Uma Fanfic Qualquer

1 Capítulo 1 - Uma Falha Fatal


Notas iniciais
Violência.
Aproveitem! ^^

Uma fria manhã de sábado, céu branco, chuviscos e brisas suaves na cidade de Beleuchtung. Eram 6:30 da manhã quando Idan acordou. Quem é Idan? Quem vai protagonizar esse capítulo, oras. Jovem, cabelos e olhos negros e lisos, óculos e inteligente, até demais. O típico nerd.

Ele iria visitar o Centro Nacional de Ciências Tecnológicas (C.N.C.T) com sua turma da universidade. Iria completar 18 anos logo, e já sabe a carreira que irá tomar.

— Cientistas anotam tudo de novo o que descobrem. Por isso, anotem suas descobertas no caderno, de preferência com caneta azul ou preta. – o instrutor falou no ônibus. Idan se acomodou ao fundo, perto da janela. Sentou-se do seu lado uma garota de pele clara, sardas e cabelo marrom com olhos verdes. Ela segurava uma pasta preta, onde obviamente guardava suas anotações. Ela olhou para Idan, e o jovem sorriu.

— Oi! – Idan disse

— Olá! – ela sorri de volta, mas logo se vira para a frente para escutar o resto das orientações.

~x~

O ônibus parou quando eles estavam em uma estrada, repleta de árvores com suas folhas coloridas de amarelo âmbar refletindo ao sol na beirada. O que parecia um imenso campus se estendia na lateral da estrada, com um chafariz lindo ao centro e pequenos espaços com grama e flores ao redor do monumento. A C.N.C.T era simplesmente enorme e fascinante. Era igual aquelas de jogos futuristas.

A porta do ônibus abriu-se e os alunos sairam um por um. Idan foi um dos últimos à sair, seguido da garota que sentara ao seu lado. Eles seguiam o instrutor, que falava das origens da C.N.C.T, algo que absolutamente nenhum dos que estavam presentes se importavam, resultando em conversas paralelas baixinhas.

Rion permanecia calado, com os pensamentos distantes, imaginando como seria lá dentro. Ele estava descendo as escadas para o acesso do jardim da frente quando soa um grande sinal, extremamente alto, que forçou todos á tamparem os ouvidos com força.

— Que isso?? – uma voz feminina parecia estar desesperada.

Gritos altos vindos de dentro do prédio atraiu todos os olhares possiveis.

Foi então que as portas de vidro da entrada principal explodiram. Uma jovem alta, pele pálida e cabelos repicados brancos saia de lá segurando umaespécie de arma de fogo com espada. Usava o uniforme do exército; o chapéu parecido com os de policiais dos USA, uma camisa branca e gravata preta por baixo de um casaco de manga comprida com algumas medalhas e uma calça beges. Ela estava com uma bota de couro até um pouco acima do tornozelo, e a calça estava por baixo dela. Os olhos dela eram roxos e refletiam uma luz quase cegante. O seu olhar não tinha o mínimo de piedade.

Ela parou os olhos em Rion. O jovem engoliu em seco e recuou alguns passos, subindo os degraus. Ela andou lentamente para frente e apontou a arma em direção a ele, atirando.

O som do disparo e a do concreto das escadas e do chão sendo dissipados foram as únicas coisas à se ouvir.

Uma poeira subiu.

Idan abriu lentamente os olhos. Havia sido jogado longe, mas não acertado. Ele tossiu e sentiu uma fincada em seu joelho direito, mas ignorou. Estava muito oculpado paralizado vendo o sangue no chão de seus colegas de classe.

Ele ouviu passos.

Ela estava vindo.

Ele fez o máximo que conseguiu para se levantar, mas a única coisa que fez foi tirar o peito do chão, se apoiando nos dois braços. Olhando para o lado ele viu a jovem. Ela estava parada. A única coisa que ele conseguiu claramente mesmo sem os óculos ver foram os pés e os olhos da tal, que reluziam e deixavam um rastro roxo claro quando ela se movimentava. O resto a poeira tampava.

Preso no olhar da tal, ele não conseguia se mover. Finalmente conseguiu respirar quando ouviu uma voz, dizendo:

— Impeçam-na! Ela vai destruir a cidade!

— Ou o mundo todo.

Idan sentiu um forte puxão em seu braço, e foi praticamente arrastado para longe dali. Mesmo com os pedidos para solta-lo, quem o puxava continuava. O joelho dele doia e ele gritou quando foi atirado ao chão. Logo se viu dentro da C.N.C.T. Por dentro ela era absurdamente enorme, toda revestida de vidro e com pilastras estilo romano, cor de azul ciano quase transparentes. Tinha 2 escadas, uma à direita e outra à esquerda, que subiam para o mesmo andar que, debaixo da grande abertura, havia catacras que levavam para um elevador, para o acesso dos andares subterrâneos. No centro havia sofás e tapetes luxuosos, como se fossem uma espécie de sala de espera. Havia quadros que tinham um efeito de terem sido colocados por dentro do vidro, mostrando uma espécie de linha do tempo da construção e das conquistas da organização.

— Você está ferrado, garoto. – a jovem se virou para ele. Ela tinha cabelos longos e ruivos e vestia um terno. Em uma mão ela segurava uma katana e na outra uma peruca. Aparentemente havia se disfarçado de um dos funcionários para estar ali.

Idan só tremeu os lábios, numa tentativa falha de falar algo.

— Nervosismo de primeira viagem, você já já se acostumará com essa bagunça, novato. – ela pronunciou mais alto a última palavra, reforçando a idéia que quiz passar. Isso ecoou na cabeça do menor, que engoliu em seco.

