Notas iniciais
Eu demorei de novo. Mas não vou pedir desculpas porque já tá chato isso hahahaha. Eu sempre demoro porque fico revisando e lendo a história novamente, isso me atrasa demais! Sem falar nas ideias que adoram aparecer bem em cima da hora pra complementar... AVISO 1: quem não gosta de cenas de amor/sexo, não leia a partir do SEGUNDO POV da Bella. AVISO 2: eu avisei. AVISO 3: a música que aparece nesse capítulo se chama I'll make love to you e é do Boyz II Men, mas eu não gostei muito da versão deles porque eu ouvi ela em um filme em que era cantada por uma garota, então estranhei bastante! Por fim, espero que gostem do capítulo e comentem muuuuuuuuuuuuuito!

[Capítulo 15]

— Edward?

— O que, linda?

— Faça amor comigo.

[Bella POV]

Edward ficou me encarando, talvez pensando no que eu tinha acabado de dizer. Eu ainda estava bem perto dele, seus braços ainda me envolviam.

— Bella, não quero que seja assim...

— Você nunca vai achar tudo bom o suficiente nunca. Se não for hoje, vai ser amanhã e se não acontecer em uma semana, nunca vou saber como é. Eu quero isso com você. Eu sei que é você, eu te amo. Não quero ficar há quatro mil quilômetros de você e imaginar como seria. Eu quero ter esse tipo de intimidade com você.

— E você acha que eu não? É o que eu mais quero Bella. Mas eu quero também que você não se arrependa e que curta isso, que seja uma memória boa. – ele segurou em meu rosto e olhou meus olhos com convicção. – além do mais, nós tivemos tantas emoções hoje, não quero que elas se confundam.

— Mas Edward...

— Calma amor. Hoje não, está bem? Prometo que será mais rápido do que imagina e do jeito que eu imagino para você. E então eu te darei todo o meu amor e nós vamos conseguir vencer qualquer situação. Apenas não hoje. Hoje eu só quero te abraçar, te sentir perto e fazer todas aquelas coisas que sempre fazemos pra não deixar que essa coisa de estarmos nos separando tome conta de mim, ok?

Beijei seu rosto todo, sentindo finalmente que eu não era a única que sofria e estava tentando ser forte. Ele estava sendo forte também, ele também terá que ser forte. Essa situação não é só minha. Percebi que, quando você ama alguém e resolve partilhar sua vida com ela, essa pessoa vai sorrir, chorar e sentir tudo o que você sentir. Edward era a prova disso e toda a minha pressa, vontade de me fundir a ele era em vão.

Como sempre ele estava certo. Agora não seria o momento certo e confundir os sentimentos e sensações de todo o dia poderia sim ser muito mais fácil do que me concentrar na situação que eu queria criar.

— Tudo bem. Talvez você precise de um bom banho para relaxar. – sorri. O dia não deveria ter sido fácil para ele também. – e enquanto isso farei algo para comermos, então nós vamos conversar sobre o dia.

— Você também precisa relaxar amor. Temos alguns passos para tomar antes que eu possa sugerir tomar banho com você, portanto, vá tomar banho no seu quarto e depois cozinhamos juntos. – ele selou nossos lábios e deu um tapinha em minha bunda.

— Edwaaaaard. – cantarolei. – você não está ajudando.

Ele ergueu seus braços com um sorriso travesso brincando em seus lábios.

— Movimentos involuntários, desculpa.

Revirei os olhos e fui para o meu quarto. Meus nervos logo aliviaram enquanto eu estava sob a agua.

[Edward POV]

Bella só poderia estar louca. Propor-me uma coisa daquelas, sério? Eu com toda a certeza do mundo atenderia sua vontade, se eu não estivesse extremamente desanimado com todos os acontecimentos.

Carma existe mesmo? Fiquei pensando enquanto tomava meu banho. Porque, se existe eu sou a prova disso. Minha vida sempre foi feita de destinos interligados e imprevisíveis. Meu pai morreu, Emmett apareceu, Carl apareceu. Minha banda, minha carreira e por fim, Bella. E como se eu não tivesse sofrido com todas essas mudanças e surpresas, ela tem que se mudar.

Mas apesar de tudo, eu me sentia agradecido por ter que ter lidado com todas aquelas situações, porque eu tinha aprendido a ser forte, a não mostrar o que eu estava sentindo verdadeiramente. Toda aquela história estava me matando. Eu não conseguia me imaginar longe daquela mulher por algumas horas, que dirá por quilômetros.

Ao pensar nisso, a agua não fez mais efeito em minha pele. Esse era um jogo de uma pessoa. Meu jogo. Eu não conseguiria me enganar, eu não poderia me enganar. Minha mãe sempre me disse que eu era a única pessoa que eu nunca conseguiria mentir “como você vai mentir para si mesmo, quando você se conhece melhor do que qualquer outra pessoa?”. Era uma meia verdade, porque eu nunca consegui esconder nada dela também.

Conclusão: precisaria passar o resto dos dias de Bella em Nova York com ela. E eu teria que falar com Carl sobre isso. E também com minha mãe. Depois eu estaria totalmente livre para Bella e então poderia dar o que eu e ela tanto ansiávamos.

— Edward, devo me preocupar por ter tomado banho mais rápido do que você? – Bella falou batendo na porta do banheiro. Eu ri.

— Estou vivo amor. Já vou.

— Vou começar nossa janta, não quero morrer de fome. – ouvi-a rir do outro lado e aquilo me deixou mais do que bem.

