Uma Armação do Acaso
2 Capítulo 2 - um triste começo
Notas iniciais
e..começa õ/
Era frio, e estava tudo escuro e silencioso quando se ouviu uma criança chorando, mais precisamente um bebê, acabara de nascer Anna, e sua mãe morrera no parto por conta do esforço realizado.
Os anos foram se passando e Anna foi crescendo, e sendo educada pelo seu pai. Apesar de não serem tão ricos, os Smith também não eram tão pobres, eram o que podemos chamar hoje de classe média. Anna apesar de não ter mãe era uma menina delicada, e meiga, que nunca se deixava abalar por nada, ou por praticamente nada:-Ah! Pai eu não quero ter que dançar com esse menino – disse olhando de relance para o menino que acabara de chagar na cidade, Will.-Mas minha filha já é uma tradição da sua escola, e você nunca se opôs a dançar com ninguém.-Eu sei, eu sei – respondeu desviando o olhar para não ter que ouvir mais sermão do pai.-Então...Por que isso agora?-É o seguinte, eu mal conheço esse menino, e ele também é meio esquisitinho – justificou olhando para will.A menina sem querer soltou um som de quem esta com nojo de algo. O menino que não era tão bobo percebeu que ela também o achara feio, como todas as meninas que já conhecera, mas ao se virar de costas Anna colocou a mão sobre seu ombro.-Então...Vamos ensaiar? – disse ela com um sorriso amarelo-Vamos! O olhar de Will se iluminou, e logo Anna, que já estava acostumada a sempre procurar as características boas da pessoa percebeu que o menino era bondoso, e não era mimado como seus colegas de classe. Seus olhos eram castanhos e profundos, e transmitiam sensação de mistério, e de alguém que tem algo a esconder.Ao começaram a dançar, os dois começaram a conversar, e no final do ensaio Anna resolveu fazer um convite para seu novo colega:-Olha se você quiser ir lá pra casa pra gente...A menina procurou uma desculpa, mas já era tarde demais, will já percebera que Anna queria não só ser sua companheira de dança, mas sim sua amiga!-Sim! Pode ser assim agente...Ensaia mais! -Ah claro, claro – concordou desviando o olhar – temos que ir andando, senão fica tarde, qualquer coisa peço para meu pai te acompanhar até sua casa depois.-Ah! Não preciso eu moro pertinho de uma padaria, na verdade, irei começar a trabalhar nela amanhã creio eu. E também não quero causar problemas nem preocupações a seu pai — disse sorrindo-Então está bem vamos – respondeu Anna desconfiada.Em que padaria seu mais novo amigo trabalharia? Ao chegar em casa Anna apresentou seu amigo para seu pai, quando o mesmo recebeu a will desconfiado, mas se fingindo seguro de si:-Olá – cumprimentou o pai com um sorriso amarelo-Papai, esse é Will, ele foi meu colega de dança hoje, na verdade iremos dançar juntos – disse apresentando seu mais novo colega-Will...esse nome não me é estranho, qual seu sobrenome Will?- Ãn? Ah sim, é will Swann senhor. – respondeu estranhando-Ah! Meu deus que coincidência nossa – gritou. – coincidência ou acaso? Bom seja qual for foi bem vindo.-O que foi papai? Will que desde o começo da apresentação esteve calmo e confiante, no momento pareceu nervoso e curioso, o que envolveria tais famílias em um acaso? Ou até mesmo em um caso, não agüentava mais tanta enrolação, queria saber logo o que tinha envolvido seu nome.-Conte-nos rápido – falou Will – minto...Por favor, senhor o que envolve meu nome em tal acaso? – corrigiu-se- ah calma meu rapaz.- disse acalmando o menino — Anna...Lembra que eu havia lhe dito que tinha contratado um menino que acabara de chagar na cidade para trabalhar aqui? Então creio que é ele. – explicou o paiUm sorriso se abriu no rosto de Anna, mal podia acreditar que seu amigo trabalharia na mesma padaria que seu pai e o melhor, que ela!-Que maravilha! – e se voltou novamente para o menino – que bom, que bom, bem que você me avisou que iria trabalhar em uma padaria aqui na cidade. – comemorou Anna-Bom minha filha, se você e seu colega não se importarem eu vou voltar para a padaria estou trabalhando em uma nova receita de bolo, com licença.Ao pai de Anna se retirar dos aposentos em que se encontravam, Anna quis mostrar toda a casa para seu amigo, desde a sala onde se encontravam até seu quarto e os banheiros.-Bom vamos logo...Tenho muito que lhe mostrar e temos pouco tempo para fazer tudo — sorriu Anna.-Ok. Por onde começamos?-Pelo meu quarto está bom – respondeu AnnaAo chagar no quarto os olhos de will brilharam como nunca haviam brilhado antes.Era incrível a combinação de delicadeza e bom gosto presente naquele quarto. A cama forrada com uma manta tricotada à mão pela própia menina tinha as cores de rosa e de branco. No chão um lindo tapete branco se estendia de um lado a outro do cômodo, e ao levantar um pouco mais o olhar podia se apreciar as paredes, pintadas de branco, com detalhes em rosa. E na janela duas cortinas, que serviam para dias de sol, ou até mesmo para ocultar algo dentro do cômodo. Nas prateleiras havia montes de bonecas, todas penteadas e enfileiradas, como se fossem arrumadas uma a uma, e de fato eram.
