sabia que você tava aqui. – Fred disse olhando Leah roncando no chão.
– Como você deixa ela se embebedar desse jeito? – Jake perguntou assustado.
– Sei lá! Ela disse que ia sair com a Rachel. Mas aí o tempo passou e ela não voltou pra casa. – Ele disse alarmado. – E toda vez que ela ta bêbeda, ela vem pra cá. Não sei o por que.
– É verdade. – Eu disse.
– É? – Jake perguntou fazendo careta.
– Ela fica vindo aqui e perguntando se eu quero beber vodka com ela. – Falei fazendo careta. – Mas faz tempo que ela não faz isso. Aliás, faz tempo que ela não se embebeda a ponto de ficar desse jeito aí. – Falei apontando pra Leah murmurando coisas enquanto dormia.
– Leah! – Fred gritou na orelha dela. Eles definitivamente eram um casal estranho.
– Fredizinho! – Ela gritou de olhos fechados. Todos deram risada. Jake segurou o riso.
– Alguém me ajuda a levar ela pro carro? – Fred perguntou. Tio Emmet levantou. Por mais que Fred até seja forte para um humano, ele nunca conseguiria carregar a Leah, que é uma loba.
– Eu levo. – Meu tio disse pegando Leah. – Que guria pesada. – Ele disse fazendo careta. Todos deram risada. Tudo bem que meu tio é um vampiro, mas mesmo assim, ele sabe reconhecer quando um peso de alguém é um pouco mais elevado. A Leah não é gorda, mas ela é que nem os outros lobos. Tem músculo. Então tipo, ela deve ser pesada.
– Concordo. – Fred disse fazendo careta. Os dois saíram pra fora de casa. Minha família ainda dava risada. Jake estava com uma careta engraçada.
– Acho melhor levar Rachel para o quarto de visitas. – Minha vó disse. Jake assentiu e pegou a irmã de um jeito nada delicado. Parecia que tava carregando um saco de batatas.
– Credo Jake. – Falei o repreendendo.
– Que? – Ele se fingiu de inocente. – Meu pai não vai gostar de saber dessa bebedeira toda.
– Sim, mas não precisa carrega-la desse jeito. – Falei vendo a cabeça da minha amiga balançando de um lado pro outro enquanto Jake se dirigia a escada.
– Ah, to nem aí. – Ele disse dando de ombros.
– Você é um doce com sua irmã, hein? – Perguntei sarcástica. Ele deu risada.
– Se você tivesse irmão, você ia entender a chatice que é. – Jake disse fazendo careta. – Principalmente pra mim. Sou um menino, no meio de duas meninas. É uma droga!
– Que seja. Sobe logo. – Falei o empurrando. Ele deu risada, e começou a subir as escadas, enquanto Rachel dormia pendurada em seu ombro.
Subimos as escadas, e eu abri a porta do quarto de visitas para o Jake. Ele entrou, e praticamente jogou a Rachel em cima da cama. Ela nem se manifestou e continuou roncando.
– Bafo de bebida. – Jake disse fazendo careta.
– Nem me fale. – Falei saindo do quarto. Jake deu risada.
Fomos para o nosso quarto, e nos deitamos cansados. Fiquei sentindo a respiração de Jake, enquanto ficava deitada em seu peito. Parecia um calmante pra mim.
– Jake?
– Hum? – Ele respondeu já meio cansado.
– Você acha que meu pai vai voltar? – Perguntei receosa.
– Tenho certeza.
– Como pode ter certeza sem nem mesmo minha mãe tem?
– Não sei. Só tenho certeza. – Jake disse dando de ombros. – Por mais que Edward implique muito comigo, sei que ele tem um coração. E não vai deixar sua família esperando por ele.
– Espero que você esteja certo. – Falei apoiando minha cabeça sobre minha mão, e o olhando.
– Tudo vai voltar ao normal, Ness. – Jake disse fazendo carinho em minhas costas. – Prometo.
