Notas iniciais
Enfim o penultimo capítulo, depois de varios problemas consegui finalmente vim postar rsrsrs Espero que vocês gostem, eu gostei muito de escrever e até me divertir, só avisando que Sesshomaru roubou a cena. Agora cehga de enrolar e vamos ao capítulo.

O quarto estava mergulhado no silencio e escuridão. Kagome estava sentada em sua cama com as pernas cruzadas observando a única luz do quarto que vinha do celular jogado a sua frente sinalizando mais uma chamada. Sabia que devia ter desligado, mas não teve coragem, era como se aquele pequeno aparelho fosse sua única conexão com ele.

Tinha quase atendido varias vezes, mas sempre que cedia a tentação a voz de Kikyou soava em sua cabeça assim como suas palavras.

<>

–o que você quer dizer com sumir? –Kagome sabia que poderia ser exagero, mas não pode deixar de sentir um arrepio ao ouvir aquelas palavras.

Vendo sua expressão Kikyou riu, mas não tinha humor nenhum em sua voz.

–não precisa fazer essa expressão, chega a ser patético. –Kagome não falou nada. –o que eu quero é que suma da vida de Inuyasha.

–e você acha que se eu sumir você vai ter o Inuyasha de volta. –para surpresa de Kagome ela riu, mas dessa vez com humor.

–querer ele de volta? Você só pode estar brincando, quem iria querer aquele idiota? Você me fez um favor, agora eu tenho um bom motivo para me livrar dele sem me prejudicar. –então um largo sorriso surgiu em seus lábios. –mas não posso dizer o mesmo do Inuyasha.

–por que você esta fazendo isso, se você quer continuar com ele, então por quê?

–simples. Ninguém me passa para trás.

Kagome não acreditava no que estava ouvindo. Inuyasha já havia comentado que ela era uma pessoa complicada, mas isso era demais. E o pior era que estavam nas mãos dela.

–se eu não aceitar, você vai entregar essas fotos, não é?

–vejo que entendeu perfeitamente. Imagino que saiba o quanto isso seria ruim para Inuyasha, ainda mais quando eu aparecer como a namorada traída, as revistas adoram esses dramas.

<>

A vontade que teve foi de recusar na mesma hora aquela ameaça ridícula, mas ao pensar em Inuyasha desistiu. Ela estava certa sobre o fato de que aquilo prejudicaria Inuyasha, ele já esteve envolvido em vários escândalos antes, isso e o fato que ela imaginava que Kikyou faria o possível para piorar tudo.

O toque de celular parou mergulhando o quarto novamente no silêncio. Perguntava-se até quando Inuyasha continuaria insistido antes de desistir. Será que ele a odiaria por ter ido embora sem falar nada, se ela tivesse certeza de que ele não tentaria impedi-la teria lhe contado toda a verdade, mas sabia que se ele soubesse não a deixaria se afastar e por não querer se afastar dele ela teria cedido.

Uma batida na porta a despertou de seus pensamentos. Sua mãe apareceu à porta, ela trazia uma bandeja com algumas guloseimas.

–você não comeu nada o dia inteiro.

–estou sem fome.

Em seguida o celular voltou a tocar. Sua mãe colocou a badeja em um canto e se sentou a sua frente.

–Kagome você apareceu de repente e não nos explicou nada. E agora você não atende ao telefone. Aconteceu alguma coisa?

–eu só quis voltar para casa.

–você e o Inuyasha brigaram?

Ela nunca foi boa em mentir, por isso não sabia o que dizer a sua mãe, só sabia que não devia contar a verdade.

–já faz três dias Kagome e você não sai desse quarto, acho que merecemos uma explicação.

–eu sei só que não posso explicar agora e não posso voltar para o colégio.

Sem saber mais o que dizer sua mão se levantou e suspirou. Resolveu deixar a bandeja onde estava e foi até a porta, mas antes de sair se virou.

