Uma Boa Fonte De Inspiração
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Primeira fic do Arashi... Mas logo logo vem uma sequencia dessa, com muito lemon *o*
Os ponteiros do meu relógio estavam se movendo tão devagar que eu cheguei a pensar que ele estivesse quebrado, afinal, por mais tédio que eu pudesse estar sentindo naquele camarim, era impossível ter se passado apenas quinze minutos desde que a bateria do meu 3DS acabou.
— Ai, que tédio! Será que eles vão demorar muito pra nos chamar?- perguntei, para ninguém especificamente.
— Não sei, Nino-san, mas se você continuar a se mexer e resmungar eu posso te afirmar que o Arashi não vai participar do programa e eu serei preso por matar você. — respondeu Aiba-kun, quase me fuzilando com os olhos. Normalmente ele era calmo e tranquilo, mas quando o atrapalhavam em algo o quando ele brigava com o Sho-kun o anjo se transformava em um demônio.
— E o que é tão interessante nesse computador que você não pode dar nem um pouco de atenção para o seu namorado? — questionou Sho-kun, irritado. — você está desde ontem nessa droga de internet e nem olhou pra mim.
Revirando os olhos, Aiba-kun virou o computador na direção de seu namorado. Como este estava sentado do outro lado dele o aparelho ficou de costas para mim e isso atiçou, e muito, a minha curiosidade. Ainda mais com a reação do maior.
-Mais que droga é essa?
— Não é droga, ok? O nome disso é fanfic. São uma ótima distração e uma boa companhia para mim quando você se entope de trabalho e se esquece da minha existência.
Jun-san, que até aquele momento só observava a discussão, resolveu se intrometer.
— Desculpe estragar o que seria uma bela DR de vocês, mas nós estamos em uma emissora de TV se vocês não se lembram, e não vai ser muito bonito se entrarem aqui e verem isso. — ele se espreguiçou e se levantou para esticar um pouco as pernas. — E, respondendo corretamente a sua pergunta Nino não nos chamaram ainda porque o seu koibito decidiu se atrasar e não podemos gravar sem ele.
Na mesma hora estranhei, afinal era comum Oh-chan se esquecer de me avisar quando ia se atrasar, mas ele sempre foi mais do que responsável, então não nos deixaria esperando sem nem se comunicar.
— Como assim? O que aconteceu? Você falou com ele?
— Calma. Sim, eu falei com ele por SMS e ele vai demorar um pouco por causa de uns problemas na sessão de fotos. E ele pediu pra você não esquecer mais o seu celular desligado.
Respirando aliviado, me virei para Aiba-kun, que tinha sua atenção, mais uma vez, no notebook a sua frente. Sem conter a minha curiosidade, perguntei:
— Aiba-kun, o que são fanfics?
— Eu não acredito que você não sabe.
Sacudi a cabeça em negação e o vi suspirar e fechar o computador.
— Eu realmente não gostaria de te falar porque são muito grandes as chances de eu ser julgado por ler isso. Mas como eu sei que você não vai me deixar em paz até eu contar, então... — ele se virou para mim. — Fanfics são histórias que as fãs fazem sobre os seus ídolos, e entre eles está o Arashi. Elas criam isso a partir de entrevistas, de apresentações ou qualquer outra coisa. São realmente muito boas.
Achei realmente interessante e ia perguntar aonde encontrá-las quando o meu koibito chegou.
— Oh-chan! — levantei e o abracei bem forte. Não o beijei como gostaria o que foi uma sorte, pois logo em seguida uma das moças da produção nos chamou para gravar.
O programa foi bem animado. Cantamos os nossos maiores sucessos e depois nos sentamos à espera das perguntas das fãs que, diferente do usual, tinham sido feitas nas ruas do mundo todo (ou quase).
As perguntas iam das mais simples até as mais íntimas e embaraçosas, mas a que mais me chamou a atenção foi a de uma garota brasileira chamada Kamy Jaganshi.
— Oi! — começou ela, animada. — Primeiro quero dizer que amo demais o trabalho de vocês... Vocês são os melhores! E a minha pergunta é a seguinte: alguém no grupo sabe o que é fanfic? Se sim, qual é a opinião sobre isso? Beijos!
O silencio foi imediato entre nós, até Aiba-kun decidir quebrá-lo.
