Uma Aposta Para Dois

11 Capítulo XI - Bárbara Fernandez


– Então senhorita, deseja perguntar mais alguma coisa?

– Não, — sorri – está tudo certo agora.

– Isso quer dizer que não tocará mais no nome com “L”?

– É, eu prometo!

– Já que está tudo certo, hoje tem uma festa lá na praia, gostaria que fosse comigo.

– Não sei se é uma boa ideia, eu o deixei o dia todo. Mas posso ligar para ele, ok?

– Você não cumpre promessas né?

– Mas eu nem falei o nome! Não vale.

Depois de varias tentativas frustradas, resolvi desistir. Ele não me atendia de forma alguma e eu não estava afim de passar a noite pendurada no telefone tentando falar com uma pessoa que não quer me atender.

– Quer saber? Eu não estou nem aí pra ele. Vamos à festa.

– Assim que se fala! – ele disse comemorando – Por um acaso, você trouxe alguma roupa branca?

– Não, por quê?

– Porque é uma festa branca. Mas não tem problema, se corrermos conseguimos pegar alguma loja aberta.

– E você está querendo que eu compre uma roupa agora pra ir à festa?

– Sim, na verdade, eu vou comprar pra você, já que é minha convidada.

– Não mesmo, eu comprarei. Mas tenho que informa-lo de que eu demoro muito para escolher. – disse rindo.

– Então somos dois.

Entramos no carro e fomos direto para o hotel, lá havia uma loja, não muito conhecida, mas que por sorte ainda estava aberta. Enquanto escolhia algum vestido, Pedro sentou-se em uma poltrona em frente à cabine onde eu experimentava as roupas.

– O que acha dessa? – saí da cabine vestindo um longo.

– Nossa! – ele olhou abismado.

– O que foi? – disse olhando para o espelho – Não ficou bom?

– Pelo contrário, ficou ótimo!

– Jura? Porque eu achei meio exagerado para uma festa na praia.

– É, tem razão. Experimente este. – ele disse com um vestido na mão.

Novamente entrei na cabine, e quando sai, perguntei:

– E agora?

– Fala sério! Você está... Linda! Com certeza vai ser esse! Vou lá pagar, enquanto escolhe um sapato.

– De jeito nenhum. Acha mesmo que eu vou sair daqui com vestido e sapato novo pago por você?

– Qual é o problema?

– Claro que não, eu pago.

– Não discute. Vai subindo pra se arrumar enquanto eu escolho algo pra mim também.

– Tudo bem, mas eu vou ficar te devendo essa!

– Eu estou no quarto 3102.

Ele é um cavalheiro e isso me encanta, eu confesso. Adoro o jeito com que ele fala comigo, a simpatia de seu sorriso... Eu não deveria, mas me sinto culpada por estar com ele, mesmo que não haja nada de errado.

Por um momento parei de pensar nele e logo Lucas me veio em mente.

Ainda não tinha parado para pensar no problema que eu causaria se chegasse com Pedro à festa então para evitar surpresas, decidi ligar para meu irmão.

– Alô? – ele atendeu.

– Bruno?

– Bárbara, onde você tá? – disse sussurrando.

– Eu fui comprar uma roupa pra ir à festa. Qual é o problema?

– Nada. Então você vem?

– Se eu fui comprar roupa né? Porque está sussurrando?

– Não estou. A gente se vê lá.

– Ei, espera! Não desliga... Tenho que te avisar que estou indo com o Pedro.

– O que?! Não pode. O Lucas não vai gostar nada disso.

– Não liguei para pedir sua opinião, só estou tendo a decência de te avisar para prevenir o Luponni.

– Tudo bem, você já é bem grandinha e não precisa que eu fique lhe dizendo o que fazer. Mas tenho que te avisar, – ele disse sarcástico – o Lucas tem pavio curto quando se trata do Guerra.

– Ele também não é mais nenhuma criança, se ainda não aprendeu a se comportar não é problema meu ok? Tenho que ir, beijos.

– Você é quem sabe.