— Novato? – repetiu. Só de pensar que imaginou o mesmo que ela, sua ama tremeu.

— Bem vindo à E.L.P.I, Escolhidos para a Linha de Proteção Intermundial. Ou simplesmente Elite, você que sabe. – ela deu um sorriso de lado, nada simpático como Idan esperava soar. Ele ficou paralizado olhando para ela, tentando processar as informações, mas seus pensamentos foram interrompidos pela mesma – Vai ficar aí caído sem fazer nada? Colabora, cara!

— T-tá. – gagejou, levantando com dificuldade – O que eu vou fazer?

— Qualquer coisa, apenas não fique aqui. Que você sofra traumatismo craniando, mas não pode morrer. – séria, ela correu em direção às portas de vidro, que agora só restavam a armação de metal. Os barulhos de cacos se quebrando à medida que ela avançava era nítido e ecoava por todo o lugar. Idan pode ouvir ela gritar algo, e depois barulho de tiros. A jovem correu, a cerâmica que pisava se quebrada à cada passo que dava, mas não era o peso dela ou algo assim. Eram tiros da de cabelo branco. Quando finalmente se viu sozinho com o prédio vazio, olhou para os lados, dando um giro de 360° procurando alguémou algum lugar. Logo, alguém o gritou, fazendo-o voltar o olhar para as catracas do elevador, que estavam bem longe à sinal.

— Idan, aqui!!! – uma voz feminina disse. Uma garota de óculos vermelhos e cabelos marrons claros, da mesma cor dos olhos, estava acenando para ele. Ela usava roupas de colegial, parecia uma daquelas estudandes do Japão. Ela tinha um fone no ouvido direito. Ao seu lado, um homem de cadeira de rodas, cabelos castanhos e olhos verdes folha seca o fitava. Ele usava um terno bem formal e largas costeletas.

Idan correu em direção à eles, manco, como se fossem sua única salvação — e eram — quase ficando surdo pelos estrondos pertubadores do lado de fora que pareciam ficar mais altos pelo eco do local. Quando finalmente os alcançou, ele se apoiou com as duas mãos em uma grade que dava em sua cintura, arfando.

— Você cansa à toa, wow. – ela comentou, com as duas sombrancelhas arqueadas.

— Quem são vocês? – perguntou, ignorando-a completamente.

— Sua nova família. – o homem respondeu, rispidamente. Idan virou-se para ele quase de imediato, engasgando. Arregalou os olhos só de pensar nessa possibilidade, que ele torcia para que seja nenhuma. Ou melhor; ele torcia para ser acordado pelo despertador irritante, que ele odiava, novamente no seu quarto sem graça para retomar sua vida sem graça e saber que tudo foi um sonho. Se isso acontecesse, ele beijaria o despertador.

— Olha, não adianta encarar a gente com olhar de menina que viu o bofe beijando outro cara. – bufou, quase rindo da própria “piada”, se é que aquilo fosse uma – Siga-nos se não quiser ser decapidado. – virou-se, indo em direção ao elevador junto com o cadeirante. Idan ficou abismado por perceber que aquela cadeira de rodas tinha um controle no lugar onde se apoia o braço (sim, a palavra me escapou agora).

Vendo que eles já estavam indo, Idan foi acompanha-los, mas antes ele tinha que passar pela catraca. Melhor dizendo: Ele devia pular pela catraca.

— Merda... – remungou. Totalmente sem jeito e com o joelho latejando, ele passou a primeira perna. Sucesso. Quando passou a segunda, a esquerda, sentiu uma fincada no joelho, que estava o apoiando. Ele caiu para o lado de dentro, por pouco não bateu partes inadequadas no ferro, o que fez ele suspirar de alívio. Olhou para cima e viu uma mão estendida, era a da garota que acabara de “conhecer”. Não hesitou em pega-la e levantar-se. De uma maneira gentil, ela passou o braço dele pelo pescoço, ajudando-o à andar.

— À propózito, — ela sorriu – meu nome é Aishley.

Logo, os 3 estavam no elevador, descendo e descendo andares.

~x~

Quando a porta finalmente se abriu, a única coisa que Idan vira era pessoas andando rapidamente pelo corredor largo, parecidos com os de um hospital. Um homem com um jaleco bem largo, que esperava em frente ao elevador, se aproximou do cadeirante, anotando mil coisas em um papel preso em uma prancheta.

— Rion, as coisas realmente não sairam como o planejado. – a voz dele era completamente trêmula.

— Percebi. – o outro mal acabara de falar e Rion disse rapidamente. Logo, ele saiu do elevador, seguindo a direção da maioria das pessoas. O outro o seguiu, com passos largos. Rion parecia estar nervoso com ele, falando alto. Mas Idan estava atordoado demais para pensar em decifrar palavras que, para ele, não passavam de balbucios de uma língua desconhecida. Aos poucos, a visão dele escurecia, e uma ânsia de vômito estava fazendo-o ficar tonto.

A última coisa que ele ouviu foi a voz estridente de Aishley gritando alguém, que rapidamente chegou e segurou com força o braço dele, depois tudo o que ele ouvia, ou ao menos conseguia distinguir, era um zumbido. Um tapa forte o fez abrir os olhos, vendo o rosto de um garoto nitidamente por apenas alguns momentos, que depois se desmanchou.

— Não durma! – ele ouviu ao longe. Isso realmente serviu para ele tentar movimentar o braço, que ainda estava apoiado na nuca de Aishley. Sem sucesso, abriu e fechou os punhos, tentando dar sinal de que havia captado o recado.

