Notas iniciais
Então, meninas... este é o último capítulo de Uma Aventura de Amor... demorei a postar porque realmente estou muito ocupada... espero que vocês curtam, ok? Beijinhos e boa leitura!

Já em terra firme, o bando se preparava para chegar até o castelo abandonado, onde havia a grande torre e onde estava supostamente o tão almejado tesouro. Enquanto caminhavam, eles observavam o lugar. A lua no céu iluminava a escuridão da noite.

– Chegamos – comentou Jonas ao avistar o castelo, do outro lado. Uma forte claridade do fogo o iluminava – estão preparados?

Todos concordaram com a cabeça.

– Certo – falou ele, olhando cuidadosamente para o chão – vamos atravessar o rio por essa ponte aqui – e pisando na ponte com cautela – ela tá meio sensível, portanto, tenham cuidado. Sem falar que há um monte de crocodilos lá embaixo famintos, esperando por nós.

– Mamma mia... – estremeceu Barata, com as mãos na boca.

– Vamos.

Enquanto caminhavam devagar pela ponte, ouviram um rugido vindo dela.

– O que é isso? – indagou Verônica, tensa – oh, meu Deus, Jonas...

– Segurem-se! – ordenou ele.

– Vamos passar de uma vez – falou Zac.

– Não olhe pra baixo – falou Jonas pra Verônica, que ia logo atrás dele; Brian em seguida; e Zac e Barata no final.

Olhando para baixo, Barata, de repente, resmungou outra vez:

– Mama mia...

Mas quando menos esperaram, já estavam do outro lado da ponte. Haviam atravessado.

– Graças a Deus... – sussurrou Verônica, aliviada.

O grupo observou o lugar. Jonas e Zac na frente.

– E então? – indagou Jonas a Zac – acha mesmo que vamos ter companhia? Parece vazio.

Pensativo, Zac limitou-se a observar o grande castelo.

– Oh, man – falou Brian – não parece que tem alguém aí...

– Bom – respondeu Jonas – vamos ver...

– Vamos fazer o que agora, Jonas? – indagou Verônica.

– Melhor a gente se separar – sugeriu Jonas.

– Qual é o plano? – indagou Zac.

– O plano? – respondeu Jonas – bom, o plano é o seguinte: a gente entra no castelo; Zac, Barata e eu cuidamos do dragão – e fitando Verônica – você vai com o Brian até o tesouro, ok? Brian, o mapa está aí com você, não está?

– Está aqui, man – respondeu o amigo, tirando o mapa do bolso – Certo.

– Mas e se o dragão for muito grande? – indagou Barata, nervoso – como vamos matá-lo?

– Eu trouxe alguns cipós aqui – comentou Jonas. Verônica imediatamente o fitou – é emprestado – garantiu ele, fitando-a. – bom, dois de vocês amarram o dragão e o outro ataca com a espada.

– Isso pode ser loucura, Djonas – comentou Brian.

– E tem ideia melhor?

– Podemos fazer isso, sim – assegurou Zac.

– Certo – falou Jonas, indo na frente – então, vamos.

Quando entraram no castelo, andaram alguns metros antes de serem surpreendidos pelo enorme dragão. Desembainhando a espada, Jonas gritou:

– Brian, vá! Agora!

– Certo – murmurou o amigo, puxando Verônica pela mão. Enquanto os dois corriam em direção à torre, Jonas distraía o dragão, tentando golpeá-lo. Zac, atento, pegou o cipó e começou a amarrá-lo. Tentando ajudar, Barata também puxou o outro lado do cipó. Enquanto um puxava de um lado, o outro puxava do outro.

– O cipó não vai detê-lo por muito tempo – gritou Zac.

– Será o tempo suficiente – respondeu Jonas – vamos atrás dos outros.

Mas, de repente, uma risada foi entoada no ambiente. Eles viraram-se, surpresos.

– Herval – falou Zac.

– Ora, ora – comentou o príncipe, com um sorriso cínico no rosto – não vão me dizer que vocês estão atrás do tesouro também? Agora entendo porque você nunca mais voltou pra me trazer notícias, Zac. Se bandeou para o outro lado, né? Esqueceu sua majestade?

– Você não é minha majestade! E nunca será!

Herval gargalhou outra vez.

– E a princesa, cadê? – quis saber o príncipe.

– Não existe princesa nenhuma – respondeu Jonas – você perdeu o seu tempo, alteza.

– Como assim não existe princesa?

– Desde o princípio, eu só quis me vingar de você, Herval – comentou Zac, fitando o príncipe – nunca fui fiel.

– Se vingar de quê? – indagou Herval – do que está falando, moleque? – e rindo – como você é tolo, Zac. Igual ao seu pai.

– O homem que você matou e por isso vai pagar caro agora! – gritou Zac, antes de partir para cima d o príncipe.

Enquanto Zac e o príncipe começavam um duelo de espada, Barata olhava aflito para o dragão, que contrariado, tentava se livrar do cipó. Outros homens de Herval apareceram e Jonas foi obrigado a lutar também. Distraído, Barata foi atacado por um dos capangas do príncipe e foi para cima dele também.

Enquanto isso...

Brian trocava socos com um dos homens de Herval, já na torre. Tentando ajudar, Verônica pegou o mapa e foi até o lugar indicado. Era uma pedra no canto da parede. O tesouro devia estar ali. Tentando puxá-la, ela não conseguiu. Era grande demais.

– É pesada demais – comentou ela, fazendo força.

– Ok – respondeu ele, enquanto socava outro homem que aparecera – tente, então, usar o código decifrado...

