Uma Aprendizagem

7 James, James, James


Notas iniciais
Esse capitulo era de uma outra história que eu estava e escrevendo, iria ser só a parte do James, mas resolvi encorporar a essa história aqui.

No outro quarto, o irmão de Alvo, James Sirius Potter, um rapaz muito popular do 6° da Grifinória prometeu a si mesmo que nunca mais iria ouvir seus amigos estúpidos, Tibius, Eddy e Dren. Por causa deles, agora seu pai provavelmente iria deserda-lo, sua casa perdeu 400 pontos e, para completar, seu mapa do maroto foi roubado. No lugar, apenas um grande pergaminho velho, com uma frase que ele viu surgir bem diante de seus olhos: Te peguei.

Aquele começo de ano tinha sido glorioso. Tudo estava indo bem para ele. Era querido pelos professores e por algum milagre tinha se saído surpreendentemente bem em seus O.W.L, graças a sua tia Hermione e a sua prima Dominique, que pegaram no seu pé. Mas James preferia acreditar que ele tinha uma aptidão natural para a magia ou todo tipo de coisa. Que só não era o melhor porque não queria.

James era o mais popular de seu ano, da sua casa e da escola. Bonito, esperto e charmoso, conquistava de funcionários á alunas de todas as séries. E aquele dia tinha sido ótimo, o que para James era o padrão. Até que, no almoço, Dren, aquele gênio, tinha vindo com a ideia de roubar as vassouras do time de quadribol da Lufa-Lufa, que vinha imbatível nessa temporada. James logo vetou a ideia.

— Isso é idiotice. E desonesto

— Ah, desde quando você é um medroso Potter!? Vamos lá, é só uma pegadinha – provocou Tibius

— É, não vai doer pra ninguém. E a gente ainda ganha o jogo e vai para a liderança das taças das casas.- Reiterou Eddy.

— Pensa assim James: Se tudo der certo, o que é lógico que vai, nós seremos saudados como heróis pelo pessoal da Grifinória. Nós vamos entrar para a história! – disse Dren de forma sonhadora.

Iludido por aquelas palavras – agora James conseguia ver isso claramente – ele concordou com o plano. Iriam até a sede do time da Lufa-Lufa, arrombar os armários e depois fugir por uma passagem secreta, que James sabia que existia por causa de seu Mapa do Maroto, seu tesouro mais precioso, roubado do escritório do seu pai e que foi criado pelo seu avô. Uma herança quase. Não podia se imaginar sem ele.

O plano era perfeito. Foram justamente na hora em que sabiam que Filch descansava antes de amedrontar os alunos em sua ronda noturna. Tudo ocorreu bem, até eles quebrarem o cadeado. Eles ouviram um barulho e o inconfundível barulho dos pés do zelador. E agora?

— O mapa, o mapa! – sussurrou Eddy, deseperado

Com a cara de quem tira uma carta da manga, James puxou o mapa de seu bolso para verem a passagem secreta que os safaria de um castigo por Filch. Mas qual não foi a surpresa dele ao ver, isso mesmo, um papel em branco. E nele, começar a aparecer : Te peguei, Te peguei, Te peguei. O estomago dele pareceu cair de uma altura de 1000 metros. Estavam perdidos.

E foram pegos. O pai de James, Harry, ficou tão furioso que proibiu suas saídas a Hogsmeade, e ele foi suspenso de participar de todos os jogos de quadribol da temporada; ficaria de detenção todos os finais de semana por dois meses, e a Grifinória perderia 100 pontos por cabeça. Nem em seus piores pesadelos ele imaginou isso. Como ele chegou nesse ponto? Se ao menos...

Depois que ele saiu da diretoria, não querendo ver mais seus “amigos” nem pintados de ouro, deu de cara com sua prima Dominique Weasley. Ela era alta, de cabelos loiros e muito magra. Andava mais magra do que de costume por causa do casamento de sua irmã com Ted. Tinha cortado o cabelo bem curto, e estava mais curto que o dele mesmo.