Sentindo-se completamente leve, ele mal sentia seus pés se arrastando no chão liso dos corredores. Mal sentia os tremores vindo do térreo, uns 5 andares à cima de sua cabeça. Uma luz cegante fez seus olhos arderem e lacrimejarem. Ele mal estava com os olhos abertos, logo quando toda a sensibilidade dele desapareceu, ele abriu-os, e estava em um local branco, totalmente branco. Não branco extremamente fortes como era a luz que ele havia visto, mas sim um branco tranquilizador, algo que ele podia ficar observando por horas.

Idan sentiu suas pernas, logo seus braços, e depois o resto do corpo. Nada doía, e ele estava de pé.

Mas o que...

Perdido em pensamentos confusos, ele observou ao redor. Não conseguia ficar aflito, de alguma forma, se sentia em um lugar acolhedor, com uma atmosfera tão calma que nenhuma ira poderia afetá-la. Um ressoar de batida de relógio ecoou. Virou-se para trás e viu um relógio de cuco, apontando para as exatas 11:57.

— Sua mente. É sua, só sua, com pensamentos só seus. – uma voz feminina disse.

— Isso é uma...

— Charada? Metáfora? Parábola? Você decide. – ela interrompeu-o.

— Estou na minha mente, certo? – decifrou.

— Você decide isso também. – Idan fechou a cara. Ela parecia estar teimando com ele, algo que ele odiava.

— Se estou nela, por que está tão... Vazia? – ele observou o relógio, que emitia os sons do ponteiro, mas não se movimentava. Os acabamentos eram bem feitos e era tudo feito de madeira, com detalhes dourados.

— Porque está na hora. Você morrerá.

O que?!

Idan engasgou. Poderia ter desejado que sua vida acabasse antes, quando estava lá, ou qualquer outra coisa para acabar com aquilo, mas não havia parado para pensar em uma possibilidade disso realmente acontecer. É impossível algo assim acontecer. Impossível. Ou talvez era impossível. Pois bem, aquilo era possível, fim.

— E-eu não quero! – ele gaguejou, com os olhos imundados. As lágrimas aflitas não tardaram para descer.

— Você só tem 3 minutos de vida. O que fará? – a voz que parecia gentil se tornou fria. Fria por não expressar nenhum sentimento por Idan, que estava em prantos.

— Mais uma chance! – falou, sem pensar. Ele não queria morrer. Ele não estava preparado.

Sentiu algo quente dentro dele, subindo até a boca. Ele abriu-a, como se fosse vomitar, mas nada saiu. Aquele calor tomou conta de todo o seu corpo, ele sentiu que iria explodir, mas não aconteceu.

Sentiu-se leve novamente.

Berrando, ele acordou, pulando da maca e segurando na primeira coisa que tocou para se segurar. Sentiu algo macio, mas foi surpreendido por um grito, e empurrou a mão dele para longe, quase derrubando-o para o outro lado.

— Tarado!!! – a voz familiar exclamou. Idan lembrou-se da ruiva, que salvara a sua vida mais cedo, e teve certeza que foi ela quem falou. Virando a cabeça para vê-la, viu ela arrumando o terno. Identificou o marrotado causado por sua mão na área do seio esquerdo. Associou uma coisa com a outra e...

— D-desculpa! – disse, corado.

— Ui, shippei! – um garoto louro com olhos cor de âmbar se aproximou de Idan, com os braços cruzados e um sorrido de lado sarcástico. – Meu nome é Wen. Estas são Asusa e Aishley, e o Sirius e a Liza tão pelo o menos fazer cócegas naquele ser. – Wen era 10 centímetros mais alto que ele e usava uma blusa branca e um colete preto, com gravata da mesma cor com calça e tênis de cano alto preto, estava charmoso. Seu sorriso desapareceu, formando um bico de lado meio engraçado. – Mentira, eles devem estar dando um rolezinho no parquinho enquanto a gente tá aqui em baixo. Você sabe que estamos mortos, hm?

— Mas que p... — Idan avançou com o tronco para a frente, mas logo foi interrompido por uma dor na região lombar, que forçou-o à por as duas mãos no local e deitar novamente.

— Calma, foi maneira de dizer! – ele deu algumas gargalhadas, depois pigarreou – Pelo o visto acho que já aconteceu com você... Já descobriu suas Perícias?

O olhar confuso de Idan fez Wen cerrar os punhos e bater com força na parede, assustando o menor. As outras duas ficaram visivelmente bem transtornadas. Idan ficou sem graça e culpado ao mesmo tempo, queria ter conversado mais com aquela voz, para ela ter esclarecido suas muitas dúvidas, que se multiplicavam ao passar do tempo;“por que estou aqui? O que tem de especial em mim? Por que fui atacado? O que vocês querem de mim? Pra onde irão me levar? Cadê minha família?”, eram só algumas delas.

— Eu... Eu na verdade – ele gaguejou – ouvi uma voz. Eu vi um relógio que emitia luzes, como se fosse um vitral. Eu estava em um lugar todo branco. Foi estranho. – ele fez uma pausa para se acomodar na maca – O que isso significa? – Idan pensou que o que ele disse iria acalma-los, e também que eles sabiam muito bem do que se tratava. Aishley resolveu pronunciar-se:

— Então quer dizer que você foi “interrompido”?

— Se essa é a palavra certa para falar... Então sim. – ele olhou para Wen e Asusa, que estavam com o cenho franzido.