-Nossa! Quantas bonecas você tem – disse will maravilhado-Pois é, papai sempre procura me comprar novas bonecas a cada mês. E cuido de cada uma como se fossem filhas.-Quem me dera minha mãe fizesse o mesmo comigo, mas nem tem como, somos muito pobres, temos que trabalhar os dois para conseguir comprar alimentos. Por que hoje em dia tudo esta mais caro...O brilho que estava no olhar de Will desaparecera quando se lembrou de sua mãe, e de suas condições precárias de vida.Mas logo voltou quando Anna sugeriu que começassem a brincar:-Entendo...Mas enfim, estamos aqui para brincar, ou para falar de nossas vidas?-Dos dois eu acho...-Bom pode até ser, mas acho que isso não fará muito bem para você – justificou Anna. Após algumas horas conversando sobre a vida e brincando, os dois foram até a padaria comer alguma coisa.ao entrarem se depararam com uma cena chocante. Tudo estava destruído e feio. O que antes era um pedaço do paraíso agora se transformara na pior de todas as visões que se pode ter.O pai de Anna estava estirado ao chão, desacordado e ensangüentado. Os dois entraram em pânico, e Anna foi correndo verificar como estava seu pai:-Papai, papai – gritava ela desesperada.-Vou buscar ajuda-Sim vá, enquanto isso eu tento ajudar meu pai...Will saiu desesperado em busca de ajuda, no meio da noite gélida de inverno não havia ninguém nas ruas a aquelas horas.o menino saiu correndo em busca de ajuda para um hospital, chegando lá procurou um médico.Não havia médicos disponíveis imediatamente. Por conta do frio muitas pessoas tinham adoecido, e estavam sendo atendidas.Mesmo assim will não desistiu, e foi em busca de um médico mesmo sabendo que a maioria estava ocupada no momento.Após tanto persistir acho um médico livre, seu nome era Cláudio, ele assim que viu o menino chegar ficou preocupado, e quis saber o que o menino tinha de tão urgente para falar:-o que ouve menino?-o pai da minha amiga, o padeiro, Sr. Smith, está desacordado...Parece estar a beira da morte – respondeu em meio aos soluços-Meu Deus isso é horrível, quem fez isso com ele?-Não sei. Eu e Anna estávamos no quarto dela, e quando fomos a padaria encontramos tudo destruído e o Sr. Smith machucado e ensangüentado.- Meu Deus isso é grave. Vamos passar na polícia quando estivermos indo, creio eu que é no caminho para a padaria.-Assim espero...Depois de ter encontrado um médico, foram correndo ao encontro de Anna na padaria, também estava com eles o policial.Ao chegarem na padaria já era tarde demais, Anna chorava sobre seu pai, e o mesmo se encontrava morto.A padaria estava em um estado precário.Doces e pães todos espalhados pelo chão, as vitrines destruídas...Era terrível!-O que aconteceu aqui? – perguntou o policial Stanley-Eu não sei...Estávamos brincando lá em cima, e depois de mais ou menos duas horas agente desceu para comer alguma coisa, e quando chegamos...- respondeu Anna em meio aos soluços-Vocês ouviram alguma coisa, um som, por exemplo, vindo da padaria?-Na verdade não. Meu quarto é muito distante da padaria, é no segundo andar. E é a prova de som, papai o construiu assim para a época da guerra. – explicou Anna-Ah sim...Entendo. – sussurrou o policialMas ninguém compreendera quem poderia fazer aquilo com o padeiro. Ele não cultivava inimigo, pelo contrário, todos na cidade gostavam muito dele. A não ser, que tivesse sido alguém que estivesse ligado a alguma coisa de seu passado.Ninguém da cidade toda, nem mesmo Anna conhecia tudo sobre seu pai.O medico o levou para o hospital, caso ainda houvesse algo a fazer.Mas não havia. Charles já estava morto, e nada mais poderia traze-lo de volta a vida. Nada que já conhecessem.
Notas finais
espero que gostem..e por favor quem gostoui comente.. obrigado (:
kissus :*
kissus :*
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