Uma Descoberta

4 Capítulo 4 - O Acampamento que ainda não é o CHB


Notas iniciais
Espero que goste, e agr to nervosa! Eu só posto se tiver mais 4 reviews! Emburrei!
Bjbj!

Tenho que adimitir: O Acampamento que o Sátiro improvisou era muito melhor que acampamentos comuns. Muito mesmo.

Havia uma barraca privativa para cada um de nós, todas feitas com tranças de folhas de árvores. Sinceramente, era um luxo. Dentro das barracas, havia um by Text-Enhance\">mini frigobar, um ar condicionado e um aquecedor, dependendo da temperatura. As camas eram muito mais confortaveis que várias beliches do acampamento. Annabeth ajudou Charlie e Rafaela à se ajustarem. E eu ajudei a pequena Lígia. E, sinceramente, ela parecia com uma miniatura de Annabeth.

Ela tinha olhos cinza-tempestade, mas brilhantes. E os cabelos caiam da mesma maneira que os de minha namorada. Cacheados e bagunçados. E a expressão dela estava sempre com uma interrogação, como se ela estivesse cauculando by Text-Enhance\">milhares de possibilidades à todo segundo. Mas quando ela entrou no quarto, sua expressão mudou.

Um sorriso se abriu no rosto dela, de orelha a orelha. Ela estava muito feliz. Eu compreendi. A barraca dela estava cheia de brinquedos.

Haviam preteleiras de bonecas. Vários carrinhos, e, muitos peões. Haviam robos, manequim, e todo o tipo de brinquedo que se pudesse imaginar. Aqueles by Text-Enhance\">laptops infantis, e até mesmo um trem de brinquedo, de controle remoto. Até eu suspirei.

Mas então afaguei o cabelo de Lígia, e me preparei para sair.

— Lígia, estou lá fora caso você precise... — Mas eu me interrompi.

Lígia virou para mim, com aqueles olhos grandes e cinzentos de criança, e fez biquinho. Eu não resisti. Assentei e brinquei.

A pequena tinha uma risada contagiante. Nós brincamos de boneca, e cada vez que eu falava algo idota, ou imitava voz de mulher, ela caia na gargalhada. Digamos que, praticamente passamos a brincadeira de boneca inteira gargalhando. Depois brincamos de carrinho de corrida, robôs do futuro, trens que batem e barquinho eletrico. Estavamos arrumando as coisas quando Annabeth chamou:

— Percy, Lígia, jantar está pronto!

Saimos e nos assentamos ao redor da fogueira. Tinha hamburguers, churrasco, e refri. Pra mim, tudo no jantar estava divino. Queimei uma parte do meu churrasco no fogo, e Ed e Annabeth fizeram o mesmo, e é claro que Charlie, Rafaela e Lígia ficaram nos olhando como se estivessemos tentando engolir um elefante. Durante um tempo fiquei encarando eles, imaginando o que tinhamos feito de errado. Então finalmente me dei conta de que eles ainda não sabiam que os Deuses existiam, e tal. E só pra variar, Rafaela novamente quebra o silêncio:

— Ok, para onde vocês vão nos levar? Melhor, uma pergunta mais fácil: Quem são vocês?

Resolvi responder da melhor maneira possivel.

— Bem... — Tentei planejar o que falar, se bem que eu já tinha uma noção do que iria dizer — Meu nome é Percy Jackson, mas pode me chamar de Percy. Essa é Annabeth e esse é o Ed...

— Ele tem pernas de bode. Por que? — Perguntou Charlie, muito calmamente, colocando a mão sobre o joelho de Rafaela, como um sinal para que ela se acalmar.

— Vocês conhecem algo como mitologia grega, crianças? — Perguntou Annabeth, mas ela se corrigiu quando viu que Rafaela a iria interromper — Pré-adolescentes, tanto faz!

Lígia levantou a mão, e eu demorei a entender que ela pedia permissão para falar.

— Lígia, não precisa levantar a mão para falar. — Eu disse, da forma mais paciente que pude.

