Notas iniciais
Perdoem os erros que passam despercebidos e tenham uma boa leitura.

Regina

Ao chegar em casa a primeira coisa que fiz foi partir para um banho quente, liguei o chuveiro e deixei que a água escorresse pôr o meu corpo. Mas de nada parecia adiantar, tudo que vinha a minha mente era eram os gemidos de prazer de Emma e em como o seu corpo respondia aos meus toques.

Afaguei meus seios e desci a minha mão para o meu sexo pulsante, eu precisava dar vasão para toda aquela tensão que o meu corpo tinha acumulado. E enquanto eu me tocava, parecia que todo o banheiro havia sido substituído por a imagem daquela mulher loira que parecia enxergar o meu âmago com aqueles olhos verdes.

O que aquela mulher tinha feito comigo?

Emma

Dirigindo para casa eu ainda podia sentir meu corpo em êxtase, sentir o sabor dos seus lábios, sua língua me invadindo, e se fechasse os olhos, poderia sentir o calor do seu toque em minha pele.

No momento em que as portas do elevador se abriram e saímos, eu senti que poderia cair ao dar o menor dos passos, minhas pernas estavam trêmulas, poderiam ceder sob o me próprio peso. Mas Regina parecia inabalada, sua roupa amassada e o cabelo um pouco despenteado eram as únicas coisas que pareciam fora do lugar naquela mulher. Já eu, sentia que estava escrito na minha testa o que havia acontecido ali dentro.

O que eu tinha feito? Que tipo de profissional transa com a cliente? E o mais importante, o que aquela mulher havia feito comigo?

Em casa, tomei um banho frio e tentei dormir, pois apesar de tudo, eu tinha passado a noite trancada em um elevador, mas foi em vão, eu estava inquieta, minha mente me repreendia pôr o que tinha acontecido e o meu corpo relembrava a sensação de ter a boca de Regina minhas partes.

Regina

— Regina, fiquei preocupada quando fui informada do incidente do elevador. Sinto muito que isso tenha acontecido com você na minha empresa.

Lilith havia me ligado alguns dias após o acontecido

— Está tudo bem Lily, só tome as precauções necessárias para que ninguém mais tenha que passar por isso.

— Não precisa nem falar duas vezes. Já estou tomando as medidas necessárias. Mandei instalar um gerador aqui. Em Boston sempre cai essas tempestades, e não dá para as pessoas ficarem presas no elevador toda vez que estiver chovendo. Mas pelo menos você não estava sozinha, os seguranças me contaram que a Emma estava com você. — Juntar as palavras “Emma” e “elevador” em uma mesma frase estava terminantemente proibido.

— É... pelo menos eu não estava só...

— E como estão as coisas entre vocês?

— Que coisas? — Falei na defensiva.

Se ela está sendo uma boa advogada para você, Regina, o que mais poderia ser?

Muito bem Regina, bela mancada. — Estão bem, acredito que ela esteja se esforçando.

— Que bom, eu já tinha recebido inúmeros elogios de outros clientes sobre ela, mas você ainda não tinha me dito nada.

— Ela é uma boa advogada, Lily.

— Eu poderia estar muito bem representando você...

— Não, não poderia, e você sabe o porquê.

— Devo confessar que fiquei triste por saber do que tinha acontecido.

— Imagino que sim. Preciso desligar Lily, estou cheia de amostras laboratoriais para analisar.

— Esses seus horários são um caos, Regina, nunca sei se você está na universidade dando aulas, ou se está no hospital usando os laboratórios. Tchau, tenha um bom dia no meio dessas bactérias.

Como irmãs, eu e Zelena nunca nos demos realmente bem. Toda a nossa infância, adolescência e parte da vida adulta foram cheias de brigas, ressentimentos e acusações, a única coisa que fez com que parássemos e tentássemos nos entender foi o enfarto que nosso pai teve durante uma de nossas discursões, e atendendo a um pedido dele, até hoje estamos nessa luta de tentar nos entender.

Eu tinha marcado de encontrar Zelena em uma cafeteria no campus da universidade, não nos víamos desde o dia seguinte ao meu acidente com o cavalo.

A cafeteria era um lugar tranquilo, os maiores frequentadores de lá era os professores, em suma, sem alunos, a maior dádiva que nós professores poderíamos receber.

— Desculpa o atraso, Regina, demorei para encontrar uma vaga para estacionar. — Zelena tinha chegado quinze minutos atrasada.

