Notas iniciais
Perdão pela demora para postar esse capítulo, há um tempo que não venho escrevendo, então me desculpem. Espero que gostem.
Boa leitura.
Deixo uma lagrima teimosa descer pelo meu rosto, rancorosamente a enxugo, termino de jantar. Lavo a louça que utilizei e deixo as panelas ainda com comida sobre o fogão, vai que o meu lindo irmãozinho decide comer. Subo para o meu quarto. Abro meu guarda-roupas e encaro minhas roupas por um bom tempo. Um jeans, uma blusa azul, jaqueta preta e um all star. É disso que eu preciso, coloco minha roupa sobre a cama, entro no meu banheiro, tiro minha roupa e começo a me analisar, olhar cada parte de meu corpo, minha barriga, como estou magra, nem tenho mais coxa, velho eu acho que tinha bunda, o que merda é isso ? Meu pulso, consigo agarra-lo com uma mão e ainda lhe resta espaço, meus braços, marcados por atos violentos e suicidas. Ao passar dos segundos meu eu sente vergonha e nojo de si mesmo, tomo meu banho fazendo o possível para não encarar essa coisa que chamo de corpo, me enrolo na toalha e me jogo na cama virada totalmente para cima, encarando meu lindo teto branco.
Passo cerca de 5 minutos olhando meu teto, quando adormeço, sem nem notar já se passaram uma hora quando acordo, ainda enrolada na minha toalha azul , olho para uma cômoda junto a minha cama, me levanto e me visto rapidamente ao notar que perdi muito tempo. Vou até um espelho que tem em uma das paredes do meu quarto e prendo meu cabelo em um rabo de cavalo alto. Nicolas, meu irmão, ainda não chegou, aquele vagabundo. Pego minhas chaves e uma bolsa, saio pela rua e ando pelos lugares sem rumo. Avisto de longe a sombra de um alguém, não o conheço, não sei quem é, já o vi ? Acelero meus passos até passar pelo mesmo que não da muita importância para minha pessoa. Vou em direção a praia, é linda a forma que a lua reflete no mar, e esse cheiro ?! Essa brisa?! Me sinto livre. Sento na areia que agora estava fria, vejo pessoas andando pelo calçadão. Fecho meus olhos. Deixo a brisa bater em meus cabelos. Até que de repente meu celular começa a tocar, abro minha bolsa e o procuro, olho para a tela do mesmo e vejo o nome: Nicolas aparecendo enquanto o celular toca e vibra. Deslizo meu dedo na horizontal para atender e quando coloco o celular em minha orelha:
–Stella?
–A mesma, quem é ?
–É o Pedro
–Te conheço?
–Não, mas você é irmã de um cara chamado Nicolas ?
–Sim, por quê ?
–É que ele ta indo pro hospital
–Como assim ? -começo a tremer descontrolada
–Ele acabou se sofrer um acidente de carro, um caminhão bateu no carro em que ele e os amigos dele estavam quando ele estava indo pra casa
– MERDA NICOLAS ! — começo a chorar desconsolada, ele é um idiota, mas o amo, ele é meu irmão.
–Bom, ele está indo pro hospital central
–Okay, Obrigada- desligo o celular e começo a chorar enquanto apoio minha cabeça em meus joelhos e ponho-me a chorar e soluçar.
Não podia ser. Não com o Nicolas, não com o meu irmão. Não da pra acreditar.
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