Notas iniciais
Eu não sabia oque dizer, foi um pedido inesperado. Um "não" poderia magoa-lo demais, e um "Sim" poderia ser precipitado demais.
Eu não Respondi, apenas o beijei, esperando que ele não me pressionasse a responder, mas foi em vão, ele perguntou novamente me
Olhando com aqueles Lindos olhos... Era impossível dizer "Não" a Ele...
Continuação do Capítulo Anterior. — Vamos pra minha casa — Disse ele, analizando meus ferimentos, que não eram tão alarmantes. — Tem um Kit de Primeiros Socorros guardado lá. — Tudo bem, mas, eu tenho que avisar a minha mãe que não estou no colégio. — Avisei a ele — Você liga pra ela Lá de casa. — Respondeu, me tranquilizando. Andamos pela rua quase deserta e prosseguimos até a casa dele, que não ficava tão longe da escola. A casa dele era modesta, porém, muito Bem construída. — Entra, e não liga a baguncinha aqui, ok? — Disse ele, me mandando entrar e fechando a porta. — Que bagunça?? Tá tudo arrumado aqui — Respondi, ainda maravilhado com a casa dele. — Eu sei, tava só brincando — Riu ele. Eu adorava o som da risada dele, era um som delicioso de ouvir. — Senta ai que eu vou pegar os curativos. — Disse ele, subindo as escadas. Me sentei no sofá e olhei aquela sala linda ao meu redor, super bem feita, cores bem vivas e movéis que pareciam valer uma nota, Tv de tela grande, nem imagino quantas polegadas tinha, Home Theater. Embaixo da Tv tinha uma porta de vidro, que, quando reparei melhor, tinha garrafas de vinho, outras bebidas caras e taças de cristal. Sobre a Estante haviam Peças de decoração lindas e, como todo o resto na casa, bem caras. Eu não sabia mais oque dizer sobre a casa dele, era tudo lindo... e Caro. — Voltei e trouxe os curativos. Demorei? — Perguntou ele, descendo as escadas. — Não, não... Cara, sua casa é linda. — Respondi, comentando sobre a casa. — Tudo aqui parece tão caro... — É que meu pai é Gerente de uma loja de móveis e aparelhos eletrônicos — Respondeu, tirando um frasco de plástico com Alcool e um pedaço de Algodão. — Ai... Cuidado... — Gemi, quando ele pôs o Alcool em um dos ferimentos. — Tudo bem, vou com mais calma, mas você tem que aguentar firme, Ok? — Perguntou, enquando enfaixava o braço que ele acabara de passar alcool. — Tá,mas só se você me ajudar... — Olhei nos olhos dele, me aproximando lentamente. — Isso ajuda? — Perguntou ele, me puxando pra um beijo delicioso. Era complemente impossível não resistir ao beijo dele, e eu me entregava fácilmente. Pus uma das mãos em sua nuca e a outra no rosto. Era incrível como um garoto daquela idade tinha o rosto tão liso e sem nenhum fio de barba. Passei uma das mãos pelas suas costas indo até a cintura, então me levantei e pressionei seu corpo contra o meu. Era Incrível como aquele garoto me mudara tão rápido. Há uma Semana atrás eu me dizia hétero, e agora, eu estava com ele, e sentia que amava aquele garoto como nunca havia amado nenhuma garota antes. — Eu te amo... — Disse a ele, dando uma pausa no nosso beijo. — Eu também te amo... Amo muito mesmo... — Respondeu, me dando outro beijo. — Eu acho que não consigo mais viver sem você... Você já se tornou meu Vício. — Você também é o meu Vício... — Respondi, puxando ele pra um longo beijo. De Repente, alguém bate na porta. — Vou atender, espera ai. — Disse ele, correndo até a porta. Alguns minutos depois dele atender a porta ele me chama e me surpreendo quando vou atende-lo — Ra... Rafa? Oque você tá fazendo aqui? — Perguntei, me surpreendendo ao ver Rafa parado na porta. — Me disseram que os Baderneiros da escola tinham brigado com você e você tinha saído, fui até a sua casa e você não tava lá. Ai uma amiga minha que passou pela porta da escola quando você saiu me disse que você tinha ido embora com um garoto alto e moreno. Então vim pra cá. — Respondeu, olhando fixadamente para o Rick. — Eu ia pra casa, mas o Rick me encontrou na porta da escola e me trouxe pra cá, pra fazer uns curativos. — Tudo bem, a gente se fala depois. quando você for pra casa, me liga, quero falar com você. — Disse ele, virando as costas. — Tchau, Rô. Rafa saiu sem sequer se despedir do Rick. Eu sabia que o Rafa não gostava do Rick, mas não imaginei que chegaria ao ponto de ser