Notas iniciais
Primeiramente perdão galera linda passei uns dias sem postar nenhum capitulo. Mas lá vamos nós, neste capitulo teremos emoções a flor da pele!

Acordei no sábado com uma mensagem de Lyah.

Lyah: A noite de ontem foi magica, obrigada.

Tive que responder algo.

João: Estava achando que havia sido sonho.

Lyah: Sonhos não beijam daquele jeito.

João: Com certeza não.

Lyah: Hoje e metade de amanhã você não vai me ver.

Continuou ela mandando uma carinha triste, confesso que também fiquei um pouco chateado.

João: Porque?

Lyah: Vamos visitar meus avos só voltaremos no domingo à tarde.

João: Sendo assim está perdoada, divirta-se!

Lyah: Seu bobinho, te amo.

Está mensagem teve de ficar sem uma resposta, estava realmente feliz com o que havia rolado com Lyah mas, estava morrendo de medo de estar me enganando e consequentemente magoa-la.

Hoje a loja funcionava por meio expediente e as folgas de Alice ocorriam somente na segunda-feira em outras palavras não poderia fugir de um encontro com ela.

Realmente depois de ter vivido algo tão legal com Lyah ter de encarar Alice e embaralhar todos os sentimentos me deixava apreensivo, tomei um café rápido e me mandei para a loja.

Cheguei a tempo de ajudar Tonhão a realizar a limpeza, começamos pela parte da oficina e seguimos rumo a loja. Meu pai hoje pode enfim nos agraciar com sua presença.

—Cara até que enfim terminamos com toda essa coisa burocrática! – Começou ele esticando os braços. – Isso é um saco.

—Por isso que nós somos os luthiers. – Falou Tonhão enquanto tocávamos os punhos. – Você escolheu ser o engravatado Edu.

Só agora vim perceber que meu pai possuía o mesmo nome que o nosso baterista.

—Pai você tem o mesmo nome que o baterista da banda que eu toco.

Ele sorriu enquanto se juntou a nos.

—A proposito Tonhão, como nossa nova funcionaria tem se saído?

Perguntou ele enquanto eu retirava um saco de lixo enorme.

—Muito bem, ela é educada, bonita, carismática e entende de música o que mais poderíamos pedir? Ontem ela ficou até mais tarde.

Realmente Alice era uma garota com todos esses requisitos.

O sino da porta anunciou a chegada de alguém e quando nós viramos recebemos os cumprimentos calorosos de Alice.

—Bom dia meninos. – Falou ela dando um beijo no meu rosto. – Tudo bem?

—Chegou na hora da faxina.

Falou Tonhão, na verdade continuamos organizando as coisas e pudemos ver que os estoques estavam, baixos.

Meu pai e Tonhão precisaram sair mais cedo e nos deixaram responsáveis pela loja.

Volta e meia enquanto dávamos uma parada para descansar eu respondia as mensagens de Lyah, graças a Deus ela estava muito bem na casa dos avós e isso me deixava muito feliz e despreocupado.

—Você está falando com Lyah não é? – Perguntou-me Alice com uma certa agressividade que não lhe era natural.

—O que está acontecendo entre vocês?

Perguntou ela com raiva.

—Ei, ei o que está acontecendo com você? – Perguntei de volta deixando a raiva acumulada estourar. – Quem você pensa que é pra falar assim comigo?

Comecei enquanto começávamos a fechar a loja.

—Já falei que eu quero você de volta! – Continuou ela bufando. – Afinal de contas de onde essa garota saiu? O que ela tem que eu não tenho?

Continuou ela tirando os óculos.

—Boa pergunta, pena que eu ainda não tenha a resposta. – Respondi sem me preocupar se ia ferir ou não. – Vem cá quem você acha que é? Você acha que eu sempre vou estar disponível pra você brincar de amar?

Ela recuou um estante.

—Eu não estou brincando com você... Será que não entende? Eu achei que te deixar daquela vez ia fazer você focar na sua carreira pra ficar comigo e ...

Essa foi a gota d’água.

—Pera ai então você me fez viver seis meses num inferno tentando me fazer seguir você?

Falei segurando seus braços.

—Diz logo! – Gritei sacudindo-a. – Você me manipulou! Brincou com o que eu sentia, não podia abrir mão da sua carreira por nós, sempre querendo tudo.

Ela me olhava chorando e eu também chorava de raiva, ela havia me usado como se eu fosse um brinquedo?

—Eu fiz isso porque você sempre se escondeu! – Falou ela soltando-se. – Você e essa maldita logica de anonimato!

Gritou ela.

—Eu decido meu futuro Alice, eu sei o meu tempo e sei onde quero chegar!

A discussão só crescia e nenhum de nós estava em pleno controle das nossas faculdades.

Não sabia como mas, agora estávamos finalmente dizendo tudo o que tinha de ser dito.

—Mas que tempo é esse? – Continuou ela. –Você não tem ambição de ser um músico de sucesso!

Acusou ela.

—Eu iria a qualquer lugar contigo. – Falei o que ela precisava saber antes de pôr um ponto final naquela história. – Se era tão importante eu teria ido.

Ela ficou surpresa ao ouvir isso.

—João, vamos nos dar mais uma chance nós podemos...

—Chega! – Gritei enquanto passava as mãos na cabeça. – Você não entende? Você calculou tudo como se eu fosse uma máquina que vive de acordo com suas vontades Alice e isso me dói mais que você ter me largado.

Ela me olhava aos prantos isso com certeza seria o fim de qualquer possibilidade de reatarmos.

—Me perdoe João por favor...

Pediu ela.

—Eu não posso dizer nada por enquanto... – Respondi arrasado. – Mas de uma coisa eu sei... — comecei olhando para ela.

—Não tem chance de eu voltar pra você depois disso.

Ela me olhou por uns minutos antes de irromper aos prantos pela porta da loja.

Ali sozinho e desnorteado pelas descobertas recentes sentei-me no chão com a cabeça entre os joelhos.

A realidade dura de que Alice havia tentado me manipular para conseguir o que queria mesmo que fosse achando que ficaríamos juntos me deixou profundamente magoado.

Naquele momento eu queria somente poder correr para os braços de Lyah e esquecer tudo aquilo mas, agora eu terei que amadurecer porque ela não esta aqui.

Notas finais
Muito obrigado por estarem acompanhando pessoal até a proxima!