Notas iniciais
Olá!! Gostaria de agradecer a todos que estão acompanhando essa história, todos que a favoritaram e a todos que comentaram nela! Por conta de vocês, eu continuo tentando fazer um bom trabalho!! Obrigada!!

Acordei extremamente zonza. Tentei me levantar, mas não consegui, então fiquei sentada no chão. Olhei em volta e vi que eu estava em um lugar todo branco. Não havia paredes, portas ou janelas. Era tudo extremamente branco.

– Quer ajuda? — disse, uma voz muito calma. Olhei em volta até ver um homem parado bem atrás de mim. — Não precisa ter medo Melody. Estou aqui para te dar boas notícias!

O homem era alto e muito bonito. Ele tinha os cabelos loiros e olhos da cor do céu. Ele sorriu para mim, e de alguma forma, me senti protegida.

– Quem é você? — perguntei para o homem. Ele me ofereceu uma mão e eu a aceitei. Ele me levantou com extrema facilidade.

– Me chamo Gabriel. Sou um Mensageiro. — disse, sorrindo mais ainda para mim. Ele começou a caminhar, e eu o acompanhei.

– Que lugar é esse?

– É um intermédio entre o Mundano e o Celestial. É chamado de Purgatório, mas aqui não é um lugar para o sofrimento, como as pessoas pensam no Mundano, e sim, de purificação e de segundas chances. Sabe por que esta aqui? — disse Gabriel, e se virou para mim. Ele parecia sério.

– Na... Não. Eu estava no ônibus com a minha amiga e aconteceu alguma coisa e eu tive um sonho maluco, eu acho. O que isso tem a ver? — minha cabeça começara a doer, bem próxima a nuca.

– Não foi um sonho. Voce sofreu um acidente. Você morreu e esta aqui para uma missão especial.

– Eu... Morri? — não conseguia entender como eu poderia ter morrido. Eu estava sentindo dor! Eu não estava pronta pra morrer! Eu estava fazendo uma viagem e de repente morri? Isso é muito injusto!

Eu o encarei, seriamente, e tentei falar com o tom de voz o mais firme possível.

– Quero voltar.

Ele riu. O cenário mudou. Agora estávamos em uma das minhas lanchonetes favoritas. Eu sempre vinha aqui com as minhas amigas e meu namorado.

Mas havia algo de errado. A sala parecia estar mais cheia, com mais pessoas do que geralmente havia. Olhei para a mesa que eu geralmente sentava com as minhas amigas. Emma, uma delas, estava sentada, e na sua frente, havia um menino novo, de uns sete anos. Ela estava com a cabeça abaixada na mesa, mas a reconheci pelos longos cabelos roxos. O menino estava a observando, muito triste. Ele assoprou um guardanapo que estava sobre a mesa até que ele encostasse na mão de Emma. Ela levantou a cabeça vagarosamente e pegou o papel. Seus olhos estavam vermelhos de tanto chorar.

– O que aconteceu com voce Emma? — disse, andando na sua direção. Me sentei ao seu lado. O menino apenas me observou com tristeza. Emma não havia olhado para mim. — Emma, não importa que o que aconteceu foi ruim! Pode me contar! — disse, tocando em seu braço, que estava descoberto. Logo após eu toca-lá, ela tremeu e colocou seu casaco, se levantou da mesa, sem olhar para mim e nem para o menino. Ela seguiu em direção da porta ainda chorando, e o menino foi atrás.

– O que esta acontecendo? — eu falei para Gabriel, que agora estava na minha frente, sentado na cadeira que ficara ao lado da cadeira que o menininho estava. — Por que ela me ignorou? O QUE ESTA ACONTECENDO AQUI!! — gritei.

Metade das pessoas no estabelecimento me encarou, porem, não me olhavam como se eu fosse louca por estar gritando por ai. Simplesmente me encararam com olhares tristes e de compaixão. As outras pessoas pareciam nem ter notado a minha presença.

– Voce não entendeu? Voce morreu e não pode falar com os vivos. Aquele menino ali, as pessoas que estavam te olhando, eu, estamos todos mortos. Voce também esta. Eu preciso te passar o seu serviço logo, antes que fiquei tarde. Voce foi abençoada.

– Como assim..? — perguntei, muito confusa. — Como posso estar abençoada sendo que estou morta? — falei. A raiva estava tomando conta de mim.

– Você morreu protegendo sua amiga. Mesmo que não fosse sua intenção, voce a protegeu, então Eva decidiu que a deixaria no controle.

– No controle do que? — perguntei, mais calma.

– No controle da vida de Gabi. Parabéns, Melody, você agora é uma Guardiã... — disse Gabriel, sorrindo. Logo após dizer isso, ele desapareceu, deixando sobre a mesa, um papel com um endereço.

Notas finais
Comentem! Me ajuda demais da conta!!!