Uma Armação do Acaso
3 Capítulo 3 - Revelações atordoantes
Notas iniciais
depois de ter perdido seu pai, ana descobre coisas que mudarão sua vida para sempre...
Era um terrível começo para uma amizade. Mas isso não abalou completamente Anna, que por sua vez já estava acostumada a perder pessoas. Ela não conviveu com sua mãe, e agora com seus nove anos acabara de perder o pai, seus avós estava mortos desde seu nascimento. Não havia mais a quem recorrer, então Anna foi levada para um orfanato.
Lá era terrível para quem estava costumado a uma boa vida. Cada órfão tinha uma cama, mas todos dormiam em um mesmo dormitório, no chão nenhum tapete, nas janelas nenhuma cortina, nas camas nenhuma manta tricotada nem industrializada, apenas lençóis, as crianças que tinha herdado algo levavam para o orfanato, ao menos se fosse uma casa, ou algo do tipo, então poderiam morar na mesma.Mas esse não era o caso de Anna, ela não herdou nada do pai.Pelo contrário, quem herdou foi uma pessoa que jamais imaginaram que poderia herdar algo do Sr. Smith. Quem herdou seus bens ? will, isso mesmo o pobre menininho acabara de herdar todos os bens de Charles.- como assim? Will herdou todos os bens de meu pai – indagou Anna – impossível! ele nem era da família nem nada...- ai que você se engana querida – exclamou uma senhora. Era a mãe de will- Seu pai a muitos anos atrás teve um caso comigo, eu que na época era jovem, uma cigana que mau conhecia os rapazes, me deixei levar por aquele galanteio todo, Seu pai e eu nos casamos, e eu engravidei de will, quando ele soube que seria pai, fugiu para a Inglaterra...- Não pode ser – gritou Anna – papai sempre morou na Inglaterra, esse era seu pais natal, e sempre morou aqui em Londres.- É ai que você se engana. Assim como enganou a mim, seu pai te enganou. Após fugir, mantemos contatos por cartas, seu pai se casou novamente. Com sua mãe Isabelle, e então ela engravidou de você.Ao te ter Isabelle morreu, como você já deve saber, e seu pai me avisou, então me alegrei novamente, estava casada, mas poderia dar um fim ao meu marido e finalmente voltar para os braços de seu pai. Mas ele não queria mais nada comigo, antes sua explicação era sua nova mulher, e depois foi você – disse Caroline.- Mas então, sou meio irmã de will? – perguntou Anna- é sim – disse com um sorriso maliciosoNa verdade Anna não era meio irmã de will, na verdade não tinha nenhum laço familiar com o mesmo. Caroline sabia que se houvesse sequer o mínimo laço possível com o pobre sr. Smith conseguiria parte de sua herança. E como naquele caso não havia herança escrita, o filho mais velho, no caso Will, ganharia maior parte de seus bens, e a filha mais nova, não ganharia praticamente nada, isso é se ainda sobrasse alguma coisa. Por que poderia acontecer de Will ganhar a maior parte, e com isso não sobrar mais nada para a jovem mocinha.Anna ficara inconformada com seu destino. Como ela, mocinha tão refinada, que sempre tinha tudo o que precisasse, agora não teria mais nada? Então inconformada consigo mesma, Anna foi atrás de will, que provavelmente saberia de tudo.- will, você me enganou!- vociferou Anna- do que esta falando ? – questionou will- Estou falando. Na verdade afirmando. Que você esta envolvido nessa armação da Caroline! Você sabia o tempo todo que meu pai tinha herança. E por isso se envolveu comigo! Tudo armação — em meio às palavras lagrimas irrompiam do rosto de Anna.- Claro que não. Caroline... infelizmente não posso lhe falar. Se assim o fizer. Provavelmente morrerei. - Por que?- Caroline tem contato com o rei. Na verdade é intima da mulher do mesmo. Lúcia, a mulher do rei, é irmã de Caroline! – Will explicou aos berros- Então...