Notas iniciais
Espero que gostem, escrevi com muito amor e carinho.

Chovia em Londres.

O som das gotas de água batendo contra as janelas da casa quase podiam ser confundidas com uma canção de ninar, que surtia um efeito nocauteador em Gina, que dormia tranquilamente ao lado do marido.

Harry suspirou cansado, invejando a capacidade de sua esposa de apagar assim que encostava a cabeça no travesseiro, mas a ele tinha a impressão de que aquela casa não queria deixá-lo dormir.

– Essa é a sua casa, a casa onde você nasceu, pare devanear e durma. — O Menino que Sobreviveu ordenou a si mesmo.

Ele ficou deitado na cama virando de um lado para o outro, buscando o sono que se recusava a chegar enquanto a chuva ganhava lá fora.

O Big Bang começou a badalar, isso significava que o Potter completava mais uma hora ainda acordado. O casal fora se deitar às dez horas da noite, mas, agora, quatro horas depois o relógio e ponto turístico londrino dava duas badaladas indicando que já eram duas horas da manhã.

Exausto, Harry levantou-se da cama com cuidado para não acordar sua mulher e saiu do quarto de fininho, da mesma forma que fazia quando viva com tia Petúnia e tio Walter ou quando se metia em uma nova aventura em Hogwarts.

Seu objetivo consistia em ir para a cozinha, fazer uma Poção do Sono, beber a poção, voltar para o quarto, deitar-se novamente ao lado de Gina e, finalmente, dormir; por isso a surpresa tomou conta de si quando ele se viu na porta do escritório da casa.

Harry agarrou a maçaneta da porta de a girou lentamente, como se de lá de dentro fosse surgir um Bicho Papão no momento em que a porta abrisse por completo, só que isso não aconteceu e, assim que a porta do cômodo encontrava-se escancarada e o barulho de sua abertura acabou um longo suspiro de alívio ecoou pelo ambiente.

Ainda relutante, o Eleito entrou no escritório empunhando sua varinha e dizendo o encantamento necessário para que o lugar ficasse iluminado.

A primeira coisa que chamou a atenção do homem foram os lençóis marrons, bom Harry concluiu que quando postos ali eram brancos, mas naquele momento estavam completamente marrons.

Ele retirou um lençol grande que cobria uma escrivaninha esperando a poeira atingir suas vias nasais, contudo isso não aconteceu, fato que arrancou um sorriso dos lábios masculinos, pois mais uma vez a magia o impressionara mesmo depois de tantos anos.

O barulho da cadeira sendo arrastada e o rangido que ela soltou em seguida indicaram que Harry sentou-se ali, porém ele estava impaciente, por isso abriu duas gavetas de uma vez e bufou ao constatar que estavam vazias, mas ao abrir a terceira gaveta deparou-se com um velho envelope embolorado.

O envelope fora retirado da gaveta e o homem virou-o encontrando seu nome escrito em uma bela e desconhecida letra cursiva.

Abrir a carta com as mãos trêmulas foi um desafio maior do que o esperado, desdobrar a molha de papel que outrora fora branca também exigiu mais que o esperado.

Londres, 30 de outubro de 1981.

Querido filho, amanhã é seu aniversário e eu estou triste, pois devido a ameaça do Lorde das Trevas não poderemos lhe fazer uma magnífica festa de um aninho, espero que um dia quando você crescer possa entender.

Seu pai está muito preocupado com toda essa agitação dos Comensais da Morte e, sinceramente, eu também, mas sei que logo tudo isso estará acabado, pois o bem e o amor sempre venceram o mal e sempre vencerão.

Amanhã seu padrinho Siriús virá te pegar, vocês passarão um tempo em uma cabana abandonada da família Black até que tudo esteja calmo, não concordo ou me alegro por essa decisão, mas James tem razão, isso é o mais seguro para você, filho e nós vamos te ver sempre que for possível.

Papai está me dizendo para escrever aqui que quando você for para Hogwarts ele te dará o Mapa do Marotos e eu torço para que você o use com a sabedoria de um corvino e a coragem de um grifinório.

Assim que tudo isso acabar, seremos uma família bruxa normal e feliz. Nós juramos.

Beijinhos e tudo de bom para você nosso filho dos seus pais que te amam, Lily e James Potter.

Mal feito, feito.

Foi só no momento em que Harry acabou de ler a carta que percebeu que estava chorando abraçado a um velho pedaço de papel que agora era o que ele tinha de mais precioso, além de Gina e da família que formariam juntos, mas aquela carta dentro um velho envelope embolorado seria sempre a mais doce recordação que ele teria de seus pais.

Fim.

Notas finais
Comentem e façam uma autora feliz ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!