Uma Filha de Riddle
3 Capitulo 3 - Gosta mesmo da ala hospitalar?
E como flash as coisas começaram a aparecer...
Meu pai em frente a minha mãe, os dois pareciam conversar sobre algo que provavelmente não era do agrado de minha mãe, ela estava nervosa e olhava para o chão com medo do que poderia acontecer, meu pai gesticulava e em vários momentos apontava a varinha na direção da minha mãe. Foi quando ela disse algo que pareceu não ser do agrado dele, que o feitiço Crucio saiu da varinha do meu pai e parou em minha mãe, e eu só ouvi os gritos de dor dela ecoarem por todo o meu pensamento, os gritos de raiva do meu pai vieram logo depois, com as claras falas:
“- COMO VOCÊ PODE FAZER ISSO COMIGO? VOCÊ MENTIU PARA MIM SUA VADIA! CRUCIO”
E mais uma vez tudo que ouvi foi os gritos incontroláveis da minha mãe, eu não aguentava mais ouvir aquilo, queria acordar, isso estava sendo um pesadelo. Foi quando meu pai ergueu ela e fez com que ela prometesse:
“ – Você, sua vadia, vai me prometer que irá cumprir o que me disse, se você não fizer, eu mato você e mato aquela criança junto
– Mas ela é só uma criança como você pode?”
E com mais uma tortura, minha mãe finalmente cedeu ao pedido misterioso do meu pai.
E então as coisas começaram a passar muito rápido. Meu pai, sangue, altar, minha mãe chorando e pedindo perdão, feitiços e bruxos por todos os lados, morte, sacrifícios, mais gritos de desespero de minha mãe, e no meio de tudo um bebê.
“- Esta feito, ela é a ultima”
Comigo no colo do meu pai, as imagens de tudo voltou com muita rapidez como se estivessem voltando a fita e eu acordo com um pulo em um lugar que eu não conhecia.
Não reconheci de primeira, para pelo que vi estava na ala hospitalar, com o Malfoy, a enfermeira e a Minerva me observando.
– Querida esta tudo bem? – Minerva tomou a frente e segurou minha mão
– Claro professora, estava apenas tendo um pesadelo muito pesado
– Querida o senhor Malfoy nos procurou, ele me disse que você estava gritando e se contorcendo na cama – a enfermeira disse
– É, fiquei preocupada, porque até no mundo da magia isso não costuma ser normal
– Não professora, esta tudo bem, juro que estou bem e obrigada Malfoy – olhei para todos e agradeci ao Malfoy
– Por nada Riddle – ele ainda parecia meio cabisbaixo
– Bom senhorita, já que tudo não passou de um pesadelo, você esta liberada e pode ir ao seu dormitório, senhor Malfoy pode acompanhá-la, seria uma gentileza
– Muitos obrigada pessoal – falei me levantando e me dirigindo em direção a porta observando o Malfoy vindo na minha direção
Já nos corredores eu andava com os braços cruzados e com a cabeça baixa, se alguém no mínimo suspeitasse do que eu havia sonhado iria acontecer outra guerra, e eu estaria envolvida como protagonista, não sei bem o que vi, mas não quero pensar que seja isso mesmo.
– Você esta melhor mesmo? Parece nervosa – Malfoy me perguntou
– Não, só fico assim quando sonho com meu pai
– O sonho foi com o Lorde, você tem certeza que foi um sonho? – eu o olhei como se não acreditasse na pergunta que ele fez – é que bem... o Lorde tem a capacidade de fazer coisas com a mente das pessoas, e você... é a filha dele... sabe... deve ser mais fácil...
