Notas iniciais
Desculpe se tiver pontos de interrogação ao contrario, é que o word bugou e eu arrumo as pressas os erros.

P.O.V. Lucy

Acordei com muito frio, era sábado. Já tinha um mês que eu estou aqui, eu fiquei muito amiga daquele grupo, principalmente do Fred, da Sarah, da Rose, do Jack e da Grace. Eles são incríveis! O Fred é o tipo geek legal, eu me identifico muito com ele, acabamos virando melhores amigos. A Sarah é a melhor baixista do mundo, e é daquelas que sabe tudo o que está acontecendo no momento em que está acontecendo. Rose é como uma psicóloga para nós, ela até vai fazer psicologia na faculdade. Jack é um safado, essa é a verdade, mesmo assim ele é o piadista e anima o dia de todo mundo, e a Grace é a desenhista que ver sempre o lado positivo da coisa.

Ainda não consegui um progresso com a Lily, que só fica com a Becca e o Jonny. Becca e o Jonny são legais mais ela não fala muito comigo por causa da Lily e eu não tenho muito em comum com ele, por isso não sei muito sobre esse trio. Só sei que a Lily é uma estilista, que Becca é foda na bateria e que Jonny, hum, bom, eu não sei.

A Wendy, a Emily, o Colin, e o Matt também formaram um grupinho, a Wendy é a pessoa mais fofa do mundo, ela é uma fotógrafa como o Colin, a Emily é uma guitarrista de primeira, e o Matt é meio que um engenheiro.

E por fim o Gus, o James, Isaac e a Coraline formaram outro, Gus e o James tem muito em comum por que o Gus quer ser Médico e o outro Cientista, a Rose e o James conversam muito mais eu não falo muito com ele, eles tem várias coisas em comum como, a psicologia é uma ciência, Isaac e Cora são ótimos em direito, serão advogados, eu acho.

Então, a semana foi normal, mas a minha tia estava agitada, preocupada e ansiosa, eu perguntei várias vezes por que mais ela não me respondeu. Eram 8:00hs e eu desci de pijama, vi a minha tia chorando muito e minha mãe tentando acalma-la:

– Tia, mãe, o que aconteceu- eu perguntei preocupada, nunca vi minha tia chorar

– Nada filha, só alguns problemas

– Então eu quero saber que problemas são esses, a semana inteira vocês estão estranhas e não me falaram nada.- eu reclamei

–Olha filha...

– Não, Eve, ela vai descobrir mais cedo ou mais tarde

– Mas Rach...

– Mais nada, ela precisa saber- ela me olhou e segurou o choro- lembra quando eu disse que era divorciada e que a casa tinha ficado para mim?- eu afirmei com a cabeça- não foi bem assim, há 17 anos atrás eu soube que estava gravida, eu me meu marido Bem estávamos juntos, mas brigávamos muito, quando sua prima nasceu, seu nome era Melody. Eu e seu tio tivemos uma briga feia, ele pegou a bebe e fugiu de casa- lagrimas estavam escorrendo pelo seu rosto- chamei a polícia. Por 16 anos eu achei que ele tinha levado ela e que eles estavam fugindo da polícia este tempo todo, há pouco tempo a polícia me ligou dizendo que tinham o rastreado, estava no Texas. O acharam ontem à noite, sozinho, sem minha filha, ele disse que quando estava saindo pensou em como a Melody iria sobreviver com ele e então ele deixou-a em uma casa qualquer da cidade, e foi embora, para uma nova vida, ele não disse que casa ele a tinha deixado- ela terminou e começou a chorar

– O que?- eu perguntei tentando assimilar tudo- Quer dizer que ela pode estar nesta cidade? Então temos que procura-la, é só ver todas as meninas de 16 anos da cidade- elas me olharam surpresas

– Não é bem assim filha- minha mãe disse calma, isso me irritou

– COMO NÃO É BEM ASSIM, VOCÊ NÃO QUER ENCONTRAR A SUA SOBRINHA? ELA ESCAPOU HÁ 16 ANOS E EU NÃO VOU DEIXAR ELA ESCAPAR DE NOVO- eu estava muito irritada, como ela nunca me falaram que eu tinha uma prima?- EU QUERO SABER QUEM É MINHA PRIMA, EU NUNCA TIVE UMA IRMÃ, DEIXE EU CONHECER MINHA PRIMA!

