Uma Aventureira
3 Duas semana em Paris? Não dá tempo para respirar !
Notas iniciais
Bisus,
Nos vemos lá em baixo :)
Era meia-noite quando ele entrou cambaleando com uma garota vindo depois dele no nosso apartamento em paris, levantei da minha cama, deixando para trás o caderno no qual eu estava estudando para a minha prova de francês do dia seguinte.
- Você esta bêbado?- Juro, por mais que fossemos jovens e morássemos fora, nenhum dos dois tinha o costume de beber, muito menos de trazer pessoas estranhas para o apartamento de madrugada.
- E por que você não esta? – Scott perguntou em meios de soluços, tentando andar na direção da cama dele, com a garota o seguindo.
-Te listo os motivos quando você estiver sóbrio e não ter uma garota estranha no nosso apartamento.- Disse pegando a garota pelo braço e a levando até a porta. – Você sabe o caminho de casa néh querida? – Perguntei para ela que fez “sim” com a cabeça e depois um “não”. – Toma o dinheiro para um táxi, se você souber aonde é a sua casa é só falar para o motorista que ele te deixa lá ta bom ? – Botei um pouco de dinheiro na palma da mão dela e fechei a porta.-
- Gina ! – Ele chamou .- Me fala os motivos – disse sentando na cama.
-Você não esta sóbrio, deita e dorme – Disse o empurrando, para que ele deitasse.
- Amanhã, eu vou comprar um buquê de flores para você – ele disse em meios de soluços mais uma vez, deitado na cama dele, com as mão cruzadas atrás da cabeça.
- O que eu preciso fazer para você me deixar em paz? – perguntei, voltando para o meu caderno.
Ele pulou da cama dele e se sentou na minha frente, levantou o meu queixo e me olhou nos olhos.
-Seja- soluço — minha – Disse ele num tom sério.
Se passaram 5 segundos para que depois gargalhássemos. Rimos muito com aquilo, ficamos no mínimo uma eternidade rindo da situação.
- Para, para, chega – falei tentando recuperar o ar – Vá dormir, preciso ler só mais um folha ! – disse enquanto ele se levantava da minha cama.
- Sonha comigo então – Ele se deitou.
- Seria um pesadelo – o avisei.
- Há,há – foi o que ele disse antes que eu pudesse ouvir a primeira leva de respiração pesada que ele sempre faz enquanto dorme.
Acabei de estudar e fui dormir, no dia seguinte teria a prova do meu curso, não pense que desisti da idéia de “não estudar”, olha eu aqui com 20 anos e sem uma faculdade, só achei que seria bom falar francês na França, faz sentido néh?
Viemos para França no mês passado, ainda não conheci metade dos pontos turísticos que eu queria, incrível como o tempo passa rápido quando nós viajamos, e para uma pessoa que já faz isso por três anos...
Digamos que o relógio não é o meu melhor amigo. Volto para Madri semana que vem, tenho muito pouco tempo aqui !
O que mudou foram as ligações não atendidas dos meus pais, desde a ultima sexta eu venho tentando, e tentando, cai na caixa postal , no celular, no telefone de casa, ninguém atende. Não acho que foi pelo jeito que sai de casa, aliás isso já faz três anos, eles já superaram, não é?
Qual seria o outro motivo para eles não atenderem as minhas ligações? Nem a Liza me atende mais. Ela foi a única que continuou a falar comigo quando eu fugi... Quer dizer , quando eu sai, minha própria irmã não quer falar comigo. Só consigo me perguntar o que devem ter dito para ela de mim.
[...]
- Water... – ouvi um sussurro – Water... – alguém falando dessa vez – Water! – Scott berrou no meu ouvido, eu levantei rápido com o susto, fazendo com que nossas testas se encontrassem com um delicioso “AI”.
- Você ta maluco? – perguntei.
-Vai se atrasar para sua prova ...- Ele disse devagar – Sabe aonde tem remédio para dor de cabeça? – perguntou.
- A muito obrigada por me acordar assim – disse irritada, saindo da cama – Pro que ao invés de ir atrás de um remédio você não liga para aquela garota loira que te visitou aqui ontem a noite?- Além de me acordar daquele jeito ele acha que eu vou ficar bancando a mãe dele?
- Ei ! Desculpa ta bom? Da próxima vez eu te deixo dormindo, babando no travesseiro, enquanto a sua prova estiver rolando.- revidou.
- Ta, ta bom ! Ta na cara que eu acordei de mau humor, e você nem para entender isso ? Pensei que você já me conhecesse !– entrei no banheiro, deixando ele falar sozinho do lado de fora. Tomei banho, troquei de roupa, escovei os dentes, quando sai ele estava sentado na cama dele falando no celular.
- Claro, eu peço para ela ligar de volta – ele respondeu a pessoa do outro lado da linha com uma voz triste e depois desligou, pude jurar que aquele brilho nos olhos dele não eram de alegria.
-Quem era? – perguntei ainda irritada.
- Sua avó – ele definitivamente estava prestes a chorar.
- O que ela queria comigo? – abaixei minha voz, o que ela queria comigo? Sério ela nem fala comigo direito... e digamos que a nossa relação não são das mais perfeitas.
-Quer saber... Ela não me disse – ele fungou? – Liga para ela depois da prova, acho melhor você ir logo, vai ficar mais atrasada do que já esta.- ele não olhou para mim uma única vez, mas eu não vou perguntar o que aconteceu de novo, é problema dele não querer me contar.
- Ainda vamos visitar a Torre hoje? – perguntei, pegando minha bolsa.
- Por que não iríamos? – ele disse, é disse, eu interpretei como uma pergunta, ele estava sem emoção.
Eu não vou perguntar, não vou, não vou !
- Desculpa por ontem a noite, juro que não vai mais acontecer. – ele falou.
- Tudo bem... – ele pedindo desculpas? Normalmente era eu que fazia isso depois de uma briga – Até depois da prova .- disse saindo do apartamento.
Fiz a prova correndo, esperei a mulher que dava a aula corrigir-la, ela tinha um pircing no nariz, era meio metida e fazia um bico ridículo quando falava, ela me entregou o certificado do curso com uma cara de nojo do tipo “Meus parabéns, dane-sse.”
Voltei para o apartamento correndo, mudei de idéia, eu iria perguntar a Scott o que a minha avó queria alias deve ter acontecido alguma coisa, eu estava sentindo que sim, e olha eu nem sabia que tinha sexto sentido, a sensação é muito estranha.
- Vamos?- nem consegui entrar no apartamento, Scott me pegou pelo braço e me fez dar uma meia volta, pude olhar de relance umas coisas pretas em cima das nossas camas.
-Aquelas coisas eram malas? – perguntei enquanto ele fechava a porta.
-Tem um vôo marcado para hoje a noite – me avisou.
-Que? Como assim ?- nos iríamos ficar em paris até semana que vem!! – Não vou sair de paris tão rápido assim, tem alguma coisa a ver com o telefonema da velha? – perguntei.
- Como eu já te disse, ela não me falou nada – ele queria interromper o assunto.
- Ela te falou alguma coisa sim, e eu sei que tem a ver comigo, porque não me fala? Para onde é o vôo ? –
- Para casa – ele disse triste podia ver na sua expressão que estava lembrando do assunto da ligação.
Não queria ficar pensando nisso, se fosse uma coisa tão ruim quanto parecei ser, eu gostei de não ficar sabendo, já que tinha poucas horas em Paris precisava aproveitar.
- Se só temos poucos tempo para ficar em Paris.... temos que aproveitar ! – disse dando um pulo e fazendo a melhor voz que pude .
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