– Te amo, Jake. – Falei beijando seu peito, e me ajeitando pra dormir.
– Também te amo, princesa. – Jake disse me apertando contra seu peito. Sorri e adormeci.
***
Abri os olhos lentamente na manha seguinte, e olhei o espaço vazio a minha frente. Estranhei. Jake não me disse que tinha oficina hoje. Mas algo me fez despertar instantaneamente. Um perfume. Um dos primeiros perfumes que senti na minha vida.
Senti um toque gelado em meu ombro, e me virei rapidamente. Era ele. Meu pai.
– Pai! – Gritei e o abracei fortemente, sendo envolvida por seus braços gelados.
Lagrimas vieram à tona. Toda aquela culpa e tristeza foram levadas junto com aquelas lagrimas. Meu coração pareceu se inflar com a presença de uma das pessoas mais importantes da minha vida. Por mais que fossem três dias, eu nunca passei um dia sem ter meu pai ao meu lado. O meu colega, como às vezes ele diz pra mim. O meu amigo.
– Desculpa... – Eu sussurrava repetidamente, enquanto ouvia meu pai soluçar. – Eu não devia ter falado aquelas coisas. – Falei chorando copiosamente. Meu pai me abraçava forte, e soluçava junto comigo. – Não fica com raiva de mim. – Implorei chorando. Meu único medo era que quando ele voltasse, nunca mais quisesse me olhar na cara.
– Não chore filha. – Meu pai se pronunciou pela primeira vez depois de alguns minutos chorando junto comigo. – Você não tem culpa de nada. – Ele disse fazendo carinho em meus cabelos. – Me desculpe.
– Pai... – Sussurrei enquanto molhava sua camisa com minhas lagrimas.
– Filha, por favor me perdoe. – Ele pediu soluçando alto. – Eu não podia ter dito aquelas coisas. Eu errei. Fui horrível!
– Não pai. Ta tudo bem. – Falei lhe apertando. Queria só abraça-lo, e matar minha saudade.
– Não filha, me escute. – Ele disse me fazendo olhar seu rosto. Meu pai parecia cansado. Com um olhar triste e arrependido. Ele limpou minhas lagrimas, e olhou nos meus olhos. – Você não tem culpa por eu ter sido um monstro.
– Mas você não foi um monstro. – Falei sincera.
– Sim filha. Eu fui. –Ele disse serio. – Por favor, me perdoe. Não devia ter dito aquilo. Você não é nada do que falei. Eu fui horrível. Falei sem pensar.
– Mas...
– Filha, tudo foi culpa minha. Tudo por uma grande besteira. – Ele disse arrependido. – Não quis enxergar o que estava bem na minha frente.
– Do que o senhor está falando? – Perguntei confusa.
– Que você cresceu, oras.
– Pai, eu não ligo pra isso, só quero que me perdoe pelo que falei.
– Renesmee, você não tem culpa de nada, ok? Você só disse o que eu precisava ouvir. – Meu pai disse convicto. – Eu fui um estúpido. Causei uma briga, por causa de uma idiotice minha.
– Não é idiotice. Você é meu pai. – Falei limpando meu rosto.
– Não, Nessie. Não posso me intrometer na sua vida. Não desse jeito.
– Mas você é meu pai.
– Isso não justifica meus erros. – Ele disse serio. – A questão é que como Bella disse, você já toma suas próprias decisões. Por puro ciúme paterno, magoei as duas pessoas mais importantes da minha vida.
– Pai, não precisa pedir desculpas. – Falei lhe abraçando. Ele me apertou em seu peito gelado.
– Preciso. Por favor. – Ele perguntou olhando nos meus olhos.
– Eu já te perdoei pai. Alias, nunca achei o senhor culpado. – Falei lhe apertando. Papai soluçou, e deu um sorriso torto.
– Prometo nunca mais brigar com você por causa disso.
– Não. Eu...
