Uma Canção de Amor
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Rin verificou pela terceira fez se estava tudo pronto, Sesshomaru parecia muito ocupado ultimamente, tanto com a preparação com a apresentação quanto com Inuyasha, esse ultimo surpreendia as pessoas, mas ela o conhecia muito bem para saber que toda aquela indiferença pelo irmão mais novo era só para manter a pose, e ela gostava disso, gostava de conhecer um lado dele que mais ninguém conhecia.
Guardou tudo dentro da cesta e saiu, tudo que faltava agora era achar seu alvo, felizmente isso não seria tão difícil já que só havia dois lugares em que ele poderia estar. Primeiro foi ver Inuyasha, mas esse disse que não viu o irmão desde manhã e como ele estava com Kagome não quis atrapalhar e logo saiu. Só havia um lugar onde ele poderia estar, e não foi surpresa quando alguns minutos depois o encontrou conversando com Bankotsu.
–se você já terminou o que está fazendo, preciso que venha comigo. –os dois a encararam surpresos pela sua intromissão súbita. –por favor. –acrescentou em seguida.
–hã...
–pode ir já terminamos aqui. –disse Bankotsu vendo que o amigo parecia confuso. Rin agradeceu com um sorriso.
–bom, então vamos. –ela o pegou pela mão e o levou com ela. Enquanto Sesshomaru tinha uma expressão calma no rosto, como se já estivesse acostumado com isso, Bankotsu ria divertido.
–então aqui se deve ao meu sequestro?
–não é um sequestro. –disse Rin se fazendo de ofendida. –eu só acho que você deve estar cansado com tanto trabalho, por isso preparei uma coisinha para você relaxar.
–que coisinha? –perguntou desconfiado.
–não precisa ficar preocupado, é só uma coisinha inocente. — claro que algumas coisas passaram pela sua cabeça e nenhuma delas era muito inocente como as que Rin imaginava. –já estamos chegando.
Eles caminharam mais um pouco até uma clareira, Rin tinha forrado o chão com uma toalha e em cima tinhas varias guloseimas, Sesshomaru olhou para aquilo sem palavras.
–o que é isso?
–não da pra saber só vendo, é um piquenique. –disse animada.
–no meio da noite?
–romântico né? -romântico até demais para gosto dele. –bom, foi a única maneira que eu encontrei já que durante o dia você está sempre ocupado com algo.
–e você planejou um piquenique a luz da lua é... isso é bem a sua cara. –apesar de aparentar estar aborrecido ele tinha um sorriso nos lábios e aquilo foi o suficiente para Rin.
Depois daquela noite Sesshomaru teve certeza de uma coisa, ele definitivamente era um masoquista. Ele já tinha decidido que a relação dele e Rin continuariam sendo só amizade e mesmo assim ele ficava se colocando nesse tipo de situação. Sentado ali com ela a luz da lua, os cabelos dela estavam com um brilho diferente, ela parecia um... anjo.
–então, você está ou não relaxado agora? –perguntou Rin depois que ambos já tinham devorado quase tudo que ele havia preparado.
–relaxado e uns quilos mais gordo. –Rin riu divertida. Eles deitaram um no lado do outro, a noite estava clara e se podia ver as estrelas no céu, apesar de ser às vezes torturante ele gostava nesses momentos, o mundo todo a conhecia com uma estrela, mas para ele... só para ele, ela era apenas Rin, sua amiga de infância a quem ele ensinou a subir em arvores, que chorava quando os garotos roubavam sua boneca no parquinho em que eles brincavam, a Rin que podia comer qualquer coisa e mesmo assim não engordava. A Rin que ligou para ele às três da manhã quando um garoto se declarou para ela quando estavam na quinta serie, ele conhecia todos esses lados dela, isso era meio que uma compensação por todo o sofrimento de estar apaixonado por sua melhor amiga e não poder dizer nada. –esses dias aqui tem feito me lembrar de quando estávamos no fundamental, você se lembra do acampamento que fizemos na quinta serie.?
