Notas iniciais
Pronto pessoas, mais um capítulo pra vocês. Espero que vocês gostem e já da pra ter uma ideia de como será o próximo, né?

Kagome olhava distraidamente pela paisagem que passava correndo pela janela, agora faltava para chegarem a sua cidade. Olhou disfarçadamente para Inuyasha que estava sentado ao seu lado, não pode deixar de rir. Inuyasha estava virando mestre em disfarce, apesar de que ela achava a peruca loura um exagero, o boné junto e os óculos escuros eram o suficiente, mas parecia esta funcionando.

–o que foi? –perguntou Inuyasha deixando a revista que estava lendo de lado. –tem alguma coisa no meu rosto.

–tem varias coisas no seu rosto. –disse recostando na poltrona gargalhando. –mas me conta uma coisa. –respirou fundo tentando se controlar. –você vai tirar essas coisas quando a chegarmos, não é?

–você acha que não vai ter problema?

–Inuyasha é uma cidade litorânea no interior, com certeza não vai ter nenhum paparazzi pelos cantos.

–se você está dizendo. –voltou a relaxar na poltrona.

Lar doce lar, esse foi o pensamento que Kagome teve assim que saíram do trem. Da estação ela já podia sentir o cheiro do mar, era algo revigorante, principalmente depois de passar tanto tempo na agitação de Tokyo.

–então, para onde vamos agora? –perguntou Inuyasha trazendo a única mala que trouxe.

–meu pai disse que vinha nos pegar, mas parece que ele ainda não chegou. –ela deu uma rápida olhada na mala. –não acha que exagerou um pouco? É só um final de semana, não precisava trazer tanta coisa.

–não são pra mim. –respondeu simplesmente.

–então o que é?

–o que mais poderia ser... presentes. –diante da expressão confusa de Kagome ele se explicou. –quando se conhece alguém e comum levar presentes. –Kagome o encarou surpresa. –o que? Eu vou encontrar seus pais pela primeira vez, achou mesmo que iria de mãos vazias?

–você consciência então. –Kagome não pode deixar de rir.

–minha mãe ficaria chocada se ouvisse você falar assim, ela tem muito orgulho da educação que nos deu.

Nesse momento um carro se aproximou deles buzinando. Apesar de ser a primeira vez em que viu o homem que sal de dentro do carro, Inuyasha não precisou de muito esforço para reconhecer.

–papai. –gritou Kagome correndo em sua direção, o outro tinha um largo sorriso nos lábios e abriu os braços para recebê-la com um forte abraço. Apesar de seus cabelos castanhos não terem nada a ver com a cabeleira negra azulada de Kagome, era óbvio de quem ela havia herdado os belos olhos azuis.

–vocês estão esperando a muito tempo?

–chegamos ainda agora. –ela então o puxou para onde Inuyasha ainda estava parado os observando.

–pai esse é o Inuyasha... meu namorado. –ele havia tido varias namoradas antes, mas aquela era a primeira vez que era apresentado a o pai de uma e com toda certeza era a experiência mais aterrorizante que já teve, principalmente quando o meso o encarava com olhar critico.

–então você é o cara que se acha digno da minha filha. –a expressão severa em seu rosto fez Inuyasha dar um passo involuntário para trás.

–pai para com isso. –então como se nunca em um passo de mágica a expressão severa foi substituída por uma divertida.

–vamos Kagome, qual a graça em ser pai de uma garota se não podemos assustar os namorados dela. –Inuyasha então percebeu que aquilo era um tipo de pegadinha de boas vinda muito bizarra e pede em fim relaxar, soltou a respiração que havia prendido sem perceber. –vamos colocar as malas no carro sua mão está ansiosa para ver vocês.

Sango se esquivou a tempo de uma arara cheia de roupas deslumbrantes, já fazia vinte minutos que estava ali e só pode constatar que o trabalho de modelo não era fácil. Sempre admirou as modelos nas revistas e o fato de que elas sempre pareciam incríveis nas fotos, mas agora sabia que por trás de todo aquele esplendor tinha muito trabalho e concentração, o vai e vem e constantes trocas de figurino com certeza não eram para alguém despreparado.

–Sangozinho você veio. –antes que pudesse se virar foi envolvida por dois braços fortes que a apertarem sem chance de escapar.

–Miroku o que você está fazendo?

–como o que estou fazendo? –ele pareceu confuso. –estou abraçando minha namorada, o que tem demais. –se aproveitando da distração dele Sango conseguiu se soltar.

–isso eu sei, mas por que fiz isso na frente de todas essas pessoas? –um sorriso divertido surgiu nos lábios dele.

–esqueci que você é tímida. –afastou uma mecha de cabelo que caia sobre seu rosto. Sorriu quando ela ruborizou. Ele ainda se surpreendia com o fato de que ela corava com cada demonstração de afeto dela, nunca havia conhecido uma garota assim e isso só o fazia gostar ainda mais dela. –eu já estou terminando aqui, então a gente vai comer alguma coisa. –assim que ele se afastou ela notou que todos ali pertos a olhavam curiosos, sentiu suas bochechas arderam ainda mais e procurou um lugar discreto para ficar.