Desliguei o chuveiro e me sequei, depois saí para o meu quarto e ela já tinha ido para a cozinha. Liguei para o meu padrasto.

— Edward? Há algo errado?

— Sim. Talvez não. Carl, preciso falar com você, mas não dá pra ser por telefone, minha mãe precisa estar junto. Que hora você tem amanhã?

— A primeira hora da tarde filho. É algo muito sério?

— Para mim, sim. Mas nos falamos amanhã, tudo bem ?

— Certo. Fale para Bella que mandei lembranças.

— Sim, não esqueça de falar com a mamãe.

Desliguei o telefone quando ouvi sua confirmação e vesti um calção e uma camiseta de basquete, indo para a cozinha apenas para ver Bella dançando ao som de uma música que saía de algum canal de músicas vindo da televisão.

— Temos que sair para dançar. Nada de eventos de inauguração ou coisas assim. – falei, chegando mais perto e colocando minhas mãos em seus quadris.

— Com certeza. Apesar de termos pouco tempo, gostaria de gastar todas as minhas energias com você. – ela disse inclinando sua cabeça para trás para deita-la sobre meu ombro.

— Isso me dá sugestões, Srta. Swan.

— Creio que metade de minhas energias seriam aplicadas ao que está pensando, Cullen.

— Já eu acho que para a sua integridade e pra você manter o que pensa sobre mim intacto, você deve parar de brincar comigo, Isabella. – sussurrei em seu ouvido. Ela tremeu em meus braços e eu me afastei rindo. – você não deve brincar com fogo se tem medo de se queimar.

— Não é como se eu pudesse fugir das chamas.

Eu sorri para ela e me afastei.

— O que você está pensando em fazer?

— Pra falar bem a verdade, nada. Não tem nada que preste na sua geladeira. Eu fiz uma nota mental de limpar ela e comprar comida, mas esqueci completamente. O que você sugere?

— Merda! – protestei. – adoraria cozinhar com você. Tem algo que soa sexy nisso... – Bella corou quando falei e eu arqueei uma sobrancelha. Minutos atrás me queria nu em uma cama com ela, agora tinha vergonha de palavras. Inacreditável. – o que você acha de irmos ao supermercado? Aí compramos coisas para podermos ficar trancados aqui até você ter que se mudar. Assim não morreremos de fome, nem precisaremos sair.

— Ok. Só me deixe trocar de roupa.

— Não! – protestei. – vá assim mesmo. Porque nunca usou roupas de ginastica? Nem sabia que as tinha.

Ela olhou pra suas roupas e riu. Bella estava de short preto apertado que mostrava muito bem suas curvas e uma regata branca. Em seus pés, chinelos de dedo e seu cabelo estava preso em um coque.

— Não sairei na rua desse jeito! O que deu em você hoje? Imagina o que vão falar de mim!

— Jura Bella? Você se importa tanto assim com o que os outros pensam? Achei que minha opinião valesse mais. – fiz um bico e ela revirou os olhos.

— Você está bonito assim, eu estou horrível assim. Nem sempre podemos confiar na opinião de namorados babões. É preciso ter bom senso.

— Justamente porque você me chamou assim nós vamos sair agora mesmo.

Bella me olhou incrédula, mas quando viu que eu estava falando sério quis correr. E eu a peguei. Então a arrastei até a porta e peguei minha carteira que estava sobre a mesa da entrada, depois as chaves e fechei o apartamento. Tudo sobre seus protestos e chutes que foram parando à medida que ela ria mais.

No fim nós dois ficamos rindo alguns minutos dentro do carro de nossas brincadeiras. Eu sentiria falta daquilo, das discussões bobas e provocações. Da implicância e do amor implícito em cada gesto, que eu sentia mesmo quando nós ainda não tínhamos verbalizado.

— Ok então nós vamos sair combinando novamente? E roupas feias, ainda por cima. – Bella disse ainda com um grande sorriso no rosto.

— Não fale mal da minha camisa dos Bulls. Não torço pra eles de verdade, mas ela é legal e confortável. E esse é meu calção da sorte, Bella. Tinha passado o dia com ele antes de me vestir e ir pro pub onde te conheci. Não usei mais e olha o que aconteceu: as coisas deram certo, mas não do jeito que eu gostaria.

Ela ficou me olhando, procurando algum sinal de mentira, mas quando viu que era verdade voltou a explodir em risadas, o que me fez sentir constrangido. Realmente eu não precisava ter falado tudo aquilo.

— Ai Edward, você não existe. Espero que ainda saiba que é proibido dirigir de chinelos...

A única coisa que eu poderia fazer para revidar, de um modo adulto, era revirar os olhos e tirar meus chinelos, enquanto ligava o carro finalmente e ia até o supermercado mais próximo.

Não me lembrava de ter me divertido tanto fazendo compras domésticas. Em todos os corredores nós pegamos pelo menos três coisas, mesmo que não fosse extremamente necessário, só para o caso de precisar. Toda aquela coisa de mudança e nossa tentativa de esquecer prazos e problemas por alguns instantes nos fez aproveitar cada momento do resto do dia.

Nós saímos do mercado cheios de sacolas e vários paparazzi nos cercaram. Tentei pegar o máximo de sacolas possíveis do carrinho para jogar no porta malas do carro e fugir daqueles flashes incômodos, mas não deu muito certo quando a sacola que tinha produtos de limpeza rasgou e as coisas que nela estavam caíram no chão. Bella que estava dentro do carro se escondendo como eu tinha mandado ficou assistindo virada no banco e fez menção de sair do carro quando um dos paparazzi me ajudou. Era o mesmo que tinha nos dado a informação de onde estava Alice há dias. Eu agradeci sua ajuda e lhe dei algum dinheiro, ele aceitou com um aceno e tirou o carrinho vazio do caminho, então eu fechei o porta malas e entrei no carro.

