Uma Chance para Duas

31 Capítulo 31


Notas iniciais
É a segunda vez que termino essa fanfic, e terminá-la hoje é tão difícil quanto foi a primeira. Quero agradecer a todas que acompanharam e que comentaram, e também queria pedir desculpas por não responder os comentários de vocês, essa é uma falha terrível minha, mas toda vez que eu recebia uma notificação de algum coment corria para ler, e nossa, muito obrigado mesmo por quem dedicava um pouquinho do seu tempo a isso, é muito importante para quem escreve. Essa foi a minha primeira fanfic, e eu tenho um carinho enorme por ela, mas eu vou deixar de enrolar porque eu sei que vocês querem saber como que Emma e Regina terminaram, não é?! Música para ser ouvida em todo o capítulo: Ed Sheeran - Photograph. Como de praxe e pela a última vez aqui, perdoem os erros que as vezes passam despercebidos. Nos vemos nas notas finais.

"Loving can hurt, loving can hurt sometimes (...) It is the only thing that makes us feel alive."

Um ano depois...

—Ele dormiu? —Emma que estava sentada na cama e encostada na cabeceira, perguntou sem tirar os olhos do livro que estava lendo.

—Dormiu, mas só depois de me contar tudo que fez na escola e de cantar três vezes, para ter certeza de que eu aprendi, a música nova que a professora ensinou hoje. — Regina falou tirando o hobby que estava vestida e se encostando na cabeceira assim como Emma.

—Eu estava pensando em uma coisa. —Emma disse baixando o livro.

—No que? —Regina perguntou enquanto colocava os óculos sobre o criado mudo.

—Eu só fiquei sabendo que você tinha sofrido um aborto porque eu fui a sua advogada, e na época tudo que eu fiquei sabendo foi que ele aconteceu devido a complicações, mas eu nunca soube que complicações foram essas.

—É nisso que você fica pensando enquanto está lendo... Hum... Deixa eu ver. —Falou virando a capa do livro que Emma estava lendo. —Enquanto está lendo sobre o Código Penal Estadual?

—Na verdade eu já estava pensando nisso há um tempo. Então...

—O meu útero tem uma imperfeição anatômica, ele possui uma deformação que é incorrigível e que o torna impróprio para uma gestação. Quando eu engravidei, eu só consegui levar a gestação até quatorze semanas, mais ou menos, porque a má formação impossibilitou que o meu útero pudesse crescer para alocar o bebê, e esse foi o motivo do aborto. Nossa, isso agora parece que foi em outra vida. —Ela falou suspirando

—Eu nem posso imaginar o quanto isso foi difícil para você.

—Está tudo bem, mas porque essa pergunta agora?

—Eu estou há dias pensando em como falar com você sobre isso, então só me escuta, ok?

—Ok!

—Às vezes, desde muito cedo nós temos sonhos, e erramos quando condicionamos eles a alguém, o meu era ser mãe, e esse e eu realizei com a chegada do Henry na minha vida, mas agora eu tenho outro sonho, e esse eu só posso realizar se eu tiver você do meu lado. —Regina ainda não entendia aonde Emma queria chegar com aquela conversa, mas ouvia atentamente. —Eu quero ser mãe novamente, quero ser mãe de um filho seu, Regina.

—Um filho m-meu? —Regina perguntou tropeçando nas palavras.

—É, eu conversei com a Zelena, eu sei que essa não é a área dela, mas ela me disse que...

—Para! Você está sugerindo que... está sugerindo que...

—Sim, eu estou! Suas células, seus óvulos são saudáveis e eu posso gestar o nosso filho, você entende disso melhor que eu. Quero dar um irmão para o Henry, não quero que ele seja sozinho como eu fui, já que os meus pais tiveram o Neal tarde. Quero que ele tenha com quem brincar, que aprenda a dividir e a ser companheiro, quero ser mãe de um filho seu.

—Eu não sei, e se não der certo? E se você também não conseguir? Eu não quero ver você sofrendo por causa disso.

—Eu, ou você?

—Emma...

—Nós somos a base uma da outra, lembra? Eu quero tentar, Regina, mas para isso, eu preciso de você, preciso do seu apoio, preciso de você ao meu lado. —Mas a nada disso Regina respondeu, apenas ficou em silêncio encarando o canto do quarto. Ao conversar anteriormente com Zelena, Emma tinha consigo toda a certeza de que Regina ficaria tão excitada com a ideia quanto ela, mas diante aquele silêncio, toda a esperança se esvaiu. —Mas se você me disser que não quer, tudo bem também, eu vou prometer não tocar mais no assunto. —Falou desanimada e visivelmente decepcionada.

