Uma Aventura para Killian Jones
1 Aventura
Notas iniciais
Fazia um belo dia de sol em Storybrooke. Parecia ser em comemoração ao tempo de paz que reinava na cidade ultimamente. Não havia vilões, monstros ou maldições para enfrentar. Tudo estava bem...
Menos para Killian Jones. O Capitão estava entediado. Séculos no Jolly Roger embarcando em uma aventura atrás da outra havia o feito se acostumar com uma vida agitada. E agora, Storybrooke, pacífica, não podia parecer mais chata para ele.
Gancho esteve em cada canto da cidade, procurando algo que fosse no mínimo interessante. Não encontrou. Estava prestes a desistir e voltar para o seu amado navio, quando avistou a biblioteca.
Bela se surpreendeu quando viu o Capitão entrar. Ele nem pareceu tê-la notado, olhando em volta como se procurasse algo.
—Eu posso ajudar?-Perguntou. -Killian?
—Ah, Bela. Não, acho que não pode. Estou entediado. No momento, adoraria enfrentar algum gigante, ou algum monstro marinho... Até mesmo uma bruxa má ou algo assim. Acha que Malévola viraria um dragão se fosse provocada?
—Não acho que seja uma boa ideia. Mas... Talvez eu possa te ajudar. Está procurando uma aventura, certo? Acabou de encontrar. -O pirata ergueu uma sobrancelha.
—Há alguma besta a ser enfrentada na sala dos fundos?
—Não, Gancho. -Saiu de trás do balcão. -Olhe quantos livros há aqui. Eles podem te levar para qualquer aventura que imaginar, sem que precise sair do lugar.
—Ah, certo, amor. Eu vou... Irritar Malévola ou talvez o Crocodilo.
—Espera. -Foi até uma das estantes e voltou com um livro. -Tente isso, pelo menos só dessa vez. Acho que vai gostar.
—Peter Pan, de J. M. Barrie. Jura? Depois de toda a confusão na Terra do Nunca, depois daquela maldição...
—Você está no livro. -O pirata calou a reclamação.
—Ótimo, vou dar uma chance à sua... Aventura livresca.
Killian se sentou numa das mesinhas e começou a ler. Em poucos minutos ele já havia se esquecido de tudo ao seu redor, era como se o livro tivesse o sugado para dentro dele. Havia embarcado totalmente na história (completamente fantasiosa) onde Pan era um herói e Gancho um vilão... Nada atraente.
—Hum... Killian?-Bela chamou. -Killian. -O pirata ergueu a cabeça. -Já anoiteceu, preciso fechar a biblioteca.
—Ainda não terminei o livro. -Ela sorriu.
—Então está gostando?
—Não se parece nem um pouco com a realidade, mas sim, estou.
—Se é assim... Pode levar o livro com você e devolver quando terminar. Apenas seja cuidadoso, não o amasse, nem o suje, não quero uma gota de Rum nele, ouviu bem?
—Pode deixar, amor. -Ficou de pé, pegando o livro. -Ele voltará intacto pra você. Eu prometo.
—Ótimo. Todos esses livros são como meus filhos. Se machucar um deles, vai despertar uma mãe muito zangada.
***
Nos dias seguintes, tudo o que Killian fez foi ler. Ele estava completamente focado na história. Podia não se parecer com a história verdadeira (onde Pan era terrivelmente mal e um sequestrador de meninos inocentes, além de ser pai de Rumplestilskin), mas era interessante.
Onde Gancho ia, o livro ia também. Leu no Jolly Roger, leu na Lanchonete da Vovó, na praça, no porto, e na biblioteca. Ele adorava o silêncio da biblioteca e a presença tranquila de Bela, que sempre perguntava como estava a leitura, no fim de cada dia.
Quando Killian terminou o livro, naquele fim de tarde, ficou um pouco surpreso. Quando havia pegado o exemplar semanas atrás, não achava que ia tão longe e nem que ia acabar gostando.
—E então?-Bela perguntou, se aproximando.
—Bem, nem um terço disso aconteceu. Pan não é um herói e em momento nenhum é citado que o Capitão Gancho é diabolicamente lindo... Mas é um bom livro. Você estava certa. Foi uma aventura.
—Sabia que gostaria. -Sorriu. -Pronto para a próxima aventura, Capitão?-Killian sorriu, entregando o livro.
—Estou sempre pronto, amor.
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