A porta abriu-se de uma vez, fazendo os quatro virar a cabeça de uma vez em direção da tal. Era Rion com outra jovem de cabelos caju púrpura lisos com babyliss natural. Ela tinha reluzentes olhos vemelhos, e estava com um moletom preto com algumas coisas escritas em inglês amarrado na cintura e com uma blusa branca com silhuetas de rosas estampadas em vermelho. Estava de calça jeans, como a maioria ali. O que Idan realmente achou nojento era que ela, dos tênis ao cabelo, estavam sujos de sangue. Ele era muito sensível com sangue, mal mal via e ficava tonto e enjoado. Logo desviou o olhar para baixo. Ela entrou, mas Rion ficou na porta.

— Essa aí é a Liza, Idan. – Wen disse – Cuja a TPM nunca acaba. – ele riu, sarcasticamente.

— Idan, venha conosco, vamos ir para nossa casa. – ignorando completamente Wen e seus comentários desnecessários, Liza pegou 2 muletas no canto da sala e entregou para Idan, que logo desceu da maca e tentou ficar de pé – Conseguimos fazer aquela doida ficar pelo o menos desacordada. Vamos levá-la para pesquisas. Ela talvez tenha sofrido alguma alteração durante a cirugia, por isso ficou daquele jeito. – Idan percebeu que Liza estava falando com ou outros, que já andavam apressadamente em direção à porta. Ele fez como eles, e, logo os 6 estavam nos corredores. Idan só os seguia, já que não sabia de nada do que estava acontecendo.

— Vocês enlouqueceram?! – Asusa passou por Idan para ficar ao lado de Rion e Liza, que estavam à frente – Ela via matar todos nós e destruir tudo!

— Olhe a lógica, Asusa. Lá temos equipamentos de alta tecnologia, eles são mais que suficientes para neutraliza-la por completo. Os daqui são bem mais precários e não têm suporte mágico.

— Mas você não acha que é melhor prevenir? – Asusa fechou a cara. Em nenhum momento Rion olhou para ela, e ele estava com uma expressão indiferente.

— Não. – respondeu, simplesmente, fazendo a ruiva parar por um momento e ficar indiguinada.

Por alguns segundos, eles andaram em silêncio. Idan logo percebeu que todas as outras pessoas estavam indo para a mesma direção. Logo perguntou:

— Para onde vamos? – ele olhou para Wen, que estava ao seu lado.

— Para outro mundo! – ele pareceu sarcástico, mas Idan não teve muitas dúvidas; já tinha acontecido tanta coisa com ele que ele não duvidava de mais nada. Arqueou as sobrancelhas, e o loiro olhou para ele, bufando. Continuou – Vamos para o local onde nossa original sede está. Um mundo chamado Jokeway Figure, pequeno, mas com grande quantidade de recursos. Daguembor não sabe da existência daquele mundo, isso é uma imensa vantagem, entende?

— Daguembor...?

Wen olhou para ele como se Idan estivesse esquecido de quem era. Sacudiu a cabeça e revirou os olhos.

— Esqueci que você é noob no assunto, heheh. – ele pôs as mãos nos bolsos. Pararam em frente à uma escada, que descia em forma circular — É aqui que nos jogamos pelo espaço que as escadas dão no meio para o outro mundo, Idan! – ele deu uma risada.

— Falando assim parece que é bobagem. – Liza resmungou. Falando assim parece que é a coisa mias normal do mundo, Idan pensou. – Não dê ouvidos para esse palhaço. – ela disse, apontando com o polegar para Wen. Virou-se, e viu que Aishley e Rion já haviam ido.

— Como é que... Eu... Ern... – Idan apontou com a cabeça para a escada e depois para o joelho.

— Simples: Eu te jogo! – Wen falou e pegou Idan pelo torso. O menor começou à debater-se e isso arrancou risadas de Liza.

— Eu sei fazer isso sozinho, para! Me larg... – Liza arrancou as muletas das mãos dele e deu espaço para Wen descer alguns degraus e simplesmente larçar Idan lá em baixo como se fizessem isso todos os dias. E ainda por cima, limpou uma mão na outra com uma expressão relachada, fazendo graça.

— Idiota! – ela aproximou-se dele, dando um tapa no braço do tal. Parou de rir em um suspiro e jogou as 2 muletas de uma vez.

— Você parece aquela nojenta da Barbie rindo – ele se virou para ela, que fez careta pra ele. – Mas eu amo ele do mesmo jeito, é tão irritante que chega à ser engraçado! – ele riu. Liza beliscou e torcer com força a orelha dele, fazendo-o soltar um ‘ai’ alto – Tá, tá, parei, parei!

— Olá casalzinho do ano! – um jovem da idade deles e da altura de Wen aproximou-se, andando bem rápido. Era ruivo com olhos verdes, e usava um terno totalmente rasgado e sujo de sangue. Segurava o blazer apoiado no ombro com a mão – Já foram? Logo vão trazer aquela cachorrinha com o vírus da raiva.

— Eaí, Sirius! – ao contrário de Liza, Wen pareceu não ter achado ruim pelo o comentário do ruivo. Eles se cumprimentaram com um ‘toca aqui’. – Como foi lá? Muita rasgação de calcinha?

— Nem.te.conto. – Sirius imitou uma voz de menina e fingiu arrumar o “longo e louro cabelo com chapinha barata”.

— Aght! Vamos logo! – Liza se meteu entre os dois, e empurrou-os, indo em seguida.

