Londres, Inglaterra. 10:40 AM


Eu estava sobre proteção da policia investigando os acontecimentos dos últimos três meses, estava chovendo forte, eu estava encharcado. As pistas desapareciam com o a chuva, corria contra o tempo tentando encontrar pelo menos algo alem de pegadas, não queria perder esse caso. Como ele consegue escapar tão rápido, que droga ?!. Percorri as longas vielas de Londres por vários dias, sem dormir ou comer, essa perseguição talvez não acabasse, estava a ponto de desistir do caso e da carreira.


Tudo começou a três meses atrás,eu estava feliz com minha esposa e filha, era ação de graças e estávamos todos reunidos no Canadá, estava um frio maravilhoso, as estrelas brilhavam tanto que não precisaria de luz para iluminar a nossa casa. Recebi uma ligação urgente do trabalho, então infelizmente tive que me despedir da minha família, tive um problema no escritório, corri o mais rápido possível para chegar o quanto antes e voltar o mais cedo possível para casa. Estava tão frio do lado de fora que eu não sentia mais os meus dedos, subi os vinte e cinco andares, o elevador estava quebrado e isso tirou tanto o meu tempo, se eu tivesse chegado mais cedo, talvez desse tempo de salva-las.


– Chefe Sousuke, achamos o esconderijo dele, rápido.


– E-E-E-Estou indo, estou indo.


Corri com todas as forças que me sobraram no corpo, a chuva o deixava ainda mais pesado, senti as lagrimas encherem meus olhos. Cai em mim, estava transbordando de ódio, louco para mata-lo, esquarteja-lo, qualquer coisa que acalmasse o meu coração destroçado. Cheguei ao local do esconderijo dele, fuçamos todos os cômodos, quando ouvi gritos de um dos assistentes, corri para o local de onde o som vinha. Me deparei com aquela cena desprezível, imunda. Meu coração parou por um segundo.


– Mas que merda é.. ?!. Falei colocando a mão na boca, senti o estomago revirar, algo queria sair de dentro de mim.


Havia uma mulher completamente nua no chão, com marcas por todo o corpo, coberta de sangue e com.. a cabeça ao inverso.


Ch-Ch-Ch-Chefe, olha. Disse meu assistente pessoal, Hitsugaya, apontando para a parede perto da janela.


Lá estava escrito, por sangue, " Quase me pegou, hein, Aizen-senpai. HAHA, foi por pouco, tente mais da próxima vez, boa sorte. "


Me encostei na parede, estava sem folego.. Era como se tivesse sido aberto um buraco dentro do meu peito. Minha visão estava embaçada, não conseguia sentir meu corpo, pensei que estava morrendo. Bati minha cabeça na parede com toda a força que me restava. Acorda, acorda, acorda. Meus olhos encheram de lagrimas e de repente veio todo aquele flashback da minha família, senti meu coração pulsar mais forte, não consegui segurar, acabei colocando tudo pra fora.


– Chefe, você está bem ? quer algum remédio.. —

– CALA A BOCA! Gritei desesperado, como um pedido de socorro.


Tirei um cigarro do bolso, o acendi, sai do esconderijo com as lagrimas descendo do rosto. Acho que esse é o fim, vou realmente sair dessa carreira, não da mais certo. Entrei no carro e infelizmente tive que ir pra casa, não estava em condições de fazer um cadastro em algum hotel.


– Merda, essa casa me trás lembranças.


Coloquei o casaco no cabideiro e fui direto para o banheiro, liguei a torneira. Me apoiei sobre a pia, meu corpo paria mais pesado do que de costumo. O que estaria acontecendo ?! Minha respiração era mais pesada, meu peito doía. Lavei rapidamente o rosto e me deitei sobre o sofá, ao fechar os olhos, todas as lembranças voltaram, acordei com um susto.
Estava todo suado, a casa estava completamente escura, ouvi barulhos. Meu Deus, o que está acontecendo ?, pensei, peguei a arma no bolso da calça e levantei, andando lentamente sem fazer nenhum ruido, eu ouvi, juro pela minha vida que ouvi. " O que você está fazendo ? por que não está procurando por ele ? Já nos esqueceu, eu sabia que isso iria acontecer, você sempre foi um péssimo marido. Seu inútil ", " Papai, a mamãe disse que você nunca prestou, eu concordo com ela, meu pai deveria ser outro, hahaha ". E de repente uma mulher de mãos dadas com uma criança apareceu na minha frente, a pele do corpo completamente rasgada, um braço pendurado por simples fios de pele e o rosto totalmente desfigurado mostrando a arcada dentaria completamente.


– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH, MEU DEUS.. AAAAAAH.


Atirei nas duas loucamente mas as balas não as acertavam, eu andava pra trás anda aos berros. O que era aquilo ? Aquilo era um ser humano ? Estava atrás de mim ?. Cai no chão e elas vieram pra cima de mim, atirei no meu próprio estomago.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.