—Durante tanto, tanto tempo eu quis um filho e eu não pude, e agora você quer me dar isso mesmo quando já me deu o Henry...Eu quero Emma, quero tentar, quero que tenha o nosso filho.

Um mês e meio depois...

Na casa dos Swan Mills, os finais de semana haviam se tornado sagrados, devido as intensas rotinas, eles haviam sido dedicados a família, e naquele final de semana, todos estavam aninhados na cama do casal enquanto assistiam a um filme escolhido por o Henry. Regina estava deitada com a cabeça no colo de Emma, enquanto ela mexia distraidamente em seus cabelos, e Henry estava deitado sobre um travesseiro de cabeça para baixo na cama.

—Mas que pezinho sujo, hein Henry! —Emma Falou quando o filme terminou e finalmente prestando atenção na cor dos pezinhos que estavam sobre a sua cama. —Agora que o filme acabou, tá na hora de ir tomar banho. —Mas o garoto nem se mexeu.

—Henry? —Regina chamou tocando o garoto, mas ainda assim ele não respondeu. —Dormiu.

—Dormiu sujo.

—Estou com tanta pena de acordar, deixa ele dormir assim, só hoje.

—Você está com preguiça de acordar ele e dar banho que eu sei.

—Talvez, só talvez.

—Regina? —Falou ainda mexendo nos cabelos de Regina.

—Que?

—A minha menstruação está atrasada.

—Atrasada? Atrasada quanto? —Regina perguntou se sentando rapidamente.

Depois da conversa que elas tiveram, pouco tempo depois foi feita a coleta dos óvulos de Regina e em consenso elas escolheram o doador, a fertilização in vitro foi feita e dois pré-embriões foram transferidos para se desenvolverem no útero de Emma, e agora elas esperavam para saber se o procedimento havia dado certo ou não.

—Agora, uma semana e meio, e como ela não é de atrasar, eu fiz um teste de farmácia no escritório.

—Emma! Nós tínhamos combinado de fazermos juntas.

—Eu sei amor, eu sei, me desculpa, mas é que agora nós temos algo muito maior para nos preocuparmos. —Emma falou séria.

—Nos preocupar com o que? O que aconteceu Emma?

—Nos preocuparmos com a possiblidade de serem múltiplos. —Emma falou pegando os dois testes de gravidez que estavam embaixo do travesseiro que ela estava encostada. —Deram positivos, Regina, os dois.

—Deram? —Regina falou pegando os testes das mãos de Emma. —Nós vamos ter um bebê? —Falou beijando a esposa.

—Vamos, vamos amor!

—Eu te amo, como eu te amo. — Falou beijando a esposa. —Olá bebê! —Regina falou se direcionando a barriga de Emma. —Aqui é a sua outra mãe, é, porque você tem duas, e você também tem um irmão mais velho, sabia? E ele vai ensinar muitas brincadeiras para você. —Emma assistia aquilo com olhos marejados, mas com uma felicidade crescente dentro de si, ela estava completa.

—Conta para ele que ele também tem tio que vai brincar com ele.

—Você ouviu isso, bebê? Mas gente para brincar com você, ah, e você também tem uma priminha, e tem uma tia que vai ser muito babona, e avós também. Todo mundo vai querer apertar você, mas se você correr para mim, eu vou te proteger. Eu sempre vou te proteger.

A novidade de que em breve chegaria um novo integrante na família animou a todos. Depois de saber que teria mais neto, Branca passou a ligar todos os dias para saber como Emma estava e como ia a gravidez, e Cora, passou a exigir assiduidade nos almoços em família, porém o mais animado de todos era Henry.

Durante a gestação de Emma, o garoto não falava em outra coisa que não fosse o seu irmão, sim, irmão, pois ele tinha toda certeza que ganharia um irmão. Contava sobre as brincadeiras que iriam brincar e sobre a músicas que iria ensinar a ele, e ao fim do dia antes de dormir, conversava com a barriga de Emma, e para o bebê, contava todo o seu dia.

A gravidez de Emma foi tranquila, o que não impediu Regina de zelar pela saúde da esposa e do bebê. Quando finalmente descobriram o sexo do bebê, o palpite de sorte tinha sido o do Henry, elas esperavam um menino.

Quando Emma começou a sentir as contrações, era Regina quem parecia estar em trabalho de parto diante do seu estado de nervos, a todo instante perguntava se ela estava bem, como iam as dores, e a obstetra, o porquê dela não trazer logo o filho dela ao mundo.