Ela o olhou com um misto de irritação e preocupação

— Você é um verdadeiro imbecil não é mesmo?

— Sempre um deleite ver você Mini. – James estava extremamente abatido.

— Você vai ter que se acostumar com o belo som da minha voz porque o pessoal da Grifinória vai esfolar você e os seus amiguinhos vivos.

— Não me diga.

— Porque você não cresce, James?

— Porque você não me deixa em paz para variar hein? Eu não pedi a droga da sua ajuda !!!

Dominique sabia que ele não falava a sério. James era horrível quando afrontado ou sobre pressão.

— Vai dormir Potter. Amanhã você me conta essa história louca... – E foi-se

Mas James não conseguiu dormir. Repassava uma, duas, três vezes o que acontecera no dia e não conseguia acreditar no tamanho de sua estupidez. Dominique tinha razão, ela sempre tinha razão. Mas o que mais o atormentava, era o mapa. Quem sabia da existência dele, fora seus parentes e seu círculo de amigos próximos? Quem o roubou? Onde? E, principalmente, por quê? Lá pelas três da manhã, James pegou o pedaço de pergaminho e escreveu, logo abaixo do “te peguei”

“O que você quer de mim?”

Quase instantaneamente, o pergaminho escreveu

“Justiça por todo o mal que você fez pessoas boas passarem”

James sentiu um frio na espinha. Que história era essa?

“Eu não sei do que você está falando...”

“Ah, mas você sabe... E você vai pagar por tudo o que fez”

James escreveu desesperadamente: “QUEM É VOCÊ????”

“Isso importa? Você tem sido uma pessoa muito má James. Muito, muito malvado. Só estou fazendo justiça”

James suou frio. Por que aquilo estava acontecendo com ele?

*

Ele não dormiu por dias. Ficava noites e mais noites olhando o teto do seu quarto e pegando de supetão a réplica de seu mapa, se perguntando se a pessoas que lhe estava escrevendo voltaria a se comunicar. Por vários dias nada ocorreu. Em uma noite de domingo, porém, as frases misteriosas voltaram.

“ Você quer o seu mapa de volta?”

Com a mão tremendo, ele escreveu em letras garrafais: S I M

“Hum...Mas porque eu deveria devolver ele para você?”

“Porque eu sou o Dono!”

“Sim, de fato...Mas eu não o colocaria de novo nas mãos de alguém, sabe, como você....”

“ Como assim, como eu ???”

“Ora ora, você sabe muito bem quem é e o que fez...”

James se exasperou. O que diabos queria dele?

“ Eu sou uma boa pessoa”

“Se você fosse uma boa pessoa, meu caro James, esse mapa nunca teria sido levado de você...É só lembrar em que situação que ele sumiu...”

Ele engoliu em seco. Estava mais furioso e mais confuso do que nunca esteve. Aonde isso o levaria?

“ Que fique claro: só devolverei o mapa quando você se arrepender de tudo o que fez...”

E o que ele fez? James se sentou na beira da cama, completamente desperto. O que ele fez, o que ele fez, o que ele fez?

Tudo. Ele tinha feito tudo. Sabotou colegas, professores, funcionários. Humilhou alunos mais novos, se aproveitou de sua fama, partiu inúmeros corações. As cenas de sua vida caótica rodavam a sua mente. Era isso que A Pessoa queria? Que sofresse?

Aquela noite também não conseguiu dormir. Pensou em tudo e todos. Seu pai, Naim, Mona ...Mas um nome lhe voltava na cabeça, e era o que mais doía de todos.

Alvo.

James precisava se desculpar com o irmão.

*

Depois de se desculpar e dizer que o amava, James conseguiu dormir pela primeira vez em um mês. Mas tudo estava muito longe de acabar. Ele tinha uma lista longa.

Notas finais
Comentem! Parei de escrever porque fiquei muito desmotivada que ninguém fala nada sobre a história...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.