Ela assentiu, parecendo confusa.

— Ok, mas vocês querem dizer ... mitologia, como os deuses e os montros e os ...

— Semideuses! — Interrompeu Rafaela, mais animada do que confusa, diferentemente do que eu esperava. — Então, nossos pais são... Deuses!

— Não, Rafaela... não pode ser... — Ele olhou para mim e para Annabeth. — Isso não é verdade, né?

— Na verdade — Eu disse, terminando de engolir um pedaço de carne — Rafaela esta completamente certa.

Charlie se levantou e foi para a barraca. Rafaela começou a se levntar, mas Annabeth segurou a mão dela.

— Deixe ele ir — Ela disse — , é muita coisa para processar.

Parecia que Lígia havia levado dois socos na cara.

— Lígia, por que não vai se deitar? — Eu perguntei — Foi um longo dia. Dê boa noite a Annie por mim.

Ela esboçou um sorriso.

— Pode deixar, Percy! — E assim, ela saiu, cambaleando, mas eu não entendi se era de confusão na cabeça dela ou de sono.

Annabeth colocou as mãos na cintura:

— Annie? Quem é Annie?

Eu a abraçei forte, e falei:

— Era a boneca mais linda e com uma cara de inteligente... — Eu dei um sorriso debochado — que resolvi fazer uma homenagem. Algum problema?

— É claro que não, Cabeça-de-Alga! — Ela sorriu e me deu um selinho.

Mas então Rafaela pigarreou.

— Hum, dá pra parar de melação e responder minha pergunta? Para onde estamos indo?

— Pora o ucempemntu, i cloru! — Disse o sátiro Ed, entre mordidas. Quando reparou que ninguém tinha entendido, o que demorou uns 2 segundos, engoliu a comida que tinha na boca e repetiu: — Para o acampamento, é claro! Para onde mais iriamos?

— Que acampamento? — Rafaela perguntou, intrigada.

— O Acampamento Meio Sangue, um lugar para os filhos de Deuses não correrem tanto perigo. — Respondeu Annabeth, e eu sorri.

Rafaela assentiu, como se estivesse anotando mentalmente aquilo. Logo após veio com mais perguntas:

— E de quem somos filhos?

Annabeth olhou para mim.

— Bem, nós não sabemos ao certo. A aparência de vocês não corresponde a nenhum Deus, ou Deusa. O que poderia nos dar uma dica seria o pai ou mãe com que vocês foram criados. — Eu digo, de uma forma explicativa. — Você foi criada por seu pai ou por sua mãe?

Rafaela olhou no fundo dos meus olhos, e senti os pelos de minha nuca se arrepiarem. Eu estava... com medo dela?

Eu só sabia que ela me lembrava alguém... mas quem seria?

— Eu fui criada por minha mãe... — Rafaela começou, mas eu fiquei um bom tempo me perguntando se ela seria filha de alguma deusa, e me toquei — ... Charlie também.... mas Lígia... — ela balança a cabeça.

— Lígia... — eu digo, tentando incentiva-la a terminar de falar.

— Ela veio de um orfanato. Ela morava com a familia adotiva, que morava na mesma rua que Charlie e eu. Mas ela foi adotada não tem nem um ano, e os pais dela a abandonaram assim que ela nasceu. Ela estudava na nossa escola.

— E ai eu fui pra lá, desfarçado de supervisor! — Diz Ed, todo animadinho. — Eles davam tanto trabalho!

Rafaela bocejou.

— Vou dormir — E se levantou e caminhou para sua barraca, sem se importar com ninguém.

Ed se levanta e vai em direção a floresta.

— Fico de sentinela, ok? — E adentra na escuridão

Pego a mão de Annabeth e nos abraçamos. Olho no fundo dos olhos dela, e sei que nós dois concordamos em uma coisa:

Lígia é filha de Atena.

Notas finais
Agradecimento à: A Caçadora, que foi a 1º a favoritar! TE adoro, linda :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.