E em uma tarde ensolarada, atípica para aquele período do ano, diga-se de passagem, Emma trouxe ao mundo, de forma natural, Daniel Swan Mills.

Três anos depois...

O dia 4 de julho nos Estados Unidos é sempre um dia de animação, onde há desfiles dos militares e as pessoas vão aos parques com suas famílias para aproveitarem o dia, e Emma, Regina, as crianças e Lola fizeram o mesmo.

Elas estavam sentadas na toalha de piquenique vendo os meninos brincarem. Henry e Daniel brincavam jogando bola enquanto Lola, a cachorra da família, tentava brincar também, correndo atrás da bola ou pulando sobre os meninos. Daniel que era o menorzinho, sempre caia diante dos ataques de Lola.

—Emma, você ainda pensa naquele dia? — Regina perguntou mudando o clima daquela tarde que estava agradável. O assunto em questão, há muito tempo não era mencionado.

—As vezes, só as vezes eu vejo você correndo para cima dela e ouço o barulho de tiro ecoando. E você?

—Quando eu estou muito ansiosa ou estressada, eu sonho.

—Achei que os pesadelos tivessem parado.

—Eles também só acontecem as vezes, mas quando acontece, eu acordo com a sensação do sangue quente molhando a minha roupa.

—A minha mãe diz que não devemos falar sobre isso, ou sequer pensar. Mas não acho que seja tão fácil assim.

—Não é, mas aí eu olho para vocês e logo passa. —Falou direcionando o seu olhar para os meninos.

—O tempo tem passado tão depressa, olha só o tamanho do Daniel! Até ontem ele estava engatinhando, e agora está correndo por todo canto, inclusive onde não deve.

—E o Henry? Lembra de quando eu conheci ele? Ele adorava ficar mexendo no meu cabelo, e hoje praticamente não deixa eu chegar perto do dele, porque quer pentear sozinho.

—E agora nós também temos um cachorro.

—Que pensa ser gente.

—Quando eu morava sozinha com Henry, não passava pela minha cabeça nem ter um peixinho dourado.

—MAMÃE! —Gritou Daniel. Lola estava em cima dele o lambendo, enquanto Henry tentava a todo custo e em vão, tirar a cachorra de cima do irmão.

—AJUDA AQUI! —Henry gritou por socorro.

—Lola! —Regina tentou chamar a atenção da cachorra, porém de nada adiantou.

—Levanta logo que a Lola é tão obediente quanto os meninos. — Emma falou se levantando e puxando Regina.

Quando Regina se levantou e foi em socorro dos meninos junto de Emma, imediatamente Lola mudou o seu foco e praticamente à galopes, correu em direção a Regina, e se jogando sobre ela, conseguiu derrubá-la no gramado.

—Sai Lola! —Regina falou tentando se livrar das lambidas.

—Lambe a mamãe, Lola! —Daniel falou.

—Todo mundo pulando sobre a mamãe Regina agora! —Emma falou eufórica, e logo os meninos se jogaram sobre a mãe que já havia sido vencida pela mascote da família.

—Vocês vão me pagar! Eu vou pegar vocês! —Falou fingindo ressentimento, quando na verdade adorava aquela bagunça.

Quando os meninos e Lola deram uma brecha, Regina finalmente conseguiu se levantar.

—Vou te dar três segundos. —Regina falou para Emma, quando consegui ficar de pé.

—O que? Não!

—Um... — Regina começou a contagem, enquanto se aproximava perigosamente dela.

—Regina... —Emma falou começando a andar de costas.

—Dois...TRÊS. —Quando Regina terminou a contagem, Emma começou a correr pelo parque com Regina no seu encalço, seguido de Henry, Lola e Daniel.

Quando Regina alcançou Emma, as duas caíram na grama, com Regina sobre ela, junto das crianças e de Lola.

—Eu. Disse. Que. Você. Iria. Me. Pa-gar. — Regina falou enquanto fazia cócegas na esposa.

—Cosquinha na mamãe. —Henry disse se juntando a Regina nas cócegas. —Faz no pescoço dela, Daniel. — E o caçula foi fazer exatamente o que o mais velho mandou, dividindo o espaço com Lola, que lambia o rosto de Emma.

—Para, por favor! Eu não aguento mais. — Emma falou rindo e se contorcendo.

—Você ainda vai mandar a tropa me atacar? —Regina falou sentada sobre o abdômen de Emma.

—Não, juro que não.

—Recuar tropa! — Falou saindo de cima dela e pegando o Daniel.

—Tô com fome. — Disse Daniel, que estava suspenso no ar por Regina.

