Notas iniciais
Olá, pessoal! Em primeiro lugar, um muitíssimo obrigado a todos que estão comentando :) em segundo, desculpa a demora T-T e, em terceiro, aproveitem a leitura e não deixem de comentar ;)

Thomas não sabia onde enfiar a cara. Para sua sorte (ou não), Newt foi embora sem dizer mais nenhuma palavra.

Os dias se passaram rapidamente na primeira semana de aula. Basicamente, nem aula os calouros tiveram. Quando Thomas se deu conta, já era sexta-feira. Thomas fez cópias da maioria dos livros necessários para a faculdade em vez de compra-los, afinal, os livros custavam uma fortuna! E além do mais, todos os alunos costumam tirar cópias dos livros.

Tudo estava sendo tão mágico para Thomas. Definitivamente, a universidade era diferente da escola. Eram ambientes completamente diferentes. Thomas não sabia como, mas parecia que todos os alunos da universidade estudavam ao mesmo tempo que brincavam, como se a vida fosse uma zoeira sem fim. Todos pareciam se divertir lá. Um dia antes, na quinta-feira, Thomas havia visto uma caixa de pizza jogada no lixo.

Naquele dia, as aulas já haviam acabado e Thomas estava voltando para o seu apartamento. Na saída da faculdade, ele avistou uma inscrição em um pequeno monumento de pedra, no meio de uma espécie de “praça” no campus. Thomas se aproximou para ler o que estava escrito.

“Scientia potestas est”, Thomas leu. O pouco que sabia de latim não o ajudava a saber o que realmente estava escrito ali. Alguma coisa a ver com ciência, foi a conclusão que Thomas chegou.

“Conhecimento é poder,” disse uma voz vinda de trás. Thomas não precisava se virar para reconhece-la, conseguia fazer isso de olhos vendados se fosse necessário.

Seu mais novo amigo, Newt, parou ao seu lado. “Interessante, não?” Ele perguntou. “É o lema da universidade.”

“Tem alguma coisa que você não saiba?” Thomas brincou, e Newt riu.

“Há muitas coisas que eu não sei.” Após alguns segundos em silêncio, Newt falou. “Uma delas é se você vai fazer alguma coisa amanhã de noite?”

“Algo me diz que você está prestes a me dizer qual é o meu compromisso de amanhã.”

Newt riu novamente. “É a festa dos calouros. Você vai, não é?”

“Não estava nos meus planos.”

“Corta essa,” o veterano disse. “Não me diga que você acorda cedo no domingo pra ir à missa?”

Thomas riu levemente. “Pra sua sorte, eu não acredito em Deus. E eu não ia na festa porque festas não correspondem à minha ideia de diversão.”

“Inteligente e ateu, que combinação perfeita,” disse Newt, fazendo os dois rirem. Normalmente Thomas ficava extremamente desconfortável em situações assim, mas ele sentia que podia confiar em Newt, que podia ser ele mesmo na frente do amigo. “Esteja pronto às 20 horas.” E, mais uma vez, o veterano foi embora.

Uma coisa que Thomas ainda não havia percebido era que Newt mancava. Mal dava para perceber, era necessário prestar atenção para reparar nesse detalhe. Talvez o veterano tivesse sofrido algum acidente um tempo atrás ou algo do tipo.

Ir a essa festa realmente não estava nos planos de Thomas, por isso ele nem se importou em lembrar o veterano de que o mesmo não sabia onde Thomas morava. Mas isso não importava, Newt iria perceber isso amanhã perto das 20 horas, e Thomas não precisaria ir à festa. O novato mal pode conter um sorriso.

O dia de Thomas se resumiu em séries e livros. Eram as únicas coisas que ele fazia quando tinha tempo livre: lia, assistia a filmes ou séries, e jogava. Vez ou outra Thomas tirava um cochilo, afinal, ninguém é de ferro. Ainda na sexta-feira, houve uma votação para qual seria a camiseta dos alunos de física nesse semestre. Thomas votou em uma bem simples, com a penas um desenho de um átomo na frente.

A primeira coisa que fez quando acordou no sábado? Jogou Pokémon. Afinal, por que comer e estudar quando se pode ser um mestre Pokémon, certo? Essa era uma das vantagens de morar sozinho: ele fazia o que quisesse quando quisesse, sem ter que se preocupar se atrapalharia alguém. E Thomas estava acostumado a ficar sozinho. Não que não tivesse amigos quando estava na escola, mas, como estudava de manhã e seus pais trabalhavam o dia todo, costumava passar suas tardes sozinho em casa.

