Uma Canção para Bade
8 Need You Now by Lady Antebellum.
Notas iniciais
POV Beck
São 1:15 da manhã. Eu estou sentado no meu sofá, com uma garrafa de uísque na mão, e tem fotos minhas e da Jade espalhadas por todo o chão do RV. Minha vida está uma bagunça desde que terminamos. Eu ainda me importo muito com ela, e às vezes eu me pergunto se eu ainda passo por sua mente. Alcanço meu telefone na mesinha e penso em ligar pra ela, mas sei que ela rejeitaria a minha chamada, bom, nós não temos nos falado muito bem desde aquele dia na casa da Tori. Eu tento puxar conversa, mas ela sempre ignora, e como eu conheço a Jade mais do que ninguém, eu prefiro esperar ela sentir a necessidade de falar comigo.
Tomo outra dose de uísque e olho para a porta. Antigamente, me deixava chateado a Jade abrir a porta com um chute; — lembro disso e sorrio — agora eu só queria que ela entrasse arrebentando da maneira que ela fazia antes...
Arranjo alguma coragem, acho que da bebida, e disco seu número. Mas primeiro eu preciso ensaiar algo pra dizer.
- São uma e quinze da manhã, eu estou completamente sozinho aqui... não, isso tá uma droga. Ei Jade, eu sei que são uma e quinze da manhã, mas eu tô um pouco bêbado, e, ah droga ela vai querer me matar se eu ligar pra ela só pra dizer que tô bêbado. Hum, oi, eu disse que não ia ligar, mas eu perdi o controle, e eu preciso de você agora. Ah cara eu tô mesmo falando sozinho? Eu vou só ligar, ela não vai me atender.
Ouço o barulho da chamada, provavelmente ela vai ignorar, mas eu continuo esperando mesmo assim. Quatro toques depois...
- Alô? — ouvi uma Jade sonolenta dizer. AI MEU DEUS ELA ATENDEU! O QUE EU FALO AGORA?
- Oi Jade, é o Beck. — falei, tentando não parecer nervoso.
- Eu vi a porcaria do nome na tela. O que você quer, sabe que horas são?
- É, eu sei, só... só queria saber se tá tudo bem.
- Ai. Meu. Deus. — ela disse, pausadamente — Você não tem mais o que fazer ou mais pra quem ligar? E aliás, POR QUE SE IMPORTA? — falou um pouco exaltada
- Eu não sei, eu só me importo.
- Não deveria, porque adivinha? Não somos mais namorado e namorada. — e com isso ela desliga. Me sinto um pouco magoado, mas eu sei que não tenho o direito de me sentir assim. Fui eu quem não abriu a droga daquela porta. E eu acho que eu prefiro me magoar do que não sentir nada.
- Oh babe, eu preciso de você agora. — digo, ainda com o telefone no ouvido, mas sei que só eu ouvi isso.
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