Notas iniciais
Olá, pessoal! Esse capítulo está mais curtinho também porque eu escrevi bem rápido hoje, já que amanhã eu vou viajar e não vou poder postar. Daí, pra não deixar vocês sem capítulo novo, eu postei hoje, na sexta hehe espero que gostem ^^

Newt acariciava os cabelos de Thomas. Era uma sensação muito boa para o calouro, e ele se virou para encarar Newt. Quando o fez, Newt o beijou mais uma vez. Em poucos segundos, o beijo tornou-se mais selvagem que o normal. O veterano tirou a camiseta de Thomas e passava a mão pelo peito e pelas costas do calouro. Thomas estava vivenciando uma sensação completamente diferente de qualquer outra. O toque de Newt era bom. Beijando o abdômen de Thomas, Newt chegou à calça do novato. Os gemidos de Thomas foram a confirmação que Newt precisava para abri-la.

Quando o veterano ia encostar sua boca no membro de Thomas, o calouro acordou.

Ofegante e com uma ereção matinal, Thomas levantou-se. Realmente, os sonhos geralmente acabam nas melhores partes. Thomas estava gostando muito daquele sonho, mesmo com os eventos da noite anterior.

Thomas ainda se lembrava do beijo de Newt. Afinal, quem conseguiria esquecer? O calouro olhou-se em seu espelho.

Havia uma pequena mancha vermelha em seu pescoço. Nada demais. Quase nem era possível vê-la. Thomas apenas conseguiu porque sabia onde procurar. Era o único resquício físico que provava que o beijo sob a árvore não havia sido um sonho.

Newt e Thomas se beijaram por alguns minutos naquela vez, intercalando respiradas rápidas com beijos apaixonantes, afinal, todos estavam dentro da casa curtindo a festa e os dois estavam sozinhos do lado de fora. Quando Newt começou a beijar o pescoço de Thomas, o calouro fez a besteira de empurra-lo. Ainda não sabia o porquê de ter feito aquilo. Na hora do ocorrido, Thomas achou que Newt estava apenas brincando com seus sentimentos.

“Você está bêbado. Provavelmente nem vai se lembrar disso amanhã,” disse Thomas, chateado, mesmo que Newt parecesse completamente sóbrio e não cheirasse à bebida. Tudo parecia normal, e talvez esse fosse o problema. Thomas nunca teve alguém que pudesse provavelmente responder aos seus sentimentos.

Newt era lindo. Isso era um fato, comprovado cientificamente inclusive. Thomas poderia inclusive estabelecer uma equação para determinar o quanto valia a beleza de Newt. E, além de bonito, o veterano era inteligente. Thomas o via na universidade e ouvia outras pessoas falarem dele. Newt estava apenas um semestre a frente do calouro, mas ele já era considerado um mini-gênio por todos. E a qualidade mais irritante de Newt é que ele era simpático e carismático e incrivelmente gentil e legal. A princípio, Thomas achou que o sentimento era apenas uma amizade. Mas isso cresceu. E a última coisa que Thomas esperava era ter seus sentimentos correspondidos justamente por Newt.

O veterano olhava para Thomas incrédulo. Será que ele não gostou do beijo?, perguntava-se Newt. Ele inclusive tentou argumentar, mas o calouro o interrompeu pedindo desculpas e saindo correndo.

Como havia ganho uma carona de Newt para a festa, Thomas teve que usar o GPS de seu celular para encontrar seu apartamento, e, mesmo assim, entrou em uma rua errada duas vezes. Quando finalmente chegou em seu quarto, estava cansado demais para pensar no que havia acontecido, então simplesmente adormeceu. Apenas para sonhar com ele.

