Uma Dose De Amor.
4 Capítulo 4
Acordei com a claridade do sol batendo em meu rosto. “Maldita mania de esquecer de fechar as cortinas”, pensei. Olhei no relógio e ainda era 8.00 a.m. Virei para um lado, pro outro, e não dormi mais. Me espreguicei, levantei fiz minha higiene matinal. Andei em direção a cozinha, abri o armário e peguei cereais. Abri a geladeira e droga! Não tem leite. Tomei um banho rápido, vesti uma calça jeans, blusa branca de meia manga, sneaker coral. Prendi meu cabelo num rabo-de-cavalo, minha franja estava bagunçada, mas... quem liga? Peguei meu ipod e sai. Estava frio, porém estava com preguiça de entrar e pegar algum casaco. Andei 2 quarteirões ouvindo música e cheguei no mercado. Por minha sorte, ainda estava vazio.
“I never knew...” Eu cantava pelos corredores do mercado, cantando baixinho, quase sussurrando. Parei em frente uma prateleira de biscoitos, obvio que eu não compraria apenas leite. “I never knew that everything was falling through...”
Peguei dois pacotes de cookies, peguei meu ipod para aumentar um pouco o volume e olhando pra baixo acabei dando “ombrada” em alguém, derramando meus cookies no chão.
- Não olha pra onde anda? – Reclamei me agachando para pegar os cookies.
- Ahn... foi mal! – A pessoa respondeu. Me levantei e... não! – Se não é a desligada da praia... – Sim. Era o menino do sorriso lindo que estava em busca da cadela.
- Já vi que não vou tirar essa impressão de desligada mais né? – Disse rindo.
- Pois é, e agora é a desligada do mercado?
- Ah, da um desconto, eu estava ouvindo música, por isso me distraí.
Ele riu. – Ok, e o que musica estava ouvindo? – Perguntou.
- The Fray, over my head. – Respondi.
- Tá brincando né? – Olhou, assustado.
- Que foi? – perguntei – Sou louca por The Fray!
- Então você topa ir num acústico do The Fray hoje a noite comigo em San Diego, né? Minha irmã ia com uma amiga dela, mas ela desistiu e deixou 2 ingressos comigo... Eu só precisava de companhia!
- Eu, ahn... – Gaguejei. – Olha, eu amo The Fray e adoraria ir com você. Mas meus pais não vão deixar. – Pera, eu estava mesmo praticamente recusando um convite desses? Minha banda favorita, um garoto lindo com o mesmo estilo musical...
- Meu mãe leva e busca a gente! Não é tão tarde, de tardinha a gente vai. Tem certeza que não vai dar? – Perguntou, e eu confirmei com a cabeça. – Poxa, então deixa pra próxima. – Disse, e fez uma carinha de dar dó, e ao mesmo tempo aquele sorriso irresistível, ai Deus, por que?
- Mas eu posso tentar ir. Juro que me torturaria pelo resto da vida se recusasse um convite desse. – Falei. – Convenço meus pais.
- Sério? Ótimo! – Ele sorriu. – Onde você mora?
- Dois quarteirões daqui, em frente a cafeteria, do lado esquerdo da biblioteca. – Tentei explicar.
- Bom... Eu tento achar. – Riu. – Eu ainda não sei o seu nome...
- Claire. Claire Connor. E o seu?
- Cody Christian. Eu sei, não é bonito. – Riu envergonhado.
- Tá brincando né? Daria minha vida pra ter um nome composto. Teu nome é lindo!
- Já que você diz, obrigado! Eu gosto do seu nome também. – Sorriu.
- Então, Cody... Te vejo mais tarde, certo?
- Certíssimo. – Se aproximou. – Tchau. Pelas 5 eu passo na sua casa! – Depositou um beijo em meu rosto, me abraçou e em seguida foi embora. O cheiro do seu perfume invadiu minhas narinas. God! Que garoto perfeito. Paguei os biscoitos e voltei para casa. Abri a porta e minha mãe estava sentada no sofá assistindo televisão.
- Onde estava? – perguntou.
- Fui no mercado comprar leite pra comer com cereal.
- E cadê o leite?
- Droga! – Disse conferindo na sacola. – Lembrei dos cookies, e o principal, esqueci.
- Está andando bem distraída hein, Claire?
- Foi o que o Cody disse... Talvez eu realmente esteja distraída.
- Cody? – Perguntou. – Quem é?
- Ah mãe, um garoto que conheci. – Respondi, envergonhada. Nunca fui de falar sobre garotos com a minha mãe, até porque nunca tive o que falar. – Aliás, vou pra San Diego com ele hoje, ok? Um acústico do The Fray...
- E por acaso eu deixei você ir? – Perguntou.
- Mãããããããe! The Fray é minha banda preferida, você sabe disso. Ninguém nunca me chama pra nada, e quando chama você vai travar? A mãe dele vai levar a gente e...
- Ei filha, calma! Claro que eu deixo você ir. Que lindinha, saindo com meninos...
- Mãe! Para. – Senti minhas bochechas corarem.
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