Mas ao contrario do que Miroku havia dito o a sessão levou mais tempo do que haviam esperado. Quase uma hora depois eles conseguiram sair do lugar onde estava sendo feita a sessão.

–agora eu sou todo seu. –anunciou Miroku assim que eles entraram no carro. –aonde quer ir?

–qualquer lugar que tenha comida. –disse agora mais relaxada, coisa que ela só conseguia quando estavam sozinhas, sabia que estava sendo boba, mas ainda precisava de um pouco mais de tempo pra se acostumar com seu relacionamento com Miroku. –estou morrendo de fome.

–eu fiz você esperar, não é? –ele pegou a mão de Sango e levou os lábios. –me desculpe, tivemos um problema com a modelo por isso as coisas atrasaram.

–eu não estou te culpando, imprevistos acontecem e além do mais eu tive chance de te ver trabalhando. –ela parecia um pouco hesitante. –você está incrível. –ela sabia que estava vermelha, sentia seu rosto queimar.

–Sango... se eu não estivesse dirigindo nesse momento você já estaria nos meus braços. –ela não pode deixar de rir, esse era o Miroku que ela conhecia.

–bom, mas você está dirigindo então preste atenção no transito. –eles seguiram entre as brincadeiras de Miroku e as broncas de Sango. Com forme o tempo passava, ela se perguntava por que tinha demorado tanto em dar uma chance para ele.

Eles optaram por um restaurante de comida Italiana que Miroku freqüentava e queria que Sango conhecesse. O tratamento especial há surpreendeu um pouco, era óbvio que Miroku ia muito aquele lugar, ele conhecia todos os empregados, do garçom ao chefe, que inclusive veio cumprimentá-los. Estava se divertindo, como sempre acontecia quando estava com Miroku, apesar de que as vezes ele era um pouco pervertido... certo, um pouco não o define bem, mas ela já estava aprendendo a lidar com a “mão amaldiçoada” como ele dizia.

–eu não disse que esse lugar era perfeito? –perguntou satisfeito e pediu a conta.

–ok, eu admito que você têm bom gosto para escolher restaurantes.

–não é só para isso que eu tenho bom gosto. –a forma intensa com que ele a encarou a deixou sem palavras, e esse era provavelmente o único problema que ela enfrentava em relação a Miroku. Quando eles estão se divertindo juntos, conversando entre outras coisas ela conseguia se abrir com ele, mas quando ele falava assim com essa intensidade alguma coisa dentro dela se bloqueava.

Percebendo a mudança na expressão de Sango Miroku suspirou e deu um pequeno sorriso.

–que tal a gente dar um passei, tem um parque aqui perto.

–mas e se te reconhecerem?

–e o que tem? –perguntou divertido. –Sango eu sou modelo não um artista, acredite eu não tenho uma horda de fotógrafos seguindo cada passo meu, eu deixo essas coisas pro Inuyasha. –quando ela sorriu ele se sentiu aliviado, lá estava outra vez aquele clima leve e divertido entre eles. Ele tinha que se lembrar de ir devagar com Sango, o que era uma novidade pra ele, nunca antes teve que ir devagar.

Assim que pagaram a contas saíram, Miroku fez questão de segurar sua mão, Sango não fez nada para impedi-lo, essas pequenas demonstrações de perigo por mais que a deixassem nervosa eram ao mesmo tempo reconfortantes. Eles seguiram pela rua sem pressa, às vezes paravam para olhar alguma vitrine e quando Miroku insistia para que entrasse, Sango tinha quase que arrastá-lo alegando que só queria olhar.

–você sabe que eu podia comprar pra você. –insistiu ele.

–eu sei, mas estou trabalhando nessa minha mania de compras. –admitiu desanimada. –a Kagome anda me cobrando isso. –Miroku gargalhou.

–então você é uma daquelas pessoas que compram sem parar quando esta nervosa.

–nervosa, animada, preocupada e muitas outras coisas. –ele puxou Sango para si.

–acho que vou ter que ficar de olho em você. –ele começou a se aproximar, ele iria beijá-la e na frente de varias pessoas e diferente do que pensava ela não se importava.

–Sango?

Aquela voz fez o corpo de Sango congelar, ela conhecia aquela voz, mas o que a preocupava não era a voz, mas sim o dono dela.

–Sango é você mesmo? –ela não queria se virar, porque se fizesse isso teria que encará-lo. –a quanto tempo... Sango? –ela por fim se virou e seus temores estavam certos, a única pessoa que ela não queria jamais reencontrar estava parado ali diante dela.

–Houjo.

Notas finais
Então o que vocês acham que vai acontecer, como será que a Sango vai lidar com a situação? Bjs até o próximo o/