—Eu também! — Falou Henry, seguido de um latido de Lola.

—Me atacaram e agora querem comer da minha comida? —Emma falou.

—Não tem opção mamãe, ou da comida para gente ou a tropa ataca. —Henry falou.

—Ok pequeno soldado, então vamos voltar a nossa cesta. — Falou voltando para onde estavam sentados, com Regina fazendo o Daniel de aviãozinho, o Henry pulando para alcançar o irmão e a Lola saltitando na frente.

—Senhores passageiros, o avião Daniel vai pousar. — Regina falou sentando o garoto na toalha.

Todos se sentaram sobre a toalha de piquenique e ao redor dos lanches. Emma deu o lanche a todos, e enquanto comiam, pode observar cada um deles, cada um dos seus. Regina ajudava Daniel com o sanduíche, já que o pequeno não conseguia segurá-lo sozinho, e Henry, sorrateiramente alimentava Lola com o seu lanche, achando que ninguém o via.

À noite, para assistir a típica queima de fogos, todos se reuniram na casa da matriarca dos Mills, Cora, os pais de Emma junto com o seu irmão, também haviam viajado para passar a data comemorativa com eles.

Enquanto as crianças brincavam, os adultos conversavam sobre trivialidades, mas sempre alguém aparecia com o joelho ralado ou mostrando uma picada de formiga, mas para as famílias que possuem crianças, isso é rotineiro, e para aquela família em especial, essa era a sua maior riqueza.

Não demorou muito para que a queima de fogos começasse e enchesse o céu daquela noite já estrelada, com ainda mais cores. Quando os fogos começaram a explodir no céu, cada criança buscou seus pais para assisti-los. Neal foi em busca dos pais que conversavam com Cora, Eva pulou logo no colo de Hades que estava com Zelena, e Henry e Daniel foram para junto de suas mães.

Todos os anos a queima de fogos acontece, mas naquele ano, talvez por os meninos já estarem maiores e compreenderem um pouco mais as coisas, ou por alguma outra razão desconhecida, aquele momento possuía um significado maior do que se podia notar.

Regina pegou o Henry no colo e Emma pegou o Daniel, e juntos se afastaram um pouco, procurando um ponto em que os meninos pudessem ver melhor. Quando mais novo, devido aos estrondos, Henry possuía medo dos fogos, mas isso aconteceu só até ele perceber que junto do barulho, vinha sempre uma explosão de cores e formas, e que isso era muito maior que qualquer barulho. Daniel, ao contrário do irmão mais velho, nunca teve medo dos fogos, na sua percepção, as cores sempre anularam qualquer barulho.

Encantados, os garotos apontavam e sorriam para explosões de cores que resplandeciam no céu, e sempre que um formato novo aparecia, era recebido com gritinhos extasiados, que soavam como doces melodias para os ouvidos de Emma e Regina. Aquele era um momento que pertencia a eles e que só os cabiam.

Quando a queima sessou, eles continuaram ali, ainda extasiados e com os olhos se readaptando a falta de tanta luz.

—Cabô. — Disse Daniel levantando a mãozinha.

—Acabou. —Respondeu Henry ao irmão.

Mas naquele instante enquanto ainda olhavam para cima, uma estrela cadente passou rasgando a o céu.

—Olhem meninos, uma estrela cadente. —Regina falou a avistando e apontando.

—Façam um pedido. — Emma disse aos garotos, e independente de entenderem ou não, eles fecharam olhos.

Fazendo o mesmo que os meninos, Regina também fechou os seus, quando tornou a abri-los, aqueles olhos verdes que tão profundamente enxergavam, lhe fitavam.

—Você não vai fazer um pedido, Emma?

—Eu não preciso, vou economizar esse. Você desejou alguma coisa?

—Uhum.

—Eu posso saber o que foi?

—Se eu contar não vai se realizar.

—Mas nós somos uma tropa, e para a tropa, pode contar.

—Tá bom então. Eu desejei que nada mudasse, que continuássemos exatamente assim, com a nossa tropa sempre unida.

—E continuaremos, pois eu te amo, Regina, e sempre vou amar.

—Eu também amo você Emma, e amarei enquanto eu viver.

Fim.

Notas finais
Me deixem saber o que vocês acharam, se gostaram, se se decepcionaram... Apenas me deixem saber. Agora que terminei Uma Chance Para Duas, vou focar em Back to Home aqui, então se quiserem continuar me acompanhando, sabem onde me encontrar. A todos que acompanharam, meu muito obrigado, sou eternamente grata .
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!