Uma Descoberta
2 Capítulo 2 - Destruimos alguns Ciclopes
Notas iniciais
Eu fiquei muito assustado com o bando.
Sim, eu já enfrentei Cronos, e montros piores do que um bando de ciclopes. Por mais que eu já tenha feito isso, eu soube de cara que não iria ser facil. Vi que uma pessoa se agarrava à mão de Annabeth. Ou era uma criança, ou era um anão. Atras dela, mais 3 pessoas corriam, ou melhor, duas pessoas corriam, mas a outra meio que trotava. Era o sátiro. Ele era barrigudo e usava uma calça social. A camiseta havia sido arrancada e usada como atadura no braço de um dos adolescentes que estavam correndo. E haviam os ciclopes, meu maior problema.
O que eu sabia sobre ciclopes: eram muito fortes; eram inteligentes.Isso não era vantagem pra nós naquela hora. Tentei parar e pensar.
Mas meu corpo não obedeceu meu cérebro.
Sai correndo até Annabeth e o grupo de semideuses. Pude ouvir um suspiro quando cheguei perto do grupo, mas desesperadamente agarrei a primeira mão que vi e saí correndo. Consegui fazer o grupo correr mais, e quando arrisquei olhar para trás, vi que os ciclopes haviam ficado para trás. Um deles havia caído, e estava se levantando. Entendi o porque.
Um dos garotos de nosso grupo estava usando um estilingue para atirar pedras nos ciclopes. Eu admirei a habilidade do garoto. Eu tentara usar o brinquedo desde os meus 3 anos de idade. Nunca consegui usa-lo com tanta precisão. Mas de repente uma mão me puxa com força e me obriga a continuar correndo. É a mão de Annabeth, que está macia e suave. Quase tropeço em meu tênis, mas então saio de meus pensamentos e me obrigo a correr.
Na minha cabeça, uma lembrança ressurge do nada, e eu já sei o que vamos fazer.
Assumo a dianteira e corro mais rápido, dobrando esquinas e atravessando ruas, sem parar na faixa nem nada. É impressionante como a cidade está em constante movimento, não para nem por um segundo, a menos que um deus resolva botar toda aquela galera para dormir, e isso foi o que aconteceu no verão passado, mas aí já é outra história.
Chego onde eu queria, finalmente. Paro tão bruscamente que alguém bate em cheio no meu traseiro. Olho para trás, mas nem sinal dos ciclopes. Suspiro. A última coisa que queria era que eu fosse comido por ciclopes logo após começar a namorar Annabeth.
-Percy, onde estamos?- Perguntou ela. Ela estava estranhamente calma.
-Pode ficar tranquila- disse, embora ela não estivesse nem um pouco assustada. Eu meio que estava meio que me dirigindo a resto do grupo -, vinha aqui quando era mais novo, ficava brincando aqui dentro.
Aquilo era meia verdade. Na verdade eu não brincava, mas quando precisava dar um tempo eu ia para lá. Era uma casa abandonada no meio de um bairro, não muito longe do centro ou de minha casa. Antigamente, conhecia cada cantinho dessa casa. Esperava que aquelas memórias ressurgissem.
-Por aqui- abri a porta e dei uma olhada. O lugar estava empoeirado e sujo, com teias de aranha. Senti Annabeth se aproximar mais de mim, mas não liguei. Todos os filhos de Atena que eu conhecia odiavam e tinham medo de aranhas. Abri a porta do que um dia já foi uma sala de jantar.- Aqui está bom.
O grupo começou a andar e entrar no cômodo. Então eu finalmente prestei atenção no grupo de semideuses. O garoto que estava lançando pedras nos ciclopes usando um estilingue era meio baixinho, loiro e magro. Ele tinha uma aparencia engraçada, e estava completamente suado. Tinha no máximo uns 12 anos. Ao lado dele, uma garota com cabelos castanhos escuros cacheados e olhos marrons brincava com os dedos em cima da mesa,com um sorriso na
cara que dizia algo como: quando podemos ir denovo?. Não devia ser mais velha que o menino. E então quase cai de costas quando vi a outra garota do grupo.
