Uma Babá Diferente

14 Capítulo 14


Notas iniciais
Haha, como prometi, esse capítulo saiu rapidinho, espero que gostem :)
Não deu pra postar ontem pq a net não colaborou. Enfim...
Boa Leitura!

PDV Edward

-Dez dias? – Perguntou Alice quando lhe contei a novidade. Bella querendo me arrastar para uma viagem pela França. – Não é justo, eu sempre quis conhecer Paris e quem vai é você. – Falou ela emburrada.

-Se quiser trocar de lugar... – Falei. Nem queria imaginar como seria uma viagem de dez dias com dois monstrinhos. Se fosse só com Bella, seria a oportunidade perfeita, mas infelizmente eu já estou prevendo que não terei nenhum segundo de folga.

Bella havia contado a novidade três dias atrás, mas só falei para Alice hoje, não estava com paciência pra questionamentos sobre o assunto, nem sequer queria ir. Mas não tive outra opção.

Ouvi meu celular tocando e deixei a baixinha falando só. Olhei para o visor e não acreditei no nome que eu vi. Kate. Será possível que essa louca não vai me esquecer nunca? Mulher só serve pra me dar dor de cabeça, uma vida sem elas seria muito mais fácil...

NÃO.

Eu só posso ter enlouquecido de vez, como eu posso ter um pensamento desses?

Resolvi atender.

-Oi Kate, o que você quer? – Perguntei indiferente.

-Ed, meu amor. Você nunca mais atendeu meus telefonemas, o que aconteceu com você? – Perguntou ela com uma voz irritante.

-Nada, só estive ocupado. – Falei.

-Então agora você está livre pra mim não é?

-Na verdade Kate, eu queria pedir pra você seguir em frente com a sua vida e me esquecer. – Falei. – Não temos mais nada juntos.

-Você tá brincando né Ed? Eu nunca vou esquecer você, meu amor. – Respondeu ela.

-Estou falando sério. – Afirmei. — Se era só isso, tchau.

-Nem pense que eu vou desistir de você Edward Cullen... – Não a deixei terminar a frase, e desliguei o telefone.

Nesses últimos dias minha paciência está ficando cada vez menor.

-Ei Ed, você já arrumou as malas? – Perguntou Alice.

-Não, mas ainda tenho tempo, arrumo depois. – Falei.

Entrei no meu quarto e me joguei sobre a cama, estava cansado demais pra me preocupar com malas, a bebedeira de outro dia não se repetiu, não por falta de vontade e sim por falta de tempo. Chego em casa depois do trabalho incrivelmente cansado. Por mais que Tony e Sophie não estivessem mais tentando me matar, continuavam a deixar a casa de cabeça para baixo, e eu tinha que lidar com eles o dia inteiro e ainda por cima arrumar tudo.

Consegui me aproximar um pouco de Tony, ele está mais simpático, ou algo assim, já Sophie continua na mesma, indiferente. Passa mais tempo no computador ou no celular do que com as pessoas.

O cansaço era tamanho, que em pouco tempo mal consegui manter os olhos abertos e fui caindo lentamente na inconsciência.

(...)

Faltam exatamente três horas e quarenta e dois minutos para que o voo que nos levará para a França saia do aeroporto. Peguei todas as roupas do guarda roupa e joguei desajeitadamente na mala, fui jogando tudo o que eu considero importante do mesmo modo, o maior trabalho que tive foi fechar a mala, mas consegui.

Carreguei-a até o apartamento, onde certamente Bella e as crianças já estavam a minha espera.

Toquei a campainha e logo fui recebido. Vi várias malas espalhadas pela sala, e Tony e Sophie impacientes, provavelmente loucos pela viagem. Bella também estava animada, ela devia estar realmente querendo passar um tempo com os filhos.

-Que bom que chegou, temos que ir, senão chegaremos atrasados. O trânsito é uma loucura há essa hora. – Falou Bella.

-Ok, vamos então. – Respondi.