~x~

Idan caiu de cara no chão num piscar de olhos. Lá ficou até sentir alguém cutucando-o nas costas.

— Você se acostuma, novato! – Wen riu.

— Cala a boca, idiota. – Idan olhou para o lado e viu suas muletas, as pegou e levantou-se quando começou à ser queimado pelo chão asfaltado esquentado pelo sol do meio-dia. Massageou o nariz, que doia. Olhou para frente e viu alog que quase era um centro industrial. Havia vários prédios, 5 no total, todos classificados com letras de A à E, sendo o da ponta esquerda A e o da ponta direita E.. e eles estavam andando para o que ficava no meio, C. Do outro lado havia um aeroporto e, mais adiante, um pouco isolado, um centro de pesquisa nuclear. Tudo era apenas uma corporação: E.L.P.I, Escolhidos para a Linha de Proteção Intermundial. Elite. Idan ficou maravilhado.

— Idan, venha comigo, vou te levar para a enfermaria. – Aishley apareceu na frente do moreno, o assustando. Ela deu algumas piscadas e arrumou o óculos, olhando para Rion, como se estivesse pedindo permissão com o olhar. Rion fez que sim com a cabeça, e a menina começou á andar para a direita, onde havia outra construção, um hospital de 2 andares, chamando Rion para segui-la, e assim o tal fez.

Depois de alguns segundos andando em direção à entrada principal em silêncio, apenas com os barulhos dos passos e da cadeira de rodas elétrica de Rion. O tal logo disse:

— Sabem o que têm que fazer. – Rion continuou olhando para frente quando os outros se entreolharam. Liza foi a primeira à disparar na frente do grupo, subindo rapidamente as escadas, seguida de Wen, Alicia e Asusa. Rion deu um longo suspiro e olhou para o céu – Conseguiremos, amigos. – sussurrou sozinho.

~x~

Você mudou, Evelyn. Você foi a culpada da carnificina.

Você pode estar poderosa, mas, quando o tempo passar

Ficará com gosto de ferrugem na boca

Hà de te trazerem de volta

Você não fez por querer

Mas mesmo assim, a culpa será eternamente sua.

Você é um monstro, não merece ver a luz do dia

Queremos o teu mal

Por isso falamos, não queremos que você fique em perigo

Você é a nossa flor, lembre-se que é muito amada, te amamos, incondicionalmente

Então não volte, não se dê esse trabalho

Pela a luz da lua

Que brilha, iluminando o dia

E com muito ódio

Mamãe e Papai.

~x~

— Viktor cuidará de você, Idan, não posso ficar aqui, tenho que fazer meus deveres na Central. – Aishley ajudou Idan à deitar-se na maca – Juro que volto assim que puder.

— Quem é Viktor? –Idan fechou com força os olhos, que doíam só de ver alguma claridade.

— O médico principal. – a garota se afastou.

— Certo... Obrigado, mesmo. – Idan sorriu.

— Denada! – Aishley também. Logo, ela saiu dali, adentrando corredores, indo para o banheiro.

No caminho, sentiu ser puxada pelo o braço. Virou rapidamente para trás, e uma figura fez um movimento rápido, imobilizando a jovem na parede, que ficou paralizada por aqueles olhos azuis gelados que a fitavam. A respiração dela quase parou quando ele colocou uma faca em sua barriga.

— Onde ela está? – a voz dele era doce, mas ao mesmo tempo rude.

— Eu não sei doque você está falando. – respondeu, trêmula. Ele apertou um pouco a faca, que estava prestes à corta-la.

— Sim, você sabe. A falha fatal.

— A menina que capturamos para estudos? – o jovem concordou – Ela está no prédio E, no 3º andar à essa hora para exames.

— Em que sala? – ele estava nervoso, falando entredentes.

— A droga da sala é todo o andar. Agora me solta, pelo o amor de...

— Você já me disse tudo o que queria, agora é inútil. – interrompendo-a, ele enfiou a faca na barriga dela, e tirou-a, rapidamente se afastando e deixando o corpo de Aishley cair ao chão. Limpou a faca nos longos cabelos da menina e foi-se embora correndo, para buscar seu alvo.

O que ele não sabia é que estava sendo filmado.

~x~

“- Hey, Liza, está na escuta?”

— Sim, estou Vicent. – Liza disse,em frente ao seu computador ao colega que coletou informações da jovem albina anônima que assassinou a equipe da C.N.C.T via Skype. Estaria em sua sala, com várias pastas e papéis em sua mesa. Sua sala era simples, mas era grande, tinha 3 fileiras de armários de arquivos de 1 metro e meio se estentendo até o final da sala atrás de Liza e sua mesa. As janelas estavam fechadas pelas cortinas de PVC em tiras, o que tornava o ambiente escuro, a única luz que existia era a do moderno computador e dos olhos vermelhos de Liza. O ambiente estava fresco pelo o ar-condicionado e a jovem bebia café em uma caneca de uma banda indie – A base de Beleuchtung foi parcialmente destruida, você sabe, não é?

“- Sim, sei. Ainda hoje enviarão profissionais para a recuperação.”

— Okay. E então, passa os dados?

“ –Ah, sim, ern... Até o que se sabe no momento, é isso:” – ele teclou algumas coisas e um documento PDF surgiu na área de trabalho da tal – “- Leia aí e imprima. Tudo foi baseado no documento que achamos antes das modificações que ela sofreu na C.N.C.T. Coloquei atualizações.”