–pelo menos atenda ao telefone, ele não para de tocar.

Com um suspiro cansado pegou o aparelho e apesar de hesitar um pouco atendeu.

Kagome? Está me ouvindo Kagome? –ao ouvir a voz de Inuyasha sentiu as lagrimas caíram, não tinha se dado conta do quanto sentia sua falta. –Kagome responda, por favor.

–estou ouvindo Inuyasha. –agora que havia atendido não sabia o que dizer.

Kagome o que aconteceu? A Sango me disse que você foi embora. Eu tenho tentado te ligar, mas você não atende o que diabos aconteceu com você? –ele estava irritado, mas já esperava por isso.

–eu estou na casa dos meus pais. Queria ficar sozinha.

por quê?

–Inuyasha... eu estive pensado e acho que não posso continuar. –ouve um silêncio no outro lado, mas podia ouvir sua respiração e só esperava ter forças para continuar. –acho que vou ficar aqui por um tempo.

o que você quer dizer com isso? –sua voz era dura e sem nenhuma emoção.

–eu acho melhor nós deixarmos as coisas como estão. –não houve resposta, e imaginou que deveria ser mais direta, embora não soubesse de onde estava tirando forças para isso. –os últimos acontecimentos me fizeram perceber que não estou pronta para isso, toda essa exposição, tudo isso... –ela já não sabia mais o que estava dizendo, as palavras só saiam de sua boca sem controle. –eu não quero nada disso, finalmente percebi isso, tudo... tudo... –pediu aos céus forças para continuar, por que por dentro já se sentia morta. –tudo foi um erro desde o começo. Adeus Inuyasha. –e desligou sem pensar duas vezes. Embora não acreditasse que ele fosse lhe ligar depois disso, desligou o aparelho e para garantir tirou a bateria, depois afundou seu rosto nos travesseiros e chorou.

Sesshomaru gostava de tranqüilidade, quando Inuyasha estava em casa isso era quase impossível, por isso estava aproveitando esse momento relaxado no sofá lendo o jornal da manhã com uma garrafa de coca-cola bem gelada ao seu alcance. Riu divertido, se alguém o visse agora acharia muito estranho, uma xícara de chá ou café combinaria mais com ele, mas o que ele poderia fazer se era viciado naquela bebida extremamente calórica, como Rin sempre fazia questão de lembrar, por isso sempre tinha um estoque em casa e mesmo no apartamento de Rin, que é categoricamente contra esse tipo de droga liquida, outro adjetivo que Rin usava, tinha um bom estoque guardado para quando ele ia vê-la.

Mas como tudo que era bom durava pouco, e ele já devia imaginar isso, toda sua paz e tranqüilidade foram embora no instante que Inuyasha desceu as escadas correndo, como se a casa estivesse em chamas.

–Sesshomaru preciso do seu carro. –ele parou a sua frente estendendo a mão com aquela expressão ansiosa no rosto, era fofo como quando era criança, mas ninguém nuca saberia disso.

–então era você. –dobrou o jornal, sem pressa e bebeu um gole da sua coca. –pensei que alguém havia escondido um cavalo no segundo andar e ele estivesse fugindo escada abaixo. –ignorando esse comentário Inuyasha continuou ali esperando sua resposta.

–é serio.

–então falando seriamente me responda. Por que eu lhe emprestaria meu carro?

–preciso ir até a casa dos pais da Kagome.

–então encontrou sua namorada fugitiva. -deu uma pausa antes de continuar, só porque sabia que estava irritando seu querido irmãozinho. –não acha que eu já fiz muito mexendo os pauzinhos que ela não fosse expulsa, afinal ela saiu do colégio sem autorização.

–eu sei, mas eu preciso fazer isso, tem alguma coisa estranha com ela. –ele adotou uma expressão pensativa. –falei com ela no telefone ainda agora e ela estava... bem não sei como dizer.

–tente. –incentivou.