Aquilo me fez pensar que naquela indústria tinham coisas positivas até mesmo dentro de situações negativas. E que por mais que alguns paparazzi tinham o poder de me atormentar, ainda tinham aqueles com quem eu podia contar, mesmo que não totalmente.

Ao chegar em casa Bella e eu guardamos as compras e cozinhamos juntos, como se estivéssemos dançando em sincronia. Nós jantamos, bebemos vinho e nos sentamos no sofá abraçados para assistir ao E! News, que tinha começado dizendo coisas sobre nós. No meio do programa, Giuliana Rancic apresentou a matéria “Casal Fofura”, que era sobre eu e Bella. Lá, eles mencionaram nossas roupas combinando no estilo, algumas vezes que saímos, nós falando com o paparazzi que nos ajudou, até mesmo nós dois no mercado. Bella me cutucou na parte que falaram das roupas, dizendo o clássico “eu te avisei” e eu apenas ri. O que restou do dia depois daquilo foi ignorado por nosso sono. Nós fomos deitar cedo, mas dormimos tarde, cada um pensando e repassando o dia em suas mentes.

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No dia seguinte, me separar dela para ir conversar com meu padrasto e minha mãe foi mais difícil do que receber a notícia. Bella fez um bico enorme e seus olhos se encheram de lágrimas, o que me fez quase desistir da ideia, se ela não fosse por uma boa causa.

Eu cheguei em frente ao prédio de meu padrasto, onde ele achou melhor que nós conversássemos e subi até seu andar apreensivo. Minha mãe abriu a porta segundos depois de eu tocar a campainha.

— Edward! Estava com saudades já. – ela apertou meus braços e depois me abraçou, eu a envolvi em meus braços e beijei o topo de sua cabeça. – entre querido. Já almoçou? Eu estava guardando a louça, se quiser pode fazer um prato de comida para você antes de conversarmos.

— Não mãe, obrigado... Eu realmente gostaria de conversar apenas.

Sentei-me no sofá da sala e vi Carl vindo do corredor de seu escritório.

— Chegou na hora, Edward! Isso significa que o assunto é sério. – ele sorriu e me cumprimentou. – como você está?

— Estou bem... E nervoso para ter esta conversa.

— Talvez precisemos de chá, Esme. – Carl olhou para minha mãe que assentiu.

— Já volto meus queridos, podem começar a conversa.

Minha mãe saiu para fazer o tal chá, que eu não entendi porque já que estava calor.

— Achei que seria melhor você falar comigo primeiro. E um chá sempre faz bem, no verão ou no inverno.

Não falei nada, apenas continuei a mexer minhas pernas descontroladamente. Ele compreendeu que eu não estava muito interessado no assunto.

— Bem, o que o traz aqui?

— É difícil falar sobre isso, então quando Esme voltar eu explico... Só queria pedir a você umas duas semanas livres a partir de agora, antes da turnê. Sei que ainda temos muita coisa para acertar do álbum e tudo o mais, mas não pediria se não fosse realmente necessário.

— Edward, é complicado fazer isso. É o processo de fechamento, temos que fazer os retoques finais e talvez seja preciso que você grave em qualquer hora.

— Sim, eu sei... Mas eu pensei que talvez eu pudesse gravar isso em alguma outra hora, são poucos os retoques, não é?

— Não podemos adiar o lançamento do CD agora que já fomos em rede nacional. Ele saíra na data que tiver que sair por aqui, em outros territórios ele pode demorar um pouco mais, então se dependesse apenas dos outros lançamentos, poderia adiar uma semana no máximo. Porem você deve lembrar-se da conversa que tivemos há alguns anos, não é?

— Aquela história de profissionalismo?

— Sim. Eu disse que essa carreira você tem que trabalhar duro, você trabalha mais do que tem férias em anos. Tivemos uma longa turnê, agora estamos no final da gravação de um álbum e vamos entrar em turnê novamente. Eu sei que é cansativo, mas não é assim que funciona. Além do que vocês são uma banda, é um por todos e todos por um, senão, não funciona.

Eu suspirei, ele estava certo. Eu me propus a algo e teria que ir até o fim com aquilo. Mas ainda assim, eu precisava daquele tempo com Bella, principalmente porque nós não íamos mais nos ver em alguns meses e muitas coisas ainda estavam para acontecer.

— Voltei. – minha mãe entrou na sala com uma bandeja com xicaras, um bule e açúcar. Ela colocou tudo na mesa de centro e sentou ao lado de Carl. – qual é o assunto mesmo?

— Depois Carl te fala do inicio, mas agora vou pra razão disso. – servi chá para mim e fiquei segurando a xicara. Tentei não derramar nada já que minhas pernas continuaram a tremer. Tomei um gole e senti a bebida descer por minha garganta, queimando. Fiz careta e suspirei. – Bella vai se mudar para Los Angeles.

— Bem então teremos um problema. – Carl falou. – o que faremos? Pra todos os efeitos ela é sua namorada.

Dei um sorriso seco, ele não entendia. Mas ao olhar pra minha mãe eu soube que ela sim tinha entendido.

— Carl! Eu já tinha percebido antes que não era apenas algo de mentira. Edward gosta dessa garota e ela gosta dele. – ela explicou.

Carl me analisou finalmente compreendendo.

— Oh!