rude com ele. — Ele gosta de você... — Disse Rick, Enquando fechava a porta. — E ele não gosta de mim... — Que ele gosta de mim eu sei... Mas somos muito amigos e não rolaria nada. — Respondi, sentando no sofá e olhando pro chão. — Entendo, agora, deixa eu terminar de fazer seus curativos. — Disse, sentando do meu lado e pegando a caixa de Primeiros socorros. Passei a manhã toda na casa dele pra fazer os curativos. Acabamos demorando porque de hora em hora eu beijava ele e perdiamos tempo, depois voltavamos aos curativos. Quando deu, mais ou menos, Meio-dia eu sai de lá e fui pra casa. — Não quer que eu te leve até em casa? — Perguntou Rick, pondo a mão na minha cintura e me puxando pra perto dele. — Não precisa, amor, eu vou estar bem, quando eu chegar lá eu te ligo. — Respondi, dando um selinho nele. — V... Você me chamou de... Amor? — Perguntou ele, me olhando com os olhos brilhantes. — Chamei... porque? não devia? — Perguntei, olhando meio assustado pra ele. — Não não, claro que deve, mas não achei que você fosse me chamar de amor... — Disse ele, mostrando um lindo sorriso e me dando um beijo longo. Acabou que ele insistiu pra me levar em casa e eu não pude evitar. Chegando em casa minha mãe se espantou com o meu estado, — Filho!!! Oque houve com você?? — Perguntou ela, me olhando assuntada. — Quatro baderneiros que estraram na escola a uns dias se juntaram e bateram nele, sem motivo algum. — Respondeu Rick. — Então eu pedi pra liberarem ele e levei ele na minha casa e fiz os curativos. — Ah, Entendo. Muito obrigado... É, qual é seu nome mesmo? — Perguntou minha mãe. — Me chamo Henrique, mas pode me chamar de Rick. — Respondeu, apertando a mão da minha mãe. — Ah sim, quer entrar Rick? Se quiser ficar para o almoço... — Disse ela, convidando-o para entrar. — Não, não. Não quero incomodar. — Respondeu ele. — Que isso, não é incomodo algum. Eu não vou estar em casa mesmo, vou pro consultório daqui a pouco. — Respondeu ela, puxando o Rick pra dentro de casa e fechando a porta. — Mãe, você não deveria ter ido mais cedo pro consultório? — Perguntei, estranhando o fato dela estar em casa naquele horário. — Hoje eu pego mais tarde, contrataram outro dentista pra ficar no horário da manhã. Agora posso acordar mais tarde e tenho mais tempo pra cuidar da casa. — Respondeu, Sorrindo pra mim e para o Rick. — Ah, entendo. — Disse a ela, Me dirigindo as escadas. — Vou subir pra tomar um banho e trocar de roupa. Me espera aqui Rick. — Tudo bem. Vou esperar. — Respondeu ele, sentando-se no sofá. — Filho, vou sair agora, o almoço tá pronto no microondas, e, Rick, peça pro Rodrigo servir um prato pra você, Ok? — Disse ela, saindo pela porta. Logo depois que ela saiu, notei que meu irmão também não estava. Lembrei que ele tinha aula de natação até as 3 da tarde. Cheguei na beirada da escada e chamei Rick pra subir. — Meu irmão não tá em casa. — Disse a ele, dando um sorriso malicioso. — E oque que tem? — Perguntou ele, se fazendo de desentendido. — Ah, beleza... Vou tomar banho sosinho então. — Disse, dando as costas a ele. — Tá bom, to subindo. — Disse ele, subindo a escada correndo. Fui até a porta do banheiro e o esperei, quando ele subiu, puxei-o com súbitamente e o beijei, então fomos para o banheiro. Pressionei o corpo dele contra o meu e passei minhas mãos pelas suas costas até sua cintura. Ele pegou minha mão e colocou na bunda dele, e que bunda que ele tinha, Durinha e redondinha. Pressionei com mais força e senti nossos "Volumes" se esfregando e aumentando. Tirei a camisa dele e vi aquele corpo, Peitoral definido, barriga malhada, sem um único pêlo Sequer. Ele também tirou a minha camisa e ficou me olhando. — Nossa, que corpo que você tem ein? — Disse ele, me puxando de novo pra um beijo. Continuamos ali até que ele tirou minha calça, me deixando só com a sunga Box, e eu fiz o mesmo, então o puxei pro chuveiro e liguei. As feridas da briga sequer incomodavam, eu estava com ele e nada podia atrapalhar. Beijei e mordi seu pescoço e o beijei novamente. Ficamos ali, nos beijando por uns minutos, então o pedi que me deixasse terminar de tomar meu banho. — Rick, se não se importa, agora eu preciso tomar banho,ok? — Perguntei, sorrindo