–eu realmente não sei, a partir de uma parte da conversa eu só escutei blá blá blá blá.

–então você quer que eu lhe entregue meu bem mais precioso, que a Rin não me ouça, em suas mãos por causa desse blá blá blá?

Inuyasha revirou os olhos, sabia que estava exagerando, o bem mais precioso para ele, embora não dissesse, era a própria Rin e sua família. Mas sabia que seu irmão adorava aquele carro, por isso considerou a pergunta.

–estou falando serio, eu preciso ver a Kagome.

Sesshomaru observou atentamente a seu irmão, era pouca as vezes em que via aquela expressão seria em seu rosto, mas quando isso acontecia entendia o que sua mão queria dizer quando falava que eles eram parecidos. Na verdade seguindo suas palavras eles pareciam a copia exata de Inutaisho quando tinham aquela expressão.

–certo, vamos ver se eu entendi. –se ajeitou no sofá e cruzou os braços. –você quer pegar o carro e sair correndo atrás da Kagome, e de quebra levar todos esses reportes, que apesar de não estarem mais a vista, mas estão esperando a primeira oportunidade para conseguir um escândalo.

–isso não importa.

–esse é o seu problema meu caro irmão, você nunca pensa. –levou seu tempo terminando o resto da sua bebida então levantou. –não pensou antes de começar a namorar a Kikyou, só sabia que ela era bonita. Não pensou antes de usar os contatos do nosso pai para conseguir pra ela aquele papel, não pensou antes de se envolver com a Kagome sem ter resolvido tudo com a Kikyou e... não está pensando agora.

Inuyasha apertou os punhos com força, porque Sesshomaru estava certo, ele estava malditamente certo. Tudo que ele havia dito estava certo, desde Kikyou até agora quando ele estava mais uma vez agindo por impulso sem pensar em como isso afetaria Kagome. Ela não dissera que toda aquela exposição a incomodava? E aqui estava ele pensando em levar um enxame de repórteres até ela.

–eu sei, mas não posso ficar aqui parado sem fazer nada. –nunca antes havia se sentido tão impotente.

–eu não disse para você não fazer nada, só que tem que pensar antes. –e Inuyasha teve certeza que seu irmão já tinha um plano em mente, sabia disso por causa do sorriso que surgiu em seus lábios. Amava seu irmão, mas morreria antes de dizer isso em voz alta.

Sango guardou o celular frustrada. Mais uma vez tentara ligar para Kagome e não conseguira. Quando encontrasse a amiga ela lhe pagaria caro pelas rugas de preocupação.

–ainda não conseguiu? –Miroku se aproximou com uma garrafa d’água na mão e lhe ofereceu. –Inuyasha também não tem conseguido, o que será que aconteceu?

Ela gostaria de saber, de repente recebera a noticia por Bankotsu que Kagome havia saído do campus e pior sem autorização, o que causaria sua expulsão, na mesma hora ela ligara para Inuyasha avisando do sumiço da amiga e graças a Sesshomaru conseguiram evitar sua expulsão, pelo menos por enquanto.

–juro que tenho vontade de pegar aquele cabelo, muito bem cuidado por sinal, e trazê-la arrastada de volta. –Miroku riu.

–já estamos acabando aqui, quer ir comer alguma coisa depois? –ela então suspirou desanimada.

Miroku a convidara para assistir um de seus ensaios fotográficos, claramente tentando animá-la, mas a única coisa que conseguia fazer era ficar sentada ali em um caso serio de amor e ódio com seu celular.

–não precisa ficar assim, sei que está preocupada com Kagome, também estou. Ver você e o Inuyasha assim me afeta, mas alguém tem que tentar manter o bom humor. — sorriu, ela amava aquele sorriso, era sexy e fofo ao mesmo tempo. Isso era possível?

–eu amo você. –lhe deu um rápido selinho. Já estava se acostumando com todo aquele ambiente, mas não o suficiente para demonstrações de carinho entre ela e Miroku.