— Eu disse ontem que a amava, na hora em que fui dar o pagamento dela e ela não aceitou. Ela disse que me ama também. Então ela foi para a reunião dela e eu cumpri meus compromissos, quando cheguei em casa ela estava no quarto e me contou.

— Por isso você queria as semanas? – Carl perguntou apertando a ponte de seu nariz.

— Sim. Ela ficará uma semana aqui, no máximo duas e depois eu entro em turnê. Tenho certeza que não vamos ter tempo de ficar na internet depois disso e preciso, eu sinto que tenho que ficar perto dela a todo o momento. Quero só aproveitar.

— Certo Edward, mas ela não pode estar na frente de seu trabalho. – ele lembrou.

— Eu amo ela. Fico alguns minutos longe e sinto como se algo me faltasse. Realizei meus sonhos e quero que ela realize os dela, respeito muito isso. Sei que se fosse preciso ela abriria mão de tudo por mim e sei que eu faria o mesmo por ela. Acontece que ela tem que fazer coisas antigas para abrir espaço para coisas novas.

— Tá, e você quer duas semanas... Se ela tiver que ir em uma semana, o que você fará?

— Vou ir com ela, ajuda-la lá na Califórnia. Passaremos um tempo juntos a mais e então eu volto para a turnê.

Carl olhou para a minha mãe. E eu olhei para ela também. Ela tinha aquele típico olhar de pena. Não era realmente o que eu precisava, mas talvez me ajudasse a chegar lá.

— Querido, me deixe conversar com Edward, está bem? Vá ver o que você pode fazer sobre isso. – minha mãe falou calmamente, com a mão direita sobre o joelho dele e ele assentiu.

— Eu vou consultar a agenda de vocês para as próximas semanas e vou tentar encaixar isso, talvez mudar algumas coisas... Ver se seus colegas concordam, enfim. Só espere aí, ok?

Assenti e ele saiu, pegando o celular.

— Você está realmente bem com essa situação, Edward? – minha mãe adotou a postura de psicóloga, tentando me enxergar por dentro.

— De verdade? É uma das coisas mais difíceis que já me aconteceram. Eu não sei como vai ser no futuro e isso me assusta mais do que a ideia de amar ela e ela ter que ir.

— Mas você já tinha aceitado essa coisa de se separar antes, não é?

— Sim... Eu sabia que de um jeito ou de outro nós iriamos para lados diferentes. Eu por causa da turnê e ela por ter que ficar aqui enquanto isso, mas é que foi tudo tão de repente, sabe? Eu estava naquela bolha nossa e então, veio alguém e a alfinetou, fazendo com que a realidade invadisse nosso espaço.

— Filho, esse processo é muito doloroso e pode ser definitivo para um casal que não se conhece direito. Você e ela acabaram completar um mês, mas têm um laço muito forte desde que eu vi vocês dois e analisando vocês formavam um ótimo casal. Tem pessoas que tem esse negócio, alguns que se conheciam, pararam de se falar por anos e depois, tudo ainda continuava normal. O grande problema de vocês é que coisas vão mudar enquanto estiverem separados: ela vai começar uma carreira, conhecer um lugar novo e pessoas novas. Você vai para outra turnê e fará todas essas coisas como costumava fazer, mas sentindo esse vazio que diz sentir quando ela não está. Aí coisas aparecerão na internet e em jornais sobre ela e você vai ficar com ciúmes e tudo o mais... Eu te conheço e conheço a mente das pessoas.

— Onde você quer chegar com isso?

— Vocês têm que ter confiança um no outro e manter contato pelo menos uma vez por semana pra tudo encaixar.

— E se não der certo?

— Pelo menos você tentou.

— É o que dizem, mas a execução vai ser tão fácil assim?

— Não sei filho, nós não podemos prever o futuro.

— Eu quase consigo vê-lo e ele é ao lado de Bella.

— Então você tem certeza sobre esse relacionamento e sobre seus sentimentos por ela...

— Nunca estive tão certo de algo como estou certo disso, mãe. Em tão pouco tempo temos uma relação tão boa. Ela me faz bem, me faz feliz e estar com ela é maravilhoso. Eu vou fazer com que as coisas não mudem muito pra nós, a medida do possível, espero que dê certo.

— Vai dar querido. Minha intuição diz e pelo que conheço dela e de você, os dois não irão desistir. E se isso acontecer, tudo vai voltar ao normal quando se encontrarem novamente. Só não perca as esperanças.

— Obrigado, eu não irei desistir.

— É assim que se fala. – ela levantou-se de seu assento e veio me abraçar. Nós ficamos abraçados, cada um pensando em seus problemas, até que Carl apareceu.

— Boas notícias. Você pode terminar a gravação na ultima semana antes de viajar, são poucas coisas que restam. Os outros também querem tirar uma semana talvez antes de ir viajar, você não chegou a contar pra eles sobre a Bella, não é?

— Não.

— Não importa, eu já contei. Depois vocês conversam. Talvez se você conseguir gravar amanhã as partes restantes... Aí terá duas semanas livres e sem preocupação. Não sugiro hoje porque era o dia livre e ia emendar com o final de semana já que vocês não teriam mais folga, mas tudo bem.

— Bom, vou falar com a Bella. Ela pode ir junto ao estúdio?

— Claro. Se isso fizer com que você queira ir lá...

— Certo. Vou voltar para casa agora.

— Tudo bem querido, se cuide. – minha mãe veio me abraçar apertado e beijou meu rosto. – eu te amo, mande beijos para Bella e convide-a para vir jantar ou almoçar no domingo, ok? Vou chamar os outros, precisamos todos passar um tempo com ela enquanto podemos.

