Notas iniciais
Oi, pessoas lindas! Tudo bem com vocês??? Sim, eu sei que eu demorei M U I T O pra escrever um capítulo novo, e peço desculpas por isso. Mas tá realmente meio corrido pra mim. Além da faculdade, eu comecei a dar aulas particulares de matemática pro ensino fundamental (dou aula até no sábado!), e tô com pouco tempo livre mesmo. Tenho uma triste notícia pra vocês Acredito que o próximo capítulo só vai vir ano que vem, em 2016. Minha semana de provas finais é na semana que vem e na outra tem os exames (que eu peguei em 3 matérias, por sinal), e logo depois, na semana seguinte, já vem o Natal e depois o Ano Novo e tal. Então, as chances de eu só ter tempo pra escrever no ano que vem são bem grandes. Enfim, já escrevi demais aqui... Espero que gostem desse capítulo :3

Ok, Thomas estava pirando. O beijo que Teresa deu nele não durou nem um segundo. Rapidamente o garoto a empurrou e saiu dali, quase correndo. Quando chegou em casa, estava tremendo. Não por cansaço ou algo do tipo, mas por nervosismo. O que havia acabado de acontecer? Uma garota que havia estudado com ele tinha acabado de dizer que o que ele sentia por Newt era errado e ela simplesmente o beijou. Quem em sã consciência faz algo do tipo?

Thomas não se incomodava muito com o beijo. Aquilo tinha significado menos do que nada para ele. O que ele sentia por Newt era real e forte, e não era uma garotinha esquisita que iria estragar aquilo. Não, o beijo não o incomodava. O que o incomodava mesmo era qual seria a reação do seu... Seu o que? Amigo? Namorado? Definitivamente eles não eram nenhum dos dois. Mas isso não vinha ao caso. O importante é que Newt poderia achar que aquilo poderia significar algo para Thomas, quando a única coisa que o beijo significou mesmo foi o marco inicial de um ódio profundo.

Parando para pensar agora, Thomas conseguia se lembrar um pouco de Teresa: uma menina deslocada, sofrendo com os efeitos de uma puberdade adiantada (claro, agora ela estava bem melhor, isso Thomas não podia negar), que sempre corria atrás de encrenca e adorava incomodar os colegas, principalmente os garotos.

Ele precisava falar com Newt. Era algo importante apesar de não ter significado nada. Thomas resolveu ligar para o loiro. Após alguns toques, ele atendeu.

“Alô? Thomas?” Normalmente o calouro (ou semicalouro, agora que mais um semestre havia começado) iria ser recebido com um “Oi, Tommy” extremamente alegre, mas Newt estava na casa dos pais dele. O que era um pouco decepcionante. Thomas queria sentir que tudo estava bem e normal.

“Newt, eu... Eu tenho uma coisa pra te falar. A gente precisa conversar,” disse o moreno, um pouco apreensivo apesar de tudo. Newt significa muito para ele, muito mais do que um beijo aleatório.

“Ok, é muito importante?”

“É sim...”

“A gente pode conversar amanhã quando eu voltar? Eu acho me- Ah, tudo bem, cara. Amanhã eu te passo a lista de exercícios. Falou.”

Thomas ficou estupefato encarando seu celular, até que uma mensagem chegou.

Desculpa. Minha mãe entrou no meu quarto enquanto a gente tava falando. Tá tudo bem, Tommy? Vc parecia muito estranho.

Tá tudo bem, eu só tenho um negócio importante pra te falar.

Mas dá pra esperar até amanhã...

Tem certeza?

Absoluta. Amanhã a gente se fala.

Até.

:/

Até.

Isso incomodava um pouco o moreno, ter que esperar. Mas pelo menos ele poderia se acalmar e preparar o que iria falar para Newt. Se bem que... O que ele iria preparar? Ele não iria contar nenhuma mentira. Assim, Thomas decidiu que era melhor tirar o resto do dia de folga, vendo filmes, séries e jogando.

***

No dia seguinte, Newt foi até o apartamento de Thomas, que estava mais desorganizado que o habitual. Não que estivesse sujo apenas desorganizado mesmo, com algumas cadeiras fora do lugar, papéis espalhados pelo chão, pelo sofá e até na mesa, cheios de integrais e derivadas e algumas eventuais matrizes.

Thomas estava usando uma calça de moletom, um moletom e estava descalço, usando apenas meias, além de seu cabelo estar bagunçado. Exatamente o oposto de Newt, que tinha arrepiado o cabelo e usava uma calça jeans, uma camiseta de manga comprida e um tênis da Vans que Thomas achava muito lindo.

“Caralho, Tommy,” Newt começou. “Eu gostaria de congelar esse momento e te ver assim todos os dias.”

Newt estava supreendentemente feliz e também estava sorrindo quando disse isso, e foi o que motivou Thomas a sorrir também. Ele estava tranquilo, mas com uma leve inquietação dentro de si.

“Então, o que era que você queria falar comigo?” Disse o loiro, se sentando no sofá e puxando Thomas pela mão para que este se sentasse ao seu lado.