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Nome:Evelyn Urie
Outros Nomes: Até o momento, GRM-160.
Nacionalidade: Americana (Boston, Massachusetts, EUA). Aos 15 anos, mudou-se para Beleuchtung, Alemanha.
Raça: Humana. Atualizada: Metade robô.
Status:Ativa

Características Psicológicas: Sociopata controlada por remédios. Vicio em jogos eletrônicos.

Características Físicas:Morena de olhos verdes e cabelos marrons opacos curtos e repicados. Atualizada: Olhos roxos, pele pálida, cabelos brancos totalmente repicados longos, franja.

Ocupação: Nenhuma

Parentes Conhecidos:

Pai (morto)- Jean Sierre Urie {Ex-Coronel do Exército dos Estados Unidos da América}

Mãe (morta) – Anne Jane Lower Urie {Enfermeira}

Irmão (morto) – Leston Urie {Nenhuma ocupação}

Avó (sem dados) – Nome desconhecido {Desconhecido}

Mais informações:

Venceu no torneio mundial da MLG, levando U$ 150.000,00 para casa, por ter ganhado em 1º lugar em uma partida de Call of Duty: Black Ops 2.

Atualização:

Poderes: Pelo o que sabe-se pelos relatos, super força, pode lançar uma espécie de luz destruidora indefinida pelas mãos, capacidades de rápida locomoção e dominadora de armas de fogo e artes marciais.

Equipamentos: Foi achada uma arma de fogo parecida com uma espingarda de cano cortado misturada com uma espada. Atira-se 4 balas de prata de uma vez e é muito afiada. Pode-se usar munição de escopeta, pistola, shotgun, sniper e metralhadora até o momento. Pintada de preto. Chamada de: Gunblade-444

— Wow, tenso. – Liza disse, ao acabar de ler.

“- Não é? O mais interessante é que ela sofreu um acidente de carro com os pais, ela foi a única que sobreviveu, e ficou entre a vida e a morte em um hospital. Você sabe que a C.N.C.T. trabalha 24 horas por dia de segunda à segunda, certo?”

— Certo. – Liza parecia nem estar dando muito ouvidos para Vicent. Com apenas um clique, o documento já saiu impresso na impressora do lado do computador.

“- Você — e o resto do mundo — também sabe que a C.N.C.T. estava à procura de uma pessoa entre 10 e 20 anos gravemente ferida para fazer a experiência Roboticis Angelus. Veja; a Evelyn foi a cobaia perfeita.”

— Estou ouvindo. – quando acabou de arrumar o documento em uma gaveta, deu um pouco de atenção para Vicent.

“- O único problema foi que, na conclusão da circurgia, na hora de ligar o aparelho para receber e enviar sinais aos computadores da C.N.C.T., ela retomou a ‘consciência’.” – Vicent fez aspas com os dedos.

— Mas ela não é sociopata? Sociopatas medem seus atos. Isso é comportamento de pessoa em crise de psicopatia! O que deu nela?

“- É isso que minha equipe está tentando responder.” – Vicent ficou um pouco de banda, para Liza poder ver pela câmera ao fundo um grupo de pessoas que pareciam cirugiões em volta de uma moderna cama de cirurgias, e um homem ao lado escrevendo no computador tudo o que lhe é passado. Acomodando-se novamente na cadeira, Vicent disse – “- Temos 2 teorias: Ou as modificações em seus órgãos e ossos mexeram com seu equilíbrio psicológico, ou ela era assim e não colocaram na ficha, sei lá.”

— Entendi. Então... A Roboticis Angelus foi um sucesso?

“- Tirando isso tudo que aconteceu... Sim, foi. Ela continua viva e está praticamente geneticamente alterada. Você tem ideia do que isso significa para a ciência em todos os sentidos?” – Vicent sorriu de lado.

— Sim, tenho. – Liza retribuiu o sorriso.

Vicent abriu a boca para falar algo, mas foi interrompido por um alarme que apitou simuntâneamente em todos os prédios.

“Invasão no Prédio E” repetia. O computador de Liza desligou, juntamente com qualquer outro eletrônico que contém acesso à internet ou via satélite. Ela não assustou-se; isso era uma boa medida de segurança contra atentados de hackers. Antes de se levantar e correr para a porta, pegou o documento de Evelyn na gaveta, dobrando-o e colocando no bolso, por segurança. Ela saiu rapidamente da sala, descendo para o térreo pelas escadas, junto com outros funcionários, já que os elevadores estavam interditados. Quando acabou de descer o último degrau, correu até as entradas, onde viu Rion entrando no hospital. Não pensou duas vezes para correr o mais rápido que pôde para lá também, afinal, Idan precisava de suporte.

Enquanto isso, no prédio E, Vicent levantou-se e correu até sua equipe.

— O que faremos? – uma mulher baixinha perguntou, em choque.

— Certifiquem-se que ela não acordará tão cedo e saiam daqui o mias rápido possível. – ele olhou para todos ali, que fizeram o que ele pediu. Cada um examinou o status de Evelyn pelos aparelhos, e tiraram seus jalecos e luvas. Vicent andou na frente do grupo até à porta das escadas, mas, antes mesmo dele conseguir tocar a maçaneta, a porta voou contra ele e os demais que estavam atrás. O mesmo jovem que assassinou brutalmente Aishley havia acabado de arrombar com apenas um chute a porta de chumbo. Ele entrou, correndo até Evelyn, e arrancando todas as agulhas e tomadas dela, desligando todos os aparelhos. Vicent tentou empurrar a pesada porta com as pernas, mas só quando outros dois colegas repetiram o ato, conseguiram tira-la de cima deles. Vicent foi o primeiro à levantar-se, com dificuldades, e ver o que acabara de acontecer.