— Ta tudo bem. Você quer pedir logo algo?

— Claro.

Zelena pediu um chocolate quente acompanhado de uma torta de limão, e eu um café e uma fatia de torta de maçã

— Então Regina, a que devo o seu convite? — Falou tomado um gole do chocolate.

— Eu queria que tivéssemos um tempo nosso. — E suspirando falei — E também queria te pedir desculpas por estragar o final de semana que você planejou com tanto afinco.

— Quem tem que te pedir desculpas sou eu, falei coisas que eu não devia naquele jantar, eu me descontrolei, as vezes nem pareço ser a irmã mais velha. — Deu um sorriso fraco. — Eu sei que você não está em um dos seus melhores momentos.

— Não estou mesmo Zel. Mas na verdade eu queria saber como você está, como você e o bebê estão?

— Estamos bem Gina.

— Você já sabe o que é?

—Ainda não. Eu e Hades estávamos conversando sobre só descobrir na hora do parto.

— Eu não conseguiria, acho que morreria de ansiedade e curiosidade.

— Mais e você, como está? — Eu poderia dizer que não queria falar sobre isso, eu poderia mudar de assunto, mas ela só estava querendo ser a minha irmã.

— Eu não sei Zelena, eu não seu como eu estou. Oras parece eu estou anestesiada, que não sinto nada, ora quero quebrar tudo, pôr tudo a baixo. Eu não sei o que sinto, principalmente agora...

— Sinto tanto por você estar passando por isso, nunca imaginei que a Marcela pudesse fazer algo assim. Vocês sempre foram tão companheiras, ela sempre te apoiou no seu trabalho. Nas reuniões de família ela só fala da importância das pesquisas que você estava desenvolvendo. — Zelena não estava errada, Marcela sempre apoiou o meu trabalho e as minhas pesquisas, mas isso porque os resultados obtidos poderiam ser patenteados e convertidos em status e dinheiro. — Não há uma chance de vocês se acertarem?

— Não, não há, inclusive eu já entrei com o pedido de divórcio.

— Imagino que a nossa mãe não saiba disso.

— Você está mais do que certa, mas se quiser contar para dona Cora, pode contar, aproveita e grava o momento em que ela estiver gritando e destruindo a casa e me manda depois. — Rimos, conhecíamos bem a mãe que tínhamos.

— Mas então Regina, você vai aceitar ser a madrinha do meu filho?

— Zelena, você tem tantas amigas mais próximas que eu. Eu não quero acabar decepcionando você.

— Você vai me decepcionar se não aceitar. Acho que essa pode ser uma chance de nos aproximarmos mais, eu quero que você seja presente na vida do meu filho e que você possa ser amiga dela ou dele, como nós nunca fomos. — Eu sabia que no fundo a motivação de Zelena não era só essa.

— Então eu aceito Zelena, e fico feliz que tenha pensado em mim para ocupar esse cargo.

Emma

— Hey Emma! — Ruby fez questão de me recepcionar na porta do restaurante.

Hoje no meu horário de almoço eu tinha dispensado a babá, passei em casa, peguei o Henry e o levei comigo para o Granny’s, a filial que tinha em Boston o qual a minha amiga Ruby e a sua avó eram donas.

— Que saudade Ruby.

— Pois é, alguém anda muito ocupada no novo escritório e anda sem tempo para visitar os amigos. — Disse quando entravamos no restaurante.

— Pior que eu realmente ando ocupada Ruby, daqui a pouco vai fazer um mês que voltei a trabalhar e já tenho tantos clientes. — Falei me sentando a mesa.

— Isso é porque você é boa no que faz. Vai querer o de sempre?

— Pode apostar.

— Quem você está representando no momento?

— Estou representando alguns holdings empresariais e uma mulher em um caso de divórcio, e acredite ou não, o que mais está me dando dor de cabeça é esse divórcio.

— A outra parte está dificultando as coisas?

— Com toda certeza. — Meu pedido havia chegado.

— Mas então Emma, o que é que está acontecendo?

— Como assim o que é que está acontecendo, Ruby?

— Emma, pelo o que eu vi você está cheia de trabalho, você não viria até aqui em um horário de almoço apertado e ainda por cima trazendo Henry se alguma coisa não estivesse acontecendo.

— Eu vim até aqui porque estava com fome e com saudades da minha amiga, e eu trouxe o Henry porque vive reclamando o que ver poucas vezes. — Fali dando uma de desentendida.