– Filha, eu quero te dizer uma coisa. – Ele disse serio. Estranhei, e me sentei de frente pra ele. – Eu... Não acredito que vou dizer isso... – Ele disse fazendo careta. Ouvi risadinhas no andar de baixo. Percebi que logo, essa família voltaria ao normal. – Eu... Espera que eu consiga falar...
– Tudo bem. – Falei dando risada.
– Eu... Aprovo seu namoro com o ca... Jacob. – Meu pai disse serio. Ele estava sendo sincero. O olhei confusa. – Quero dizer... Eu já tinha aprovado antes, mas estou me referindo a outras coisas. Digo... Eu não devo me intrometer na vida de minha filha... Adulta.
– Bateu a cabeça? – Perguntei preocupada. Ouvi risadas. – Serio. Isso é algum tipo de pegadinha?
– Não filha. É serio.
– Mas não era o senhor que tinha surtos com os selinhos que eu dava nele?
– Selinhos? – Ele perguntou cético. Esse era o meu pai de verdade. Sorri com esse pensamento.
– Ok, eram um pouco mais que isso... – Falei envergonhada. Pelos meus instintos, Jake não estava aqui em casa. Sorte minha. Juro que ia ficar um pimentão. – Mas mesmo assim, o que aconteceu com os princípios e aquela historia de casamento, e blá, blá, blá? – Perguntei confusa.
– Renesmee, há certas coisas na vida que eu não sou posso mudar. – Meu pai disse desconcertado. – Acredite, está sendo difícil pra eu dizer isso, mas... Uma das coisas que não posso mudar são essas coisas que você e ele sentem.
– Essa conversa está passando de emocionante, a constrangedora. – Falei fazendo careta. Ele deu risada.
– Filha, isso é serio. Por mais que eu ainda acredite nos meus princípios, sei que eles não valem de nada para vocês dois. – Ele disse com obviedade. Concordei envergonhada. – E sei que se eu tentar impedir alguma coisa vai ser pior.
– Você já conversou com a mamãe?
– Já, está tudo bem novamente. – Ele disse dando um suspiro aliviado.
– Tá explicado. – Falei com obviedade. Meu pai me olhou confuso. – Você não admitiria alguma coisa assim, a não ser se minha mãe tivesse conversado com o senhor antes.
– Realmente, ela me ajudou bastante. – Ele disse dando risada. – Mas a questão é que tenho que admitir que você cresceu. E honestamente, você é uma adulta.
– Percebeu isso só depois de uma briga? – Perguntei chateada.
– Filha, não fique triste. Fui um imbecil, e tenho que aprender que as coisas não são do jeito que a gente quer. Acho que o problema maior também não era nem Jacob, mas eu queria que você voltasse a ser minha garotinha.
– Eu sou pai.
– Mas não como antes. Você cresceu. – Papai disse suspirando. – E quero lhe dizer que já conversei com Jacob.
– Já?
– Sim. Pedi desculpas. Talvez algumas coisas que você falou sejam verdades. – Ele disse. Lembrei-me de ter mencionado o passado. – Mas em fim, você me perdoa? Prometo não me meter na sua vida.
– Já disse que sim pai. – Falei lhe abraçando. Ficamos um tempo assim.
– Nessie, posso te pedir um favor?
– O que?
– Caso aconteça algo entre você e Jacob, peça o escudo de sua mãe. – Dei risada. Ouvi minha mãe dar risadinhas no andar de baixo. – Não quero detalhes. E se possível, não comentem.
– Pensa que já vou aprontar algo hoje? – Perguntei me fingindo de ofendida.
– Não hoje, mas amanha as apostas já começam. – Ele disse divertido. Acho que meu pai sofreu algum tipo de mágica enquanto estava fora. Ele estava tão... Diferente.
– Pai, por que demorou tanto pra voltar? – Perguntei triste. – Cheguei a pensar que você tinha sumido. Ido embora.
– Filha, eu jamais iria sumir. – Ele disse serio. – Aliás, eu preciso contar uma coisa a você. Os outros já sabem. – Ele disse tão serio que senti um calafrio na espinha. – Fiquei horas vagando por aí, depois que brigamos. – Ele disse essa parte meio triste. – Mas depois de pensar, resolvi voltar pra casa. Já era pra eu estar aqui antes de ontem.