–tem como esquecer. –um sorriso surgiu em seus lábios com a lembrança. Naquela noite eles conseguiram enganar os professores e fugiram para jogar verdade ou desafio, claro que ele teve que escolher desafio, foi então que Bankotsu o desafiou a beijar Rin ali na frente de todos... claro que ela aceitou dizendo que não havia problema, mas ele lembrava que seu coração quase saiu pela boca na hora. Ele sorriu divertido lembrando do quanto era infantil na época.
Talvez Rin tenha se lembrado do mesmo já que ficou corada de repente. Claro que aquilo ficou apenas como coisa de criança, mas pra ele tinha significado muito.
–nos divertíamos muito, não é?
–o que você quer dizer com isso?
–é que as coisas estão diferentes agora. –ela se sentou, abraços a pernas e encarou Sesshomaru. –você está sempre ocupado com a empresa e eu com a minha carreira, olha em volta, quando foi a ultima vez que ficamos assim? –ela estava sendo uma tola, sabia disso, tinha planejado aquilo tudo para eles se divertiram, não fica falando sobre seus sentimentos.
–eu sabia que tinha alguma coisa por trás disso tudo. –Sesshomaru puxou Rin e a abraçou. –você não precisa se preocupar, você não vai se livrar de mim tão fácil assim, vou sempre estar no seu lado. –ela não se surpreendeu, ele sempre parecia saber o que passava em seu coração, aquele era Sesshomaru... seu Sesshy.
–desculpa essa era para ser uma noite divertida.
–e está sendo divertido. –disse rindo divertido.
–você está se divertindo as minhas custa né?
–vamos Rin, você sempre fica emotiva quando fala de quando éramos crianças essa é você. –isso não pareceu anima-la. –olha essa noite foi divertida sério, e quanto esse momento sentimental na verdade... eu gostei. – Rin o encarou confusa. –isso significa que você continua a Rin de sempre, então não precisa se preocupar com a possibilidade de acabarmos nos afastando, os tempos mudaram, mas continuamos os mesmo, e você continua sendo tão importante pra mim quando era antes. –Rin ouvia aquilo tudo sem conseguir falar nada, teve que se esforçar para entender que aquilo não era uma confissão. -está melhor agora? –ela apenas balança a cabeça em afirmação.
Sango se orgulhava de perceber as coisas antes de qualquer um, enquanto olhava Kagome sair sorridente ela sabia que ela estava indo se encontrar com Inuyasha.
Tinha prometido que não tocaria mais no assunto, mas isso não significava que ela estava cega para as coisas que estavam acontecendo a sua volta. Ela ficava feliz em ver a amiga assim, elas se conheceram durante os testes para bolsistas e embora os outros participantes estivessem em clima de competição em poucos minutos as duas se tornaram amigas. Nos últimos três anos elas passaram por muitas coisas juntas, o que só fez fortalecer a amizade que elas já tinham. Inclusive foi graças a Kagome que ela conseguiu passar por um dos piores momentos da sua vida, o carinho e companheirismo de Kagome a ajudaram a superar a maior traição que já sofrera... quando descobriu que seu ex-namorado, quase noivo, estava tendo um caso com sua amiga de infância. Aquilo tinha sido um grande choque. Na época ela estava no segundo ano na Academia Taisho, ela acabou descobrindo tudo quando fez uma visita surpresa para Houjo durante a semana, o que não era muito comum já que ela estava sempre ocupada com as aulas. Quando perguntou o porquê dele fazer isso, ele disse que a culpa era dela, que ela não dava mais atenção para ele e que só pensava nela mesma e na academia.
Aquela foi uma época difícil, inclusive pensou em desistir, mas foi graças a Kagome que ela não o fez.
–“se ele não pode te apoiar então ele não te merece”. –foram essas as palavras que a fizeram despertar e naquele momento ela prometeu que nunca mais confiaria em um homem outra vez, iria se dedicar a academia e a seu sonho com todo afinco, nunca mais iria se deixar enganar e sofrer outra vez.