Eu sorri e assenti. Adorava o fato de que minha mãe gostasse de Bella, mesmo que elas não tivessem passado muito tempo juntas.

— Direi mãe, ligo para avisar a hora que viremos ok?!

— Ok filho.

— Tchau Edward, pense sobre amanhã. Talvez domingo se você vir almoçar, podemos gravar à tarde. Bella pode passar um tempo com Esme e tudo o mais.

— Vou pensar Carl, até mais.

— Até Edward.

Minha mãe me acompanhou até a porta e com um beijo em sua bochecha saí do apartamento deles. Quando pisei na rua lembrei-me do que tinha prometido para Bella, já eram quase duas horas. Eu precisava que ela saísse de casa enquanto eu arrumava a sua surpresa, então liguei para Rose, porque ela provavelmente saberia das coisas já que Bella passou a tarde com ela no dia anterior.

No terceiro toque ela atendeu.

— Eddie! Quem você quer salvar de ser crucificado?

— Jura Rose? A última pessoa que eu ia ligar pra isso é você, nem na igreja você vai.

Ouvi-a bufar e sorri.

— Enfim, o que você quer?

— Eu sei que você esteve com a Bella ontem, também sei que vocês devem ter conversado coisas sobre nossa intimidade...

— Sim, e aí, rolou?

— Não, por isso preciso de sua ajuda.

— Olha Edward, eu nunca toparia um ménage a trois, ainda mais quando Bella continua virgem. Nem Emmett nunca deixaria. Talvez com ele participando a situação mude, mas não posso negar que é algo muito embaraçoso...

— Rose! Não tô falando sobre isso, credo! De jeito nenhum ia querer ver os documentos do seu namorado, nem mesmo proporia algo como isto. Que mente mais pervertida, hein?

— Ok, ok. Estava achando estranho mesmo você propor algo assim. Mas se não é isso, no que posso ajudar então?

— Eu preciso que você tire a Bella de casa por pelo menos uma hora. Melhor: te direi quando estiver tudo pronto e você traz ela. Seu papel é bem simples: tirá-la de casa, manter ela afastada de lá e depois trazê-la quando eu pedir.

— Hum... Posso saber por quê?

Revirei os olhos. Mulheres são muito curiosas mesmo.

— É uma surpresa pra ela. Depois que acontecer você pergunta a ela o que era.

— Certo. O que eu digo a ela que podemos fazer?

— Não sei, invente. Até mais. Mandarei uma mensagem de texto quando estiver tudo pronto.

— Ok Eddie, até.

Não sabia se ela tiraria Bella de casa a tempo, então demorei um pouco na rua. Fui a uma grande loja que tinha de tudo e andei pelos corredores à procura de coisas que poderiam ser úteis: comprei velas, flores artificiais, alguns vasos que eu não tinha em casa para colocar as flores, comprei também um negócio de pingar nas velas com cheiro de morango que me lembrava muito ela. Saí com as sacolas e passei em uma floricultura, pesquisei por algo significante, sabia que Bella não gostava muito de flores, mas mesmo assim as flores seriam significativas agora. Acabei escolhendo lírios amarelos, pois eram os mais bonitos e com o significado mais legal.

Quando cheguei a minha casa, ela não estava. Dei um suspiro de alívio, peguei o meu celular que estava no silencioso e vi uma mensagem dela.

Rose passou para me pegar... Queria ter ficado te esperando, mas ela não deu opção. Até mais tarde.

Amor, Bella xx

Eu sorri e comecei a arrumar o apartamento. Comprei velas suficientes para fazer o caminho da porta do apartamento à porta do meu quarto. Distribuí-as pelo caminho todo, depois coloquei os vasos no lugar e coloquei as flores artificiais, então deixei os lírios sobre a mesinha de entrada.

Corri para o meu computador e procurei por alguma música que tivesse uma letra significante para nós, boa para o momento. Achei a música perfeita, mas eu queria fazer algo mais especial. Fui até meu armário e abri o compartimento onde ficava meu violão, ouvi a música umas três vezes e então peguei o tom e o ritmo, mais três vezes e conseguia tocá-la com perfeição.

Procurei no meu celular pelo gravador e o depositei em um lugar estratégico. Dei o play e comecei a tocar e cantar a música de olhos fechados. Bella com toda a certeza gostaria mais daquilo do que das flores. Gravei a mesma música umas cinco vezes, até achar que estava perfeita e então coloquei no computador para ouvir melhor. Realmente eu tinha feito um bom trabalho. Sorri e fui até a sala, avisei à Rose que ela poderia vir com Bella e pedi que me desse um toque quando ela estivesse na portaria.

Posicionei meu celular no suporte com as caixas de som e selecionei a música, fazendo uma lista de reprodução apenas com ela. Mesmo que nós dois não ficássemos ali na sala, nada podia dar errado.

Voltei para o quarto e guardei as coisas com cuidado, depois dei uma ajeitada na cama e voltei para a sala para acender todas as velas, uma a uma. Quando faltavam cinco, meu celular tocou e parou. Ela tinha chegado. Acendi as velas restantes e peguei os lírios, fui para o lado do suporte e fiquei em silêncio. Ouvi passos no corredor e a chave sendo colocada na porta, ela girou uma vez e enquanto a porta abria eu dava o play na música.