pra ele. — Tudo bem, eu vou esperar lá fora. — Respondeu, me dando um selinho. — Pega uma dessas toalhas ai pra não sair molhando a casa. — Disse, apontando pra uma das toalhas do banheiro. Ele pegou a toalha, se secou rapidamente e saiu, então continuei meu banho. Não demorei muito e sai, e ele estava parado em frente a porta do banheiro, enrrolado na toalha, me olhando com aqueles olhos verdes que eu tanto amava. — Que foi? — Perguntei, estranhando ele estar parado de frente pro banheiro. — Nada, só esperei você acabar. — Respondeu, me puxando pela cintura e me beijando. — Calma. — Parei o beijo. — Meu irmão pode chegar a qualquer momento, então vai se vestir. Nos vestimos e descemos, peguei meu almoço no microondas e preparei um prato pro Rick. — Toma, Tá aqui o seu prato. — Entreguei o almoço a ele. — Obrigado, amor. — Respondeu ele. Almoçamos vendo TV, quando estavamos quase acabando, meu irmão chegou. — Boa tarde, Rogério. — Disse eu, quando meu irmão entrou em casa. — Boa tarde, irmão. — Respondeu ele. — Boa tarde. — Disse novamente, quando viu o Rick. — Rô, esse é o Henrique, ou Rick, como preferir. — Disse, apresentando o Rick pra ele. — e Rick, esse é o meu irmão. — Satisfação, Rogério. — Disse Rick, apertando a mão do meu irmão. — Igualmente, Rick. — Respondeu meu irmão. Meu irmão é um garoto muito educado, na verdade, nós dois somos. Somos razoávelmente parecidos físicamente. as nossas diferenças são mínimas, Ele tem o cabelo maior que o meu, do jeito que esses adolescentes usam hoje em dia, e loiro, olhos quase azuis e pele parda, também de sol. — Irmão, Vou subir e tomar um banho pra tirar o cloro do corpo e do cabelo. — Disse ele, subindo as escadas. — Não demora, o almoço tá no microondas. — Respondi. — Cara, seu irmão é tão gato quanto você ein... — Disse Rick, depois que meu irmão foi pro banho. — Eu era parecido com ele quando tinha a idade dele, exceto pelo cabelo loiro e os olhos quase Azuis. — Respondi. — Não vai começar a tarar meu irmão não né? — Perguntei, dando uma risada. — Claro que não, só de eu estar pegando o irmão dele eu já to feliz. — Respondeu ele, me dando um selinho. — Tá afim de sair? — Perguntou ele, me olhando nos olhos. — Quando? Agora? — Perguntei, sem entender nada. — Claro que não né, bobinho. Vamos sair a noite. — Respondeu ele. — Estou te convidando pra um encontro. — Sério? — Perguntei, surpreso com o convite. — Bom, por mim, beleza, mas aonde a gente vai? — Perguntei de novo. — Surpresa, passo pra te buscar as 7, Ok? — Disse, me dando outro selinho. — Tá bom. — Respondi, sorrindo pra ele. — Bom, vou pra casa, tenho que ajeitar as coisas lá e fazer umas ligações. — Disse Rick, fazendo ar de misterioso. — Fazer ligações? Rick, Rick, olha lá pra onde você vai me levar ein... — Disse, fazendo cara feia. — Bom, vou indo. te amo — Disse, saindo pela porta. Fiquei ansioso pelo encontro. Subi correndo pro quarto pra escolher uma boa roupa. Peguei minha camisa gola V branca e uma calça Skiny Jeans Azul escura, Escolhi meu melhor perfume, limpei meus Tênis, deixei tudo pronto pro nosso encontro. Exatamente as 6 Horas, começei a me arrumar. Tomei um longo banho, fiquei muito bem perfumado pro meu gato. Pus a roupa, passei o perfume, arrumei o cabelo, fiquei lindo pra ele. As 7 horas em ponto, a campainha toca. — Já vai!! — Gritei do corredor do segundo andar. Desci as escadas e abri a porta. Rick estava lindo. Calça Skiny preta, camisa gola V cinza-claro e um Blusão Xadrez azul. Estava perfeito. — Oi... demorei? — Perguntou, abrindo um lindo sorriso. — Não, foi super-pontual. — Respondi, sorrindo de volta. — Vamos? — Claro. — Respondeu, pegando na minha mão. — Rô, Tô Saindo. Diz pra minha mãe que sai e qualquer coisa eu ligo pra ela. — Gritei pro meu irmão e saí, sem esperar uma resposta. — Vem. — Disse ele, subindo em uma moto preta linda. — Essa moto é sua? — Perguntei, admirando aquela máquina. — É sim, ganhei de aniversário quando fiz meus 16. — Respondeu, me passando o capacete. — Uau. É Linda. — Respondi, colocando o capacete, subindo na garupa da Moto e segurando no apoio do passageiro. — Oque você tá fazendo? — Perguntou. — Você vai se segurando ai mesmo? — Ué, esse