O que arrombara a porta deu leves tapas nas bochechas de Evelyn, repetindo alto seu nome, tentando, numa tentativa falha, acorda-la. Vicent logo berrou:

— O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO?! FICOU LOUCO?! ELA PODE ACORD... – Vicent foi interrompido por uma faca atirada pelo outro que atravessou seu pescoço, logo, caiu para trás, morto. Seus colegas ficaram em choque ao ver tal cena.

— Vocês são idiotas por querer conter o poder dessa garota para estudos. Acham que irão conseguir fazer algo assim também? Não foram os médicos que fizeram isso. Foi Trinna, a Constelação dos Cativos, quem concedeu a mesma benção, ou maldição, aos seus principais soldados, se assim posso dizer. Evelyn foi também iluminada. E vocês não servem para nada agora. – aproximando-se lentamente dos pesquisadores, que ainda estavam ao chão, ele sacou uma arma, e atirou em cada um dos 5. O chão e as paredes brancas da sala agora haviam belos detalhes em vermelho.

Virando a cabeça para Evelyn, ele sorriu quando ela deu um grande suspiro e abriu lentamente os olhos.

— Pai? Mãe?... Mano? – a voz dela não passava de um fiapo.

— Evelyn, se lembra de mim? – o jovem aproximou-se, bem lentamente.

~x~

Liza seguiu Rion até o 2º andar. Tomou fôlego e finalmente o berrou. Ele virou a cabeça buscamente para trás e fez um sinal para ela ir com ele. Assim Liza fez.

Chegando no local onde Idan estava, Rion chamou-o, acordando-o do profundo sono que estava. Confuso, disse:

— Viktor tratou e engessou meu joelho e eu dormi. Mas o que aconteceu? – Idan cossou os olhos.

— Uma invasão no Prédio E. Vim te chamar pois é perigoso. – respondeu, visivelmente com raiva. Liza pegou as muletas e entregou-as à Idan.

— Devemos ir ver Vicent? – perguntou.

— Não. Iremos encontra-lo no campus, com certeza. Apenas venham comigo, isso logo logo será resolvido pelos guardas.

— Certo. – Liza foi logo atrás de Rion para a saída.

Quando eles já estavam nos corredores, Liza parou, ficando para trás, enquando os outros dois continuaram o caminho, mas não tardaram para parar também.

— O que foi, Liza? – Idan olhou para ela.

— Sinto cheiro de... Sangue. – os olhos vermelhos dela ficaram opacos.

— Sangue? Aqui? – Rion fez uma expressão confusa, mas ao mesmo tempo apavorada.

— Ela consegue fazer isso, senhor? – o moreno virou-se para o cadeirante – Sentir cheiros assim?

— Sim. Faro aguçado é uma das excelentes habilidades dela. – Idan ficou surpreso, mas logo tornou a voltar a atenção para a ruiva, que correu na frente.

— Venham comigo! – ela disse, e assim os dois fizeram. Alguns poucos segundos se passaram, até Liza parar derrepente em uma curva. Idan viu uma placa na parece indicando que lá é onde ficam os banheiros, bem no final do corredor onde estavam. Quando os dois chegaram até onde Liza estava, ficaram paralisados, assim como a garota estava.

Ela gritou o nome de Aishley, inrreconhecível pela a poça de sangue que banhava-a. A jovem ajoelhou ao lado da amiga, não se importando se sua calça jeans ficaria manchada. Aishley já estava fria, jogada bruscamente na frente da porta do toilet feminino.

Idan foi o mais afetado. Ele sempre tivera pavor e nojo de sangue, e vomitou. Rion apenas olhou aquela cena, aterrorizado.

— Não... – foi a única coisa que conseguiu falar. Um sussuro trêmulo de terror. Idan andou rapidamente para trás e virou a esquina, e lá vomitou mais ainda.

— Temos que sair daqui, ir para o campus, avisar alguém! – Liza disse entre soluços. As lágrimas não tinham fim. Rion fez uma expressão pensativa por alguns isntantes, e disse:

— Cada passo do desgraçado foi filmado. Vamos para sala principal. Numa situação dessas, você tem a minha permissão para o usar o teletransporte.

— Certo. – ela levantou-se. Caminhou à frente, virando a esquina e ficando ao lado de Idan. Rion à seguiu, de modo que os 3 ficassem lado a lado. Idan olhou confuso.

— O que foi? – ele limpou a boca.

— Verá. – Liza disse. Algumas lágrimas ainda caiam. Idan teve pena. Sabia como era perder alguém tão querido. Dói.

— Não chore. – disse, como consolação. A jovem olhou para ele, e sorriu. Idan era uma pessoa bondosa. Uma das únicas que restam. Rion viu a cena, e sorriu para si mesmo.

— Obrigada. – ela levantou as duas mãos, algo cor de vinho e preto irradiava delas. Logo uma luz os envolveu, e eles apareceram em menos de um segundo em uma sala parecida com as de telemarketing, mas bem mais moderna, com um computador enorme na frente, ocupando quase toda a parede. Idan ficou maravilhado; sempre amara a tecnologia.

— Ai.meu.Deus.– ele não piscava, o que o fez lacrimejar.

— Não chore. – dessa vez foi Liza quem falou, colocando a mão no ombro dele, rindo. Olhando para ela, ele riu também.