— Eu sei o que é e já li sim. Na verdade eu até mesmo li uma dessa autora. — ele sorriu encabulado. — Eu não posso dizer que amo isso, mas não digo que devem parar se faz tão bem assim a elas. — para muitos ele foi bem convincente, mas nós conseguimos perceber a falta de verdade em suas palavras. Não dissemos nada, mas mais uma vez eu estava curioso a respeito dessas fanfics.
Terminamos a gravação e já me preparava para voltar para casa com o meu amor quando ele acabou com a minha alegria dizendo que teria que voltar para as fotos, que foram deixadas pela metade, por causa de um erro. Ele me acompanhou até o carro aonde trocamos um beijo mais do que apaixonado e ele me prometeu voltar o mais cedo possível para casa.
Cheguei ao nosso apartamento (meu, mas para mim já era nosso) e me joguei sobre o sofá, já ligando o console a frente da TV para iniciar uma partida, mas, por algum motivo, eu não estava conseguindo me concentrar. E eu sabia qual era esse motivo.
Peguei o telefone sem-fio da base e disquei o número conhecido, sendo atendido quase imediatamente por Sho-kun.
— Moshi moshi.
— Sho-kun, posso falar com o Aiba-kun?
— Sobre o que, posso saber.
— Para de ser curioso, depois ele te conta. É que é urgente. — meti para me livrar logo dele.
— Moshi moshi, Nino-san. O que foi?
— Nada não, é que... Bom, eu fiquei realmente curioso sobre essas coisas de fanfics. Aonde você encontra isso?
Ele riu levemente.
— Existem vários sites, mas o que eu gosto mesmo é um brasileiro chamado Ohmiya Lovers. — ele deu uma pausa. – Olha, como é preciso se cadastrar e esperar aprovação e eu sei que você não tem paciência para isso eu vou te mandar no seu e-mail o link do site, o meu usuário e a minha senha. Mas você tem que me prometer que não vai fazer nenhuma merda, porque eu mato você se eu for banido.
— Sério que você faria isso por mim?
— Primeiro promete.
— Eu prometo.
— Tudo bem, então. Vou mandar. Oyasumi Nino-san.
— Arigatou Aiba-kun, oyasumi.
Desliguei o telefone e corri para o quarto onde estava o meu notebook. Liguei-o e a primeira página que abri foi meu e-mail.
"Caramba, Aiba-kun, você é rápido", pensei ao ver o e-mail que ele tinha me mandado. Além do link, do usuário e senha, Aiba-kun também me mandou abrir o site de uma maneira que o tradutor do meu navegador da internet funcionasse, até porque a página era em português. Junto disso também tinha outro link, dessa vez da fanfic da garota que apareceu no programa, com recomendações para que eu lesse, pois era muito boa.
Entrei com o usuário dele e já comecei a lei "O novo vício de Nino", me surpreendendo com a coincidência do que eu estava vivendo e o que acontecia na fic. Afinal, assim como na história, eu tinha acabado de conhecer o site. Ri com o pensamento de que esse momento poderia se tornar uma também.
Segurei-me para não fazer nenhum comentário e continuei lendo as outras, não me arrependi nem por um momento, todas eram incríveis.
O tempo passou rápido em frente ao computador e eu só percebi isso quando meus olhos lacrimejaram de sono. Já passava das onze da noite e eu já estava ficando preocupado com meu Oh-chan. Principalmente depois de alguns dramas que eu li. "Acho que estou entrando demais na história" me repreendi, mas mesmo assim me senti aliviado ao ouvir a porta ser destrancada e o vi caminhar até mim.
— Tadaima! — ele sorriu e me beijou.
— Okaeri, Oh-chan. — me abracei a ele e suspirei
— O que está fazendo acordado até agora? Esperando por mim?
— Não exatamente, mas isso não vem ao caso. Conseguiu terminar as fotos.
— Consegui sim. Mas não vamos falar de trabalho. A única coisa que eu quero agora é um bom banho e eu e você nessa cama.
— Então vá para o seu banho. Encontro você aqui assim que terminar.
Ele se encaminhou para o banheiro enquanto eu ia para a cozinha. Porque ler fanfics não era apenas uma maneira de me distrair. Com um pote de sorvete de flocos nas mãos eu tive que admitir que essas histórias também eram uma grande fonte de inspiração.
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