– Por que não voltou?
– Porque logo que eu estava perto de casa, senti um cheiro desconhecido nas nossas terras.
– Ah não. – Falei receosa. Os Volturi vieram a minha cabeça.
– Não filha. Não era cheiro de vampiro. E sim de hibrido. Como você.
– Nahuel?
– Não. Eu reconheceria.
– Mas o que aconteceu? – Perguntei alarmada. A ideia de uma nova guerra me assombrou todos os dias de minha vida, e não podia acontecer.
– Logo que senti o cheiro, comecei a ouvir passos. Mas o mais estranho é que os passos pareciam tão pertos, mas ao mesmo tempo, não tinha ninguém ao meu redor.
– Como assim?
– Não sei filha. Aparentemente, deve ser algum dom. Mas eu nunca vi algo assim. – Papai disse preocupado. – Tentei ler a mente, mas parecia o mesmo escudo de sua mãe. Não consegui captar nada.
– Sim, mas você o pegou? O que aconteceu pai? – Perguntei já sem paciência.
– Eu fui atrás. Segui o cheiro e a risada.
– Risada?
– Sim. Parecia uma espécie de joguinho. Não sei. Esse ser queria ser perseguido. Queria que eu notasse sua presença. – Ele disse pensativo. A cada palavra eu sentia mais medo. – Isso não vem ao caso. Em fim, sei que fui atrás. Segui durante horas.
– Por que não voltou pra casa, pai? Pedisse ajuda? E se você fosse... Morto? – Perguntei com um nó na garganta. Meu pai me olhou triste.
– Desculpe filha. Foi um instinto de proteção. Algo me disse pra eu segui-lo. – Ele disse preocupado. – Mesmo não lendo os pensamentos, eu sabia que o ser não era amigável. E algo me diz que se eu não tivesse seguido, ele poderia seguir adiante, e vir aqui. Não pude deixar.
– Mas e se você tivesse se machucado?
– Filha, confie em mim. Só sei que fiz aquilo por proteção. Tive que ir atrás. Tentei descobrir o que e quem era. Mas por mais que eu tentasse, eu podia ouvi-lo sussurrar coisas em outra língua. Sua risada, e seus passos pareciam estar a um centímetro de mim, mas eu não podia vê-lo.
– Meu Deus... – Sussurrei. – Mas pai, como é que os meninos não perceberam nada? Os lobos sentem quando tem isso. Como não?
– Filha, eu não sei. Foi algo inexplicável. – Meu pai disse incrédulo. – Foi estranho. Só sei que depois de horas perseguindo, a coisa sumiu. De repente. Sem explicações. E não tinha rastro nenhum. Nenhuma pegada ou algo do tipo.
– Pai, vai acontecer de novo não é? – Perguntei sentindo lagrimas querendo vir à tona.
– Não. Não vai. – Ele disse confiante, me apertando contra seu peito. – Filha, eu não vou deixar nada lhe acontecer. Por isso, quero te pedir um favor.
– Tudo bem.
– Jacob já sabe. Não quero mais vocês andando sozinhos na floresta. – Ele disse preocupado. – Aonde você for, vai com ele. Está me entendendo? Não quero você sozinha. – Ele disse serio segurando meus ombros. – Alias, não precisa nem ser com ele. Chame Leah, Seth, Embry... Quero você protegida.
– Tudo bem.
– Filha, eu estou falando serio. Não quero você sozinha por aí. Quando você e Jacob forem sair, quero que voltem antes de anoitecer.
– Prometo pai.
– Obrigado. – Ele disse me abraçando. – Não sabe como eu ficaria se algo acontecesse a você, princesa.
– Eu também te amo, pai. – Falei lhe abraçando. Ele sorriu, e beijou minha testa. Finalmente. Meu pai estava de volta.
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