–eu sei. –passou a mão pela sua cintura. –e vai se apaixonar ainda mais quando descobrir todas as minhas qualidades. –ela levantou uma sobrancelha o que ele achava muito sexy por sinal.

–pensei que já conhecesse todas.

–nem metade. –e deu mias um selinho nela. –nem metade.

Naquele momento seu celular tocou o que ele claro não gostou nem um pouco, só tinha alguns minutos antes de recomeçar a seção e queria aproveitá-lo com Sango. Mas ao ver o nome de Inuyasha na tela relevou.

–quando? –Sango observava atentamente a conversa, não que ela pudesse ouvi-la por completa, teria que esperar ele terminar para lhe contar as novidades. –o que vamos pra ai assim que terminar aqui. –depois de se despedir desligou pela sua expressão Sango se perguntava se algo havia acontecido.

–então?

–parece que ele conseguiu falar com a Kagome. –devia ter ficado aliviada, mas não conseguiu sabia que havia mais. –ela terminou tudo com Inuyasha.

Sua expressão não podia ser de maior surpresa. Tinha ouvido bem, Kagome terminou com Inuyasha?

–ele não explicou direito, mas pediu pra irmos pra lá imediatamente. –Sango concordou.

Ela não sabia o que estava acontecendo, mas só podia ser lago serio. Na ultima vez em que falara com ela, o que fora no dia anterior ao seu sumiço, ela deixara claro que queria ficar com Inuyasha não importasse o que acontecesse e agora ela simplesmente terminava com ele? Conhecia Kagome e por isso mesmo sabia que alguma coisa havia acontecido à amiga.

Izayo veio da cozinha trazendo uma bandeja com sanduíches e sucos, depositou na pequena mesa de centro e observou o pequeno grupo reunido ali. Miroku que havia acabada de chegar com Sango, foi o primeiro a se aproximar das guloseimas. Sango e Rin estavam sentadas aparentemente nervosas.

–então, será que eles vão demorar muito? –perguntou Miroku colocando um bocado do sanduíche na boca.

–Miroku onde estão seus modos? –o repreendeu Izayo. –não é porque sua mãe não esta aqui que você pode comer como um animal.

Com um pequeno pedido de desculpa ele se concentrou a terminar de comer seu sanduíche antes de voltar a falar alguma coisa. Sango riu divertido.

–a senhora tem que me dar algumas dica de como controlá-lo, as vezes é assustador sair para jantar com ele.

–será um prazer, tenho alguns truques ou dois que vou adorar lhe ensinar.

Miroku revirou os olhos e murmurou algo que elas não conseguiram entender, mas com certeza não era nada agradável.

–pobrezinho dele gente. –disse Rin pela primeira vez desde que chegou. –aqui pegue outro sanduíche.

–pois fiquem vocês sabendo que estou anotando mentalmente toda essa crueldade que estão fazendo comigo. –mas mesmo assim pegou o sanduíche que Rin ofereceu o que fez as outras três rirem.

–que bom que estão se divertindo. –Sesshomaru desceram as escadas naquele momento. –porque estamos prontos. -se o momento não fosse tão serio, seria engraçado.

As pessoas ali tiveram que se segurar para não rir. Sesshomaru usava um boné para esconder os cabelos pratas, uma calça jeans, tênis all star e uma jaqueta vermelha para fechar. Era óbvio seu desconforto, tanto quando o de Inuyasha que estava vestindo um dos ternos de Sesshomaru.

Izayo achava aquilo imperdível e queria muito ter sua câmera às mãos para registrar aquele momento, mas sabia que se fizesse isso agora Sesshomaru seria capaz de matar alguém.

–nem se atreva. –disse Sesshomaru no momento que Miroku pegou seu celular pronto para tirar uma foto. –a menos que queira perder seu braço.

Miroku é claro guardou o aparelho no mesmo instante, poderia ser que Sesshomaru não fizesse nada, mas era algo que não valia a pena arriscar uma parte tão importante de seu corpo.