– Cala essa boca Malfoy – eu não merecia aquilo
– Desculpe Riddle, não se chateie
Ficamos quietos até chegar no dormitório, eu só queria voltar a dormir e esquecer isso
– Boa noite moça – ele me deu boa noite
– Boa noite – respondi seca e grossa porque sou dessas
A primeira aula era de Transfiguração nossa a Minerva ia me matar e comer meu fígado. Me arrumei super rápido e sai correndo até a sala, bati na porta e pedi licença para entrar, e observei o olhar cruel da Minerva, abaixei minha cabeça e fiquei na porta esperando alguma ordem
– Bem atrasada em senhorita Riddle, péssimo começo, vamos sente logo, ali com o senhor Malfoy – olhei para o lugar vago ao lado dele e me sentei ainda de cabeça baixa e ouvi ele cochichar para mim
– Não te acordei porque achei que você precisava dormir... – olhei para ele e simplesmente dei um sorriso leve para dizer um obrigada, mesmo sabendo que estava ferrada na mão da Minerva que parecia ter esquecido o que aconteceu na noite anterior
Próxima aula era de adivinhação, eu odiava aquela professora ela tinha distúrbio mental, mas eu era boa em adivinhação por conta dos meus dons, aula na qual eu também sentei com o Malfoy. Ela mandou nós olharmos o que tinha na xícara do nosso parceiro, e bom eu sabia bem ler xícaras, peguei a xícara de Malfoy e nela dele dizia “Confiante, amante, sonseriano que esconde grandes segredos nos seus pensamentos mais ocultos”
– Senhor Malfoy,vamos ver o que será que a Riddle vê em sua xícara, vamos querida diga... – e antes de dizer eu olhei aflita com medo de talvez ele não querer que todos ousam isso
– Confiante, amante – ouvi umas garotas suspirarem – sonseriano que esconde grandes segredos nos seus pensamentos mais ocultos – olhei para ele que tanto quanto eu estava muito nervoso com o conteúdo
– Deixe-me ver minha querida – a professora pegou a xícara enquanto nos olhávamos eu estava com uma expressão totalmente assustada e o que ele escondia?
– Bom esta correto, agora senhor Malfoy tente ler a da senhorita Riddle – ele pegou a xícara e a observou um minuto e começou a falar
– Confusa, mas esta certa de sua personalidade... – ele olhou para mim – no fundo do coração da filha do Lorde das Trevas existe algo que a faça do bem – ele hesitou – ser uma pessoa boa... – nos olhamos novamente e eu comecei a chorar, coloquei a mão no rosto e sai da sala correndo, desci as escadas e esbarrei em alguém eu olhei para cima e vi alguém que não conheci, um aluno alto com cabelos castanhos e olhos penetrantes me estendeu a mão para me ajudar e sua voz sexy me perguntou
– Esta tudo bem? – eu juro que tentei responder mas tudo que consegui foi desmaiar por conta da pancada nas costas da queda
E mais uma vez lá estava eu na ala hospitalar na cama deitada e com pessoas a minha volta me olhando, gente eu só desmaiei porque todo mundo gosta de ficar a minha volta, eu entendo que sou filha do Voldemort mas não sou perigosa, pelo menos não foi o que a xícara disse, então vamos acreditar na clarividência da professora.
– Senhorita Riddle tem uma paixão por alas hospitalares não? – e na minha volta estavam a Minerva, a enfermeira, Malfoy e o garoto que eu esbarrei
– Não professora, a culpa foi minha, ela estava descendo as escadas e eu acabei esbarrando nela, ela caiu alguns degraus e quando fui ajudá-la acabou desmaiando
– Ah tudo bem McLaggen, você já pode ir, e o senhor Malfoy o que esta fazendo aqui?
– Eu meio que fiz ela sair correndo pelas escadas...
– E por qual motivo?
– Ele leu a xícara professora... e eu me senti mal...
– Interessante... o que ela dizia?
– Coisas sobre ela que são meio... que coisas dela... — Malfoy falou
– Bom, já que acordou e não esta nada errado com a senhorita, pode ir para o almoço – enfermeira falou, me levantei para sair e a Minerva me disse
– Srt Riddle... tente ficar longe da ala hospitar!
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