- Agora que você sabe da verdade, provavelmente irão atrás de você. Fuga o mais rápido possível. Senão nada além da prisão é o que irá te restar.Após receber essa notícia, Anna entra em estado de choque, mas mesmo assim resolve ouvir seu amigo.Sai correndo pelas ruas de Londres em direção ao porto. Chegando lá não encontra um navio sequer apenas um pequeno bote. Resolve então partir de noite, com abastecimento suficiente para um mês em alto mar. Enquanto Anna corre desesperada tentando se salvar de seu destino, will chora, pois sabe que tudo que falou para Anna era mentira. Não tinha laço algum entra Caroline e a mulher do rei, muito menos parte maior da herança para Will. Tinha tudo sido uma grande armação de Caroline, e não poderia confessa-la se prezasse sua vida...Anna correu até sua casa, e pegou tudo que ainda lhe restará, desde comida, até pertences pessoais. Após tomar tal medida foi em direção ao porto, pegou seu bote e partiu. Will, acompanhou a cena da partida da amiga de longe, queria interrompe-la, mas não podia, pelo mesmo motivo de ter que mentir para a mesma.O mar estava agitado, ondas altas ameaçavam o barco de virar, Anna estava desesperada, tinha que achar terra firme,senão morreria afogada, ou até mesmo devorada pelos tubarões que possivelmente estariam rondando-na.Após mais ou menos uma hora vagando em meio as ondas Anna encontra terra firme,e sem nenhuma dúvida rapidamente direciona o bote para a ilha.Chegando na Ilha puxou seu barco até a areia, onde o mar não o alcançaria, e começou a procurar um local para se acomodar, tinha de ter alguma caverna que fosse para ela poder se aquecer com uma fogueira, e se não houvesse, faria uma cabana com as folhas de palmeira que se encontravam espalhadas ao chão. Depois de mais ou menos uma hora rondando a ilha, não encontrou nenhuma caverna ou coisa do gênero,então teve de começar a providenciar uma cabana com as folhas de palmeira.
Foi até o bote e pegou a corda que usava para controlar o mastro, e a vela serviu de cobertor, com a parte que liga a folha da palmeira a palmeira, ela fez pratos onde se alimentou, e com os “cabelinhos” do coco fez com que as chamas continuasse queimando algo.Sua sorte foi que quando encontrou a ilha ainda estava anoitecendo, pois senão não teria como providenciar nada que pode fazer com que continuasse viva.Depois de se alimentar, foi se deitar, havia tido um dia cansativo e cheio de revelações, que a haviam deixado atordoada. Porém ao se deitar não conseguiu adormecer, imagens e pensamentos surgiam em sua mente, fazendo com que se levantasse em busca de paz, porém quando olhou para o lado viu uma enorme embarcação...Pirata! Ficou em pânico, porém não tinha muito que fazer, pois não poderia simplesmente sair de bota da ilha, senão facilmente seria apanhada, e também não poderia ficar a mostra se quisesse viver, resolveu então se esconder dentro de sua cabana, que por sinal, não era lá muito...Discreta! Passando-se uma ou duas horas Anna achava que já tinham partido, porém se enganará, os piratas ainda estavam lá, e havia um menino com eles, será que era refém, ou aliado? Preferia não descobrir no momento, e quando resolveu voltar para a cabana foi abordada por um pirata alto e com uma cicatriz na sobrancelha, ele tinha um olhar malévolo, e penetrante, que deixaria qualquer pessoa em sã consciência com medo.- Senhor... – Anna na conseguia achar palavras para serem proferidas- O que uma menina tão pequena faz aqui nessa ilha sozinha? – o pirata então se abaixou para poder ficar nivelado com a menina.Anna então lhe contou toda história. O pirata que ao princípio parecia cruel, agora assumia um aspecto dócil e compreensivo.- menininha, não costumo fazer isso mas...sua história me deixou comovido...assumo, que é coisa rara de acontecer hein ? – Tentou fazer uma brincadeira com Anna, que por sua vez, continuou inexpressiva. – gostaria de saber...se você quer se juntar a nós...Anna ficou chocada, não é sempre que se recebe um convite para ser uma pirata...mirim!Porém mesmo assim...aceitou, não havia nada a perder, agora que já não tinha famíia, apenas decepções.
Notas finais
é isso ai gente. a mesma coisa de sempre.. comemtem 8)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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