Eu poderia dizer que era uma versão mais nova de Annabeth. Seus olhos cinza tempestade pareciam estar calculando mil coisas ao mesmo tempo. Seus cabelos loiros estavam emaranhados em um rabo na lateral da cabeça. Ela estava pálida e frágil. Não podia ter mais de 6 anos. Annabeth a caregou e a colocou em cima da mesa. Ela passou a mão nos cabelos da garotinha e disse palavras tranquilizadoras. Não funcionou. A menina começou a chorar sem fazer barulho, e Annabeth a abraçou e conseguiu acalmá-la, cochichando algumas palavras. Então ela se afastou da garota e veio até mim.
Depois de me beijar, balbuciou algo como: "Obrigada, Cabeça-de-Alga". Eu simplesmente assenti.
Tinha que assumir: Ela estava linda. Os cabelos caindo até metade das costas, em um ângulo perfeito com seu sorriso e seus olhos lindos. Ela se afastou. Falou durante um tempinho com o grupo mais velho e então falou claramente para todos ouvirem:
-Muito bem, eu tenho um plano. Teremos que acabar com todos esses ciclopes, isso é fato. Mas eu preciso da ajuda de todos. Façam exatamente o que eu disser. Entendido?
Todos assentiram. Annabeth foi explicando o plano. Prestei o máximo de atenção que meu TDAH deixou. Mas eu entendi o plano. E então saímos da casa.
Como previsto, eu, Annabeth e os dois semideuses mais velhos saimos pela porta da frente. O sátiro que gostava de ser chamado de Ed e a garotinha sairam pelos fundos. O garoto com o estilingue pegou o boné de Annabeth e a garota (que tinha uma arma, que era como uma enorme faca de refeitório, só que feita de um material que não reconheci — seria prata?-) foi normalmente, como se fosse matar uma formiga, não 30 ciclopes. Eu sai.
Fui o último a sair, e fechei a porta. Avistei os ciclopes no alto da rua. Cori na direção deles. Quando cheguei perto o suficiente para eles me ouvirem gritei.
- AI MEUS DEUSES, COMO É BOM SER FILHO DE POSEIDON!
-Ali!- Um dos ciclopes gritou.
-Calma ai garotões!- Eu disse- Que tal uma luta?
-Como assim?- gritou outro.
-Ao invés de me comerem agora, que tal uma luta. Até a morte. Vocês escolhem um representante. As armas do representante ficam sua escolha. Eu só quero minha espada.
Um murmurio coletivo se formou no grupo. No centro, um ciclope maior e mais forte que os outros levantou a mão. Instantaneamente todos se calram. Ele era obiamente o chefe. Parou um pouco e finalmente respondeu.
- Aceitamos seus termos. Lae, apresente-se para serviço. Uma ciclope mais ou menos da minha altura saiu do grupo e pegou uma lança que estava pendurada em suas costas.
-Quando quiser.
Então eu gritei.
O mais alto possivel, como se fosse um grito de guerra. Só esperava que toda minha equipe tenha ouvido.
Começamos a lutar. Ela era boa com a lança. E depois de um tempo reparei: A lança dela tinha uma corda. Assim, ela poderia pegar a lança depois de lançada. Desviei a lança com a espada, e logo depois a lança quase perfurou a metade da minha barriga. Eu conseguia ouvir os gritos dos ciclopes.
E então eu arrisquei virar a cabeça. Haviam 3 deles se desintegrando em cantos diferentes. Seus gritos eram misturados com o da multidão, por isso não eram percebidos. Voltei minha atenção para a luta. A lança quase acertou minha cabeça. Pude ouvir o grito abafado de Annabeth. Mas então resolvi atacar mais. Consegui enfiar minha espada na barriga da ciclope. Ela se transformou em pó. Quando me virei, haviam apenas mais 3 ciclopes no grupo. Dois se desintegraram. A garota semideusa tinha matado um, e como não estava vendo o outro garoto ele provavelmente matou o outro. O chefe ciclope estava atordoado, mas de repente ele virou pó. Simples assim. Annabeth apareceu atrás dele.
Eu a abraçei. O plano dela havia dado certo. Então peguei a mão dela, chamei os outros garotos e fomos até o café mais próximo, chamado O Caafé. Nos encontramos com a garotinha e Ed. Todos nós entramos em um táxi e saimos rumo ao Acampamento.
Notas finais
Amor, Luiza ♥
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