Peguei minha mala, e as centenas de outras espalhadas pelo apartamento, com ajuda das crianças e de Bella também, conseguimos levar tudo ao elevador de uma única vez. Descemos e fomos em direção ao táxi que já nos aguardava para nos levar ao aeroporto.

(...)

Uma hora e meia depois, ainda estávamos tentando chegar ao maldito aeroporto, mais algum tempo e nós vamos é chegar na França, isso sim. Demoramos mais meia hora até finalmente chegarmos, minhas pernas já estavam sem circulação, depois de passar duas horas dentro de um táxi, com Anthony e Sophie do meu lado.

Só teríamos o tempo necessário para despachar a bagagem e entrar no avião. Bella fez todo o processo necessário e bem a tempo de ouvirmos nosso voo sendo anunciado.

Entramos no avião, e os assentos eram divididos na aeronave em três fileiras no meio e duas de cada lado, separadas por dois corredores, as cadeiras reservadas de Bella, Tony e Sophie, eram as três da fileira do meio, juntas. Já a minha, era a da fileira dupla ao lado.

Seria o voo mais longo da minha vida. Decidi não pensar nisso, o avião não era confortável, mas fiz o melhor que pude para me acomodar, enquanto vi Bella e as crianças brincando e muito alegres.

Desviei a atenção dos três quando o meu companheiro de viagem sentou-se ao meu lado. O cara era enorme, parecia um guarda roupa aberto de seis portas, véi, na boa, era um gigante.

-Isso aqui tá incomodando, importa se eu tirar? – Perguntou ele, apontando para o braço da cadeira que separava as duas.

-Na verdade... – Eu responderia que sim, mas ele não deixou que eu concluísse minha frase.

-Sabia que você não ia se importar, lindo. – Falou ele.

O pior de tudo é que eu não tinha como discutir como um cara daqueles, só mesmo se eu estiver a fim de morrer, o que não é o caso.

Minutos depois, senti o tal cara se aproximando. Tentei me afastar o máximo que o reduzido espaço permitia. Mas quanto mais eu me afastava, mais o tal homem se aproximava.

-Qual o seu nome? – Perguntou ele.

Não estava com a mínima vontade de responder a nada que ele perguntasse, mas o cara era assustador.

-Edward. – Respondi num murmuro.

-Oh, bonito nome, combina com você fofo. – NÃO. NÃO ACREDITO. EU TÔ SENDO CANTADO POR ESSE CARA?

PUTA QUE PARIU, NÃO É POSSIVEL.

Calma Edward, respira. Talvez você esteja imaginando coisas.

-Meu nome é Michael, mas pode me chamar de Mike. – Continuou ele piscando pra mim.

Ah, Deus. Eu só posso ter sido muito ruim em outras vidas, porque é castigo demais pra uma pessoa só.

O tal Michael, se aproximou novamente, dessa vez alisando meu braço. Continuei tentando me afastar, mas era praticamente impossível. Minha cara de pavor e agonia devia estar hilária. O pior de tudo é que eu estava na janela, não tinha pra onde correr.

E como se a situação já não estivesse ruim o suficiente, a peste de um pirralho sentado na cadeira de trás começou a chutar as costas da minha cadeira.

Ouvi a voz da aeromoça anunciando que estávamos partindo, avisando que o voo duraria aproximadamente sete horas e meia e desejando a todos uma boa viagem.

SETE HORAS! OH MEU DEUS, SETE HORAS.

Estava quase tendo um ataque quando senti minha perna sendo alisada. AGORA FERROU. Eu tenho que sair daqui. Em sete horas nem quero pensar no que pode me acontecer com esse tal de Michael do meu lado.

Minhas únicas opções eram parar de respirar até morrer, ou me jogar pela janela do avião, o que seria um pouco mais complicado. Decidi por prender a respiração. E enquanto eu me encontrava nesse dilema, ouvi a voz do tal Michael novamente tentando puxar conversa.

-Então, você tem namorada?

Já vi que essa viagem vai ser mais longa do que eu previ.

Notas finais
E aí gostaram?
Tô esperando os comentários ok?
Beijos lindas :*