Pensando nisso ela olhou pela milésima vez a mensagem de Miroku, ele estava contando sobre um ensaio fotográfico que tinha feito ao ar livre e que algumas fãs tinha conseguido enganar os seguranças e entraram no meio do ensaio atrasando tudo, e também contou mais algumas coisas que tinha feito durante o dia. Ela riu divertida, ela não imaginava que ele fosse o tipo de cara que mandava mensagens sobre coisas como essas, tinha que admitir que a única coisa que ela acreditava que ele sabia fazer era dar em cima de garotas, era um ponto a favor dele. Não que ela o estivesse analisando, não tinha esse tipo de interesse nele. Miroku queria provar que ele não era o canalha que ela imaginava, tudo bem quanto a isso, mas isso não significava que ela queria alguma coisa com ele.
Como se adivinha-se seus pensamentos seu celular tocou, olhou no visor e viu que era Miroku, ele tinha dito que ligaria, mas não esperava que ele realmente fizesse isso, respirou fundo e atendeu.
–você ligou para Sango, no momento ela não pode atender, deixe seu recado a pois o sinal. –ele Rio divertido, e ela não queria admitir que gostava do riso dele.
–bom., então me responda quando ouvir esse recado. –ele tinha entrado na sua brincadeira infantil, ok mais um ponto pra ele. –quer ir no cinema comigo Sango? –ela ficou em silencio, aquele nervosismo já conhecido voltou.
–e-eu não posso ir no cinema, estou no meio de um acampamento esqueceu? –a não ser que ele tivesse ido atrás dela outra vez, rezou para não ser isso.
–eu sei disso, estava me referindo para quando você voltar. –ela tentou relaxar, afinal ir ao cinema com amigos era super normal. A não ser pelo fato de que Miroku não era seu “amigo”, mas ele podia vim a ser, não é? –Eu liguei para o Inuyasha ontem, ele disse que vocês vão voltar em quatro dias. –tinha esquecido que ele tinha um informante. –eu sei que você deve estar imaginando coisas, mas é só um convite inocente, eu ganhei uns ingressos por causa de um trabalho, achei que você fosse gostar já que está estudando interpretação. –Sango sentiu seu coração falhar uma batida, ele tinha pensado nela, mesmo que houvesse segundas intenções ele havia pensado nela. –se você quiser pode convidar a Kagome pra vim junto... –ele parou um minuto pensando em algo. –vamos fazer assim, você convida a Kagome e eu chamo o Inuyasha, vamos nós quatro juntos, vai ser divertido. –o fato dele sugerir que Kagome fosse junto a tranquilizou um pouco.
–eu vou pensar e depois te respondo. –disse com a voz mais calma que conseguiu.
–você é uma garota bem difícil hein. –apesar disso sua voz estava alegre.
–ser difícil é uma das qualidades, por que, vai desistir?
–pelo contrario. –a seriedade em sua voz a fez tremer, o que era ridículo. –bom então depois você me liga pra responder, tenho que desligar agora, estou no meio de uma seção de fotos, a gente se fala depois. –disse e desligou. Sango ficou ainda um tempo com o telefone junto ao rosto, depois ficou repedindo para si mesma que o fato dele ter ligado para ela no meio do trabalho não era tão importante.
Rin estava ajudando na decoração do palco, quando avistou Sesshomaru conversando com Bankotsu, e pela expressão dele tinha alguma coisa errada acontecendo. Esperou até que ele ficasse sozinho, deixou o que estava fazendo e foi até ele.
–aconteceu alguma coisa? –ela percebeu que ele ficou tenso. –Sesshomaru?
–não, não aconteceu nado, por quê? –ele não a estava olhando nos olhos, alguma coisa definitivamente aconteceu.
–tem certeza?