–todos já sabem o que tem que fazer? –não que fosse algo complicado, mas Sesshomaru gostava de ter todos os detalhes prontamente conferidos. –só para ter certeza irei repassar tudo. –ninguém se surpreendeu. –Mãe a senhora irá verificar o território lá fora, certifique-se que seja vista. –essa acenou prontamente satisfeita com seu papel naquele plano. –quando eles virem a movimentação vão ficar atentos, nessa hora eu vou sair com o Miroku e a Sango discretamente. –disse ressaltando a ultima palavra. –nisso Inuyasha sai pelos fundos com a Rin.

Era um plano simples e até clichê, Inuyasha teve que admitir, mas tinham uma grande chance de dar certo justamente por isso poderia dar certo, quem esperaria que eles fizessem algo assim.

Agora que todos estavam com seus papeis devidamente definidos ao sinal de Sesshomaru todos começaram a agir. Izayo foi até a porta e sinalizou que estava pronta, então abriu a porta e agiu como se verificasse se o caminho estava livro. Inuyasha se lembrou que sua mãe trabalhara como atriz uma vez, e imaginou que ela poderia ter seguido carreira já que interpretava muito bem.

Então sinalizou para que Sesshomaru saísse, ele Miroku e Sango saíram como se apressando para o carro, mas não tanto assim. Por um momento Inuyasha pensou que o plano de seu irmão não daria certo, leve engano, os planos de Sesshomaru sempre davam certo e dessa vez não foi diferente. Quando eles estavam quase perto do carro foram cercados por um grande numero de repórteres e fotógrafos.

–é a nossa deixa. –sinalizou Rin para que a seguisse. Foram em silencio e cuidadosamente, o carro de Rin já estava devidamente preparado algumas ruas afastados e assim que sentaram e o carro seguiu em movimento eles respiraram aliviados. –e no final deu certo, mais uma vez Sesshomaru conseguiu.

–fico imaginando como será quando descobrirem. –ambos riram ao imaginar a cena, mas não seria nada menos do que eles mereciam.

–já pensou no que vai falar quando a encontrar? –perguntou Rin de repente. Já estavam seguros o suficiente para que elem pudesse tirar a gravata e o paletó. Não imaginava como seu irmão conseguia usar aquele o dia todo, era totalmente insuportável.

–quem disse que pretendo dizer alguma coisa? –Rin o encarou surpresa, mas não disse nada.

Kagome se perguntava onde estavam todos. Quando saiu do banho a capainha começou a tocar, não deu importância pois alguém atenderia, mas quando o toco continuou insistentemente saiu para ver o que estava acontecendo e constatou que a casa estava completamente fazia. Eles saíram e nem lhe avisaram nada, muita consideração da parte deles.

–já vai. –gritou seguindo quase correndo até a porta. Pendurou a toalha no ombro, não teve nem tempo de terminar de enxugar o cabelo.

O toque continuava sem parar e ela já estava irritada, seja lá quem fosse não tinha um pingo de educação. Abriu a porta pronta para atacar quem quer que fosse, mas ao ver Inuyasha parado ali a sua frente, ficou muda. Literalmente, sua boca se mexia mais não saia nenhum som.

Inuyasha por outra lado ficou satisfeito com a reação dela. Havia ligado quando estavam quase chegando e pediu a Sra. Higurashi para que ele e Kagome pudessem ficar sozinhos, a conversa que teria com ela não seria nada fácil e seria mais fácil se fossem só os dois.

–prepare as suas coisas, vamos voltar agora mesmo. –foi a única coisa que disse antes de praticamente empurrá-la casa adentro e fechar a porta atrás dele.

Ela ficou para os olhos piscando sem parar, como se tentasse processar as palavras que acabara de ouvir.

–o que está fazendo aqui? –ela finalmente conseguira falar, era um progresso. –quando chegou?