“Newt, eu... Aconteceu um negócio. Ontem,” o moreno disse, se calando logo em seguida. Newt o encarou, incentivando-o a continuar. Thomas respirou bem fundo antes de continuar. “Eu beijei uma garo- quer dizer, ela me beijou porque assim que eu me dei conta do que tava acontecendo, eu empurrei ela!” Disse Thomas, meio exasperado.

Newt ficou quieto por alguns segundos, depois assentiu. “Ok,” falou, com uma cara séria.

“Por favor, não me odeie. Eu não quis isso,” disse o moreno. “ Esse beijo não significou nada pra mim! Aquela garota, a Teresa, não significa nada.”

“Tudo bem, Tommy, calma,” disse o loiro, com um pequeno sorriso no rosto, o que enviou a Thomas uma onda de conforto, como se tudo estivesse bem. O que não durou muito tempo. “Mas eu acho que a gente devia terminar.”

“O QUE? Você não pode estar falando sério!” o moreno falou, quase gritando. Seu coração pulsava rapidamente.

“Não estou,” respondeu Newt, rindo. “Por favor, Tommy, eu te amo. Não vai ser uma atitude escrota de uma garota mais escrota ainda que vai mudar isso.”

Thomas ficou sem reação. Ele encarava Newt, de boca aberta. A única coisa que conseguiu fazer foi puxar Newt para um beijo.

Foi um beijo gostoso. Quente. Uma mistura de um pedido de desculpas com um “eu te amo muito” no meio. Foi bem intenso. Seus corpos estavam colados um no outro, e Thomas, mais safadinho, apertava a bunda de Newt enquanto este esfregava as mãos nas costas de Thomas.

Quando o beijo acalmou um pouco, Newt o interrompeu completamente.

“Aproveitando a situação, depois de ouvir um ‘eu te amo’ e tal, eu também gostaria de falar uma coisa,” falou Newt, ficando um pouco envergonhado.

“Tudo bem. Pode falar o que quiser,” disse Thomas, estimulando o loiro.

“Então, eu tinha até anotado num papel as coisas que eu queria te falar mas eu acabei esquecendo então eu vou tentar falar o que eu sinto.”

Thomas estava ficando um pouco assustado. Newt não estava tentando terminar as coisas com ele, estava? Por favor, que a resposta seja não!

“Tá, assim,” começou Newt, meio nervoso. “Agora a gente já tá junto faz um tempinho e tal. E acho que, principalmente depois dessa conversa de agora, tá claro que eu gosto muito de você, e você de mim. Eu também tava pensando sobre o que você falou no primeiro dia de aula, me deixou meio encabulado.”

“Do que você tá falando, Newt?” Perguntou Thomas, sentindo um pouco de medo preenchendo seu ser. Sentia borboletas no seu estômago e estava prestes a suar.

“Por mais que não tenham se passado anos e anos desde que a gente se conheceu, eu tenho certeza do que eu sinto por você. E sei que se esse sentimento fosse uma nova interação, seria mais forte que a força forte. Tommy, você é a constante da minha integral, o determinante da minha matriz, o autovalor do meu autovetor, e eu poderia continuar nisso o dia todo. Meu ponto é: eu gosto muito de você. E eu gostaria de saber se você sente o mesmo por mim.”

Assim que Newt disse isso, ele tirou dois anéis de dentro do bolso de sua calça, e mostrou um deles a Thomas.

O moreno o olhava incrédulo.

Isso estava realmente acontecendo?

A conversa, que poderia ter terminado em uma briga, terminou em um pedido de namoro? Isso era real mesmo? Ou Thomas estava sonhando?

Newt, o garoto por quem Thomas nutria seu sentimento mais forte e mais verdadeiro estava realmente o pedindo em namoro? Isso era muito bom pra ser verdade. O moreno simplesmente não conseguia acreditar nisso!

“E então?” Perguntou Newt, já que Thomas estava parado como uma estátua por alguns segundos já.

“Newt, eu... É claro que sim, Newt! Claro que sim!” Thomas respondeu, quase chorando de felicidade. Seu sorriso ia de uma da orelha à outra. Seu coração batia forte e violentamente, mas era de felicidade. Suas pernas estavam meio fracas, mas ele estava no sofá e Newt estava ali; não havia com o que se preocupar. As borboletas que já estavam em seu estômago começaram a voar loucamente dentro dele. Thomas nunca havia se sentido tão bem antes.

Os dois se beijaram, obviamente. Um beijo muito lindo, com os dois sorrindo. Perfeito para marcar o primeiro beijo deles como namorados. Newt também tirou uma foto dos dois, e conseguiu realizar seu desejo de congelar aquele momento.

Notas finais
E aí? O que acharam??? Comentem o que pensam, o que gostam, o que não gosta, etc, por favor!!! É muito importante pra mim hehe Enfim, leiam as notas iniciais pra saberem sobre o próximo capítulo. E é isso, até mais, meus lindos! Espero que tenham gostado desse capítulo :) vejo vocês nos comentários!