Eu sai de casa furiosa, e fiz o que eu faria naquele momento, ligar para a Rose. Sentei na grama umas 5 casa depois da minha e liguei para a Rose:

– Annie, oi!

– Eu posso ir ai?- eu estava ofegante, e acho que ela percebeu

– O que aconteceu? — ela disse preocupada

– Eu te conto depois. Posso ir ai?

– Claro

Eu desliguei o telefone e sai correndo, a casa da Rose era uma rua de distância da minha, toquei a campainha e o Fred atendeu:

– Annie, o que você tá fazendo aqui de pijama- quando ele disse isso, eu percebi que tinha saído com meu pijama.

– Eu preciso falar com a Rose, AGORA

– Ela tá lá em cima

Eu subi correndo e abri a porta do quarto dela com força

– Annie, por que você está de pijama?- ela perguntou confusa

– Te explico depois, eu preciso muito falar com você.

– Tá mais a Grace tá aqui- ela apontou para a Grace me olhando confusa

– Okay,eu preciso dá ajuda das duas para isso- fechei a porta do quarto e puxei as duas para perto

Contei tudo para elas, quando terminei deitei na cama e esperei ela comentarem:

– Isso é sério Annie?- perguntou a Rose (sempre desconfiada)

– Seríssimo, afinal, por que eu mentiria sobre isso?

– Okay- a Rose ia começar o falatório- eu acho que você se precipitou, deve estar sendo difícil para elas também, mais sair por ai indo de porta em porta ver as garotas de 16 anos não vai dar em nada. — Droga ela estava certa

– E por que você se importa tanto com isso?

– Eu não sei, talvez por que eu pensei em como seria a minha se ela nunca tivesse sido “roubada” pelo próprio pai, a nossa infância seria diferente, poderíamos ter sido grandes amigas, ou grandes inimigas, nunca se sabe.

– Ahh, entendi, você queria ter um irmão na infância, e quando descobriu isso assimilou ela a uma irmã que você podia ter, não é?-PORRA COMO ELA SABIA DESSAS COISAS, fiquei quieta

– Pelo que vi isso é um sim, não é?

– Eu já disse que odeio quando você está certa?

– Também te amo- e rimos

– Tá mais o que eu faço?

– Pede desculpa e diz que você se precipitou

– Tá bom, me empresta uma roupa? São 10:00hs e eu não estou nem um pouco afim de sair de pijama na rua

– Okay, veste essa calça jeans e essa camiseta- me vesti.

Fui para a casa andando devagar, precisava pensar no que dizer a elas, como pedir desculpas, eu não sou muito boa nisso.Eu falaria na hora? Deixaria para depois? Como vou fazer isso? Que palavras usar? Cheguei em casa e minha mãe e minha tia estavam assistindo televisão:

– Mãe, Tia- eu chamei e elas se viraram- eu queria pedir desculpas por agora pouco, é que eu fiquei irritada e tirei conclusões erradas de tudo, sei que é difícil para vocês

– Tudo bem Annie- Rach disse e me abraçou- eu também tenho vontade de bater de porta em porta, procurando por ela

– Como vão encontrar ela?

– Nós não sabemos, temos que ter fé

– Okay

Naquele dia eu não fiz absolutamente nada. Deitei na minha cama e pensei em toda a minha vida, minha infância, primeiro dia de aula, separação, a mudança, a nova escola, novos amigos, uma suposta inimiga, professores e por fim, uma prima que pode, ou não estar nesta cidade e viva, eram muitas coisas. Fiquei a maior parte do tempo pensando sobre como seria a minha prima, eu nunca vi meu tio, então eu tenho que assimilar ela com minha tia. Qual seria o estilo dela? Rockeira? Rapper? Skatista? Patricinha? Com quem ela viveu todo esse tempo? A tratavam bem? Minha vida seria diferente se ela não tivesse ido?

Acabei adormecendo no meio dessas perguntas.

Notas finais
Eu acho que não vou conseguir postar um novo cap hoje, eu vou para a casa da minha vó, na verdade, eu to saindo da minha casa agora.