–eu vim buscar você e acabei de chegar, agora depressa. Temos que voltar ainda hoje.

Ela continuou com aquela expressão confusa, era até fofo na verdade, se a situação fosse outra adoraria ficar ali apreciando aquele lindo rostinho, mas tinham pressa.

–o que você está fazendo aqui? –ele suspirou frustrado, demorariam mais do que o esperado. –eu pensei que você não fosse mais me procurar depois de tudo o que eu lhe disse.

–está falando daquele blá blá blá? Não ouvi nem metade do que disse. –começou a puxá-la em direção as escadas, se quisesse sair dali hoje ele teria que agir.

–não ouviu? Como assim não ouviu? –ela parecia finalmente ter despertado do seu transe, e diferente do que imaginava isso só os atrasariam mais, já que ela parou no meio do caminho e não parecia disposta a sair dali. –tem idéia do quando foi difícil para mim dizer aquilo tudo, e você simplesmente não ouviu?

Aquilo o interessou, então foi difícil para ela, isso significava que ela realmente não queria ter dito aquilo. Agora só resta uma única pergunta, se ela não queria dizer aquilo, então por que disse?

–na verdade não. –cruzou os braços em frente ao peito de maneira bem relaxada. –por que não me explica? –Kagome ficou surpresa com aquilo. –ou melhor repete tudo que você me disse no telefone, cada palavra, quem sabe assim eu consiga entender.

Ele só podia estar louco, como podia repetir isso, ela nem lembrava metade das coisas que disse, tudo foi coisa que surgiram na sua cabeça na hora. E além disse como ela poderia dizer aquelas coisas olhando nos olhos dele, por telefone já havia sido difícil, pessoalmente era impossível.

–Inuyasha, por favor, vá embora. –disse sem encará-lo.

–diz isso olhando nos meus olhos. –provocou.

–não posso. –mas sua voz não passou de um sussurro. –por que você esta fazendo isso?

–por que eu estou fazendo isso? Por que você está fazendo isso? –ela a pegou pelos ombros a obrigando a encará-lo. –o que aconteceu Kagome? Estávamos bem e de repente você some e quando finalmente consigo falar com você, e de repente você quer terminar, por acaso você que me enlouquecer.

Ela sabia que não devia fazer isso, mas chorou. Chorou porque não queria magoá-lo daquele jeito, amava-o e tinha cada vez mais certeza disso. O que ela devia fazer, porque já não agüentava mais isso.

–Kagome olha pra mim. –sua voz era doce e gentil. Pegou seu rosto entre suas mãos e a fez encará-lo. –confie em mim Kagome, me diz o que aconteceu. –e traindo sua convicção, que desde começo não era muito forte ela se jogou em seus braços e chorou.

–sinto muito Inuyasha, eu não queria ter dito aquelas coisas, mas sabia que se não fizesse isso não faria você me esquecer.

–como se eu pudesse te esquecer tão fácil assim. –a apertou em seus barcos, era um alivio tê-la assim tão junto de si outra vez, ainda mais depois dos últimos acontecimentos. Ela não o odiava afinal, podia viver outra vez. –agora me conta o que houve.

Respirou fundo antes de começar, mas por fim contou tudo. Desde seu encontro com Kikyou quanto da chantagem. Sobre a foto que tinha deles e sobre sua ameaça de prejudicar Inuyasha se ela não se afastasse dele.

–não imaginei que ela colocaria alguém atrás de mim, mas era algo que devia esperar.

–você entende agora por que fiz isso? –suspirou desanimada.

–eu entendo e agradeço, mas não aceito. –disse firme. –mas não aceito.

E sem pensar duas vezes a pegou no colo e começou a subir as escadas.

–o que esta fazendo?

–vou te mostrar que essa sua idéia de nos mantermos afastado é impossível. –então deu um pequeno sorriso. –e tenho um monte de idéias passando pela minha cabeça nesse momento.