–claro, eu só recebi uma ligação do meu pai, parece que teve um problema com um contrato que eu fiz, mas eu vou resolver isso. –ele estava mentindo, primeiro porque ele nunca cometia um erro em relação aos contratos já que ele sempre revisava mais de mil vezes e também sempre que ele mentia ele tinha um tique na sobrancelha direita, quase imperceptível, mas que com os anos ela aprendera a notar.
–só isso?
–claro, até eu cometo erros. –bom se ele não queria contar ela que não insistiria. –então tudo pronto para hoje à noite? –perguntou tentando mudar de assunto.
–quase, só estamos dando uns últimos retoques no palco, mas até hoje a noite vai estar tudo pronto... e quanto ao Inuyasha?
–ele tem ensaiado todos os dias com a Kagome, fazia tempo que eu não o via tão animado assim.
–fico feliz em ouvir isso. –na verdade estava animado para ver a apresentação desses dois, por enquanto deixaria esse assunto com Sesshomaru de lado, mas tarde ela saberia como descobrir o que ele esta escondendo. –se está tudo certo então vou voltar ao trabalho, nos vemos mais tarde.
Sesshomaru suspirou aliviado depois que Rin se foi, o fato dela sempre perceber o que ele estava sentindo ou pensando às vezes podia ser perigoso. Mas na verdade a ligação de seu pai o deixou perturbado, e não era uma ligação por causa de trabalho, pelo menos não o que ele havia dito a Rin... Kagura estava de volta, sua namorada do colegial tinha resurgido dos mortos. Não que ele tivesse algum sentimento por ela, na verdade só namorará com ela por dois motivos. Primeiro porque ela era uma gata, e estava em uma idade que qualquer garota bem dotadas como Kagura lhe despertavam certos desejos, e segundo foi em uma tentativa falha de tirar Rin da cabeça, no final ele terminou com ela pouco depois da formatura.
Agora ela estava de volta como um fantasma, e para piorar tudo por causa da amizade entre seus pais ela começara a trabalhar na empresa de sua família. Como explicaria isso a Rin, não queria nem imaginar, por isso decidiu adiar o assunto para depois, já tinha coisas de mais na cabeça.
–é Sesshomaru, pelo visto não é só Inuyasha que está com problemas.
Kagome se olhou no espelho, vestia um vestido de renda simples azul que Sango fizera aparecer como um passe de mágica, tinha que agradecer o dom da amiga para estar sempre preparada para tudo.
–você está linda Kagome. –disse Sango entrando no quarto. –eu sabia que não era exagero trazer aquela mala de vestidos, ao contrario da opinião de certas pessoas. –sabia que a pessoa a quem a amiga se referia era ela, mas dessa fez decidiu não discutir. A verdade era que tinha sido salva, não fazia ideia que haveria uma apresentação, por isso não tinha trago nenhuma roupa que serviria para usar, só de se olhar no espelho agora, quase doía imaginar que se não fosse pela amiga teria que usar uma calça jeans qualquer que ela tinha aos montes. –use esses sapatos vai combinar com o vestido.
–você acha que eu vou conseguir? –perguntou Kagome de repente, apertava os sapatos fortemente.
–vamos Kagome, você chegou até aqui não é hora de ficar nervosa. –começou a massagear os ombros da amiga. –você tem que relaxar e lembre-se você não vai estar sozinho, o Inuyasha vai estar com você. –aquelas palavras há acalmaram um pouco, era verdade Inuyasha estaria ao seu lado, então não tinha que ficar nervosa.
Depois de pronta foi se encontrar com Inuyasha, ainda tinham tempo, mas queria vê-lo só precisava vê-lo e teria certeza que se acalmaria. Mas quem ela acabou encontrando foi Sesshomaru na porta do alojamento.
–eu já estava indo a sua procura. –disse Sesshomaru com uma expressão seria. –temos um pequeno problema.
–problema? –perguntou hesitante.
–infelizmente o Inuyasha não vai poder se apresentar, você terá que fazer isso sozinha. –Kagome não ouviu mais nada do que ele falou depois, só uma coisa estava em sua cabeça... iria se apresentar sozinha.
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