— Sem perda de tempo. – Rion foi rapidamente à frente. Idan quis segui-lo, mas Liza não permitiu. O cadeirante pegou um microfone e disse:

— O corpo de nossa domadora Aishley foi encontrado em frente aos banheiros do hospital. Puxem as imagem das câmeras para vermos de quem se trata. Isso é uma ordem. – segundos depois de pronunciar-se, um homem que estava moxendo com alguns arquivos em sua mesa na frente, largou tudo e correu para o computador principal, e as imagens apareceram quase instantâneamente. Todos parecuam surpresos e chocados. Pode-se ouvir algumas pessoas chorando.

— Aishley era querida. – supôs Idan.

— Muito. – Liza abaixou a cabeça. Mas levantou-a novamente quando o vídeo começou.

Aishley andava, quando atrás dela surgiu um garoto que puxou-a, prendendo-a na parede. Mas pelo o ângulo da câmera não deu para ver o rosto do indivíduo. Foi rápido, e no segundo seguinte Aishley estava no chão e o jovem correu.

As imagens foram interrompidas por outras da câmera da sala em que Vicent estava trabalhando. Pôde-se ver sangue no chão e paredes. O mesmo garoto que matara Aishley estava agora conversando com Evelyn.

— Ativa o áudio, ativa o áudio! – Rion repetiu sem tirar os olhos da tela. O homem concordou e agora dava para ouviu o diálogo.

“- Nunca vi você em minha vida.” – Evelyn disse. – “- Foi você quem matou-os?” – ela apontou para os corpos ao chão, com o rosto sem expressão nenhuma. Algo repugnante.

“- Quem mais seria?” – ele arqueou as sombrancelhas.

— Filho da p***... – Idan ouviu Liza resmungar, entredentes, com as duas mãos sobre a boca, atordoada. O moreno sentiu-se um pouco enjoado ao ver mais sangue, mas ignorou.

“ – Hm.”

“ – Talvez você não se lembre de mim. Existe 99,9% de chances de você não se lembrar. Mas, smepre vale a tentativa.” – ele colocou as mãos na cintura, suspirou, e se aproximou de Evelyn. Ela recuou um pouco com a cabeça. – “- Calma, eu não mordo.” – brincou. Mas ela continuou inexpressiva. – “- Meu nome é Scott. Mas prefiro ser chamado de Harvey, que é meu segundo nome.” – ele ignorou a tentativa falha de fazê-la sorrir.

“ – Okay, legal, f***-se.” – disse, simplesmente.

“ – Nossa, que tiro no meu peito!” – riu. Evelyn não achou nenhuma graça; e realmente não tinha. – “ – O ponto é que... Eu sou seu ex-namorado. De quando tinhamos 15 anos. Lembra?” – Evelyn finalmente teve alguma expressão estampada em seu rosto: Surpresa. Ele sorriu. – “ – Você se lembra! Evelyn eu...” – ele foi interrompido. Por um soco na cara. Isso o fez rolar até o meio da sala.

“ – VAGABUNDO! Eu sofri todos esses 4 anos depois que você desapareceu! Por que fez isso comigo? Qual é o motivo? Mas eu também não quero saber porque NADA justifica. E o que você está fazendo? Virou punk pra raspar os lados da cabeça e jogar o cabelo todo pro lado? Ridículo, como você sempre foi. Virou mercenário? Matador de aluguel? Não morreu ainda? QUE PENA.” – ela levantou-se bruscamente, junto com Harvey.

“ – Eu posso explicar!”

“ – Não me venha com esse clássico ‘Eu posso explicar, calma!’! Calma o caramba! – ela levantou a mão, mostrando o dedo do meio.

“ – EU FUI SEQUESTRADO!” – ele berrou, em fim, com lágrimas nos olhos. – “ – Me arrancaram de meus pais para eu fazer parte de uma mafia traficante de armas e munições, cujo a real central fica em Boston. Depois fui transferido para um grupo terrorista na alemanha. Em uma cidade perto de Beleuchtung. É a famosa Cicada-3301... E eu estou aqui para levar você também, querida.” – ele aproximou-se dela, para pegar sua mão. Mas ela recuou.

“ — NÃO me chame de querida!” – ela gritou.

“ – Evelyn.” – ele disse, seco, entredentes.

Os dois foram interrompidos com soldados que invadiram a sala. Todos com armaduras futuristas e bem-armados.

“ – Parados!” – o da frente gritou. Evelyn levantou as duas mãos, em sinal de redenção. Harvey virou-se para ela, desapontado.

“ – Você já se entregou?... Você mudou muito, Evelyn.” – ele abaixou o olhar. A albina franziu a testa, confusa. Assustou-se e deu um passo rápido para trás quando Harvey pareceu apenas um borrão ao avançar contra os soldados. Ela ficou impressionada pela velocidade absurda que ele tinha. Não tardou para ele acabar com todos, sem mesmo estar arfando, como ela imagina que ficaria.

Ele puxou o ar e abriu a boca para falar algo, mas, assim que olhou para cima, viu que havia uma câmera, filmando cada segundo. Soltou o ar. Pulou na parede à direita, para pegar impulso com a perna destra para avançar na câmera e arranca-la. Não tardou para o vídeo que Idan assistia sair do ar e a tela apagar-se.

— O que faremos? –Alicia empurrou Liza para o lado, para que pudesse ver Rion. Idan nem percebeu a chegada do resto do pessoal, já que estava vidrado na tela.

— Não deixem Harvey escapar. – Rion falou alto, lentamente, para que ficasse claro. E ficou. Muito.

Continua...

Notas finais
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Obrigada por tolerar esse capítulo enorme.

Não sei o que falar...

Enfim...

Até! ^^