Close your eyes, make a wish

And blow out the candlelight

For tonight is just your night

We're gonna celebrate, all thru the night

Pour the wine, light the fire

Girl your wish is my command

I submit to your demands

I will do anything, girl you need only ask

(Feche os olhos, faça um pedido

E apague as velas

Para que esta noite seja sua noite

Vamos celebrar, a noite toda

Ponha o vinho, acenda a lareira

Garota seu pedido é uma ordem

Eu me submeto aos teus caprichos

Farei tudo, garota você só precisa pedir)

Ela que estava de cabeça abaixada, olhou para cima, para mim e depois para o chão. Ela ficou paralisada, escutando a música e sorriu ao perceber o que aquilo significava. Meu sorriso foi um reflexo do dela. Não tirei minhas mãos com os lírios das costas enquanto ela não se mexeu.

I'll make love to you

Like you want me to

And I'll hold you tight

Baby all through the night

I'll make love to you

When you want me to

And I will not let go

Till you tell me to

(Farei amor com você

Como você quiser

E te abraçarei forte

Baby, a noite toda

Farei amor com você

Quando você quiser

E não te deixarei ir

Até você me dizer)

No começo do refrão eu fui até ela e me abaixei, ficando de joelhos, só então mostrei os lírios. Ela pegou as flores e as cheirou, um sorriso ainda maior apareceu em seu rosto.

Girl relax, let's go slow

I ain't got nowhere to go

I'm just gonna concentrate on you

Girl are you ready, it's gonna be a long night

Throw your clothes on the floor

I'm gonna take my clothes off too

I made plans to be with you

Girl whatever you ask me you know I'll do

(Garota relaxa, vamos devagar

Não irei a lugar nenhum

Vou me concentrar em você

Garota, você está pronta? Será uma noite longa

Jogue suas roupas no chão

Tirarei minhas roupas também

Fiz planos para estar com você

Garota, o que você pedir você sabe que farei)

Bella atirou sua bolsa no sofá e, ainda segurando as flores, envolveu os braços por meu pescoço. Eu levantei e envolvi sua cintura. Suas mãos se moveram até meu rosto e ela fixou seu olhar em mim.

— Não acredito que você fez tudo isso, você não existe amor. Eu te amo. – selei nossos lábios e a encarei.

— Eu disse que tinha que ser perfeito, especial. Não poderia simplesmente negar algo a você, ainda mais quando você pediu com tanto carinho.

Ela sorriu e me beijou. Nossos lábios juntos, o gosto de morango que vinha de sua língua, o cheiro de morango que tinha na sala, tudo parecia girar em torno dela. E era assim que deveria ser, porque ela era a mulher mais incrível que eu conhecia. Ela nos separou e eu a coloquei no chão, ela colocou os lírios sobre a mesa em que estavam anteriormente.

— Rose ajudou você, não é?

— Sim. Pedi que ela te tirasse de casa... A decoração ficou boa?

— Apesar de eu não ser muito fã de flores, eu adorei. – ela sorriu.

— Pensei que você poderia pelo menos gostar do significado dos lírios amarelos...

— E o que eles significam?

— O que você significa pra mim. Amor eterno e pureza.

[Bella POV]

— O que você significa pra mim. Amor eterno e pureza.

Olhei para as flores sobre a mesa e sorri, depois voltei minha atenção a ele. Ele estava fazendo com que tudo aquilo fosse perfeito, e eu estava amando que ele teve todo aquele trabalho para criar o ambiente perfeito.

Nunca tinha ouvido aquela música que tocava, mas conseguia reconhecer a voz suave e profunda de Edward, o seu jeito de cantar era inconfundível.

Baby tonight is your night

And I will do you right

Just make your wish

Anything that you ask

I will give you the love of your life

(Baby, esta noite é sua

E farei tudo certo

Só faça seu pedido

Qualquer coisa que você pedir

Darei o amor de toda a sua vida)

Deixei a imobilidade para me atirar em seus braços e beijá-lo com paixão. Talvez eu não tivesse tanto despudor como tive ontem no calor do momento para dizer que o queria, mas eu mostraria a ele.

Esfreguei meu corpo ao dele e pulei em seu colo, enlaçando minhas pernas em sua cintura. Edward me segurou pela bunda e nos conduziu até seu quarto. A música na sala voltou a tocar do começo e eu sentia como se finalmente tudo estivesse no lugar. Por toda a casa era possível sentir o aroma de morangos e a quentura que as velas que ele espalhou proporcionavam.

Ele quebrou nosso beijo assim que me deitou na cama e eu pude olhar para os lados: ali também haviam velas e as cortinas estavam bem fechadas para impedir que a luz do dia invadisse nossa privacidade.

— Close your eyes, make a wish. Tonight is just your night, girl your wish is my command. I'm just gonna concentrate on you, girl are you ready? It's gonna be a long night. Throw your clothes on the floor, I'm gonna take my clothes off too*. – ele recitou as palavras da música, me fazendo sorrir.

(*Feche os olhos, faça um pedido. Esta noite é apenas sua, garota seu desejo é uma ordem. Eu vou apenas me concentrar em você, garota você está pronta? Será uma noite longa. Atire suas roupas no chão, eu vou tirar as minhas também.)

Fiquei de joelhos sobre a cama e comecei a tirar minhas roupas lentamente sob o olhar atento dele. Tirei minha blusa e desabotoei minha calça, depois soltei meus cabelos e o chamei. Suas mãos grandes se moveram por meu tronco nu enquanto seus lábios beijavam meu pescoço e iam até o vale entre meus seios. Minhas mãos dispararam para seus cabelos, os bagunçando mais enquanto gemidos baixos saiam de minha boca. Edward soltou meu sutiã e o tirou depois se inclinou vagarosamente sobre mim, até que eu caí deitada com os cabelos espalhados pelo travesseiro.