Como já era tarde, resolveu juntar o café da manhã com o almoço em um belo cheeseburger quando resolveu comer. Depois, para não ficar com a consciência pesada, pegou seu livro de Cálculo e deu uma breve lida. Não era sua intenção, mas Thomas acabou dormindo em cima do livro.

Após o que pareceram apenas segundos, Thomas acordou com o barulho de sua campainha tocando. Por sorte, não havia babado enquanto dormia, e, fora o cabelo bagunçado e a cara de sono, não havia indícios de que estava dormindo. Deu uma olhada no seu celular e viu que eram 18:30h, e não tinha a menor ideia de quem estava à sua porta.

Thomas abriu a porta e se surpreendeu com quem estava lá. Ninguém menos do que o próprio Newt. “Não acredito que você tava dormindo, novato,” disse o veterano, já entrando no apartamento de Thomas.

“Como você descobriu onde eu morava? Por favor, me diga que não me seguiu ontem.”

“Não seja ridículo, Tommy. Eu tenho meus contatos.”

Thomas não sabia em qual pensamento focar: Newt o chamando de Tommy ou o fato de Newt estar ali, em seu apartamento.

“O que você tá fazendo aqui a essa hora? A festa não era só às 20 horas?”

“Sim, mas como você disse que não queria ir, eu pensei que devia vir antes para te convencer a ir comigo. Sabe, também não sou muito fã de festas, e eu mesmo não fui na festa que fizeram para os calouros quando eu comecei a estudar.”

“Então, eu sou uma espécie de ‘redenção’ para você,” Thomas brincou.

“Basicamente,” disse o veterano e os dois riram.

Thomas não esperava que Newt fosse tão bom de conversa. Em poucos minutos, Thomas já estava convencido a ir a essa tal festa dos calouros, mesmo que odiasse festas e que não bebesse. Rapidamente, o calouro tomou um banho, escovou os dentes e trocou de roupa.

“Alguém vai fazer sucesso hoje,” brincou o veterano.

“Acha que é demais?” Perguntou Thomas, olhando para suas roupas. Ele havia trazido consigo algumas roupas para que pudesse usar em festas durante o tempo que ficasse na universidade.

“Sim, mas no bom sentido, tipo, você tá demais,” disse Newt, fazendo Thomas corar, para variar.

“Obrigado.”

Outra coisa que Thomas descobriu sobre Newt naquele dia era que o loiro sabia dirigir e tinha seu próprio carro. Não era o modelo mais recente de uma marca de gente rica, mas isso não importava. Não para Thomas. Em alguns minutos no carro, eles chegaram ao local da festa.

Thomas percebeu que a festa era na casa de alguém, provavelmente de algum aluno. “A festa é aqui?” O novato perguntou.

“Sim. Essa é a casa de um cara que se formou no final do ano passado, e a festa é pra comemorar a formatura dele e também pra recepcionar os calouros. Acho que ele tava fazendo alguma engenharia, não lembro qual,” explicou Newt.

Mesmo que tivessem chego dentro do horário, a festa parecia estar acontecendo há muito tempo. As pessoas já estavam bebendo e dançando, e muitas já estavam realmente bêbadas. Aparentemente havia acontecido um esquenta antes de Thomas e Newt chegarem.

Um dos motivos para Thomas odiar festas: as leis da física não funcionam lá. Numa festa, dois corpos podem, sim, ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo. As pessoas ficam se esfregando umas nas outras e quase não é possível ir de um lugar ao outro.

Enquanto entravam no ambiente, Thomas perdeu Newt de vista. Ótimo, vinte segundos aqui dentro e eu já estou sozinho, Thomas pensou. Tentando andar por entre as pessoas, o novato conseguiu sair daquele ambiente cheio de pessoas e chegou ao que parecia ser o quintal da casa. Thomas sentou-se embaixo de uma árvore e começou a contemplar o céu e a pensar sobre a vida. Ele torcia para que isso fosse uma ação considerada normal entre os físicos. Thomas não percebeu, mas ele ficou umas duas horas ali. Einstein estava certo: o tempo realmente era relativo.

“Você fica tão lindo quando está distraído,” disse Newt, atrás de Thomas.

Mesmo estando muito absorto em seus próprios pensamentos, Thomas não levou um susto com a aproximação do veterano. “Há quanto tempo está aí?” Perguntou o calouro.

“O suficiente.”

Dito isso, Newt puxou Thomas e o beijou.

Notas finais
Então, o que acharam? Não deixem de comentar, por favor! Se tiverem alguma sugestão, ou alguma crítica construtiva, tipo, "Guilherme, tal coisa tá errada. Seria melhor você fazer assim ou assim", eu aceito de boa, ok? Abraços!!!