Verônica, então, tentou mais uma vez, mas foi em vão. Nisso, apareceu um terceiro homem na torre, e partiu para cima dela. Tentando se defender, ela chutou o homem, que gemendo, deu-lhe um tapa, fazendo-a voar longe. Jonas, então, apareceu nesse momento e partiu para cima do homem, que desarmado, fugiu.

– Você tá bem? – indagou ele.

– Tô – respondeu ela, recompondo-se – achamos o lugar, mas essa pedra está pesada demais...

Jonas, então, passou a puxar a pedra usando toda a força que tinha. Também não conseguiu.

– Só deve abrir com o código – comentou ele, e então, passou a pôr o código. De repente, aproximaram-se Brian e Barata.

– Vamos lá... – murmurou Jonas, concentrado – tem que dar certo...

Eles, então, ficaram na expectativa, até que, de repente, a pedra se abriu, fazendo com que uma nuvem de poeira atingisse os olhos deles. Tossindo, eles afastaram-se.

– Vejam! – gritou Verônica, de repente.

Admirados, eles avistaram várias pedras preciosas e algumas barras de ouro ali dentro. Emocionados, não conseguiram conter o riso e a alegria.

– Estamos ricos, man! – comemorou Brian, enquanto Jonas pegava as pedras preciosas.

– Me ajudem aqui – pediu ele.

Pegando o tesouro, cada um guardou uma parte onde conseguira.

– Vamos logo sair daqui – murmurou Jonas, levantando-se.

Eles saíram da torre.

**********

Herval e Zac duelavam na parte inferior do castelo . Quando o bando desceu, encontrou Zac quase sendo derrotado pelo príncipe.

– Ora, ora – falou Herval, de repente – aí estão vocês... então, quer dizer que todos vocês derrotaram os meus homens? Que interessante.

Vendo Zac em desvantagem, Jonas pegou a espada e apontou para o príncipe.

– Sabe – falou ele – eu não simpatizo com príncipes e nobres...

– E quem é você? – indagou Herval.

– Jonas Marra.

– Quer comprar o barulho desse inútil aqui? Não se esqueça que ele era do meu lado e espionava vocês. Quem garante que ele não vai traí-lo também?

– Cale a boca e suma daqui. Como vê, seus homens já recuaram. Você está em desvantagem.

– Eu vim atrás do tesouro.

– Tarde demais, alteza. O tesouro já é nosso.

Herval fitou-o, intrigado.

– Do que você está falando?

– Você chegou tarde demais.

– Não... não pode ser!

– Você perdeu, Herval – comentou Zac, de repente, do chão – aceite.

– Não! – esbravejou Herval, e em seguida, partiu para cima de Jonas. Eles, então, rolaram pelo chão. Enquanto isso, o dragão se soltava, fazendo os outros correrem. Levando a melhor, Jonas apontou o punho para o príncipe, mas foi logo distraído pelos gritos dos amigos.

– Jonas, vamos! – gritou Verônica.

Levantando-se, ele correu atrás do bando, que já corria para a saída do castelo.

– Voltem aqui! – gritou Herval, indo atrás.

O portão do castelo, que parecia não funcionar há séculos, resolveu se fechar justamente naquela hora que eles estavam saindo. Barata passou; Verônica passou; em seguida, Brian e depois Zac.

– Jonas! – gritou Verônica, tensa.

Quando o portão já estava quase encostando no chão, Jonas passou rolando por baixo. Assim que passou, ele olhou para trás. Um barulho de ferro foi ouvido. O portão fechara. Desesperado, Herval gritou do outro lado.

– Precisamos ajudá-lo... – murmurou Verônica, mas Jonas a puxou pelo braço.

– É tarde demais, vamos!

O bando passou a correr. A ponte parecia mais frágil e balançava com o vento. Um por um foi atravessando, mas no meio do caminho, Verônica caiu, e se agarrou ao corrimão de cipó. Barata imediatamente a puxou de volta. Correndo, eles chegaram até o outro lado da ponte. Livres e exaustos.

***********

Já no navio, o bando comemorava a busca pelo tesouro, as vitórias e o fato de estarem podres de ricos.

– Estou rico! – gritava Brian – eu ainda não acredito que estou rico!

Os outros riam. Barata comia.

– Bom – falou Jonas, de repente – então é hora da gente se separar e cada um voltar pra sua vida como era antes...

– Quem disse? – indagou Verônica – agora que estou rica, não faço mais nenhum trabalho doméstico, sabia? – brincou ela.

– E a nossa casa, vai ficar uma bagunça, é?

Verônica puxou Jonas pela gola da camisa.

– Você que pague criadas para isso, meu bem, que eu vou ser apenas a patroa – riu ela.

– Ok.

Eles, então, se beijaram.

Rindo, Zac, então, se aproximou de Brian e Barata.

– Foi uma honra viver toda essa aventura com vocês – falou ele.

– Ah, que isso, você já faz parte do bando, man – respondeu Brian, cumprimentando-o com um abraço. Enquanto isso, Barata devorava uma maçã.

– E você, grandão? – brincou Zac.

– Essa busca pelo tesouro me deu uma fome... – comentou Barata.

Jonas e Verônica, então, se aproximaram.

– E então, rapazes? – indagou Jonas – o que vamos fazer agora?

– Devolver o barco ao dono – comentou Zac.

– Bem lembrado – concordou Verônica.

– E mais o que? – quis saber Jonas.

– E depois aproveitar de todo o conforto que a riqueza pode proporcionar – falou Brian, divertido.

Silêncio.

– Barco me lembra sereias – comentou Barata, de repente.

Todos se entreolharam.

– AS SEREIAS!!!

*****

FIM

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!