Os lábios dele davam leves chupadas em minha pele e depois sopravam, até ele atingir o ponto de meus mamilos e revezá-los entre suas mãos, dentes e lábios. Eu senti minha pele arrepiar e pegar fogo, era como se um vento tivesse passado por meu corpo, fazendo com que a chama que começava lá embaixo subisse ao longo dele.

Edward desceu seus beijos pelo meu corpo até chegar em minha calça. Ele desabotoou-a e puxou pelas minhas pernas. Seus olhos depois me analisaram ali, com apenas aquela única peça faltando ser tirada de meu corpo. Nós já tinhamos feito algo como aquilo, então não era tão desconhecido, mas ainda assim eu estava nervosa. Suas mãos me alisaram por cima da calcinha de renda e ele ofegou ao sentir que eu estava completamente molhada. Agora que eu sabia reconhecer todas as minhas sensações, podia sentir minha umidade, algo quase escorrendo por minha calcinha e algo pulsando lá embaixo, como se meu coração tivesse trocado de lugar.

— Como pode ficar tão molhada? Ainda lembro-me da outra vez... – disse agora esfregando os dedos sobre meu musculo pulsante.

— Você me deixa assim, isso só acontece quando estamos juntos dessa maneira, é uma sensação tão boa... – falei entre respirações.

— Deus! – seus olhos antes claros tinham uma sombra, que eu reconheci como os mesmos da outra vez que estivemos juntos. Talvez se eu me olhasse no espelho meu olhar ficaria semelhante ao dele. Ele puxou minha calcinha e eu levantei meu quadril que foi em direção ao seu rosto, ele não demorou até mergulhar seu rosto entre minhas pernas e chupar e lamber meus pontos mais sensíveis, como havia feito da outra vez, sem deixar nada a desejar.

Eu me contorcia sob ele e empurrei meus quadris contra seu rosto, tentando de todos os jeitos me aliviar, dessa vez Edward não reclamou: pelo contrário, ele mergulhou sua língua dentro de minha intimidade e aquilo me fez gemer alto. Sua língua fazia círculos, entrava e saía, me deixava só para depois chupar meu clitóris e refazer todo o processo.

Quando a mão dele subiu e seu dedão começou a pressionar meu clitóris enquanto sua língua ainda trabalhava eu quase fiquei louca. Apertava meus seios, rebolava sem pudor nenhum em seu rosto e mordia os lábios para evitar gemer alto o suficiente para acordar os vizinhos, o que eu com certeza teria potencial para fazer. Senti meu sexo se contraindo, um formigamento em meu baixo ventre e algo que fez com que minha mente esquecesse de qualquer coisa, que quase me fez desfalecer. Meu segundo orgasmo e em nenhuma das vezes Edward estava pelado.

Ele me lambeu mais algumas vezes e meus sentidos voltaram quando vi seu sorriso.

— Seu gosto é tão bom. Você cheira tão bem... E é tão apertada, Bella! Estava apertando minha língua, quero sentir como é estar dentro de você de verdade, céus!

Gemi alto e joguei minha cabeça pra trás, Edward parecia mudar completamente quando estava excitado. O jeito de falar, os olhos, aquela coisa sedutora.

— Edward... Eu-eu quero te retribuir. – falei de uma só vez. Ele arqueou sua sobrancelha, tentando entender.

Sentei vagarosamente na cama e tirei sua camisa. Ao contrário do que dizia a música, ele não tinha tirado suas roupas também. Minhas mãos passaram por seu peito nu e usei minhas unhas para arranhar todo o seu tronco. Edward ficou arrepiado. Minhas mãos desceram até seu calção de time e eu o abaixei, sua ereção apontou pra mim na hora. Ofeguei com aquele movimento inesperado.

— Ham, desculpe. Nunca uso cueca com esse tipo de calção.

Vi seu rosto corado e percebi que eu não era a única que se sentia diferente na situação presente. Então tomei uma longa respiração e não mais pensei. Agarrei seu membro duro e grosso com minha mão e comecei a masturba-lo. Quando ele saiu do apartamento e eu estava sozinha, procurei formas de fazê-lo sentir prazer e era exatamente o que eu estava tentando fazer.

O quadril de Edward veio em minha direção quando a cabeça dele foi para traze o ouvi gemer, aquilo fez com que eu sentisse certa satisfação, então aumentei o ritmo de minha mão, o apertando. Olhei para o seu membro em minha frente e senti uma imensa vontade de coloca-lo na boca, como era recomendado no site que visitei. Olhei para cima mesmo que Edward não estivesse me olhando e então abocanhei seu mesmo. Na hora seus olhos desceram para mim, arregalados. Eu sorri e comecei a chupá-lo e estimulá-lo com a mão. Meus dentes sem querer arranharam sua ereção de leve e ele gemeu mais alto.

— Oh! Onde você aprendeu isso, hein? – ele sorriu e aquilo me deixou feliz. Dar prazer ao meu homem era tudo o que eu mais queria.

Circulei minha língua ao redor de sua cabeça, só então sentindo o gosto que aquilo tinha. Não era ruim e eu não sentia nojo, afinal era Edward ali e eu o amava.

Ele segurou meus cabelos e moveu seu quadril em direção ao meu rosto, com aquilo senti necessidade de relaxar minha garganta e o fiz, se não com toda a certeza iria engasgar. Edward fez aquilo mais duas vezes e, ao contrário de mim não controlou os gemidos, então se retirou de minha boca.

— Deite-se amor, não quero gozar nessa sua boca linda. Não agora.