apoio é feito pra... — Antes que eu pudesse terminar, ele pegou meu braço e colocou na cintura dele. — Se segura em mim. — Disse, antes que eu pudesse dizer algo. Não disse mais nada, só envolvi sua cintura com meus braços e o abraçei forte e senti o perfume delicioso que ele tinha passado. — Adorei esse perfume. — Comentei, respirando em seu pescoço. — Que bom que você gostou. — Disse, ligando a moto e dando a partida. Em alguns minutos chegamos ao local do Encontro. Éra um Restaurante muito jeitoso. Entramos e estranhei. — Ué? Não tem ninguém aqui. — Disse. — Não é aqui, temos que subir. — Respondeu, pegando na minha mão. Subimos as escadas no fundo da sala com cadeiras fechadas e completamente vazio. Chegando no segundo andar, uma sala muito bem iluminada e arrumada, com uma mesa para dois. — Rick! Está tudo lindo... você preparou isso tudo? — Perguntei, quase chorando de emoção. — Sim, eu passei a tarde toda preparando isso. O restaurante é de um Tio meu, e hoje ele não iria abrir, então ele liberou essa parte especialmente pra eu usar. — Respondeu, me dando um selinho. — Você é maravilhoso, Rick. — Disse a ele, puxando-o pra um beijo longo. — Vamos comer? — Disse, parando nosso beijo. Nos sentamos. Havia uma garrafa de Vinho na mesa e 2 Taças. Ele pegou a garrafa e abriu e serviu nas taças. — Um Brinde a nós dois. — Disse estendendo a taça pra mim. — Um Brinde a nossa felicidade. — Respondi, batendo minha taça na dele de leve. Começamos a beber. alguns minutos depois de começarmos a beber, Rick assoviou e um garçom saiu de uma porta trazendo 2 pratos com uma comida que eu não conseguira descrever. — Bon Apetit. — Disse o Garçom, em um belo sotaque italiano. Começamos a comer. a comida estava maravilhosa, tudo estava perfeito. quando terminamos, Rick levantou e veio em minha direção. — Vem comigo. — Disse, pegando minha mão. — Tudo bem. — Respondi, levantando e o seguindo. Entramos em uma porta que dava pra uma cobertura onde haviam 2 Homens. Um deles estava sentado próximo de um Piano e outro segurando um Violino. Rick fez um gesto para eles e eles começaram a tocar. — Me Concede essa dança? — Perguntou, estendendo a mão pra mim. — Ahn, Rick, eu não sei dançar musicas lentas... — Respondi, olhando envergonhado para o chão. — Eu te conduzo, não precisa saber dançar, só fazer oque eu fizer. — Disse, pegando minhas mãos e colocando nos ombros dele e me segurando pela cintura. Começamos a dançar lentamente. Tudo estava perfeito, a Musica, o local, até o Céu estava límpido e lua nos Iluminara. — Rick... você é perfeito demais pra mim... Você fez isso tudo e eu nem posso lhe dar algo em troca. — Disse, olhando-o nos olhos — Tem uma coisa que você pode fazer pra me deixar muito feliz... — Disse ele, sorrindo pra mim. — Oque? — Perguntei, fazendo cara de dúvida. — Quer namorar Comigo? — Perguntou, parando de dançar por um momento, me olhando sério nos olhos. Eu não sabia oque dizer, foi um pedido inesperado. Um "não" poderia magoa-lo demais, e um "Sim" poderia ser precipitado demais. Eu não Respondi, apenas o beijei, esperando que ele não me pressionasse a responder, mas foi em vão, ele perguntou novamente me Olhando com aqueles Lindos olhos... Era impossível dizer "Não" a Ele... — Eu aceito... — Respondi, beijando-o com a maior felicidade do mundo. — Eu te amo, Rodrigo, e prometo te fazer o homem mais feliz do mundo. — Disse ele, me olhando com um sorriso lindo e com algumas lágrimas nos olhos. — Eu também de amo demais Henrique, e só de você existir, eu já sou o Homem mais feliz do mundo. — Respondi, beijando-o novamente. Eu não queria pensar no que seria de nós dali pra frente, mas eu o Amava demais, e não queria saber oque mais ia acontecer, agora, eu era seu namorado, e ele era o meu, e Continuamos dançando ali, felizes com a lua a nos Iluminar. Continua...
Notas finais
Eu não sabia oque sentira por aquele garoto... Mas não era o mesmo que sentia pelo Rick. Ele não fazia o meu tipo. Não chegava perto do que o Rick era em personalidade, mas ele me deixava desconcertado. Ele me irritada... e eu amava aquilo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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