Mas tarde aconchegados na pequena cama de Kagome, Inuyasha havia tomado uma decisão, sabia que seria arriscado, mas se Kagome estivesse com ele não se importaria.

–vamos voltar.

–mas Inuyasha e as fotos.

–eu não me importo. –Kagome abriu a boca para responder mais ele não deixou. –não estou dizendo isso para agir de maneira inconseqüente e mandar o resto pelos ares é só que... –se ajeitou para ficar de frente para ela. –as únicas pessoas com que realmente me importo são a minha família, meus amigos e... e você Kagome. –ela mordeu o lábio inferior para conter o sorriso bobo que ameaçou surgir em seus lábios. –só o que vocês pensam de mim me importa. Claro que vai ser difícil, mas estou disposto a enfrentar o que for com tanto que você esteja ao meu lado.

–mas é tão injusto. –disse se aconchegando nos braços deles. –você não fez nada de errado, não é justo que ela invente aquele monte de mentiras ao seu respeito. –acariciou seu rosto de modo carinhoso. –você é uma pessoa maravilhosa Inuyasha e é isso que quero que vejam eu quero que eles vejam o mesmo Inuyasha que eu vejo, bonito, engraçado, esperto, carinhoso... o Inuyasha que eu amo.

–eu amo você. –ele já havia dito isso antes, mas naquele momento ele acha importante repetir.

Voltou a tomar seus lábios, lenta e carinhosamente, saboreando cada sensação que lhe despertava, era incrível que cada vez que beija Kagome ou abraçava era como se fosse a primeira vez.

–mas... –ela tinha que estragar o momento. –se a Kikyou espalhar aquelas fotos, o estrago pode ser grande e eu não quero isso. Justamente porque amo você.

Ele entendia, maldição ele entendia as razões dela e se parasse para pensar ele faria a mesma coisa se estivesse em seu lugar. Só havia uma solução para aquele problema. Será que Miroku aceitaria ajudá-lo a sumir com um corpo?

–conheço essa cara. Seja lá o que esteja pesando pode esquecer.

Ele queria ficar ali mais um pouco, mas se queria resolver logo esse problema era melhor começar a agir. Por isso seu um rápido beijo em Kagome e saiu da cama. Vestiu suas roupas o mais rápido que pode enquanto Kagome o observava confusa.

–veja o que vamos fazer. –terminou de abotoar a calça e se sentou em frente a ela na cama. –eu vou voltar na frente e tentar resolver as coisas com a Kikyou, então você volta no dia do festival.

–não vai dar Inuyasha, eu sai sem avisar com certeza já fui expulsa.

–ninguém expulsa a minha garota. –disse com um sorriso divertido. –Sesshomaru deu um jeito nisso, mas você tem que voltar a tempo para o festival senão não vai poder se formar.

–Inuyasha...

–me escuta, eu vou te esperar. Se você estiver disposta a lutar ao meu lado, mesmo que não consiga resolver as coisas você volta. –então sua expressão ficou seria. –mas se você não voltar eu vou entender que é o fim. –deu uma pausa antes de continuar. –você decide.

Deu um selinho em seus lábios e saiu enquanto ainda vestia a camisa. Kagome apenas ficou olhando atônita para a porta. Ele era louco, e amava isso nele. Ela era mais louca ainda por estar ali sentada em sua cama rindo sem conseguir conter-se. E afinal o que estava acontecendo com todo mundo que de repente ficavam jogando escolhas em suas mãos. Jogou-se na cama, aquela questão que Inuyasha lhe fizera era fácil de responder, na verdade já tinha a resposta na ponta da língua.

Notas finais
É isso ai pessoal, o proximo é o ultimo. É sempre triste terminar uma fic, mas ao mesmo tempo e libertador, especialmente quando se faz um bom trabalho e espero que vocês tenham gostado né? rsrsrs Bom é isso, até o proximo capítulo Bjos o/