Fiz o que ele pediu e ele continuou se estimulando com a mão, então alcançou sobre o criado mudo uma camisinha e a deslizou sobre seu membro, aquilo me deixou mais excitada.

Ele abaixou seu rosto para beijar meus lábios com ardor, sua língua entrando e saindo de minha boca e eu a chupando, podia sentir nossos gostos misturados e aquela pulsação em meu baixo ventre novamente, além da agora conhecida humidade.

— Está pronta? – ele perguntou com o rosto colado ao meu.

— Nunca estive tão pronta para algo. – sorri.

— Você pode sempre me apertar, falar a palavra de segurança, morder ou qualquer coisa se doer, ok? Prometo ir devagar. Assenti. Ele se afastou um pouco, estava sobre seus joelhos. E tinha uma visão de minha intimidade. Seus dedos correram por ali como antes e ele logo os colocou na boca. – você está molhada novamente, adoro isso... Prontinha pra me receber, falta apenas abrir mais essas pernas pra mim.

Abri o máximo que pude minhas pernas e então senti seu membro roçar minha intimidade, depois entrar lentamente e pouco a pouco senti a dor suportável e o ardor em minha intimidade. Eu, que estava apoiada em meus cotovelos para poder ver o mesmo que Edward via, caí na cama de olhos fechados, tentando segurar o gemido que sairia em longas respirações. Podia sentir os olhos de Edward me fitando, percebendo cada reação. Não era tão ruim quanto eu imaginava que seria e eu esqueci qualquer coisa negativa quando voltei a abrir os olhos e vi os olhos brilhantes de meu namorado.

— Você está bem? Não está com dor, está?

— Estou extraordinariamente bem. E você?

— É difícil descrever. Você é mais apertada do que eu imaginava, está difícil ficar parado aqui, meu pau está pedindo para sair e entrar e sentir isso de novo e de novo.

Ao o ouvir falar de seu membro senti uma vontade incontrolável de falar sujo, de testar os meus limites e os dele. Eu o encarei mais um pouco, mordi meu lábio inferior e dei o olhar mais sedutor que poderia dar naquele momento.

— Então o seu pau deve conhecer muito bem minha buceta, porque ela quer sentir ele entrando e saindo, me dando prazer.

— Bella... – Edward rosnou, então eu rebolei meus quadris e ele deu um tapa em minha coxa.

— Apenas faça isso, Edward.

E ele o fez. Talvez eu não devesse ter brincado com fogo, porque ele saiu e entrou tão rápido e fundo que eu fechei os olhos e abri a boca em um perfeito ‘O’, soltando um longo gemido. Edward gemeu comigo, suas mãos segurando minha cintura enquanto ele estocava dentro de mim. Durante pouco tempo ainda senti aquela dor e o ardor misturados com prazer, mas depois tudo se resumiu em prazer.

— Bella-a-a, sua buceta parece estar mastigando meu pau... Você é tão quente e apertada, tão minha agora...

Eu apenas assentia como louca e mordia meus lábios, quando aquilo não foi suficiente apertei minhas pernas em volta dele e ele quase caiu sobre mim, mas apoiou seus braços em volta de minha cabeça. Ele beijou meus lábios, sua boca aberta contra a minha, nossos gemidos entrando em lufadas dentro da boca um do outro.

— Diga que é minha e você terá tudo de mim. – ele disse contra minha boca. Eu estava enlouquecendo, sentia espasmos e não conseguia raciocinar direito.

— Eu sou sua Edward, eu te amo... – falei entre sussurros ofegantes e ele sorriu. Se apoiou em uma mão e levou a outra entre nós, então friccionou meu clitóris um pouco e foi o suficiente para eu atingir meu orgasmo pela segunda vez. Pouco depois Edward atingiu o dele e eu pude sentir a camisinha sendo preenchida. Ele estocou mais algumas vezes lentamente antes de sair de mim, tirar a camisinha e se jogar ao meu lado, seus olhos se fecharam enquanto sua respiração ia normalizando. Uma gota de suor desceu por seu rosto e eu a acompanhei com meus olhos. Surpreendi-me quando ele falou.

— Por um momento esqueci que era virgem.

— Era. Isso soa bom...

Ele riu e me olhou, nós imediatamente nos beijamos como se nossas bocas fossem imãs. Foi um beijo calmo e cheio de sentimentos. Eu me sentia suada e descabelada, mas não me importei, porque Edward estava nas mesmas condições.

— Você foi muito bem amor, obrigado por me deixar fazer isso. – Edward disse depois de quebrar o beijo, em seguida beijou minha testa e colocou meus cabelos para trás. Toda a minha energia tinha se esvaído.

— Obrigado por ter feito tudo isso, foi perfeito... – bocejei. Antes, eu não estava cansada, mas agora me sentia tão leve e tão mole que a única coisa que eu queria era dormir.

— Durma Bella, vou cuidar de você. – ele disse levantando da cama para apagar as velas e mesmo cansada meus olhos ainda olhavam seu corpo nu com admiração. Ele me pegou o olhando e deu um sorriso safado. Eu revirei os olhos, mas estava sorrindo. Quando ele voltou para a cama com um lençol e nos cobriu, eu me aconcheguei em seu peito. Edward acariciou meus cabelos e cantou para que eu dormisse. Lembro-me que antes de cair na inconsciência eu disse a ele que eu sabia que ele cuidaria de mim. E ele respondeu com um eu te amo.

Notas finais
Fofos ou não?! Hahahaha sei que fiz vocês esperarem bastante por isso, mas espero que tenha ficado perfeito! Comentem para eu saber!! :D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.