Thomas checou seu celular. Já passava do meio-dia. Outra coisa que havia notado, e que o havia deixado ligeiramente triste, era que não havia sinal de Newt. Nenhuma mensagem (de texto, Whatsapp, Facebook, e-mail, etc), nenhuma ligação (que no caso Thomas não teria atendido, pois havia acabado de acordar), nada. Sabia que havia magoado Newt com a sua atitude no dia anterior. E além do mais, na cabeça de Thomas, o veterano estava fora de si naquela hora, então havia a probabilidade de Newt nem se lembrar do acontecido.

Durante aquela tarde, Thomas fez tudo o possível para manter-se ocupado e deixar seu amigo fora de seus pensamentos: comeu, assistiu séries, leu, jogou, dormiu, e inclusive estudou um pouco. Mas a todo momento os toques e beijos de Newt voltavam a sua memória. Thomas chegou à conclusão de que, para sua sorte ou seu azar, sentia alguma coisa por Newt, e definitivamente não era apenas uma amizade. E isso o assustava. Como iria lidar com isso? Como iria fingir que eram apenas amigos? E se Newt se lembrasse de ontem à noite? Eram muitas as perguntas para as quais Thomas não possuía uma resposta, e isso sem falar de que o que Thomas sabia sobre física era diretamente proporcional à sua burrice em lidar com seus próprios sentimentos. Ou seja, Thomas estava ferrado.

Antes que pudesse perceber, já era segunda-feira. O maior medo de Thomas era que Newt quisesse conversar. O que iria dizer? Mas isso era pouco provável de acontecer. Newt estava bêbado, não estava?

Naquela manhã, Thomas saiu de seu apartamento mais tarde que o normal e caminhou mais vagarosamente até a universidade, com o intuito de chegar em cima da hora e não ter tempo para conversar com um certo alguém caso o encontrasse pelos corredores.

Na universidade, algumas pessoas notaram o comportamento estranho de Thomas, afinal, ele realmente não sabia esconder sua confusão naquele momento. Quando o perguntavam se havia acontecido alguma coisa, apenas respondia que havia dormido mal. Para sua sorte, naquele dia não havia aula de Cálculo e nem Álgebra Linear, e também ninguém parecia tê-lo visto com Newt na festa.

Após as aulas, Thomas resolveu dar uma passadinha rápida pelo banheiro antes de voltar para seu apartamento. Deixou sua mochila num banco perto dos banheiros para não ficar carregando aquela coisa pesada para todos os lados. Quando voltou, encontrou Newt mexendo em sua mochila.

“O que você está fazendo?” Perguntou Thomas, em um tom acusatório.

“Nada demais, juro!” Respondeu Newt, corando e ficando extremamente envergonhado. “Eu só... Eu só queria falar com você, mas não sabia como. Daí eu resolvi deixar esse bilhete na sua mochila pra você ver depois, mas você acabou chegando,” explicou o veterano, entregando o tal bilhete para Thomas. “Eu queria explicar algo que eu acho que você entendeu errado na festa.”

O que? Na festa? Isso quer dizer que ele se lembra do que aconteceu?

“O que você quer dizer?” Perguntou Thomas.

“Eu queria evitar uma conversa agora, mas não tem jeito, você me pegou no flagra. Leia o bilhete, talvez você entenda.”

Thomas abriu o pequeno pedaço de papel. O calouro entendeu o que Newt queria dizer:

"Eu achei que você devia saber que eu sinto muito por ter te beijado tão de repente na festa.

E eu também queria dizer que eu não bebo.

– N."

Notas finais
Então, espero mesmo que vocês tenham gostado! E qualquer coisa, comentem dizendo o que acham que eu posso melhorar... Como eu disse, eu aceito críticas construtivas ^^ eu também quero dizer que eu estou super feliz porque tem 11 pessoas acompanhando a fanfic e quase 300 pessoas visualizaram... Sei que tem fanfics bem mais famosas mas isso não me importa hehe quero agradecer a todos que estão lendo! E vocês que leem, comentem, por favor! É um grande incentivo para quem escreve receber comentários com elogios e/ou com dicas!!!