— Qual é Emma? Eu te conheço há anos e está estampado na sua cara que alguma coisa aconteceu, então desembucha.

— Eu acho que surgiu alguém, Ruby. — Falei suspirando.

— Oh minha nossa! Sério Emma? — Fiz que sim com a cabeça. — Que bom, afinal você passou tanto tempo sozinha sem se interessar por ninguém. Mas quem é a pessoa?

— É aí que estra o “x” da questão, Ruby, ela é uma cliente minha, logo, problema.

— Emma, não vai me dizer que é a do...

— Divórcio, isso mesmo. Onde que eu fui me enfiar Ruby?!

— Caramba Emma, me diz, como que alguém passa tanto tempo sozinha e quando se interessa por alguém é por uma pessoa que está mais enrolada que novelo de lã? Que sorte essa sua em amiga?!

— Eu tenho me feito a mesma pergunta.

— Quem ela é? Eu posso saber?

— Ela se chama Regina Mills, ela é professora aqui na universidade de Boston e é desenvolvedora de pesquisas no Hospital Central.

— Ela dá aula de que? É algo na área da biologia?

— Deve ser, ela é bióloga por formação.

— Bom Emma, devo dizer que você está apaixonada por uma das queridinhas do governo do estado de Massachusetts.

— Como assim, queridinha?

— Esqueci que nos últimos meses você esteve absorta no mundo materno. Há alguns meses Regina foi condecorada pôr o estado devido ao desenvolvimento de uma vacina.

— Quando foi isso?

— Quando você estava trocando integralmente as fraldas do Henry. — Olhei para Henry que estava brincando com um guardanapo no colo de Ruby.

Não era à toa que Regina as vezes parecia ser tão cheia de si e altiva, ela podia.

— Já que você sabe tanto sobre a minha própria cliente, me diga, você sabe alguma coisa sobre a ex companheira dela, ou não era pública essa relação homoafetiva?

— Era de conhecimento público sim, ou você acha que depois a Regina ficou mais conhecida e imprensa não iria cair em cima.

— De acordo com as minhas pesquisas ela é arquiteta e dona da Barcello’s Construcion.

— Isso mesmo, e é uma das empresas que mais conseguem licitações de obras públicas do estado.

— Eu sei.

— Então é a Marcela Barcello que está dificultando o divórcio?

— Exatamente.

— Então boa sorte, Emma, porque você vai precisar, em todos os sentidos.

— Obrigado Ruby, por me dizer o óbvio.

— Mas você já percebeu algum feedback da parte dela?

— As vezes trocamos alguns olhares, mas... Aquela mulher é louca, há momentos em que ela parece que vai virar o me escritório do avesso, mas aí ela vai mudando e chega a ser até uma pessoa amável. Até do Henry ela gosta, você acredita?

— E como que ela conheceu o Henry?

Expliquei para Ruby tudo que tinha acontecido no final de semana em Storybrooke.

— Emma, se isso não for o destino eu não sei o que é. Mas já aconteceu algo entre vocês ou ficaram só nesses olhares? — Diante da minha hesitação Ruby disse. — Fala logo Emma.

— Nós transamos no elevador. —Falei quase inaudivelmente.

— Wtf Emma! Eu imaginava que você fosse dizer que tinham se beijado, mas ter transado e ainda no elevador, você me superou.

— Mas isso não foi nada, pelo menos para ela.

— Como assim não foi nada? Vocês transaram dentro de um elevador! Eu vou lembrar isso a você pro resto da tua vida.

— Fala baixo, você quer que todo o restaurante ouça?!

— Ok, desculpa. Mas porque você falou isso? Ela te disse alguma coisa?

— É exatamente esse o problema, depois que aconteceu ela não falou mais nada, foi só... Só sexo, e você sabe que comigo as coisas não são assim, eu não funciono assim.

— Então vocês ainda não se falaram depois do que aconteceu?

— Não, e eu não sei com que cara eu vou olhar para Regina.

Regina

Estava analisando algumas amostras quando meu celular vibrou sobre a bancada, era uma mensagem da Emma. Imediatamente o meu pulso acelerou, eu sentia o meu coração ribombar na minha caixa torácica.

“A audiência foi marcada para daqui a duas semanas, esteja pronta. ” — Emma.

Notas finais
E que os jogos comecem.